24 de março de 2017

O NEVES NA MISSA


O casal Neves senta-se na primeira fila da igreja para que o Neves possa estar bem atento à missa, mas o Neves não costuma frequentar muito a igreja.
Adormece no meio da homilia, o padre dá por isso e resolve pregar-lhe um susto, fazendo-lhe uma pergunta directa:
- E você, Sr. Neves, diga quem foi que criou o céu e a terra ?
A mulher espeta um alfinete no rabo do Neves que acorda de sobressalto e grita :
- Meu Deus!
- Muito bem, Sr. Neves - diz o padre.
Afinal, não está errado....
As pessoas que estão por perto, olham para o Neves.
Daí a pouco o Neves volta a adormecer, e o padre vê que precisa de o acordar outra vez. 
Então pergunta-lhe:
- E responda-me agora, quem foi o filho de Maria e José?
A mulher volta a enfiar um alfinete no rabo do Neves, que acorda e diz alto:
- Jesus!
O padre percebe o que aconteceu, mas não pode dizer nada.
O povo presta ainda mais atenção ao Neves... A resposta está correcta !!!
Mas logo depois o Neves adormece novamente e o padre pergunta:
- O que disse Eva para Adão quando acordaram após a primeira noite juntos ?
Desta vez, antes que a mulher pudesse dar-lhe outra alfinetada, o Neves berra:
- SE ME ENFIAS ESSA MERDA NO CU OUTRA VEZ REBENTO CONTIGO.
O padre desmaiou!

BOM FIM-DE-SEMANA!

CLASSE É CLASSE!

 


Coincidentemente, dois juízes encontram-se no corredor do acesso a um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher do outro. 
Após alguns instantes de silêncios e de 'saia justa' mas, mantendo-se a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso um diz ao outro: 
- Nobre colega, e não obstante este fortuito imprevisível, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o CORRECTO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu.
Ao que o outro respondeu: 
- Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRECTO, sim... no entanto, não seria JUSTO, levando-se em consideração que... vocês estão saindo... e nós estamos entrando.

O inglês de uma chinoca


Numa agência de viagens em Xangai, perguntei à menina chinesa atrás do balcão se ela poderia escoltar-me num city tour e pedi-lhe o número do telemóvel para poder contactá-la. Ela fez um grande sorriso, assentiu com a cabeça e disse:
“Sex sex sex, wan free sex for tonight”.
Eu respondi: 
"Uau, vocês, mulheres chinesas, são realmente hospitaleiras!" 
Um tipo ao meu lado tocou no meu ombro e disse: 
"O que ela realmente disse foi: 666136429."

23 de março de 2017

Os chineses nunca organizam umas eleições sem saberem quem as vai ganhar


Os chineses nunca organizam umas eleições sem saberem quem as vai ganhar.
A frase não é de minha autoria, foi proferida em várias ocasiões por uma grande personalidade da sociedade de Macau já falecida.
Mas revela-se actual e perfeita na sua génese e reflexão.
Os chineses nunca organizam umas eleições sem saberem quem as vai ganhar.
Vai ser assim no próximo domingo quando o Colégio Eleitoral escolher o próximo Chefe do Executivo de Hong Kong.
A primeira mulher a ocupar este cargo, Carrie Lam Yuet-ngor.
Preferida por Pequim, escolhida por Pequim, aquela que foi Secretária – Chefe da Administração de Leung Chun-ying não terá dificuldades em vencer o que foi seu colega no Executivo de Hong Kong (John Tsang Chun-wah, Secretário da Finanças) e o juiz, na reforma, Woo Kuok-hing.
Se John Tsang é o candidato capaz de fazer a ponte entre os vários sectores da desavinda sociedade de Hong Kong, e Woo Kuok-hing o corredor solitário, Carrie Lam é a figura dura que Pequim acha ser capaz de pôr ordem em Hong Kong.
Com a escolha de Carrie Lam, obviamente sem ser oficial, apenas em jogo de sombras, Pequim demonstra claramente a Hong Kong quem manda e faz passar a mensagem que não está interessada em diálogo, pontes, quer harmonia e obediência porque antes dos dois sistemas está e estará sempre o País.
Carrie Lam que, mesmo com o apoio e o beneplácito de Pequim, ou até muito por causa disso mesmo (o honkonger não gosta nada de ver Pequim a interferir nos assuntos da Região Administrativa Especial), terá uma pesada cruz para carregar nos seus anos de governação.
Unir uma sociedade de Hong Kong em estilhaços será o maior desafio.
Os outros (regulamentação do artigo 23º da Lei Básica, por exemplo) virão depois e em consequência.
Pequim escolheu (oficiosamente) e já se sabe quem vai ganhar as eleições em Hong Kong no próximo domingo.
Porque a China não gosta nada de surpresas e de possíveis erros nas sondagens.

