O PS é o partido mais elitista em Portugal



Os anos passam e o PS não muda.
Pelo contrário, acentua o seu carácter profundamente elitista.
A polémica com Duarte Cordeiro, a descabida candidatura de Tiago Antunes, são apenas as duas últimas manifestações públicas dessa realidade.
Há uma casta, um baronato,  dentro do PS que não suporta a ideia de se ver afastado do poder. 
E que faz tudo para aceder ao estatuto que julga que o seu sangue azul partidário lhe confere por direito.
Tudo, inclusivamente trair camaradas do mesmo partido e minar as respectivas lideranças.
O mesmo baronato que tudo fez para evitar a candidatura de António José Seguro à Presidência mas que veio imediatamente reclamar vitória quando António José Seguro, fazendo teimosamente o seu caminho, conseguiu a eleição. 
Gente que manobra na sombra, no aparelho partidário, quando o PS está em dificuldades mas que se coloca na primeira linha quando o cenário se apresenta mais cor de rosa (ipsis verbis).
Esse baronato está claramente desconfortável com um Presidente da República e um líder partidário que são oriundos da província, do interior do país, que não cresceu nos corredores do poder lisboeta, que muitas vezes fala achim.
António José Seguro já muito dificilmente poderá ser atingido.
José Luís Carneiro está na linha de fogo. 
Bastou haver notícia de sondagens favoráveis e aí estava o baronato a mostrar-se em todo o seu esplendor. 
Está no sangue, como o escorpião da fábula.

Comentários

  1. Compreendo perfeitamente o seu descontentamento, Pedro, o meu descontentamento não é menor.
    Com base no cenário político de abril de 2026, a situação descrita reflete um período de grande instabilidade na oposição portuguesa, com o Partido Socialista (PS) a lidar com intensas dinâmicas internas após a mudança na presidência da República e a perda de terreno para o Executivo de centro-direita.
    Realmente, está no sangue, como o escorpião da fábula.
    Um ‚escorpião‘ cada vez mais fragilizado e incapaz de fazer uma oposição digna de respeito.
    A caminho da absoluta insignificância como o BE e o PCP, digo eu.

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    1. Sempre a mesma bolha, Teresa.
      Lapas agarradas à rocha do poder que recusam ver que a maré mudou.
      Gente que presta um mau serviço ao PS e ao País.

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    1. Compreendo perfeitamente, Catarina.
      E que tal um comentário ao King’s Speech???
      Grande Carlos!!!!

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    2. Muito diplomático. Até se surpreendeu com a ovação de pé.

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    3. Mas foi assertivo, Catarina.
      Passei a gostar dele mais um bocadinho.

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  3. Pena que o PS se repita nestas situações, muita pena : é mau para o Partido e não ajuda o país em nada.

    Gostei muito do discurso de Carlos de Inglaterra, duvido que o Elo Perdido e a sua récua digam o mesmo.

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    1. O PS é essencial ao sistema político português, São.
      Este PS julga-se muito mais que essencial, dono.
      Sucessivos tiros nos pés dados por uma série de betinhos de Lisboa.
      Carlos foi corajoso, incisivo.
      Um verdadeiro Chefe de Estado.

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  4. Confesso que cada vez menos entendo a política e os políticos.
    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  5. O PS desilude mas não desiste. Só que para levar a dele avante, tem que mudar de estratégia.
    Talvez o tal baronato esteja a mais.
    Sinceramente, esperava mais deste Partido com o qual simpatizo mas sem exagero.
    Veremos o que traz de novo o 'regresso' de PNS à ribalta.

    Não vi nem ouvi o discurso do rei. Não comento, portanto.
    Um abraço, Pedro.

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    1. Este baronato lisboeta recusa sair de cena, António.
      E tem tantos esqueletos no armário que é um alvo fácil para os populistas do burgo.
      Abraço

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    2. Simpatizo mais com este partido embora seja muito mansinho. LMN não parece um lider e não gosto!
      PNS APARECEU UAUUUU:))))
      Quanto ao REI não ouvi e portanto não opino!
      Beijos e um bom dia

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    3. O PS precisa de deixar de ser o saco de gatos que tem sido.
      Assim não se apresenta como alternativa a coisa nenhuma.
      Beijos

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  6. Boa tarde Pedro. Confesso que não sou muito ligado, a política portuguesa. Me assusta em saber, que o filho do Bozo (anticristo o Bolsonaro), o Eduardo Bolsonaro, um grande bandido, tem chance de ser Presidente do Brasil, Senhor Luiz Inácio, não é nenhum santo. Jamais, o filho do Bozo terá meu voto. Parece que o povo brasileiro, esqueceu das milhares de mortes da covid 19, por causa da incompetência do Bozo e do seu Ministro da Saúde. Claro, que muitas pessoas morreriam de covid , nas estatísticas foram 715 mil pessoas, para alguns estudiosos, passou de um milhão de pessoas. uma excelente tarde de quarta-feira e um grande abraço do seu amigo carioca.

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    1. As sondagens são muito favoráveis a esse novo membro do clã Bolsonaro, Luiz.
      O que é assustador.
      Um abraço

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  7. Não gosto do presidente do PS.
    Acho-o totó.
    Mas o nosso PM também me desilude.
    Não vi o discurso do Rei de Inglaterra.

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    1. A classe política actual é fraca.
      Boys que não têm carisma e fizeram a vida toda no aparelho partidário.

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  8. Apesar de todos os pesares, continua a ser o partido charneira na AR, dominada pelo centro-direita e pelo populismo.
    E no PS não há só elites, há povo de todos os quadrantes.
    Se fôssemos por aí também o PSD tem um secretário geral e PM, vindo do norte e até recebeu alguns piropos por parte do ex- PR, esse sim um elitista disfarçado de popular!

    Abraço

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    1. O PS, o Bloco, o PAN, tias de Cascais em versão partidária.

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  9. O anónimo sou eu, a Rosa dos Ventos. :)

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  10. Não ouvi o discurso do rei, que, pelos vistos, não gaguejou.

    Roda dos Ventos

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    1. O discurso do rei Charles III foi digno de ovações de pé.
      O rei inglês mais conhecido por gaguejar foi Jorge VI (George VI), que reinou de 1936 a 1952. A sua história tornou-se mundialmente famosa através do filme vencedor do Oscar,
      O Discurso do Rei (2010).

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    2. Daí eu brincado com isso, cara Teresa!
      Eu vi o filme.

      Abraço

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    3. Filme e protagonistas verdadeiramente excepcionais.

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  11. Visita de Estado real a Washington.
    O rei lê os levitas para o governo dos EUA, disfarçados de elogios.
    O rei Charles III reconcilia os EUA e a Grã-Bretanha, pelo menos por algumas horas. Ao mesmo tempo, ele consegue um feito diplomático: ele segura Donald Trump e seu ar real na frente do espelho. Sem que ele perceba nada.

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  12. Carlos III deu um real baile àquela gente toda, Teresa.
    Que ficou mesmo como boi a olhar para palácio.

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