Não foi a derrota, foi a dimensão da derrota


A América derrotou Trump.
Nada de invulgar num cenário de eleições intercalares nos Estados Unidos.
O Presidente, o seu Partido, aqueles que apoia, normalmente são castigados eleitoralmente.
O que não foi nada normal foi a votação massiva claramente direccionada a punir as políticas desastrosas da Administração.
Fulanizada em Donald Trump.
Donald Trump pediu aos americanos para imaginar que era ele quem estava nos boletins de voto.
E os americanos fizeram exactamente isso.
Mas, ao contrário do que julgava o demenciado presidente, não votaram Republicano, votaram contra os Republicanos.
Por causa de Trump, o grande derrotado da noite.
Uma votação que resultou em resultados inacreditáveis e em conquistas Democratas onde há décadas isso não acontecia.
O verdadeiro efeito Trump.
Que vê grande parte do seu poder absoluto esboroar-se em resultado da sua manifesta incompetência e da sua actuação circense.
E leva atrás de si aqueles que lhe têm prestado vassalagem.
Vamos ver quem serão as primeiras vítimas.
Hegseth, Kennedy?
É preciso sangue.
Trump terá relembrado Bill Clinton? 
It’s the economy, stupid.

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