Intemporais (67)

22 de março de 2017

Figurinhas e figurões


Ainda ontem aqui enaltecia o sonho europeu, a utopia real que é a União Europeia e tudo o que a organização representa.
No diálogo que se estabelece com quem lê e comenta houve unanimidade num ponto - a ausência de grandes referências, de grandes líderes, de figuras carismáticas no panorama actual da União Europeia.
Aos grandes líderes que sonharam, criaram e desenvolveram o que é actualmente a União Europeia, sucederam uma série de figurinhas e figurões, carreiristas que vivem à sombra da política, que se servem dessa que devia ser uma actividade nobre e ao serviço do outro.
Mesmo com este panorama sombrio estava longe de imaginar que uma dessas figurinhas, que se julga um figurão, o presidente do Eurogrupo, o inenarrável de nome impronunciável, Jeroen Dijsselbloem, de cabeça perdida depois da humilhante derrota sofrida pelo seu partido nas eleições holandesas, seria capaz de ofender de forma tão torpe países e povos que foram sujeitos a grandes sacrifícios, que viram as taxas de desemprego crescer, as populações viver em grandes dificuldades, os jovens sair porque não encontravam trabalho nos seus países, famílias desagregarem-se e viverem sem perspectivas de um amanhã mais risonho.
Jeroen Dijsselbloem, mais preocupado com a forte possibilidade de perder o seu tacho, resolveu descarregar a fúria nos povos que gastam todo o dinheiro em "copos e mulheres" (todos conhecemos a versão deste pensamento idiota em português mais vernáculo...) e depois têm a desfaçatez de pedir ainda mais. 
Às figurinhas e aos figurões, assim como aos meninos ladinos que se portam muito mal e são mal educados, deve dar-se uma lição que nunca mais esqueçam. 
No caso desta figurinha, que se julga figurão, aquilo que tanto teme e que o desorientou de uma vez por todas - um chuto nos fundilhos!

A rua mais bonita do mundo é em Portugal


A rua mais bonita do mundo é em Portugal
A rua da Bica de Duarte Belo, em Lisboa, que liga a Travessa do Cabral ao Largo do Calhariz foi eleita como a rua mais bonita do mundo, a par dos Champs-Élysées e a 5ª Avenida.
A votação decorreu num conjunto de sites americanos, que pretendiam saber qual é a rua mais bonita do mundo com base na opinião de milhares de utilizadores e as suas experiências nas respectivas cidades.
O conhecido funicular, o Elevador da Bica, é uma das principais referências da Rua da Bica e que todos os dias leva milhares de turistas aquele local na cidade de Lisboa.
Inaugurado no dia 29 de Junho de 1982, o Elevador da Bica é visita obrigatória para quem quer conhecer a capital do país.
Para além da rua da Bica, outros locais de cidades conhecidas foram distinguidos, como é o caso da Via Dei Fiori Imperiali, em Roma, Itália. A 5ª Avenida é outro dos locais que não podia ficar de fora da eleição das ruas mais belas do mundo. Os Champs-Élysées, com cerca de 250 metros de largura, é outra das ruas eleitas.

