12 de novembro de 2019

Episódios de violência extrema em Hong Kong


Depois do que aconteceu ontem em Hong Kong é inevitável questionar-mo-nos se teremos chegado ao extremo, ao ponto de não retorno.
Ver um agente de autoridade balear um jovem à queima-roupa, ou um cidadão ser transformado numa pira por outro, é a manifestação evidente do completo desvario que tomou conta da sociedade de Hong Kong.
Hong Kong está transformada num campo de batalha, povoada por extremistas, mercenários, desordeiros, pelos vistos agora também assassinos.
O que se pensava ser um legítimo movimento de contestação, a expressão de um sentir e um pensar diferentes, descambou no completo caos, na anarquia, na mais pura e inqualificável violência.
Este não é o segundo sistema, esta não é a cidade de Hong Kong, Asia's World City, como sempre foi conhecida.
Hong Kong, que floresceu como porto de refúgio, como espaço de liberdade, cívica e económica, como espaço de convívio de diferentes raças, culturas, credos, como símbolo do rule of law, é hoje a expressão do caos, da intolerância, da ingovernabilidade.
Ver as ruas de Hong Kong desertas, apenas pejadas dos detritos da última batalha, há cinco longos meses, é triste e revoltante.
Escolas e comércio fechados, transportes públicos afectados pela mais gratuita destruição, ruas outrora movimentadas, vibrantes, agora transformadas em autênticas lixeiras urbanas, este não é o sonho de Deng Xiaoping, este é o pesadelo de Xi Jinping.
Até quando? 

42 comentários:

  1. A sua filha mais velha não está a estudar em Hong Kong?

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    1. Por estes dias a minha filha (Catarina) está em Macau.
      E está quase a concluir a Licenciatura.

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  2. Não auguro dias melhores para Hong Kong nos próximos tempos.
    Quem poderia imaginar tal cenário há anos atrás ?
    Uma região que tão florescente era...

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    1. Hong Kong, para quem não tem acompanhado as notícias, está irreconhecível, João Menéres.
      Parece mentira.

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  3. Bom dia
    Estarão algumas mentes a pensar como á duzentos anos atrás .
    Parece mentira , mas se calhar é verdade .

    JAFR

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    1. Absolutamente incrível, Joaquim Rosario.
      As imagens de ontem parecem tiradas de filme.

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  4. Tenho ouvido as notícias e é de facto um horror viver no meio dessa violência. O maior problema de várias manifestações/contestações no mundo são os infiltrados/desordeiros/assassinos que fazem de tudo, mas de tudo mesmo. Tal e qual uma guerra civil que vivi e desejo nunca mais sentir na pele, daí eu não conseguir estar no meio de uma multidão...nem por diversão. Fujo!

    Beijos e um bom dia

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    1. Também tenho essa sensação de claustrofobia, Fatyly.
      Há já alguns anos acabei a passar o ano sozinho porque fugi da multidão no exterior do Venetian.
      Beijos

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  5. Nossa. onde chega o ser humano! "Estamos perdido e entregues à bicharada!"

    -
    Beijo e um excelente dia!

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    1. Regar um semelhante e deitar-lhe fogo?
      Um tiro à queima-roupa?
      Está tudo louco!
      Beijo

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    2. A sério.. vêm lágrimas aos olhos.
      As pessoas chegam ao ponto de loucura total...
      Não aprendem NADA com tragédias do passado? Não se dão conta do que fazem e que rumo estão a escolher?

      Que a luta por igualdade e direitos não seja violenta e não atinja inocentes. Parece um desejo idealista, irrealista... Mas num país de revolução com cravos e sem mortos... Isso não é impossível. Pode-se destituir um governo com pouca ou nenhuma violência e sem assassinar alguém!!

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  6. E com o extremar de posições não há um fim à vista meu amigo, aproveito para desejar e uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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  7. Junto o meu lamento ao seu...
    Beijinho
    ~~~~

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  8. Tempos difíceis estes que estamos vivenciando. O coração fica partido diante de tanta violência e desamor. Lutemos por dias mais amenos!

    Pensamentos Valem Ouro

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  9. Muitas vezes ou quase sempre, as pessoas, na sua maioria são pacatas e ordeiras. Só que, no meio da multidão estão os infiltrados e são esses que começam a violência que, depois, se generaliza. Vivemos no caos.
    .
    Cumprimentos

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    1. Esse é o grande problema, Ricardo Valério, os desordeiros que tomaram conta da rua e ainda não foram escorraçados.
      Cumprimentos

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  10. Tenho visto alguns episódios dessa violência extrema, arrepiante, através das notícias televisivas e lembro-me sempre da sua Catarina, Pedro! Um dia, escrevi aqui algo idêntico e o Pedro referiu que a filha é sensata e não se mete nas manifestações.
    Mas é sempre inquietante.
    Parece que em Hong Kong a barbárie saiu às ruas... :(

    Beijinhos.

