De democracia exemplar a melhor argumento a favor das ditaduras


Os Estados Unidos eram frequentemente apresentados como o exemplo par excellence dos regimes democráticos.
Uma teoria altamente criticável mas amplamente divulgada. 
Como a fronteira entre a glória e a desgraça é muito ténue, os Estados Unidos estarão agora no topo dos países que poderão exemplificar o descrédito das democracias. 
Tudo graças à actuação errática e patética de um Presidente anedótico e de uma Administração completamente incompetente e corrupta. 
Que semeou o caos no Planeta na desesperada tentativa de criar cenários de possíveis lucros incomensuráveis para Donald Trump e a sua família e amigos. 
Os americanos escolheram Trump, duas vezes, porque acreditaram que seria ele quem iria fazer frente à China, travar o crescimento do Império do Meio e pôr um fim a uma deriva woke que se espalhava no país. 
Uma plataforma que os guionistas do movimento MAGA seguiram à risca.
Um projecto político que necessitava de uma figura popular e populista.
Quem melhor que um suposto self made man, figura pública conhecida como multimilionário e bon vivant? 
Um narcisista que vive obcecado por si próprio e por dinheiro?
Donald Trump. 
Que é lançado publicamente num momento em que os Democratas, saudosos de Obama, não conseguem encontrar um líder agregador como havia sido o popular e cool Barack. 
Timing perfeito, narrativa apropriada, um actor seduzido pela exposição pública, o poder, os lucros que esse poder pode arrastar.
Próximo passo, a criação e disseminação de um spin-off que faça esquecer todos os escândalos que envolvem a figura escolhida.
Uma tarefa em muito auxiliada pela escolha da(s) figura(s) desastrosa(s) do Partido Democrata para enfrentar o supremo populista. 
Tempestade perfeita. 
A vitória nas urnas prenunciava o desastre que se vem vivendo, o ridículo diário, o desnorte, a desgraça. 
E é o maior argumento para qualquer aspirante a ditador utilizar na sua narrativa anti democrática.

Comentários

  1. Trump nunca foi, nem sequer supostamente, considerado um “self-made man”. Ele herdou foi uma grande fortuna do pai. Isso, sim. Depois faliu uma série de vezes, mas por meio de falcatruas (segundo as más línguas), conseguiu erguer-se de novo.
    Sempre foi megalómano e agora com tendências a ditador e com uma linguagem cada vez mais “rasca”, mais ofensiva. Os filtros desapareceram por completo.

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    1. Eu sei, Catarina.
      Mas os apoiantes dele é isso que propagam, o sujeito é um génio financeiro.
      Uma criatura absolutamente boçal que é religiosamente seguida por um bando de sabujinhos ignorantes e imbecis.

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  2. Estou pelos cabelos com o homem e grassa-me a revolta pelo mundo que o acolhe. Com prejuízo de todos.
    Bom dia, Pedro

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    1. Ainda consegue mobilizar um montão de gente, bea.
      Impressionante.

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  3. Não o gramo nem com molho de tomate!
    Beijos e um bom dia!

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  4. Trump terá problemas físicos e orgânicos. Já muitos - republicanos incluídos - argumentam que 'o chefe' não tem capacidade para gerir os 'states'.
    Daí até o convencerem da realidade, cada vez mais evidente, vai um passo enorme.
    Deixemos que Trump adormeça durante reuniões e outros acontecimentos. Assim, não dirá disparates.
    Um abraço, Pedro.

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    1. Adormeceu no jogo dos Knicks, António!!!
      Não é fácil, convenhamos.
      Um abraço

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  5. A ler: M. Sandel. Este americano explica muito bem na sua obra aquilo por que os EUA passam. E Trump nem é o pior(apesar de intragável), é apenas a consequência do ar do tempo.

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    1. Trump é a cara, o marketing.
      Os cérebros, tenebrosos, estão na sombra.
      Têm a vigiar essa figura única que é Vance.

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  6. Este louco oxigenado é a prova que o dinheiro não compra tudo. Não compra inteligência e neste aspeto ficará na história como o mais pobre de todos os lideres mundiais.
    Um abraço.

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    1. Um vendedor de banha da cobra que é utilizado por gente com objectivos assustadores.
      Um abraço

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  7. Vi há dias na RTP2 um programa com um humorista que o punha de rastos. E ainda entrevistou Jane Fonda, uma acérrima crítica de Trump.
    Veremos se não será banido dos ecrãs !

    Abraço

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    1. Jimmy Kimmel.
      Trump já tentou ver-se livre dele como fez com Colbert.
      Mas ainda não conseguiu.
      Abraço

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    2. Não foi o Kimmel, foi o Jon Stewart como a São bem refere.

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  8. Admirável, Jon Stewart nas críticas aceradas, desde sempre, ao Elo Perdido . Também gostei da entrevista que fez a Jane Fonda , que continua a ser uma mulher de causas. Receio que apareça morto ou seja despedido.

    Não consigo entender como existem criaturas ainda a apoiar este abominável e perigoso estafermo . Segundo li uma vez, o oxigenado afirmou algo como isto : "Se alguma vez apresentar candidatura à presidência dos EUA, será pelos republicanos , porque são tão estúpidos que acreditam em tudo quanto se lhes diz ". Pelos vistos, tem razão!!

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    1. Afastou o Colbert.
      E os outros humoristas (Stewart, Kimmel, Fallon, Seth Meyers, John Oliver, Bill Maher) ainda o passaram a martirizar mais.

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