(Será esta uma das tais ruas em que se gasta o que se tem e o que não se tem em "copos e mulheres"???) 

21 de março de 2017

A Europa sessenta anos após a assinatura dos Tratados de Roma


Completam-se no próximo sábado (25 de Março) sessenta anos desde a assinatura dos Tratados de Roma que instituíram a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom).
Numa época de grande turbulência dentro da União Europeia, de dúvidas acerca da sua utilidade e do seu futuro, será bom recordar que foram os Tratados de Roma que iniciaram o maior período de paz e prosperidade que a Europa conheceu.
Uma Europa que proteje os direitos dos seus cidadãos, que preserva  e reconhece direitos, liberdades, garantias, que confere uma protecção social aos seus cidadãos como nenhum outro espaço no Mundo.
A Europa dos valores, da cultura, da imensa e rica História.
A mesma Europa (não só a União Europeia, mas também) que vê uma substancial parte dos seus países no topo dos índices do Relatório Mundial da Felicidade.
Sábado, por entre os festejos, deverá haver tempo para repensar algumas questões que ensombram a União Europeia.
E olhar com outros olhos para outros espaços e modelos de integração a nível mundial.
Se a transferência de poderes associados à noção de soberania do espaço nacional para o supranacional é típica e essencial nesta aventura que é a União Europeia, não será de todo despiciendo discutir a extensão dessa transferência e pensar num processo de devolução de parte dos mesmos ao espaço nacional, nomeadamente aos parlamentos nacionais.
Até para afastar a ideia de monstro burocrático que anda associada à União Europeia.
Como deverão ser repensados os mecanismos de tomada de decisão (o menor denominador comum não é por natureza um defeito...), a vontade e medida de integração dos vários países que compõem o projecto, o alargamento a outros países que ainda não integram esse projecto, uma maior coordenação de políticas de segurança interna que não impliquem um fechar de fronteiras tão contrário ao ideal europeu.
Pensando, discutindo, questionando, mas festejando, porque há muitas razões para festejar, este sonho lindo que completa agora sessenta anos. 

Dia Mundial da Poesia


Ser poeta

Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(No Dia Mundial da Poesia o poema que define de maneira sublime o que é ser poeta).

20 de março de 2017

OS NOVOS MARIDOS


As modernices dão nisto...

TIPOS DE MARIDOS: DVD, DVD-R, CD e VHS

PARA AS MULHERES QUE AINDA NÃO ESTÃO INTEGRADAS E PARA OS HOMENS SE CLASSIFICAREM NAS NOVAS TECNOLOGIAS:

Sabe o que é um marido DVD ?
É aquele que se Deita, Vira e Dorme
E um marido DVD-R ?
É aquele que se Deita, Vira, Dorme e Ronca
E um marido CD ?
É aquele que Come e Dorme
Moral da história:
NÃO HÁ NADA COMO OS VELHOS VHS...Várias Horas de Sexo
Só que não se fabricam mais.

BOA SEMANA!

Conversas da 3ª idade


- Francamente, João, o que é que lhe aconteceu ? 
Há mais de 1 mês que não o vejo!
- Estive preso !
- Preso ? ! Mas a que propósito ?
- Olhe... sabe daquela loirinha muito gira que trabalha ali no café da esquina onde vou às vezes ?
- Sim, lembro-me muito bem dela ! O que é que lhe aconteceu ?
- Bem, a ela, nada, mas queixou-se de mim, à Polícia, "por violação".
Fui a tribunal e é claro, que eu, com 89 anos, fiquei tão orgulhoso que me declarei logo CULPADO !
Então, não é que o sacana do Juiz só me aplicou 30 dias de prisão por..."Faltar à verdade" ?

Amor


17 de março de 2017

O RETORNO (LEITURA IMPERDÍVEL!)


Cliente – Estou!

Vodafone – Está? Estou a falar com o senhor Nuno?

Cliente – Sim...

