16 de outubro de 2013

Direcção dos Serviços de Identificação - excelência na Administração em Macau


Cartas de qualidade, qualidade de serviços, certificações ISO, são expressões vulgares no dia a dia da RAEM.
Infelizmente, tão vulgares quanto vulgarizadas.
Porque sem correspondência entre o que se promete e certifica e o serviço que se presta ao cidadão.
A Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) é uma (excelente) excepção.
Que merece público reconhecimento.
Facilidade no tratamento de todas as formalidades, atendimento rápido, eficiente, com simpatia, educação, multilingue, os funcionários da DSI merecem ver reconhecida a sua dedicação, o seu profissionalismo.
Um exemplo, o último, desta realidade:
Fiz a marcação online da substituição do meu BIR e do da minha filha.
Erro meu, fiz a marcação para uma hora que não nos era conveniente.
Um simples telefonema (o número de telefone está disponível na página da DSI) atendido na língua que o utente escolhe, de forma rápida e eficiente, e a alteração está feita.
Agora só é preciso comparecer no dia e hora marcados, todas as formalidades são ali tratadas, e o processo estará concluído.
É apenas um exemplo.
Mas é suficiente para ilustrar o tipo de serviços prestados pela DSI.
Porque é de inteira justiça, à semelhança do que já havia feito na própria página electrónica da DSI, aqui presto público reconhecimento a todos os que prestam funções naquela Direcção de Serviços.

22 comentários:

  1. Bom dia Pedro
    Felizmente existem serviços públicos excelentes e não reconhecê-lo é seguir na vulgaridade de apenas dizer mal de tudo.
    Também conheço alguns por cá, mas são verdadeiras excepções.

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    1. Também aqui é assim, luís - este caso é, infelizmente, uma honrosa excepção.
      A merecer público reconhecimento.

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  2. Estimado Amigo Pedro Coimbra,
    Estou inteiramente de acordo com suas sábias palavras.
    Porém existe algo que penso ter um procedimento errado, nada tem a ver com os zelosos funcionários, mas sim com a lei, o caso de se solicitar passaporte da RAEM, fiz o pedido e logo à partida me foi exigida a quantia de mil patacas, quantia essa não reembolsada caso o pedido não seja aceite.
    Penso possuir todos os requisitos exigidos para o pedido de passaporte, mas é assim já, é uma lei com dois pesos e duas medidas, já que muitos residentes de Macau de origem chinesa possuem passaporte português e podem iguamente solicitar passaporte da RAEM sem qualquer tipo de impedimento.
    Abraço amigo

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    1. Amigo Cambeta,
      Essa quantia estará, de certeza, prevista na Tabela de Taxas dos SIM.
      No que se refere ao passaporte da RAEM, pode consultar a respectiva legislação aqui (http://bo.io.gov.mo/bo/i/2009/21/lei08.asp).
      Atenção que não há qualquer semelhança entre a atribuição de passaporte português de origem chinesa e o inverso.
      A China só reconhece o chamado jus sanguini (só pessoas com ascendência chinesa podem ser cidadãos chineses sendo as excepções muito contadas).
      Os cidadãos chineses que são portadores de Bilhete de Identidade e de Passaporte portugueses são, para a China, só e apenas chineses.
      Estes documentos são reconhecidos apenas como títulos de viagem à face da lei chinesa.
      A atribuição de documentos por parte de Portugal a cidadãos chineses foi baseada no chamado jus solii (local do nascimento).
      São coisas completamente diferentes.
      Aquele abraço!!

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  3. Há sempre que dizer bem do que realmente funciona bem e por cá também temos excepções, mas temos e nunca ninguém fala do "bom"!

    Beijos

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    1. Fatyly,
      O meu contacto com a Loja do Cidadão (Coimbra) é precário
      Ainda assim, de todas as vezes que eu e a família lá precisámos de ir, excelente.
      A pena e a língua não nos podem ser lestas para criticar, preguiçosas para elogiar.
      Se merecem, pessoas ou instituições, devem ser reconhecidas.
      Beijos

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  4. Quando entrei de urgência no Hospital PÚBLICO da minha zona, também fiz questão de agradecer publicamente a maneira excelente como fora atentidad.

    Folgo com este seu louvor público.

