29 de maio de 2012

Jornalismo

O autor é desconhecido, o texto excelente!!



Este Jornalismo anda cada vez mais ridículo, não sei se por causa dos consumidores que procuram notícias estúpidas ou se no entender dos responsáveis das redacções de imprensa que julgam que os leitores são todos abrunhos. 
Veja-se só, um homem discretamente decide fazer uma coisa que ninguém tem nada a ver com isso e muito menos tem a ver com aquilo em que ele é famoso e hoje toda a imprensa, em especial a TSF, divulga o seguinte: O treinador do FCP faz peregrinação e após insistência na nobre profissão jornalística, este garantiu que nada tinha a haver com aquilo em que é famoso!!! 
Ó minha Nossa Senhora, Valha-me Deus, que notícia sem-ponta-por-onde-se-lhe-pegue!!!!! Quer dizer, o homem não disse nada a ninguém, não disse por que é que o fazia (nem tinha de dizer, claro), mas mesmo assim a jornaleira chutou a notícia, que no fundo não é notícia alguma!!!! 
ACHO QUE ME VOU DEDICAR AO JORNALISMO, POIS PARECE-ME UMA PROFISSÃO QUE  QUALQUER ESTÚPIDO PODE DESEMPENHAR!!! 
Até porque não é preciso ter notícia nem ter de dizer coisas importantes!! 
ORA VEJAM LÁ SE COMO PRINCIPIANTE NÃO ME AJEITO PARA A COISA DA ESTUPIDEZ EXTREMA: Hoje de manhã, sem nada para fazer nem assunto para tratar, desloquei-me à caça da minha primeira reportagem e eis que dou de caras com o Carlos Queirós a dar uma corridinha para o supermercado. Logo me adiantei na sua frente e indaguei-lhe a razão da sua pressa, ao que o gajo logo me mandou à merda! 
Como bom jornalista sem assunto nem razão para ali estar mas à procura duma razão para escrever uma parvoíce qualquer, insisti no acompanhamento do percurso do ex-seleccionador nacional e perguntei se o que me queria dizer era mandar a mim à merda ou se ele próprio ia ter com ela. 
Um senhor ali mesmo ao lado garantiu-me que o homem já ali andava a pedir a chave da Wc desde as 9h30m! 
Ora se naquele momento já o relógio marcava quase 10h00,  intrigou-me porque diabo o desgraçado nunca mais ia cagar! Após insistente e briosa determinação profissional, consegui concluir que a razão da demora não teve a haver nem com o cú nem com as calças: foi mesmo porque o gerente da loja não sabia das chaves do wc!!! 
Título para o Artigo: A chave para uma boa merda!

8 comentários:

  1. Um bom par de gargalhadas.
    Magnífica receita para começar o dia.

    Mas vamos lá por partes, garantindo que já 'aliviei a tripa' sem necessidade de andar à procura da chave.

    O Amigo Pedro deve ter sentido um prazer enorme a dedicar algum do seu tempo - eu diria perder algum do seu tempo - falando do jornalismo.
    Proponho-lhe, desde já, um exercício. Quando descobrirmos uma notícia bem feita, bem investigada, com cabeça, tronco e membros, daquelas com substrato e que não possa ser acusada de ser apupada com a pergunta de "esta merda interessa a quem?", quando encontrarmos uma, apenas uma notícia séria e a sério, fazemos uma festa, com foguetes e tudo.

    Mas o Vítor Pereira teria que ir em peregrinação, não sem que antes divulgasse numa qualquer rede social, para que todo o mundo ficasse a saber e, o mais importante, por que razão o faria?

    Pura estupidez o jornalismo que pulula por aí, por aqui, um pouco por todo o lado.
    (gostei do termo 'pulula')

    Caro Pedro, vá para jornalista. Inscreva-se no CENJOR, meta uma cunha ao Pinto Balsemão ou, em alternativa, ao ministro Ervas, o tal que tem a tutela da comunicação social.
    Mas meu caro, se conseguir um lugar, sugiro que se prepare. para o pior.
    Porque ou se adapta ou ... dá meia volta.

    Já agora: longe vão os tempos em que a TSF era uma verdadeira rádio notícias. Emídio Rangel sabia como se trabalhava.
    Agora é o que se vê e ouve.

    Há mais exemplos mas pouco espaço e já me alonguei.

    Aquele abraço.

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  2. António,
    Não se alongou, expôs bem o seu raciocínio.

    Sempre admirei o jornalismo, ser jornalista era o meu sonho de menino.
    Mas não isto que se faz agora - puro lixo mediático.
    O Vítor Pereira não devia ter divulgado algo que é de total intimidade e recolhimento.
    Fazer disso "notícia"?
    Por favor!!

    Aceito o desafio, António.
    Mas está complicado encontrar uma verdadeira reportagem, um trabalho jornalístico bem fundamentado e isento.

    Aquele abraço

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  3. Texto muito engraçadinho e tal, mas com um erro que nem a jornalista da TSF cometeria. Um erro fatal: cu não leva acento.

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  4. Se só encontraste esse erro é porque não foi o cambota, ou cambeta, a escrever o texto.

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  5. De facto o jornalismo - não apenas o português - já conheceu melhores dias. O politicamente correcto é uma realidade, mas a estupidez também não fica lá muito atrás no código deontológico dos profissionais da comunicação.

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  6. Coimbramigo

    Ainda que continue a ser jornalista - um jornalista nunca se reforma, ainda que seja reformado - achei muita piada à primeira reportagem que fizeste.

    Não venho, agora, dizer do jornalismo que se fazia e hoje (quase) não se faz. Passadismo é «pesadelismo» e já basta o que vamos vendo e, até, sobrevivendo.

    Mas, mesmo assim, deixa-me que te diga que se o resto da malta e do Mundo - ou seja os biliões que não são jornalisteiros - anda pelas ruas da muita amargura., como podia ser o contrário no que concerne (oxalá o Observador também goste do "concerne") à gente que diz que faz... «informação»?

    Abç

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  7. FireHead,
    Não sei quem escreveu este texto.
    Recebi-o e publiquei-o.
    Com erros ortográficos e tudo.
    Porque retrata o que é o jornalismo que vamos tendo.
    E as "notícias" que nos são servidas.


    FerreirAmigo,
    Não fui eu que escrevi este texto.
    Se fosse, admitia-o sem quaisquer problemas.
    Em boa verdade, até gostava de ter sido.
    Mas, na realidade, não fui.
    Recebi-o e publiquei-o.
    Com erros ortográficos e tudo.
    Procurei na Net e ainda não encontrei o autor.
    Se alguém encontrar.....

    Não é passadismo.
    A geração de jornalistas que escrevia (escreve!!) muito bem, que se guiava por normas de deontologia e brio profissional, deu lugar a pessoas que não têm qualquer cultura, mundividência.
    Que têm apenas coluna de bambu - torce muito sem nunca quebrar.
    E esse é o grande atributo(???) que apresentam.

    Aquele abraço

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