E se a solução para a guerra na Ucrânia passar pelo afastamento de Trump?


O conflito na Ucrânia está num impasse.
A Rússia não consegue avanços no terreno mas a Ucrânia também não consegue recuperar o território ocupado. 
A posição maximalista de russos e ucranianos, a par de uma mediação claramente enviesada de Trump e do apoio europeu a Zelensky, resultam num caldo de cultura que apenas conduz ao arrastar do conflito indefinidamente. 
Não havendo sinais que apontem no sentido de as opiniões públicas nos dois países em guerra terem capacidade e vontade de alterar as respectivas lideranças políticas, resta talvez a possibilidade de haver uma alteração do mediador. 
O mesmo mediador que afirma publicamente que o conflito é um problema europeu, que os europeus terão que solucionar, mas que depois impede, em conluio com o seu amigo russo, qualquer interferência europeia num possível processo de paz. 
Trump e Putin combinaram em Anchorage uma forma rápida de colocar um termo à guerra na Ucrânia. 
Que passava obrigatoriamente pelo afastamento de Zelensky e da colocação no poder na Ucrânia de uma marionete controlada de perto pelos russos e à distância pelos americanos. 
Ambos já terão percebido que afinal essa não seria uma solução. 
O povo ucraniano está farto da guerra.
Mas não ao ponto de se entregar ou entregar território nas mãos do inimigo. 
O mesmo povo ucraniano que desdenha a intervenção americana, sobretudo a intervenção da administração Trump. 
Provavelmente neste momento o maior obstáculo à paz na Ucrânia, até pelo conforto que a sua presença representa para Putin.
E se afinal a solução para o fim da guerra na Ucrânia passasse não pelo afastamento de Zelensky mas sim pelo afastamento de Trump?

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