    Tudo de bom, Pedro

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    1. São,
      Curioso que tenha esse comentário
      Fui operado aqui em 2008
      No hospital público
      Diziam-me cobras e lagartos da instituição
      Tem problemas?
      Tem?
      Podia funcionar melhor?
      Acredito que sim.
      Os problemas são as pessoas que lá prestam funções?
      Senti-me tão maltratado que fiquei amigo de algumas das pessoas que lá estavam - a senhora que fazia a limpeza, velhinha, que me ia visitar três vezes por dia para saber se estava tudo bem e se a minha mulher e as minhas filhas já lá tinham ido; o auxiliar que levava a comida e que ralhava comigo por eu me levantar e levar o tabuleiro e os pratos à copa para lavar; as enfermeiras que me trataram como se eu fosse um príncipe; os médicos que me deram mais qualidade de vida.
      Se a gente der uma ajudinha.....
      E, quando é caso disso, reconhecer os bons serviços que nós são prestados.
      É nossa obrigação, de cidadania, apontará o que está mal.
      Mas também reconhecer o que está bem.

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    2. O iPad deixa isto cheio de erros, porra!

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    3. É uma questão de cidadania e de justiça.

      Aqui, em Portugal, cada vez mais necessária, pois o Governo CDS/PSD está tacando tudo quanto é público para entregar aos privados.

      A reforma do Estado é necessária? É, só que o guião de Portas prometido para Fevereiro ainda não apareceu e o que se está a fazer são cortes cegos e a eito.

      Existem fincionári@s públic@s com justa causa para despedimento? Claro,Só que no privado também. Este maniqueísmo de que o privado é maravilhoso e o público péssimo é que me irrita!

      Sou aposentada da Função Pública e tenho orgulho de ter servido o meu país com dignidade e brio e tenho todos os impostos em dia...Gostaria de saber se quem tanto critica a função pública poderá dizer o mesmo.

      Além disso, não façam de nós o bode expiatórioa da incompetência de grande parte da classe política e do desvario que começou com Cavaco!

      Bom resto de dia, Pedro

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  5. Gostei de ler uma mensagem tão positiva!
    Quanto ao cinema francês pelo menos já viu Hiroshima, Mon Amour?
    Hoje vou de novo...há que aproveitar os preços baixíssimos dos bilhetes e a qualidade dos filmes!

    Abraço

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    1. Quando disse que o cinema francês passava ao lado era de Macau, não era de mim, Rosa dos Ventos.
      Eu gosto de cinema francês e vi muito.
      Mas, aqui, só se for muito circunstancialmente na Alliance Française
      Nas salas de cinema, filmografia de Hollywood, de Hong Kong, de Taiwan, da China
      Abraço

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  6. Caro Amigo Pedro Coimbra!
    Parabenizo-o por exercer a sua cidadania ao tornar de domínio público a excelência de um serviço público.
    Aqui também temos exceções, mas o que é mais comum é a exasperante inoperância dos serviços público.
    Caloroso abraço! Saudações cidadãs!
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Diadema-SP

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    1. Amigo João Paulo de Oliveira,
      Diga-me UM local no Mundo que os cidadãos achem que tem serviços públicos de qualidade
      Como em todas as outras profissões, há bons e maus.
      Este é bom, muito bom mesmo.
      Merece reconhecimento público
      Aquele abraço!

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  7. Por cá também houve essa moda, mas entretanto creio que já passou. Ou pelo menos deixaram de ser publicitados os casos de excelência.

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    1. Mas eu não gosto, muito menos acredito, na publicitação oficial desses casos de excelência, Carlos.
      Quando são os utentes a reconhecer a qualidade dos serviços que lhes são prestados, aí sim, acredito.
      A Administração a dizer que funciona bem?
      Os (maus) exemplos desse abuso aqui abundam

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  8. De facto a generalidade das pessoas está pronta para criticar ou reclamar. Elogiar um bom serviço é algo que fica muitas vezes esquecido. Muito bem. :)

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    1. Há que reconhecer o desempenho, o profissionalismo, a dedicação, de quem o merece, luísa.

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  9. Faz lembrar a Loja do Cidadão tuga, se bem que alguns serviços não corram lá muito bem... :P

    Beijocas!

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    1. Teté,
      O meu contacto, breve, com a Loja do Cidadão (Coimbra) faz-me ter a melhor impressão dos serviços prestados.
      Beijocas!

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  10. Ainda temos muito que aprender, principalmente no que respeita à burocracia. Há situações em que tratar do assunto mais simples é um verdadeiro tormento.
    Partilho do seu sentido de justiça: denunciar o que estâ mal, e felicitar o que funciona bem. Essa, de facto, não é a nossa postura: sempre prontos a criticar, mas parcos no elogio merecido.

    Abraço.

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    1. GL,
      Esse é o nosso dever de cidadania.
      Língua afiada só para criticar, não!

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