A pequenez do PCP


Os comunistas portugueses não são só ortodoxos.
São mesquinhos, vingativos, reles.
Não contentes com a degradante figura que fizeram em pleno Parlamento, por pura subserviência a um regime ditatorial e criminoso, os comunistas portugueses mostraram a sua têmpera na reacção à morte de Carlos Brito.
O mesmo Carlos Brito que tanto de si deu ao PCP, que a PIDE prendeu e torturou, que se afastou do Partido por não concordar com o seu rumo mas que nunca o apunhalou pelas costas nem o combateu publicamente.
Demonstrando a sua pequenez, os dirigentes comunistas emitiram um comunicado no qual se vitimizam (o PCP é sempre uma vítima) e deixam Carlos Brito, à semelhança de muitos outros antes dele, na sombra e com aura de traidor.
O PCP, que tudo fez para instaurar em Portugal uma ditadura, que não foi ilegalizado porque contou com a visão democrata e integradora de gente maior, continua a ser fiel apenas a si mesmo e à sua ortodoxia. 
Irremediável pequenez.

Comentários

  1. Teresa Palmira Hoffbauer14 de maio de 2026 às 12:01

    Carlos Brito: O histórico líder parlamentar propôs reformas profundas, foi marginalizado pela direção e acabou por sair do partido.
    Foram casos como este e semelhantes que mataram a minha simpatia pelo partido comunista português.
    O texto que o Pedro escreveu expressa exactamente o que eu penso sobre o comportamento miserável do PCP.

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    1. O Carlos Brito nem seguiu o comportamento por exemplo da Zita Seabra.
      Afastou-se do partido, criticou lá dentro, seguiu a sua vida.
      O PCP reagiu como sempre reage nestes casos - miseravelmente

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  2. Concordo com o Pedro. Carlos Brito foi um homem de valor e merecia mais apreço por parte do partido em que militou e pelo qual sofreu. E o PCP - seus elementos, bem entendido - é como o burro, usa a pala e só vê em frente (penso que nem em frente sabem ver). Têm a paga nas eleições: vão-se apagando
    Bom dia!

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    1. Carlos Brito sofreu na pele em vida o peso das suas convicções.
      O PCP decidiu castigá-lo também após a morte.

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  3. Inadmissivelmente triste, o comunicado do PCP. 24 linhas de nada.
    Carlos Brito merecia muito mais.
    Um abraço, Pedro.

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    1. Onde escrevi 24 linhas, deveria ter escrito 28.
      Vai dar ao mesmo.

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    2. Pura vingança, António.
      Muito baixo e reles.
      Um abraço

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    3. Grande diferença para os chineses da zona de Cantão, António.
      24 em cantonês (ii sei) é semelhante a morrer depressa.
      28 (ii fat) é semelhante a ficar rico depressa.
      UM MUNDO DE DIFERENÇA :)))

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  4. Nunca fui comunista, embora seja de Esquerda.Porque vivi e sofri na pele o seu comportamento no PREC.

    Carlos Brito merece respeito porque sofreu pelas suas convicções , tomou posição internamente e depois de sair manteve um silêncio absoluto morrendo comunista como sempre foi.

    Se o PCP tiver a miserável atitude que teve com o desaparecimento de Carlos Brito relativamente a Zita Seabra, com quem foi casado e que se tornou militante da ala mais à direita do PSD, ainda se compreende. Assim, é de uma ingratidão vergonhosa.

    Um comunista disse-me que é interpretação errada a nota ter sido escrita a pedido da imprensa e outra ficou furiosa ... e é assim.

    Por alguma razão o PCP está com tão poucos deputados.

    Que Carlos Brito esteja em paz.

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    1. A história do PCP infelizmente é esta, São.
      O partido que hoje agita a bandeira das causas fracturantes é o mesmo que ostracizou no Estado Novo um dirigente por ser abertamente homossexual.
      E que o abandonou às mãos da PIDE por isso mesmo.
      Está na génese e no ADN.

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  5. sim, a atitude do PCP é ignóbil. mas a clubite está mais difundida do que se possa pensar...

    lembremo-nos quando Freitas ingressou num governo socialista

    em política (com letra pequena) não há inocentes, pelo que não vale a pena rasgar as vestes por ninguém

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    1. O CDS não tratou Freitas do Amaral com o desdém que o PCP trata Carlos Brito e outros antes dele.
      Leia a história dos proscritos do PCP.

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  6. Uma atitude do tamanho da "grandeza" do partido.
    Um abraço.

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    1. Vindo de quem vem em nada me surpreende, R. Correia.
      Um abraço

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  7. Todos eles passaram pelo mesmo purgatório, como o Sérgio Ribeiro, mas nem sempre correspondidos. Bom, algum benefício existia.
    Grande abraço

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