22 de janeiro de 2014

Pior a emenda que o soneto na polémica dos terrenos da Taipa


A polémica em torno dos terrenos abrangidos pelo plano urbanístico para a zona norte da Taipa tem dado origem a fenómenos curiosos.
Depois de todas as pressas - pressa na aprovação de alteração de finalidade dos terrenos por parte do Governo, pressa em gritar conluio, informação privilegiada, tráfico de influências, por parte da Associação do Novo Macau Democrático (ANMD); agora é tempo de todas as calmas - calma que nós (Chan Meng Kam e Chui Sai Cheong) não estávamos na posse de informação privilegiada e até andamos há muitos anos à espera de ver aprovados os planos que temos para aquela zona.
Se não se percebe (ou será que se percebe muito bem??!!) a atitude do Governo, a correria desenfreada antes da aprovação de nova legislação no domínio do planeamento urbanístico, também não se percebe a atitude precipitada da ANMD.
Informação privilegiada?
Quem é que ainda não tinha percebido que aqueles terrenos, e outros do mesmo género, são um investimento com (grande) retorno garantido??
Mas percebe-se ainda menos, e é até ofensivo, que os dois deputados em causa não se limitem a dizer isto mesmo, o óbvio (toda a gente sabe que os terrenos são o activo mais valioso em Macau, mas nem todos têm dinheiro, ou acesso a crédito, para os poderem adquirir) e venham com um choradinho absolutamente ridículo e, repito, insultuoso, para explicar os seus vultuosos investimentos.
Não sabiam que aquela zona ia, tarde ou cedo, ser urbanizada?
Quem é que não sabia isso senhores deputados??!!
Só não se sabia o quando.
E esse é que é exactamente o erro nas declarações da ANMD.
Ainda não foram aprovados os projectos dos senhores deputados para a zona?
Pois, nem o devem ser até que a nova legislação, que Chui Sai Cheong e Chan Meng Kam, na sua qualidade de deputados, vão apreciar e votar, não se esqueça esse pormenor, seja publicada.
Essa é que é a questão essencial e é aqui que o processo tem que ser totalmente transparente.
Não façam de nós, cidadãos, uma cambada de parvos, por favor!

16 comentários:

  1. Muito bem, J.Pedro, acabe-se com a corrupção em Macau, de vez.

    Beijinho.

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    1. Eu nem sei se há corrupção ou algo semelhante neste caso, Majo.
      O que há é uma série de pessoas a fazer dos seus conterrâneos uns tolinhos.
      Quem é que não sabe que os terrenos em Macau são o bem mais valioso?
      Todos sabemos, mas nem todos os podemos comprar (estes custaram mais de 20 milhões de euros).
      Os democratas vêm gritar lobo, os deputados ricaços que os compraram, armar-se em cordeiros.
      E eu tenho vontade de mandar ambos à m#$%da!
      Beijinho

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    2. Calma, será preciso muita diplomacia para mandá-los para o inferno!

      O dinheiro não compra tudo!

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    3. É isso mesmo que esta gente tem que perceber.
      O (MUITO) dinheiro que têm não lhes dá legitimidade para fazerem e dizerem o que querem.

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  2. Ai Pedro pelo muito que tenho lido...os interesses ou lobies ou outra coisa do género impera por essas bandas e qualquer dia estoura...possas quem governa acha sempre que pode fazer tudo porque julga que o povo é burro e pagará tudo.

    Que Deus nos acuda...apre!

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    1. É isso que mais me irrita, Fatyly - parece que nos chamam burros.
      Nós percebemos TUDO.
      Mesmo o que, desesperadamente, tentam dissimular.
      Vão chamar burros à p.......pata que os pôs!

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  3. Meu DEus, mas a política não tem mais do que meia dúzia de pessoas sérias em todo o planeta?

    É sempre este espectáculo triste? E a mania de nos fazer passar por idiotas essa também é universal!

    Gostei de saber a origem dos moletes ...e porque será que cá para baixo lhe chamam paposecos?

    Tudo de bom

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    1. É essa a impressão que dá, São.
      Um gajo sério na política é tão raro como uma prostituta virgem! :))

      Seja qual for a origem dos dois tipos de pão, sou fã.
      Quando era mais jovem, aí em Portugal, as velhinhas que coziam pão e broa iam oferecer o primeiro, quentinho, acabado de sair do forno, ao Pedrinho, ao menino, como elas me chamavam.
      Manteiga no pão ainda quente, ou na broa (divinal com azeite e sal!!) eram um manjar dos deuses.
      Já mais velhinho, com os meus amigalhaços, íamos buscar pão e bolos acabados de fazer nas padarias de Coimbra e da Figueira.
      Confesso que tenho saudades desses tempos.

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    2. Uma prostituta virgem , se calhar é até mais fácil, agora com os aconselhamentos de sexo oral... rrrss

      Ai, fiquei com água na boca.

      Adoro tibornas, mas com acúcar, que sou gulosa, rrsss

      Para matar saudades como, só de vez em quando, torradas em pão caseiro, rrs

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    3. Já viu o mimado que eu sempre fui, São?!
      O menino, o Pedrinho, tinha que ter o primeiro pão ou a primeira broa a sair do forno.
      Gente simples, sã, com grande coração.

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  4. Associação do Novo Macau Democrático tem piada, Pedro, refiro-me, claro está, à designação. Que será que entendem por "Novo Macau"? E por "Democrático"?

    É a mesma m#$da em todo o lado, caro!

    Aquele Abraço

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    1. Só o cheiro e as moscas é que mudam, Ricardo
      O Nuno pode dizer-lhe quem são estes castiços.
      Os auto-intitulados pro-democratas de Macau.
      Que não são mais do que sufragistas (defendem o sufrágio directo e universal que ainda não existe em Macau)
      Aquele abraço!!

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  5. Todos fazem de nós parvos, seja aí, seja aqui, no mundo inteiro...infelizmente :(

    Beijinho :)

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    1. Mas não somos, maria, não somos tolinhos.
      Beijinho

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  6. Isso deve ser mesmo problema de deputados, em qualquer parte do mundo: gostam de fazer os outros (incluindo os cidadãos que os elegeram) parvos... :P

    Beijocas

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    1. Mas, como os cidadãos não são parvos, Teté, são eles que fazem essa triste figurinha.
      Beijocas

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