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    1. A Catarina tem estado em Macau, Janita.
      Com estes tumultos em Hong Kong é mesmo o mais sensato.
      Beijinhos

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  11. Hong Kong a ferro e fogo.
    O que nos tem chegado, faz temer o pior.
    Abraço

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    1. Pior que isto é difícil imaginar, António.
      Aquele abraço

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  12. Credo, deve dar medo andar na rua .. :/


    Bjos
    Votos de uma óptima Terça - Feira.

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    1. Confesso que não sei porque já há muito tempo não anda nas ruas de Hong Kong.
      Bjs

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  13. Pedro, eles falam em 5 reivindicações, e entretanto é desesperante ver uma sociedade manter esse caos, essa anarquia, todo o vandalismo que ocorrem nas manifestações em Hong Kong.

    Eles estão irredutíveis, e assim sendo, este movimento continuará.

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    1. Irredutíveis dos dois lados, mz, esse é o grande problema.

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  14. Começaram essa luta por uma justa causa, a qual se transformou em desordem, com agressões, morte e destruição. Quem será que beneficia com isso? Não seria melhor por fim ao conflito e, optarem pela via do diálogo? A violência gera violência…

    Continuação de boa semana caro amigo Pedro. Um abraço.

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    1. Diálogo com quem se os desordeiros não têm rosto, amigo Eduardo?
      Aquele abraço

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  15. Olá Pedro, também dá que pensar que mesmo onde tudo parece tão civilizado, o verniz pode estalar a qualquer momento
    e perguntamos a quem pode beneficiar o caos ? ou nunca se saberá, cada um chora a paz perdida
    há alguns dias víamos a serie Portugueses no mundo, e filmavam de Hong Kong onde um casal dizia que estava bem e que em vez de imaginar a cidade na horizontal com casas, lojas, escritórios pela rua, em Hong Kong tínhamos de imaginar essa disposição, mas em altura, olhando para os arranha-céus!

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    1. A falta de habitação condigna é um dos muitos problemas de Hong Kong, Angela

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  16. Um jornal francês escreve "...Pékin n’a pas voulu d’un autre « Tiananmen » à Hong Kong, mais est prêt à laisser le territoire s’autodétruire dans cette révolte d’une jeunesse qui ne veut pourtant qu’une chose : défendre sa liberté.."

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    1. Não é a defesa da liberdade.
      Além da liberdade, os clássicos paz, pão, saúde, habitação.

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  17. De forma semelhante aos coletes amarelos, existem sempre desordeiros, anarquista e holligans que querem causar distúrbios e violência, retirando valor à manifestação.

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    1. Existem em todos os movimentos.
      O que é necessário é isolá-los, remetê-los à insignificância.

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  18. this is sad to hear dear Pedro though unfortunately i could not locate through google what exactly happened there
    my heartfelt sympathies are with who suffered

    people have become civilized animals indeed

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  19. Gostei de ler. Parece-me, desde o início dos desacatos, haver ali um propósito deliberado de destabilização daquele território, até, quem sabe, para ensaio de um processo a desenvolver na própria RPC. Os interesses que se jogam são gigantescos. As guerras são o que são e são encenadas de variadas formas, algumas mais visíveis, como a luta de galos USA-RPC protagonizada por...
    Abraço.

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    1. A minha filha Catarina já sabe que não tem mais aulas.
      E que vai entregar os papers que faltam online.
      Uma situação incontrolável e insustentável.
      Aquele abraço

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  20. O que relatas aqui é para mim triste e desconhecido.
    A nossa comunicação social não diz nada!! Não dá importância a coisas realmente importantes. Só sabe falar do novo programa que vai estrear no seu canal, de banalidades e de uma tragédia aqui e ali, que fique mais conhecida. Parece que o MUNDO deixou de existir.

    tu deves acompanhar melhor os noticiários de um lado e de outro, talvez tenhas uma percepção melhor que a minha. Mas a questão é, para quem está um pouco alheio à informação, mesmo assim não dá para escapar dela. Quando algo sério acontece, esta espalha-se. Porém, nada chega aos ouvidos de ninguém. Se acontece no outro lado do mundo... Já nada tem o impacto de Tienamen. AS PESSOAS NÃO SE APERCEBEM do que anda a acontecer no mundo.

    E tudo o que sabem fazer é dizer mal de Portugal.
    Portugal tem defeitos sim mas, comparado aos países a que costumamos o comparar sem saber ao certo o que lá se passa, estamos sempre a mandá-lo abaixo. Os turistas que se mudam para o nosso país contudo, os viajados e experientes, sabem bem detectar a diferença e valorizar. Nós valorizamos, mas sempre mandando a baixo...

    Quando uma sociedade chega ao ponto do que relatas aí em Hong Kong, não à retorno à normalidade. A bandidagem, violência e desordem vieram para ficar.

    Lamento muito Pedro.
    Todos emigram em busca de uma vida melhor. Que pena que o mundo está a ficar cada vez menos atractivo para os que querem viver em paz, harmonia e tranquilidade, em comunhão com os outros e felizes.

    Abraço. Boa sorte.

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