31 de dezembro de 2019

DIVÓRCIO NO ANO NOVO


Um pai de família judeu chama seu filho na antevéspera do Ano-Novo de sua religião e lhe diz:
– Jacózinho, eu odeio ter que estragar seu dia, mas tenho que dizer-lhe que sua mãe e eu vamos nos divorciar, depois de 45 anos de convivência.
– Papai, o que você está dizendo?! – grita o filho.
– Não conseguimos mais nem nos olhar um ao outro – disse o pai, e completou: 
– Vamos nos separar e acabou. 
Ligue para sua irmã Raquel e conte a ela.
Desvairado, o rapaz liga para a irmã, a qual explode no telefone.
– De jeito nenhum meus pais irão se divorciar!
 Chame papai ao telefone!
Quando o velho atendeu, ela disse, gritando:
– Não façam nada até nós chegarmos aí, amanhã.
 Estou chamando Moisés, que está em viagem, e amanhã mesmo estaremos aí, ouviu? – e bateu o telefone sem deixar o pai responder nada.
O velho colocou o fone no gancho, virou-se para a mulher e sorridente disse:
– Ok Sara, eles virão para o Ano-Novo e não teremos que pagar as passagens!

BOM ANO DE 2020

27 de dezembro de 2019

Piadas de Natal



A mãe pergunta à filha de sete anos:
– O que gostarias de ganhar no Natal?
– Um preservativo.
– Um preservativo?
– É que eu já tenho cinco bonecas e não quero ter mais nenhuma!

Uma menina sentou-se no colo do Pai Natal, no shopping, e o Pai Natal perguntou como de costume:
– O que é que tu vais querer de presente no Natal?
– A menina, com ar de espanto, horrorizada por alguns segundos, respondeu:
– Você não recebeu o meu e-mail????!!!!

Perto do dia de Natal um juiz estava interrogando um réu:
– Do que o senhor é acusado?
– De fazer as compras de Natal antes do tempo.
– Mas isso não é crime nenhum!! 
Com que antecedência estava fazendo as compras?
– Antes de a loja abrir.

BOM FIM - de - SEMANA 

19 de dezembro de 2019

Mensagem de Natal


PODER DE UMA VELA

O padre disse:
- Bom dia. Por acaso você não é a Cacilda, esposa do Chum, que eu casei já há dois anos na minha paróquia?
Ela respondeu:
- Sim. - Padre sou eu mesma.
O sacerdote perguntou:
- Mas não me lembro de ter baptizado um filho seu. 
Não teve nenhum?
Ela respondeu:
- Não Padre, ainda não.
O padre disse:
- Bem, na próxima semana viajo para Roma. 
Por isso se você quiser, acendo lá uma vela por você e seu marido, para que recebam a bênção de poder ter filhos.
Ela respondeu:
- Oh Padre, muito obrigada. Ficamos ambos muito gratos.
Alguns anos mais tarde encontraram-se novamente. 
O sacerdote ancião perguntou:
- Bom dia Cacilda, já teve filhos?
Ela respondeu:
- Oh, sim Padre, três pares de gémeos e mais quatro. 
No total dez!
Disse o padre:
- Bendito seja o Senhor. 
Que maravilha. 
E onde está o Chum, o seu marido?
- Chum está a caminho de Roma, para ver se apaga a vela que o senhor acendeu.

VOTOS de um SANTO NATAL
(O blogue só volta ao vosso convívio no dia 26)

18 de dezembro de 2019

Será necessário bajular?


O Natal e o final do ano civil aproximam-se rapidamente.
Um período que deve ser dedicado à introspecção, à reflexão, à tomada de decisões.
Um período que devia ser aproveitado por alguns líderes políticos para perceberem onde e como podem melhorar a sua atitude, o seu desempenho.
Sendo este um período de paz, de boa vontade, será talvez uma época óptima para perceber que ser educado, cordato, ter e mostrar valores, não são sinónimo de bajulação.
Muitas vezes são até opostos.
Porque se uns são sentimentos puros, verdadeiros, que fazem parte da personalidade, o outro é falso, é estudado e teatralizado, é plástico.
E torna-se ridículo.
Ser patriota não é pedir que se insiram mais uns caracteres no BIR, não é criticar a segurança de um período em que se era directamente responsável pela segurança que agora se critica, não é fazer ponderações políticas quando se deve apenas interpretar e aplicar a lei.
Bajulação bacoca, patética, ridícula.
Tempo de reflectir e mudar ou temos que esperar pelo Ano Novo Lunar para ser mais patriótico?

