Negociadores e negociantes


Os Estados Unidos são o mediador natural para promover uma aproximação entre os beligerantes na Ucrânia, ouve-se frequentemente comentar.
Uma vez que não estão directamente envolvidos no conflito, os americanos poderão ser aceites por ucranianos e russos, algo que não aconteceria com os europeus, claramente alinhados com as posições ucranianas.
Benefício do infractor claríssimo para quem está minimamente atento ao que se passa à sua volta.
Putin tem nos americanos fortes aliados nas suas pretensões (quem diria??!!!).
Começando num presidente claramente refém do ocupante do Kremlin, e acabando em dois pseudo negociadores que não passam afinal de dois negociantes.
A bajulação de Kushner e Witcoff em Moscovo na passada semana foi nauseante.
Especialmente em contraste com a frieza exibida em Kiev.
Kushner e Witcoff não estão a negociar a paz, muito menos uma paz justa, na Ucrânia.
Kushner e Witcoff estão a pagar os favores feitos a Trump e a procurar hipóteses de negócios para si próprios em solo russo (uma continuação) e em solo ucraniano.
O show que foi montado em Moscovo e Kiev nem sequer teve a preocupação de esconder a inclinação óbvia dos dois enviados de Trump.
Enquanto os negociadores da paz forem estes negociantes, a Ucrânia estará uma vez mais em situação de desvantagem face ao agressor russo.

Comentários

  1. Respostas
    1. Somos todos uns invejosos, Catarina.
      Não temos oligarcas russos a pagar o nosso casamento numa ilha privada e depois criticamos este pobres desgraçados.
      Cambada de cleptómanos!!!

      Eliminar
  2. A Ucrânia não é um problema nosso, nem a Polónia, nem a Roménia, nem a Moldávia, nem os Bálticos. A Europa de Leste é uma região do Mundo que à semelhança do Médio Oriente, fervilha com muitos ódios antigos e "bifes" por resolver. Os povos de Leste, ciclicamente, andam todos à pancadaria e quando não é contra o Império Russo, é entre eles mesmos. Portugal deve manter-se o mais distante possível disto. Já temos problemas que cheguem e não precisamos de mais.

    Recordo que em 2022, nas primeiras semanas logo após o início da Operação Militar Especial que Putin lançou na Ucrânia, Zelensky, em conjunto com alguns comentadores e políticos ocidentais irresponsáveis, exigia que a NATO «criasse uma zona de exclusão aérea» sobre a Ucrânia. Fazer isto, obviamente, exigiria que a NATO entrasse em guerra direta contra a Federação Russa, com o que tudo isso implicaria em termos de risco de uma escalada nuclear. Felizmente, o então já senil Joe Biden (ou quem o rodeava...) ainda teve o discernimento suficiente para não embarcar em tamanha loucura, todavia, isto não deixa de constituir um excelente exemplo de como determinadas ideias estúpidas, nos podem arrastar a todos para uma guerra que, no limite, pode terminar com um Apocalipse nuclear.

    https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/08/quem-quer-morrer-pela-ucrania.html

    ResponderEliminar
  3. O nosso maior problema é a Rússia.
    A Rússia de Putin, não outra.
    Realmente não é a Ucrânia, nunca foi.

    ResponderEliminar
  4. Acredite, Pedro, que já nem sei o que dizer destas palhaçadas.
    Fico por aqui.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tudo o que possa distrair do desastre do Irão o loiro agradece.
      Um abraço

      Eliminar
  5. Bom noite meu querido amigo João Pedro. Obrigado pela visita e comentário. Concordo plenamente com você. Uma excelente noite de quarta-feira, para você e todos os seus familiares em Macau e um grande abraço do seu amigo carioca.

    ResponderEliminar
  6. Para cúmulo, um oligarca russo pagou as despesas do casamento do filho do Elo Perdido.

    Enfim, assim vamos ...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Para todos percebermos de uma vez por todas o relacionamento de Trump e Putin.
      Como é que a Ucrânia se tem aguentado com tanto FDP à volta???

      Eliminar
  7. Pedro, é só paleio. Pasam a vida a prometer e nunca concretizam nada. Só pensam nos beneficios a obter. Uma raça a extinguir.
    Grande abraço do Duarte

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vamos ver o que acontece em Novembro, Duarte…
      Grande abraço

      Eliminar
  8. Não vejo modo de a Ucrânia ficar em vantagem. E de cada vez que oiço falar em negociar a paz, parece-me escárnio. O mediador não faz nem fará o seu papel. É tudo de faz de conta e sem respeito por quem sofre: Do lado russo e do ucraniano.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O que andam a negociar é tudo menos a paz, bea.
      É negócio puro e duro.

      Eliminar

Enviar um comentário

Obrigado pelo seu comentário

Mensagens populares