Vodafone - Sr. Nuno, como vai? Aqui é da Vodafone e estamos a ligar para lhe apresentar a promoção Vodafone 1.382 minutos, que oferece...

Cliente – Desculpe (interrompe), mas com quem estou a falar?

Vodafone - O sr está a falar com Natália Bagulho da Vodafone. Eu estou a ligar-lhe para...

Cliente – Natália, desculpe-me, mas para minha segurança gostaria de conferir alguns dados antes de continuar com a nossa conversa, pode ser?

Vodafone - ...Sssssim, pode...

Cliente – A Natália trabalha em que área da Vodafone?

Vodafone - Telemarketing Pró-Activo.

Cliente – E tem número de funcionária da Vodafone?

Vodafone - Desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

Cliente – Então terei que desligar, pois não estou seguro de estar realmente a falar com uma funcionária da Vodafone.

Vodafone - Mas eu posso garantir...

Cliente – Além disso, sempre que tento falar com a Vodafone sou obrigado a fornecer os meus dados a vários interlocutores.

Vodafone - Tudo bem, a minha matrícula é Vodafone -6696969-TPA.

Cliente – Só um momento enquanto verifico.

Cliente – ...??? (Dois minutos mais tarde) - Só mais um momento, por favor.

Vodafone - ...??? (Cinco minutos mais) - Estou sim?

Cliente – Só mais um momento, por favor, estamos muito lentos hoje cá por casa.

Vodafone - Mas, senhor... (Um minuto depois)

Cliente – Pronto, Natália, obrigado por ter aguardado. Qual é mesmo o assunto?

Vodafone - Aqui é da Vodafone, estamos a ligar para oferecer a
promoção Vodafone 1382 minutos, pela qual o Sr. fala 1.300 minutos e ganha 82 minutos de bónus, além de poder enviar 372 SMS totalmente grátis. O senhor estaria interessado, Sr. Nuno?

Cliente – Natália, vou ter que transferir a sua ligação para a minha mulher porque é ela quem decide sobre alteração de planos de telemóveis.

Por favor, não desligue, pois a sua chamada é muito importante para mim...

(Pousa o telemóvel em frente ao leitor de CD´s, coloca a música "Quero cheirar teu bacalhau" a tocar em repeat mode e vai beber um cafézinho...)

Válido não só para a Vodafone: pode experimentar com a NOS, MEO, Cabovisão, etc...

BOM FIM-DE-SEMANA!

16 de março de 2017

União Europeia de teste em teste


Há razões para festejar os resultados eleitorais na Holanda (as sondagens à boca das urnas dão a vitória ao VVD do actual primeiro-ministro Mark Rutte que deverá conseguir 31 deputados contra os 19 do CDA, do PVV e do D66)?
Se o objectivo era apenas derrotar Geert Wilders e o seu PVV a resposta terá que ser positiva.
Mas se se pensar na votação expressiva que os populistas holandeses conseguiram o foguetório deverá dar lugar a alguma cautela, a alguma parcimónia.
Geert Wilders e o seu PVV subiram no número de votos, no número de mandatos, e isso deve-nos fazer parar os festejos por uns momentos para tentar perceber as razões que explicam o crescimento destes fenómenos de nacionalismo populista e demagogo.
Mais a mais quando estamos a pouco mais de um mês de novas eleições, de novo teste à União Europeia e aos movimentos populistas que a enxameiam.
Se uma vitória de Geert Wilders na Holanda seria perigosa, uma vitória de Marine Le Pen em França, um dos países fundadores das Comunidades e um dos motores da União Europeia, seria desastrosa.
E não se diga que essa é uma possibilidade remota porque não o é.
Os estudos sociológicos mais recentes mostram sem sombra de dúvida um crescimento eleitoral da Frente Nacional, sobretudo entre os eleitores mais jovens (França não é a América de Trump, ou a Inglaterra de Theresa May ), uma aceitação que antes era escondida ou pouco assumida e agora é clara, transparente, pública.
Enquanto jorra o champanhe que comemora a derrota de Wilders na Holanda é bom que não se chegue à embriaguez porque o maior perigo mora logo ali ao lado e a festa pode dar lugar a uma brutal ressaca já no dia 23 de Abril.

