As gaiolas russas
O criminoso de guerra russo finalmente percebeu com quem está a lidar.
Longe da retórica bélica, da prova de força, normalmente a cargo dos papagaios de serviço, Putin protege o seu armamento com gaiolas anti drone.
Porque sabe que a guerra teve uma forte viragem.
Mais uma vez o engenho ucraniano a sobrepor-se à brutalidade russa.
E a desenvolver meios de ataque na profundidade em território russo, de fabrico próprio.
A mão ucraniana que os europeus e americanos obrigavam os ucranianos a manter atada começou a soltar-se.
E a permitir ataques em território russo até ao ponto de deixar Putin assustado como nunca estivera.
A cereja no topo do bolo, o comunicado do presidente ucraniano a permitir (sublinhado a grosso) as celebrações da parada do Dia da Vitória.
Com o pormenor delicioso de incluir todas as coordenadas dos pontos onde os ucranianos não iriam atacar e as horas a que se abstinham de perturbar as celebrações russas.
Putin ficou furioso e reagiu como sabe - cometendo mais crimes de guerra, atacando alvos civis, procurando assustar e desmoralizar a população ucraniana.
O aspirante a czar está desesperado.
Não só não conquista território, como vai perdendo algum do que já conquistara.
Enquanto assiste impotente à superioridade tecnológica ucraniana, à capacidade muito superior dos ucranianos de combater nesta nova guerra que se desenrola muito longe das trincheiras.
No Kremlin, Putin não sabe neste momento como sair da aventura em que embarcou sem deixar uma sensação de derrota que implicaria o fim do regime, o fim do vírus imperialista a que aludia Kasparov.



E os que ficam pelo caminho de ambos os lados, as cidades arrasadas, o sofrimento e os destroços de um vida, de que valem perante o desejo de poder?! Nada.
ResponderEliminarCarne para canhão, Bea.
EliminarE já vamos no quinto ano.
Agora que os ataques com drones ucranianos estão se tornando cada vez mais mortais, Putin precisa desesperadamente do apoio de Xi.
ResponderEliminarPutin oferece gás e petróleo barato à China.
EliminarA China paga e eventualmente fornece tecnologia e materiais em vez de dinheiro.
O mesmo que Zelensky fez na Arábia.
Até um dos beligerantes ceder.
Sabe-se lá quando e como.
Os ucranianos sofrem mas não vergam e maldito seja o putin
ResponderEliminare os seus comparsas!
Beijos e um bom dia!
Os ucranianos são extraordinários, Fatyly.
EliminarA União Europeia tem que se preparar para o desafio que eles vão implicar.
Beijos
Gostaria de 'pegar em Zelensky ao colo' mas não confio nele.
ResponderEliminarClaro que há uma enorme distância entre ele e Putin.
Aguardemos algum tempo mais, para tirarmos conclusões.
Um abraço, Pedro.
Curiosamente um país inteiro não só confia nele como o segue cegamente.
EliminarUm abraço
As dificuldades desenvolvem o engenho e a arte, neste caso a arte de atacar quem se julga superior.
ResponderEliminarPutin foi pela lã e está a ser tosquiado!
Abraço
Nunca lhe passou pela cabeça que os ucranianos fossem tão bravos.
EliminarE agora está num beco sem saída.
Abraço
E no meio de toda esta insanidade sem fim à vista, morrem e sofrem pessoas de ambos os lados...
ResponderEliminarO sonho imperial do russo está a ter o resultado que qualquer pessoa minimamente sensata poderia prever.
EliminarComo desatar o nó górdio?
Longe vão os dias em que Zelensky se sentiu encurralado por falta de meios para ripostar ao cobarde ataque russo e defender o país que o havia elegido como líder.
ResponderEliminarQuatro anos passados e o apoio - ainda que interesseiro - de outros países, aliados a uma força de vontade de quem sabe e se sente com razão, mais o engenho da necessidade, deixaram a Ucrânia apta a atacar com a legitimidade de ter sido atacada.
Força Volodymyr!!
Beijinhos
A falta do apoio americano e a timidez do apoio europeu aguçaram o engenho ucraniano.
EliminarImpressionante.
Beijinhos
„Menos de uma semana depois de receber Trump, Xi abre os braços a Putin, com alfinetadas aos EUA. Mesmo sem serem aliados ou amigos, a 25.ª visita de Putin a Pequim consolidou a relação sino-russa.“
ResponderEliminarOBSERVADOR
Têm muitos interesses em comum, Teresa.
EliminarA começar por procurarem ambos colocar um ponto final na hegemonia americana.
Carne para canhão.
ResponderEliminarSó isso, Isa Sá