Teatro americano



Esqueçam Eugene O’Neill, Tennessee Williams, Arthur Miller. 
Eis Donald Trump, o dramaturgo contemporâneo disfarçado de Presidente.
A última produção, mais uma vez protagonizada pelo mestre de obras Steve Witkoff e o querido genro Jared Kushner, teve lugar em Moscovo (primeiro acto) e Kiev (segundo acto).
Opereta, ópera bufa, não se percebe muito bem o teor da produção.
Mas conhece-se o enredo e o final.
A dupla foi a Moscovo ouvir Putin dizer pela enésima vez o que pretende nesta “operação militar especial”. 
E foi a Kiev ouvir Zelensky dizer “nem pensar”.
Irrelevante para o objectivo final da produção teatral.
Trump quer que os americanos, e o resto do mundo, falem de tudo menos do que está a acontecer no Irão.
E quer vender internamente a ideia que é efetivamente um exímio negociador.
O resultado, como sempre, será pífio.
Mas isso é irrelevante do ponto de vista de Donald Trump.
Enquanto houver circo o maior de todos os palhaços estará feliz.

Comentários

  1. A oposição ao apoio a Kyiv tornou-se uma das principais ferramentas de mobilização do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gente altamente confiável, Teresa.
      Nazis que apoiam o tal que dizia que ia desanizificar a Ucrânia.

      Eliminar

Enviar um comentário

Obrigado pelo seu comentário

Mensagens populares