Intemporais (66)

15 de março de 2017

Eleições na Holanda - Mais um teste para a União Europeia


Realizam-se hoje as eleições gerais na Holanda.
Eleições que serão um novo teste à continuidade do projecto europeu, mais um teste à aceitação do ideal europeu.
Uma vitória dos nacionalistas, xenófobos, racistas e eurocépticos do PVV (Partido da Liberdade), liderados pelo famoso e polémico Geert Wilders, seria uma tragédia para a União Europeia uma vez que se traduziria num "Nexit” a somar ao “Brexit".
Geert Wilders é mais um populista a centrar o seu discurso no reforço de fronteiras na linha de tantos outros que se vêm afirmando um pouco  por toda a parte.
Havendo sempre essa possibilidade, a vitória de Geert Wilders não implica automaticamente um governo liderado por Geert Wilders.
Em boa verdade as sondagens dizem-nos o oposto.
As mesmas sondagens que agora até apontam para uma queda do PVV para o terceiro lugar nas intenções de voto.
Muito dificilmente Geert Wilders poderá formar um executivo porque mesmo que o PVV vencesse as eleições teria que formar governo em coligação (com quem?).
Mas vale a pena pensar nessa possibilidade, ainda que remota, e fazer tudo para que não se torne realidade.
As sondagens têm-se revelado tão fiáveis ultimamente…
Com franqueza dá vontade de dizer que para líderes de governo populistas e demagogos com penteados esquisitos já chega aquele que senta agora na Sala Oval.

DITADOS POPULARES DISTORCIDOS - A FORMA CORRECTA



HOJE É DOMINGO PÉ DE CACHIMBO. 

E eu imaginava como seria um pé de cachimbo, quando o correcto é:

HOJE É DOMINGO PEDE CACHIMBO.

 Domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo ao invés do tradicional cigarro (para aqueles que fumam, naturalmente...).

E pensamos que repetimos correctamente os “ditados populares”

Diz-se: ESTE MIÚDO NÃO  PÁRA QUIETO, PARECE QUE TEM BICHOS CARPINTEIROS.
 Foi uma grande dúvida na minha infância...Mas que bicho-carpinteiro” é esse? Um bicho pode ser carpinteiro???"

Correcto:

ESTE MIÚDO NÃO PÁRA QUIETO, PARECE QUE TEM BICHOS NO CORPO INTEIRO.
 Aí está a resposta ao meu dilema de infância!

BATATINHA QUANDO NASCE ESPARRAMA PELO CHÃO.

Mas o correcto é:

BATATINHA QUANDO NASCE ESPALHA A RAMA PELO CHÃO.

 Se a batata é um tubérculo subterrâneo, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparramaria pelo chão se ela está em baixo dele?

COR DE BURRO QUANDO FOGE.

O correcto é:

CORRO DO BURRO QUANDO FOGE.

 Este é o pior de todos!
O burro muda de cor quando foge??? 
De que cor fica??? 
Porque mudaria de cor???

Outro em que todos erram: 
QUEM TEM BOCA VAI A ROMA.

Bem, esse eu achava que percebia, de um modo errado, mas percebia!
Pensava que quem sabia comunicar ia a qualquer lugar!

O correcto é:

QUEM TEM BOCA VAIA ROMA.
 (Isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que toda a gente diz de forma errada:

CUSPIDO E ESCARRADO.
 Quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.

O correcto é:

ESCULPIDO EM CARRARA.
(Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso.

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO.
Entendia também, de forma errada, mas entendia! 
Se não tem um cão para ajudar a caçar, utiliza um gato! Embora o gato só faça o que quer, pode ser que nesse dia esteja de bom humor!

O correcto é:

QUE NÃO TEM CÃO CAÇA COMO GATO, ou seja, sozinho!

14 de março de 2017

Hay gobierno? Soy contra!


