29 de abril de 2016

O Sermão da montanha (versão para Professores)



Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele preparava-os para serem os educadores capazes de transmitir a Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
- Felizes os pobres, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...
Pedro interrompeu-o:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci o meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai sair no teste?
João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai contar pra nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandalhão à minha frente!
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não percebi nada, ninguém percebeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está a sua planificação e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma planificação que inclua os temas transversais e as atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundo, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projecto.
- E veja lá se não vai reprovar alguém!
E foi nesse momento que Jesus disse: 
''Senhor, porque me abandonaaaste... ???!!!''

BOM FIM-DE-SEMANA
(Prolongado em Macau que segunda-feira há tolerância de ponto)

Médico com táctica


Mulher: 
- Doutor, eu não sei o que fazer, todas as vezes que o meu marido chega a casa bêbado, ele enche-me de porrada. Tenho apanhado todos dias...
Médico: 
- Eu tenho um remédio muito bom para isso. Quando o seu marido chegar embriagado, comece de imediato a bochechar meio copo de chá de camomila. Apenas bocheche e bocheche. 
Duas semanas depois, ela retorna ao médico, e parecia ter renascido.
Mulher: 
- Doutor, a sua ideia foi brilhante! Todas as vezes que o meu marido chegou a casa bêbado, eu bochechei muitas vezes com chá de camomila e ele não me bateu.
Médico: 
- Você viu como manter a boca fechada ajuda?

Sogra é sogra


O GNR manda o sujeito parar o carro:
- Os seus documentos, por favor. O senhor circulava a 130 km/h e a velocidade máxima nesta estrada é 100.
- Não, senhor guarda, eu ia a 100, de certeza.
A sogra, no banco de trás, corrige:
- Ah, João André, que é isso? Tu ias a 130 ou até mais!
O sujeito olha para a sogra com o rosto enrubescido.
- E o seu farol direito não funciona, diz o guarda.
- O farol? Nem sabia disso. Deve ter pifado aqui na estrada.
A sogra insiste:
- Ah, João André, que mentira! Há semanas que andas a dizer que precisas consertar o farol!
O sujeito fulo, faz sinal à sogra para ficar calada.
- O senhor está sem o cinto de segurança, diz o guarda
- Mas, senhor guarda, eu estava com ele. Só o tirei para lhe mostrar os documentos!
- Ah, João André, deixa-te disso! Tu nunca usas o cinto!
O sujeito não se contém e grita para a sogra:
- CALA A BOCA, PORRA!
O guarda inclina-se e pergunta à senhora:
- Ele costuma gritar assim com a senhora?
- Não, senhor guarda; só quando bebe...

28 de abril de 2016

Muros que se erguem numa Europa que se quer livre de fronteiras


O artigo 45º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, complementado com legislação secundária e a jurisprudência do Tribunal de Justiça, estabelece a liberdade de circulação de pessoas dentro do espaço da União.
Se lhe adicionarmos o Acordo Shengen ficaremos perante uma Europa virtualmente livre de fronteiras.
Era este o sonho dos pais fundadores.
Um sonho, que deveria ser um dos pilares fundamentais da União Europeia, obviamente tendo como destinatários os cidadãos europeus, mas que deve ser sempre entendido no quadro de uma política de inclusão e de liberdade de circulação, que tem vindo progressivamente a ser atacado nas suas raízes mais profundas, especialmente em reacção em tudo epidérmica, primária, à vaga de refugiados que procura acolhimento na Europa.
A lei recentemente aprovada pelo Parlamento austríaco, que prevê a hipótese de bloquear os que procuram asilo no país à chegada à fronteira, se for decretado entretanto apressadamente (em menos de uma hora!!) o estado de emergência por esse mesmo Parlamento, é disso um bom exemplo.
O Parlamento austríaco decreta a existência de uma ameaça à segurança e ordem pública e as fronteiras do país são imediatamente fechadas a todos os requerentes de asilo sendo estes prontamente recambiados para os locais de origem.
Esta é a fronteira virtual, psicológica.
À qual acresce a fronteira legal e física.
Fronteira física que poderá ficar ainda mais claramente delimitada, especialmente na ligação com a Itália na região dos Alpes, com a construção de um muro (mais um muro que se constrói depois de tantos terem sido derrubados) no lado austríaco.
Este processo, que já não é novo, que não é de agora, que apela à colaboração dos países na região dos Balcãs, terá sofrido um novo impulso com a vitória eleitoral de Norbert Hofer e do Partido da Liberdade na Áustria.
Mais um partido de extrema direita que vê o seu peso eleitoral crescer no espaço da União Europeia, mais um partido que vê a sua mensagem xenófoba, de endurecimento da política  de asilo, de acolhimento, de inclusão de refugiados, ser vitoriosa no espaço europeu.
Este não era o sonho dos pais fundadores, este seria certamente o pesadelo desses pais fundadores.
Apetece juntar a voz a David Gilmour e cantar - Bring Down the Wall!! 

