Clarificação
Há momentos clarificadores na vida das pessoas. E também dos partidos políticos. O chumbo da legislação laboral no parlamento português representa um desses momentos. Porque permite perceber de uma vez por todas que a tese da maioria de direita, social e parlamentar, é uma falácia. O Chega não é um partido de direita. Naquela amálgama há temas sociais de direita (aborto, opção sexual, casamento) e há temas económicos e políticos muito à esquerda (muito Estado, muita regulamentação da actividade económica). O Chega não é um partido de causas, é um partido de oportunismo puro. Panfletário, o Chega navega tendências de opinião. O Chega nem sequer é um partido. É um manifesto político da revolta do seu líder. O mesmo líder que humilhou publicamente o governo e os partidos que o compõem, ao mesmo tempo que humilhava grande parte da sua bancada parlamentar (a rábula da votação, com cinco parlamentares da primeira linha a levantar-se perante a incredulidade dos re...