A DATA INCERTA DE UMA FESTA ADMIRÁVEL (Frei Bento Domingues, O.P.)



Celebramos o nascimento de Jesus a 25 de Dezembro. 
Qual é o fundamento desta data? 
Nenhum.

1. Por mais paradoxal que isso possa parecer, no Evangelho de S. Marcos, considerado o mais antigo dos quatro Evangelhos, não há Natal! Por opção, começo pelo desfecho abrupto deste «livro de intenso encanto literário e um dos mais arrebatadores que alguma vez foi escrito». Desfecho tão abrupto que o seu tradutor, Frederico Lourenço, pergunta: é concebível que um livro em língua grega possa terminar com a palavra ”pois”? Mas é um facto. Vou transcrever esta tradução de ritmo grego em português.
Conta S. Marcos que, «passado o sábado, Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé compraram perfumes para irem embalsamá-lo. E muito cedo de manhã, no primeiro dia da semana, elas vão ao sepulcro tendo já nascido o sol. E diziam entre si: Quem rolará para nós a pedra da entrada do sepulcro? E tendo olhado à sua volta, vêem que a pedra tinha sido rolada para o lado; e era muito grande. E entrando elas no sepulcro, viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca, e ficaram apavoradas. Ele diz-lhes: é Jesus, o Nazareno que procurais, o crucificado? Ressuscitou. Não está aqui. Vede o lugar onde o depuseram. Mas ide e dizei aos seus discípulos e a Pedro: Ele vai à vossa frente a caminho da Galileia; lá o vereis, tal como ele vos disse. E elas, saindo, fugiram, pois domina-as um tremor e um êxtase. E nada disseram a ninguém: tinham medo, pois».
Este texto concentra algo que pode ser historicamente testado e algo que só pode ser interpretado como uma gloriosa confissão de fé: a vida de alguém que foi truncada pela morte mais cruel, mas não aniquilada. Aquela que parecia a última palavra é, afinal, a primeira de um começo novo: o crucificado está mais vivo do que nunca! São as mulheres as encarregadas de dar essa notícia, de última hora, aos discípulos. Estes, decepcionados com a crucifixão da velha esperança messiânica que os seduziu e enganou, tinham caído em depressão.
      O sábado já é passado. O primeiro dia da semana é o Domingo, o primeiro da mobilidade ilimitada do Espírito de Deus, invisivelmente presente a tudo e a todos, em liberdade, propondo um natal inédito a quem se sentir seduzido por esse caminho: nascer de novo, renunciando a velhas e novas ilusões de desejos loucos que sacrificam o futuro de todos no altar egoísta do presente. É um movimento espiritual sem relíquias do fundador e sem lugares privilegiados de encontro com o novo sentido da caminhada humana na história dos povos.
       Na vida terrena e limitada do Nazareno, manifestou-se uma tal forma de Deus ser Deus e do ser humano se tornar verdadeiramente humano, que os maravilhosos e indispensáveis textos do Novo Testamento (NT) confessam que o seu autêntico sentido só se realiza, quando suscita inéditas formas de transfigurar a vida dos que se julgam os esquecidos da terra e do céu.
     2. Depois do velho messianismo ter sido trucidado na crucifixão do Nazareno, acabaram os receios em confessar que Jesus é Cristo. Paulo sublinha que ninguém pode pôr um alicerce diferente do que já foi posto: Jesus Cristo. Daí resultou que, por volta do ano 44, em Antioquia, pela primeira vez, os discípulos receberam o nome de cristãos.
Desde os finais do século XIX e durante várias etapas do século XX, tornou-se habitual distinguir o Jesus da história e o Cristo da fé. Não é que haja dois, mas duas abordagens: a que segue as exigências do método da exegese histórico-crítica e a das exigências da interpretação teológica, cristológica. São numerosas as obras sérias que estudam esta problemática.
As fontes principais para essa dupla perspectiva são as narrativas dos Evangelhos e os escritos de S. Paulo. Esquecemos que a devoção popular alimentou-se, ao longo dos tempos, também dos chamados Evangelhos Apócrifos.
Por volta do ano 200, estava praticamente formado o cânone actual do NT, embora ainda com algumas vacilações. No entanto, o Evangelho de S. João afirma: «muitas outras coisas fez Jesus que não estão escritas neste livro. Se fossem escritas uma por uma, penso que os livros sobre elas não caberiam no mundo».
A curiosidade popular queria saber, precisamente, o que não vinha escrito nos Evangelhos canónicos. Supõe-se que surgiram várias tradições orais sobre Jesus que não tiveram a sorte de serem reconhecidas e aceites pelo comum dos crentes. A verdade é que os escritos, que pretendiam dizer o que não vinha nos textos do NT – os chamados Evangelhos Apócrifos –, nasceram demasiado tarde, pelos finais do século II até ao século IV e ainda depois.
3. Celebramos o nascimento de Jesus a 25 de Dezembro. Qual é o fundamento desta data? Nenhum. Também aqui, importa continuar com a distinção entre a contagem histórica e a estratégia de levar os cristãos a não alinhar com as celebrações de cultos gentios, por exemplo, do sol invencível, imposto pelo imperador Aureliano, a 25 de Dezembro de 274. Nessa altura, a Igreja de Roma tomou a decisão de designar essa data como a do nascimento de Jesus, pois é Ele, e não Mitra, o verdadeiro sol da vida. Como era algo incerta a história do nascimento de Jesus, esta substituição parecia a mais indicada para os cristãos não se sentirem atraídos por aquilo que os trairia.
Antonio Piñero fez uma exposição cuidadosa, tanto acerca do dia do nascimento de Jesus como acerca do lugar em que nasceu. Concluiu que nem o dia nem o lugar têm base histórica suficiente. São opções legítimas de inculturação da fé em Jesus, o Cristo da nossa alegria.
O nascimento de Jesus não pode ser um mito. Se teve a actuação que teve e o desenlace que lhe impuseram, tinha de ter nascido. Por outro lado, a fé das comunidades cristãs de que Ele continuava vivo e actuante tinha de se manifestar, segundo as novas circunstâncias de tempo e lugar. As chamadas narrativas da sua infância, diferentes em Mateus e Lucas, são magníficas criações de teologia literária. Isso fica para próxima crónica, assim como a carta do Papa Francisco sobre o Presépio.
in Público, 15. 12. 2019

