A derrota da coligação Trump/Putin


A brutal vitória de Péter Magyar nas eleições na Hungria representa uma derrota vergonhosa para Trump e Putin. 
Ambos directamente envolvidos na eleição húngara, os dois déspotas (russos e americanos coligados para prejudicar a União Europeia é incrível) foram, juntamente com o cavalo de Tróia Victor Orbán, claramente empurrados pelos húngaros para a toca de onde nunca deviam ter saído. 
Nem a chantagem russa e americana funcionou numa Hungria envolvida em clara crise económica. 
Funcionou bem mais a chantagem europeia, a retenção de fundos destinados à Hungria. 
Como todos os povos, os húngaros, para mais cansados de Orbán, votaram com o bolso.
Inflação galopante (57% desde 2019), infraestruturas decrépitas, serviços públicos de rastos, foram o gatilho que fez disparar o voto húngaro contra Orbán e os seus esbirros. 
A batota do títere húngaro, redesenhando a Constituição e os círculos eleitorais para se perpetuar no poder, não foi suficiente.
E agora Petér Magyar dispõe de uma super maioria, uma maioria constitucional, capaz de fazer reverter todas as diatribes de Orbán. 
Se Petér Magyar é o grande vencedor destas eleições, a União Europeia não o é menos.
O tabefe dado a Putin e Trump ecoou por todo o Planeta. 
E a União Europeia finalmente foi capaz de assumir uma posição de força, de claro combate a um dos seus párias.
Esperemos que o exemplo frutifique e se repita. 
Para além de Orbán, Trump e Putin, a Esquerda, varrida do Parlamento húngaro, é outra das grandes derrotadas da eleição húngara. 
Efeito directo de uma tempestade perfeita - o movimento descendente da Esquerda europeia e o voto útil - a Esquerda estará totalmente ausente no parlamento húngaro. 
Longos dezesseis anos depois, Victor Orbán foi finalmente defenestrado. 
Agora começa a árdua tarefa de limpar a Constituição e as instituições públicas húngaras das muitas armadilhas que o consulado Orbán deixou. 

Comentários

  1. A derrota de Viktor Orbán também é uma derrota dos seus principais parceiros políticos na Sérvia, Macedónia do Norte e Bósnia.
    Na Sérvia, até há a esperança da oposição de uma mudança de poder.

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    1. É essa a minha esperança, Teresa.
      Ser este o primeiro.
      E depois que se sigam as outras sanguessugas traidoras.

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  2. É um passo evolutivo, sem dúvida, mas eu esperaria mais um pouco para atirar os foguetes ao ar e apanhar as canas.
    Pelo que li, o recém-eleito fez parte da elite governante durante anos. As ideologias não se transformam de um dia para o outro e não faz muito tempo desde que se tornou um crítico ávido de Orbán.

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    1. Petér Magyar foi eleito por não ser Orbán.
      Agora tem um caderno de encargos complicado para cumprir.
      Não sei se será capaz ou não.
      Sei que não é Orbán.
      Uma GRANDE qualidade.

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