Hay gobierno? Soy contra!
O slogan anarquista, tantas vezes associado aos Zapatistas, parece ter chegado em força a Macau.
Cheguei a Macau no dia 1 de Outubro de 1995.
Em todos estes anos de permanência nesta que é agora Região Administrativa Especial da China nunca como agora vi tamanha fúria e tanta mobilização contra sempre que aparece qualquer projecto governamental.
Foi assim com a possível renovação do decrépito Hotel Estoril, continua a ser assim com a ideia de aproveitar as instalações onde funcionavam os Tribunais e a Polícia Judiciária, é assim agora com a possível revitalização da zona dos antigos estaleiros de Lai Chi Vun.
Curiosamente tudo projectos oriundos da mesma tutela governamental, projectos que são permanentemente associados à mesma cara e à mesma pessoa.
Não quero acreditar que os movimentos de oposição a todos estes projectos sejam apenas a means to an end, uma forma de atingir e fragilizar uma pessoa.
Até porque as vozes e as caras contrárias aos mesmos não são sempre as mesmas.
Quero acreditar que é mesmo uma reacção Zapatista, a chegada em força do lema "Hay gobierno? Soy contra!", a Macau.
Emiliano Zapata foi assassinado e a sua morte marcou o início da desintegração do movimento que inspirava e encabeçava.
Não vai ser necessário morrer ninguém em Macau para que estes movimentos de inspiração Zapatista, ainda que inconsciente,  tenham um fim.
Mas que poderá haver grandes chatices até que deixe de se contestar tudo o que é apresentado pelo Executivo, isso poderá.
E que se vai perder muito tempo até serem tomadas e executadas decisões em todos estes casos também é algo que parece poder afirmar-se com razoável dose de certeza.

Francisco: um quase-testamento (2) (Por Anselmo Borges DN 10.03.2017)


