Onde está o urânio enriquecido?
Donald Trump vai distraindo o Mundo com as suas guerras, as suas promessas vãs, a sua retórica demente, e a pergunta essencial permanece - onde está o urânio enriquecido do Irão?
A intervenção militar de israelitas e americanos em solo iraniano era supostamente legitimada pelo grande desígnio final, impedir o regime de iraniano de chegar a um desenvolvimento científico que lhe permitisse enriquecer urânio até ao extremo de ser capaz de se tornar uma potência nuclear.
O processo de enriquecimento de urânio é muito complexo e moroso.
Sobretudo na sua fase inicial.
Chegando-se a um enriquecimento de 60% o oposto acontece e o tempo necessário para produzir uma ogiva nuclear passa a ser relativamente curto.
O Irão estaria supostamente já muito perto desta fase e possuiria inclusivamente até já uma quantidade apreciável de urânio enriquecido.
O tal que Donald Trump e Benjamin Netanyahu perseguiam mas nunca alcançaram.
E que Trump exige que o Irão lhe entregue (porque é que a expressão entregar o ouro ao bandido me martela a mente??).
Com o ataque ao Irão, com a sabotagem de toda e qualquer negociação, Trump e Netanyahu deram ao Irão o argumento mais válido para recusar abrir mão do urânio enriquecido já em sua posse e recusar qualquer acordo que limite o seu programa de enriquecimento de urânio apenas a finalidades civis.
Trump e Netanyahu não obliteraram o programa nuclear iraniano ao contrário do que propagandearam.
Apenas deram ao regime autocrático iraniano o melhor argumento para apresentar junto da comunidade internacional e do seu próprio povo para manter e aprofundar o seu programa nuclear.


Eu nao sei!
ResponderEliminarSó os iranianos sabem, Catarina.
EliminarE obviamente não estarão dispostos a partilhar essa informação depois de tudo o que aconteceu entretanto.
A localização exacta do urânio iraniano é motivo de incerteza e tensão internacional.
ResponderEliminarO Mundo agradece a Bibi e Trump a linda trampa que ali fizeram, Teresa.
EliminarO Irão com uma arma nuclear será INTOCÁVEL.
É ver o que acontece na Coreia do Norte…