Pandemia e hipocrisia


Há momentos na vida que nos suscitam um incontrolável sorriso nervoso.
Ouvir o dirigente máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar formalmente a epidemia global associada ao Covid-19 como uma pandemia foi um desses momentos. 
O sermão público associado a esta declaração formal, criticando os grandes níveis de inacção verificados em muitos países afectados, a cereja no topo do bolo.
A mesma OMS que olimpicamente ignorou todos os sinais e avisos que foi recebendo enquanto a epidemia se espalhava descontroladamente, conseguiu atingir o cúmulo da hipocrisia com esta declaração nos termos em que foi proferida. 
Fica por se saber exactamente o que motivou esta demora da OMS em declarar formalmente o que qualquer leigo percebia (as desconfianças são muitas e as certezas muito poucas...) mas percebe-se que é uma declaração que peca por tardia.
O combate a esta pandemia tem que ser feito a nível global, sem tréguas, sem tibieza, sem hesitações, sem outras ponderações que não sejam as associadas à saúde pública.
Precisamente o oposto do que a OMS, a entidade que devia estar na linha da frente desse combate, fez. 

Comentários

  1. Como já se viu em Portugal, seguindo os seus conselhos (OMS), doentes infectados foram tratados como se não o estivessem.

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    1. A OMS, sobretudo o máximo responsável, está a ser fonte de desconfiança quando devia ser o oposto, bea.

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  2. Preocupa-me a irresponsabilidade do povo perante esta pandemia. Ontem mesmo, algumas escolas encerraram e o que fizeram os alunos? Praia e Shoppings! Portanto, talvez com o encerramento de todas as Escolas não tenha muita eficácia, infelizmente...
    Cumprimentos da Maria do Porto

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    1. Eugénia, infelizmente, os alunos responderam exactamente como previ. Mas não acredito que tenham sido apenas eles. Esse é um dos motivos por que não sei mesmo se será boa ideia deixá-los a todos em casa. A irresponsabilidade é grande. E, ou vão para casa vigiados como os italianos estão agora, ou nada feito.
      Há que ser pragmático em ocasiões específicas como esta.

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    2. Aqui em Macau oficialmente não havia vigilância.
      Mas há muitas câmaras na rua, se é que me faço entender...

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  3. Uma situação muito séria que não tem o fim à vista ,o que é preocupante.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. Os números vão crescer, Francisco.
      Atinge um pico até começar a descer.
      Agora é a fase do crescimento.
      Que será tanto maior quanto menores forem as medidas de prevenção.
      Aquele abraço

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  4. Na televisão portuguesa falam agora de Macau como um case-study, creio que devido ao que aconteceu com a Gripe-A.
    Recordo o Pedro em finais de Janeiro ter dito que estava de quarenta, e eu ter pensado que me parecia um exagero. Afinal...

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    1. Pela Gripe e pelo Covid-19, Joaquim Ramos.
      Com a gripe tivemos o caso de uma fulana que aqui entrou depois de tomar medicação para baixar a febre e ser aqui tratada.
      Agora tivemos, já não temos, dez casos “importados”.
      Macau é pequeno, muito seguro, consegue-se controlar estas situações porque a população também ajuda.

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  5. Preocupa-me a irresponsabilidade das pessoas. Limpam os supermercados armazenando comida, Uma ontem à minha frente na caixa do Lidl gabava-se de já ter em casa comida para dois meses, e depois, enchem as praias e os centros comerciais, quando podiam e deviam manter-se em casa.
    Abraço

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    1. Aconteceu aqui no primeiro dia de quarentena.
      E os vários responsáveis governamentais vieram imediatamente explicar ao pormenor os diversos stocks existentes.
      No dia seguinte estava tudo calmo.
      Abraço

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  6. Primeiro deixam propagar e depois, tardiamente, começam a tomar medidas. As pessoas não têm bem a noção do perigo que todos corremos. Cá em Portugal algumas escolas estão fechadas. supostamente alunos e professores deviam ficar em casa. Mas coincidência ou não ontem a praia de Carcavelos, em Lisboa, estava a abarrotar de gente.

    Isabel Sá  
    Brilhos da Moda

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    1. Vi no Facebook.
      De uma irresponsabilidade inqualificável.
      Não são férias, é quarentena domiciliária.

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  7. Bom dia:- Acredito que nem os responsáveis máximos pelas organizações sabem o que fazer e/ou dizer sobre o coronavirús.

    Existe enraizado no Povo uma irresponsabilidade irritante e, direi, até intolerável. O Governo fechou as escolas e, ONTEM, as praias estavam a ABARROTAR de gente. Isto não é inacreditável acontecer?
    .
    Votos de um dia feliz.

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    1. Inacreditável mas real, infelizmente.
      Há que ser claro e firme na transmissão da informação.
      Toda, ao pormenor, diariamente.

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  8. Pedro,
    Tudo se encaminha para o caus, infelizmente.
    Bjins
    CatiahoAlc.