1 - Para o Papa Francisco, a definição de Deus é misericórdia, mas sem uma concepção delicodoce, pois a misericórdia é exigente. Avisa que é preciso ser coerente; não se pode ter uma vida dupla: "Sou muito católico, vou sempre à missa, mas não pago o justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios... É daí que vem ouvirmos tantas vezes: "ser católico como aquele?, é melhor ser ateu"."
Na frente do seu combate está a idolatria do dinheiro, como aconteceu com Jesus: o dinheiro transformado em ídolo absoluto é incompatível com a fé no Deus da Vida: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." Por isso, diz "não" a uma economia da exclusão e da iniquidade. "Essa economia mata"; vivemos "na ditadura de uma economia sem rosto e sem objectivos verdadeiramente humanos"; "a cultura do bem-estar anestesia--nos"; acusado de comunista, responde: "esta mensagem não é marxismo, mas Evangelho puro."
2 - Foi assim que, continuando com a entrevista ao El País, respondeu: "Eu não estou a fazer nenhuma revolução. Estou apenas a tentar que o Evangelho prossiga, vá por diante. Eu procuro, não sei se consigo, fazer o que o Evangelho manda. Sou pecador e nem sempre consigo, mas é isso que procuro. É curioso: a história da Igreja não a levaram por diante os teólogos, os padres, os bispos... sim, em parte sim, mas os verdadeiros protagonistas da história da Igreja são os santos, isto é, aqueles que se sacrificaram para que o Evangelho se tornasse concreto: as pessoas que vivem do seu trabalho com dignidade, que criam os filhos, enterram os seus mortos, cuidam dos avós, essa é a nossa classe média, os enfermeiros, os cuidadores. O ponto fixo é o concreto. Do ponto de vista económico, hoje a classe média tende a desaparecer, cada vez mais, e pode-se correr o risco de refugiar-se nas cavernas ideológicas. Mas esta é a "classe média de santidade": o pai, a mãe, que celebram a sua família, com os seus pecados e as suas virtudes, o avô, a avó. A família."
Como deve ser a Igreja? "Que não deixe de ser próxima. Que procure ser continuamente próxima das pessoas. Uma Igreja que não é próxima pode ser uma boa ONG, mas não é Igreja."
Preocupações? "A minha preocupação é a guerra. Estamos na Terceira Guerra Mundial em pedacinhos. E, ultimamente, já se fala de uma possível guerra nuclear, como se fosse um jogo de cartas. É isso que mais me preocupa. E preocupa-me a desproporção económica: que um pequeno grupo tenha mais de 80% da riqueza, que no centro do sistema económico esteja o deus dinheiro e não o homem e a mulher, o humano. Então cria-se a cultura do descarte."
Sobre a corrupção. "É um grande pecado. Mas julgo que não devemos atribuir-nos o exclusivo. A corrupção existiu sempre. Sempre. Aqui. Se se ler a história dos papas, deparamos com cada escândalo!... Tenho vários exemplos de países próximos onde houve corrupção na história, mas fico-me pelos meus. Basta pensar no papa Alexandre VI, e dona Lucrécia..." "Na Cúria, há gente corrupta. Mas muitos santos também."
Quanto aos refugiados, os governos estão à altura? "Cada um faz o que pode e o que quer. É muito difícil fazer um juízo. Mas, claro, que o Mediterrâneo se tenha tornado um cemitério tem de nos fazer pensar."
É um Papa incómodo? "Não, não. Eu julgo que, atendendo aos meus pecados, deveria ser mais incompreendido. O mártir da incompreensão foi Paulo VI. Eu não me sinto incompreendido. Sinto-me acompanhado, e acompanhado por todo o tipo de gente, jovens, velhos... Sim, alguns por aí não estão de acordo, e têm esse direito, porque, se eu me sentisse mal por alguém não estar de acordo, haveria na minha atitude um gérmen de ditador. Têm direito a não estar de acordo, direito a pensar que o caminho é perigoso, que pode dar maus resultados, que... têm direito. Mas que dialoguem sempre, que não atirem a pedra e escondam a mão. Isso não. A isso ninguém tem direito. Atirar a pedra e esconder a mão não é humano, isso é delinquência."
Sobre a diplomacia do Vaticano. "Eu peço ao Senhor a graça de não tomar nenhuma medida por causa da imagem. Que seja por honestidade, por serviço, esses são os critérios. A diplomacia vaticana tem que ser mediadora, não intermediária. Sim, ao longo da história, a diplomacia vaticana fez manobras ou encontros e encheu o bolso: aí cometeu um pecado gravíssimo. O mediador faz pontes que não são para ele, mas para que os outros caminhem. E não cobra portagem. Fez a ponte e vai-se. Para mim, essa deve ser a imagem da diplomacia vaticana: mediadores e não intermediários. Construtores de pontes."
Que se pede e exige na política? "Diálogo. É o conselho que dou a qualquer país. Por favor, diálogo. Hoje, com o desenvolvimento que há, não se pode conceber uma política sem diálogo."
Sobre o tráfico de mulheres. "Há em toda a parte. Na Europa... A situação dessas mulheres é de terror. Na casa que visitei, havia uma a quem tinham cortado uma orelha..." Na Igreja, é preciso ir mais longe quanto ao papel das mulheres.
"A teologia da libertação foi uma coisa positiva na América Latina. Foi condenada a parte que optou pela análise marxista da realidade." E advertiu para os perigos dos movimentos populistas.
Vai à China? "Quando me convidarem. São eles que sabem."
Nos seus consistórios, criou cardeais dos cinco continentes. "Como gostaria que fosse o conclave que elegerá o seu sucessor?" Resposta: "Que seja católico. Um conclave católico que escolha o meu sucessor." Vai vê-lo? "Isso não sei. Que Deus decida. Quando sentir que não posso mais, foi o meu mestre, o papa Bento XVI, que me ensinou como devo fazer. E se Deus me levar antes, vê-lo-ei do outro lado. Espero que não seja a partir do inferno... Mas que seja um conclave católico."

13 de março de 2017