14 de setembro de 2017

Quando a manta é curta...


Quando a manta é curta há sempre alguma parte do corpo que fica exposta.
A mesma coisa acontece quando o plantel de uma equipa é curto.
Quando o plantel é curto, e as competições são muitas, alguma(s) fica(m) para trás.
E o plantel do Porto é curto.
Especialmente se a equipa verdadeiramente quiser disputar todas as competições em que está envolvida (Liga, Liga dos Campeões, Taça de Portugal, Taça da Liga).
Sem aquisições (o guarda-redes Vaná foi a excepção) para conseguir cumprir as regras do fair play financeiro da UEFA,  um domínio em que também há alguns mais iguais que os outros, Sérgio Conceição teve que estruturar o plantel com os jogadores que tinham contrato com o clube.
Os que já estavam no clube e os que foram resgatados aos clubes a que estavam emprestados.
Pode ser que chegue para as provas internas, e isso só mais lá para a frente na época se verá, é curto para as provas europeias, especialmente para a Liga dos Campeões.
Foi precisamente isso que se viu na estreia desta competição.
Um Besiktas recheado de jogadores experientes, matreiros, com alguma qualidade, bateu clara e justamente o Porto.
Começar uma prova tão curta como é a fase de grupos da Liga dos Campeões a perder, para mais em casa, é muito mau.
O empate no outro jogo do grupo deixou tudo muito equilibrado.
Mas o que se viu no Dragão foi muito pouco para fazer face às exigências de uma prova como a Liga dos Campeões.
Pela primeira vez esta época o Porto foi derrotado em jogos oficiais.
Vamos ver como reage a equipa a este desaire.
E vamos ver se a direcção e a equipa técnica não se vão ver obrigadas a fazer opções.
Opções que passam obrigatoriamente por centrar atenções e energias numa(s) prova(s) em detrimento de outra(s).
Quando a manta é curta...

29 comentários:

  1. I agree when the competition is much the fun of playing rises more high for audience .
    but if the team has any kind of flaw ,it will be exposed through the game .

    each team has certain ability as compare to other it has and to give best against each the all corner of the team must be upgraded

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    1. I am a fan of Porto, baili.
      But that doesn't mean I can't see the flaws in the team.
      It's normal.
      Soccer involves lots of money, obscene amounts.
      And Porto doesn't have that money.
      They spent a lot in the past and now have to tighten the belt.
      That's life...

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  2. É verdade meu amigo a manta é curta e este foi um resultado que não estava à espera.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. A Champions tem exigências que não sei se este plantel do Porto poderá enfrentar, Francisco.
      Não vale a pena lamentar o que só ao Porto deve ser apontado.
      Gastou-se muito e muitas vezes, demasiadas vezes, mal.
      E agora é tempo de apertar o cinto.
      Muito já conseguiu o Sérgio Conceição com os jogadores que tem ao dispor.
      Aquele abraço

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  3. Também não me agradou muito... e achei o Porto demasiado faltoso.

    Esperemos que melhore nas competições internacionais.

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    1. O plantel é curto, São.
      Gastaram muito, é muito mal, agora têm que apertar o cinto.
      É isso reflecte-se sobretudo nas grandes competições.

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  4. Gostei de ler e parece-me que está a acontecer com as várias equipas.
    A treta de venda de jogadores e de quererem fazer dinheiro, dá nisto ( mas eu não entendo nada do mercado) e agora vêem-se à nora para tantos jogos de alta competição.
    É este fim de semana que vem a Portugal?
    O tempo está sereno, mais para o fresco que para o quente.
    Uma boa viagem, se for o caso.
    Beijinho

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    1. Os clubes portugueses têm que vender, Maria Araújo.
      Precisam dessa receita para equilibrar as contas.
      Enquanto outros gastam fortunas obscenas.
      Por isso é que afirmo que o fair play financeiro é uma treta.

      Parto este sábado e já vou preparado para qualquer eventualidade.

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  5. Porto e Benfica, a mesma sina.
    Parece-me não ser disparate dizer que as equipas portuguesas não têm estofo para aompetições deste género.

    Um abraço

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    1. Como comentei com a Maria Araújo, o fair play financeiro é uma treta, António.
      As equipas portuguesas vêem-se obrigadas a vender para equilibrar contas.
      Outras pagam 400 milhões de euros por dois jogadores.
      Se isto é nivelar eu vou ali e já venho.
      Aquele abraço

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  6. Por aqui a coisa ta feia também. Tanto dinheiro investido e pouco retorno.
    Abraços.

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  7. Talvez tenhas razão, mas o futebol é tão aleatório que tudo é possível.
    O que distinguiu as duas equipas foi apenas um factor: a eficácia. Porque o FCP até jogou mais.
    Continuação de boa semana, caro Pedro.Abraço.

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    1. Mas a eficácia é o essencial, Jaime Portela.
      E aí o Porto espalhou-se ao comprido.
      Aquele abraço

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  8. Há uns saudosistas por cá que dizem que futebol foi arte da pátria de chuteiras, hoje é dinheiro de grandes investidores. Creio ainda ser arte cujo cachê é altíssimo. Grande abraço. Laerte.

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    1. Creio que ainda continua a ser arte, Laerte.
      Mas, como todas as artes, envolve muitos interesses e muito dinheiro.
      Aquele abraço

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  9. Concordo com o amigo. Quando em Portugal algum jogador
    mostra que tem valor, de seguida é vendido para o
    estrangeiro. Assim, ficamos sem capacidade para ganhar
    jogos internacionais. É triste, mas é a realidade.
    Um abraço
    Irene Alves

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    1. André Silva, formado no Porto, ainda um jovem, fez ontem três golos pelo Milan, o seu novo clube.
      Um clube que pagou 35 milhões por um garoto de 21 anos que só agora começava a aparecer.
      Os clubes portugueses não podem resistir a estas propostas, não podem competir com os salários que estes clubes endinheirados pagam, não podem prescindir destas receitas.
      Assim é complicado, Irene Alves.
      Lucho Gozalez contou, quando foi transferido para o Marselha, que, porque não lhe agradava a perspectiva de jogar no campeonato francês, pediu um salário seis vezes superior ao que auferia no Porto para ver se punha fim à conversa.
      O Marselha pôs-lhe o contrato à frente para ele assinar.
      O Lucho era, à época, o jogador mais bem pago em Portugal.
      Está tudo dito.
      Um abraço

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  10. Olá amigo Pedro, passando pra agradecer sua visita ao meu blog e lhe desejar uma abençoada tarde.
    Abraço.

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  11. Este é um grupo muito homogéneo. E eu não gostei do Porto.
    Um abraço

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    1. O Sérgio Conceição já está a fazer muito com o que lhe é dado, Elvira Carvalho.
      Sem ovos...
      Um abraço

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  12. Passando para lhe desejar uma linda tarde.

    Tânia Camargo

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  13. Não sou simpatizante do FCP, mas nas competições europeias é um clube português a apoiar... em qualquer caso o texto é muito bom!
    Abraço

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    1. Eu sou portista, Victor Barão.
      Mas não sou vesgo.
      O Porto tem um plantel curto para tantas provas.
      E isso nota-se mais nestas provas a doer.
      Aquele abraço

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  14. É um facto tudo o que foi dito, mas ainda acalento a esperança de ver o FCP na fase seguinte. (?)
    Abraço, Pedro.

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  15. Cada um luta com as armas que tem. Se a manta é curta não se pretenda agasalhar, esconder os defeitos. Sente-se a manta fora, usa-se o corpo todo dos pés à cabeça. A cabeça, Pedro, ou o cabeça...
    Abraço.

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