O paradoxo de Tusk
Donald Tusk resumiu a situação europeia relativamente ao conflito na Ucrânia de forma brilhante. Quinhentos milhões de europeus, a pedir ajuda a trezentos milhões de americanos, para combater cento e quarenta milhões de russos. O paradoxo. Ouvir Donald Tusk, Petteri Orpo, primeiros ministros da Polónia e Finlândia, que tão bem conhecem a mentalidade russa, assim como Emmanuel Macron, assustou o Kremlin. De uma semana para a outra o clima passou de festivo para de profunda apreensão. Afinal a adormecida Europa, não é a União Europeia, é a Europa, só precisava de um abanão para acordar. Oitocentos mil milhões de euros, rearmamento dos exércitos europeus, o chapéu nuclear britânico e francês a substituir o americano, o exército turco comprometido, e Putin e Trump a perceberem que não são os senhores do mundo. A Europa procurou não hostilizar os Estados Unidos, trazer os americanos para o seio dos que combatem o desvario imperial russo. A Administração Trump preferiu aliar-se a Putin....