17 de dezembro de 2019

Vinte anos da Região Administrativa Especial de Macau


A Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) completa vinte anos na próxima sexta-feira.
Tempo de balanço?
O possível.
Foram vinte anos de grandes transformações, de grande dinâmica, de muitas adaptações.
E comecemos por aí – não faz qualquer sentido comparar o antes e o pós-1999.
São realidades políticas, económicas e sociais completamente diferentes.
São mundividências completamente diferentes, são mentalidades e valores completamente diferentes.
Faz lembrar o célebre pregão - “comparar a obra do Mestre e o mestre de obras". 
Querer ter o sossego e tranquilidade de 1999 com a variedade de oferta e o bem-estar económico de 2019 é uma utopia.
Já que estamos em maré de pregões, “querer ter o sol na eira e a chuva no couval”.
Melhor? Pior?
O maior de todos os balanços o mais relevante (o único relevante?) é o que cada um de nós faz da sua vida, do seu dia-a-dia.
Sinto-me confortável, seguro, feliz, nesta RAEM que agora chega aos “intes”.
E, se ralho com ela de vez em quando, é porque não me é indiferente, porque continuo a gostar muito dela.
Só ralho com quem amo, não com quem me é indiferente.
Aos "vintes" anos a RAEM ainda precisa de uns ralhetes, de uns raspanetes.
E eu prometo que vou estar aqui sempre disponível para isso.
De resto cumprindo fielmente a lógica de relacionamento paternal que Pequim tem seguido face à RAEM.

Fotografia ao mais alto nível