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    1. Cresce até atingir um pico e depois começa a curva descendente.
      A China reportou hoje 15 novos casos.
      Num universo de mil e quinhentos milhões de pessoas não é nada.
      Bjins

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  9. Os responsáveis pela saúde pública, com os meios que têm ao seu dispor, devem agir quanto antes para se evitar a sua propagação. Sendo a prevenção responsabilidade de todos em geral.

    Continuação de boa semana caro amigo Pedro. Um abraço.

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    1. O exemplo tem que vir de cima.
      Mas todos temos que contribuir.
      Mesmo que com alguns incómodos pessoais.
      Aquele abraço

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    1. Calma e prevenção.
      A prevenção, o cuidado, são essenciais.

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  11. Estou na Suíça há 3 semanas, tudo está calmo e não há falhas, o que não quer dizer que não haja um caso ou outro.
    Hoje, para meu espanto, telefona-me uma sobrinha, a dizer que aquilo por lá está um caos. Hoje, segundo ela, o governo vai emitir um comunicado sobre o que fazer.
    Sinceramente estou com medo.

    Beijos Pedro

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    1. Cuidados essenciais, Manu.
      Mais não podemos fazer.
      E nada de pânico.
      Beijos

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  12. Absolutamente de acordo Pedro. Isto é uma palhaçada!!

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  13. Também estou a ficar um pouco apreensiva. Onde estou agora não se sente pânico, mas o gel desinfetante para as mãos também se esgotou há muito nesta cidade. Dizem-me que em Toronto há dias em que não há papel higiénico nos supermercados.. :)) Vim prevenida com desinfetantes para os bancos dos aviões ... :))... e estou a tentar não tocar no rosto mesmo em casa para não perder o hábito que adquiri há alguns anos desde que comecei a ir ao ginásio. Agora o "social distancing" é que vai ser complicado. Tenho que tomar dois aviões e passar por dois aeroportos para chegar a casa.

    Wish me luck! :))

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    1. Máscara, Catarina, máscara e desinfectar as mãos.
      Usar a máscara mesmo nos voos.
      É incómodo mas vale a pena.

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  14. Onde vivo o álcool está esgotado.
    Trabalho directamente com público e estou a ficar seriamente apreensiva.

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    1. Máscara, Magui, use máscara e lave as mãos com frequência.

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  15. Há uma inquietação crescente. Espero bem que as pessoas tomem consciência do seu dever de cumprir com as orientações dadas .

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    1. É essencial, luisa.
      Sem a colaboração de todos não há estratégia que resista.

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  16. Já foi tudo dito. Protecção para se lidar com o publico é zero. Foi-se tudo! É preocupante.
    -
    Arrepiam-me tuas palavras saídas d'alma.
    -
    Beijo e uma excelente noite!

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    1. Sem civismo, consciência, não há resultados, Cidália.
      Beijo

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  17. A superclasse globalista adora estes surtos gripais. Desde logo porque morrem uma data de velhinhos, o que é excelente para deixar de pagar algumas reformas. Mas sobretudo porque as bolsas caem a pique e eles podem aproveitar as quedas para reforçar as suas carteiras. Os donos disto tudo nunca perdem, mesmo que o mundo fique todo em chamas.

    Já o povo, em geral, só tem o que merece. Quiseram ser cidadãos do mundo, aceitaram abolir as fronteiras para colher os benefícios da globalização. Só que o cosmopolitismo e a vida na aldeia global também comportam malefícios, muitos malefícios. Um deles é precisamente a globalização das enfermidades.

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    1. Afonso de Portugal - já pensou que, com a malta toda em casa, é capaz de ser ao contrário?
      Rejuvenescimento da população?
      Natalidade alta??? :)))

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  18. Pois, ainda estamos no 3º mês deste ano e eu já tive momentos na vida que nem me quero lembrar... suscitaram-me nervosismo, nunca sorrisos!
    Verdade - Ouvir o dirigente máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar formalmente a epidemia global associada ao Covid-19 como uma pandemia no meu ponto de vista foi tarde demais, há que tempos que se via que era uma pandemia, ELES é que não queriam aceitar e confirmar...
    Ando em luta desde 22 de janeiro onde eu já via o caso feio e adivinhava uma epidemia ou pandemia, mas ninguém acreditou nas minhas palavras e a data da viagem à CHINA a aproximar-se e ninguém cancelava nem queriam devolver o dinheiro, enfim...
    Tal e qual:
    A mesma OMS que olimpicamente ignorou todos os sinais e avisos que foi recebendo enquanto a epidemia se espalhava descontroladamente, conseguiu atingir o cúmulo da hipocrisia com esta declaração nos termos em que foi proferida.
    Continuo a dizer: estamos entregues aos "bichos"!
    Bom fim de semana, bjs

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  19. Bem, meu amigo Pedro., a «coisa» está preta!
    A previsão para Portugal é que o pico será atingido em meados de Maio...
    Eu vou ficar por casa. Praia deixo para os irresponsáveis. E, lamentavelmente, aqui há muitos!
    Beijo, calmo fim-de-semana.

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  20. Infelizmente sinto o mesmo. E o fecho das fronteiras também tarda e ninguém sabe porquê.

    Beijinhos,
    Vanessa Casais
    https://primeirolimao.blogspot.com/

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