O “investimento” árabe
O magnânimo Donald Trump afinal já não vai cobrar uma taxa ilegal no Estreito de Ormuz.
O hábil negociador trocou a cobrança dessa taxa por um “investimento massivo”(sic) dos países árabes nos Estados Unidos.
Os crentes, os parvos da aldeia global, aplaudiram mais uma demonstração da arte negocial do mestre.
Esqueceram só um detalhe - que investimento é esse afinal?
Provando que é mesmo verdade que o diabo está nos detalhes, percebe-se facilmente que não se trata de investimento nenhum, antes de uma transferência de verbas.
Até bem recentemente os países do Golfo confiavam a sua proteção aos americanos.
E para isso tinham bases militares americanas nos seus territórios com milhares de militares e funcionários.
Bases militares que os próprios países supostamente protegidos pagavam e que foram instrumentos essenciais nas guerras do Afeganistão, do Iraque, agora do Irão.
E esta última foi um choque frontal com a realidade - não só essas bases não eram garantia de proteção, como afinal eram alvos de ataques e de insegurança nos países onde se encontram.
E é essa a proposta árabe, o “investimento” de que fala Trump - os países árabes vão deixar de custear a presença de tropas americanas nos seus territórios e vão passar a gastar esse dinheiro nos Estados Unidos de formas que lhes possam ser financeiramente proveitosas.
Não é um investimento, é uma transferência de verbas, um típico para pior já basta assim.
O que acontecerá aos milhares de militares e pessoal civil dessas bases será uma questão para os americanos resolverem.
The Art of the Deal em todo o seu esplendor.


Não estou a par do assunto.
ResponderEliminarMais uma aldrabice do palhaço, Catarina
EliminarEsta convencer os papalvos que não cobra portagens no Estreito de Ormuz porque os árabes, que vão correr com os americanos, vão “investir’ nos Estados Unidos.
Estive a ler um pouco sobre o assunto. Já nada me surpreende, ou assim penso.
EliminarEsta história de um aumento de 50 por cento em taxas a aplicar a certos produtos, voltar à carga sobre a integração do Canadá, que o próximo Mundial deverá ser nos Estados Unidos, mas sem o envolvimento do Canadá e do México, o atraso na inauguração da nova ponte, Gordie Howe International Bridge, que tantos anos levou a construir, 8 anos para ser mais exata... Nada disto faz sentido.
Nada que este doido varrido, e quem o acompanha, faz tem um mínimo de sentido ou sensatez, Catarina
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