Intemporais (27)

27 de abril de 2016

Aumento de rendas tendo por referência a usura??


Como sempre faço, no final do mês de Março fui pagar a renda devida pelo lugar de estacionamento que ocupo no prédio onde trabalho.
Foi-me então entregue uma folha tamanho A4, com uma mensagem redigida em chinês, da qual só percebia os números 400 e 3500.
Com o auxílio de amigos confirmei as minhas suspeitas - a renda do lugar de estacionamento, actualmente 2400 patacas mensais, ia ser aumentada em 400 patacas no final do contrato (são sempre contratos anuais e com final em Julho).
E até estava cheio de sorte por "só" ir pagar 2800 patacas mensais de renda por um lugar de estacionamento. 
E isto porque, na zona da cidade onde trabalho e onde se situa o referido lugar de estacionamento, o valor médio da renda supostamente ronda as 3500 patacas mensais. 
Este episódio, nada inesperado confesso, só veio adensar as minhas dúvidas acerca do que era voz corrente em Macau - a possibilidade de se limitar legalmente o aumento de rendas para a habitação e comércio tendo por base a taxa de inflacção. 
Cheang Chi Keong, presidente da comissão que na Assembleia Legislativa analisa o Regime Jurídico do Arrendamento, pôs ontem um ponto final nas dúvidas que porventura ainda existissem. 
Aumentos de rendas indexados à taxa de inflacção (um pouco acima dos 4%)? 
Que disparate! 
Uma Assembleia Legislativa onde se sentam grandes proprietários imobiliários, pouca imaginativa na maior parte das questões que lhe são submetidas a análise, enche-se de criatividade quando a questão a tratar mexe no bolso dos deputados com interesses na matéria. 
Vamos esquecer a taxa de inflacção, vamos esquecer a contínua queda do valor do imobiliário, vamos esquecer as condições de vida dos arrendatários, aqueles que supostamente deveriam ser finalmente protegidos com a legislação a ser revista. 
Vamos antes dar asas à imaginação e satisfazer a incessante gula dos proprietários. 
Fiquemos nos limites da legalidade (muito duvidoso...) e vamos ter por referência a usura. 
Assim serão possíveis aumentos de rendas na ordem dos 30%, aumentos que até passarão a ter cobertura legal. 
Não é bem o que os proprietários que se sentam na Assembleia, e os que mexem os cordelinhos nos bastidores, queriam (o que queriam era ausência de limites, como todos sabemos), mas é melhor que esse disparate de indexação à taxa de inflacção. 
A ganância para esta gente não é nada de problemático e o respeito pelas condições de vida de terceiros é absolutamente irrelevante. 
Ontem, pela voz de Cheang Chi Keong, sem argumentos para defender a proposta apresentada, só tivemos a confirmação dessa realidade. 

A Alegria do Amor. 2, crónica do Padre Anselmo Borges


1 A Exortação A Alegria do Amor, do Papa Francisco, é isso: um hino ao amor. Cita, por exemplo, M. Benedetti: "Se te amo, é porque és/o meu amor, o meu cúmplice e tudo/e na rua, lado a lado,/somos muito mais do que dois." Sobre o prazer erótico no amor, cita J. Pieper: por um momento, "sente-se que a existência humana foi um sucesso". Mas Francisco conhece o coração humano, a sua exaltação e as suas misérias e há as pulsões e o amor e as histórias de cada um. Por isso, aponta ideais, mas conhecendo a realidade e falando para pessoas concretas, criticando os que na Igreja "agem como controladores da graça e não como facilitadores".

À Exortação é devida uma leitura atenta e meditada. Deixo aí apenas algumas questões que concitam mais a atenção.

2 O documento constitui uma defesa, sem hesitações, da vida humana, rejeitando como "inaceitáveis" "as intervenções coercitivas do Estado a favor da contracepção, da esterilização e até mesmo do aborto". Ao mesmo tempo apela à paternidade responsável, admitindo que "a consciência recta dos esposos os pode orientar para a decisão de limitar o número dos filhos". E supõe-se que os métodos de limitação ficam à responsabilidade da consciência, respeitando a dignidade humana. Critica que não se dê "espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites". Repete que a paternidade responsável "não é procriação ilimitada" e que "o matrimónio não foi instituído apenas para a procriação".

3 Salienta que é necessário avançar mais "no reconhecimento dos direitos da mulher e na sua participação no espaço público". "A história carrega os vestígios dos excessos das culturas patriarcais, onde a mulher era considerada um ser de segunda classe, mas recordemos também o "aluguer de ventres" ou a "instrumentalização" e a comercialização do corpo feminino na cultura mediática contemporânea". Embora previna contra "uma ideologia genericamente chamada gender por prever "uma sociedade sem diferença de sexo" e esvaziar "a base antropológica da família", afirma que "é preciso não esquecer que o sexo biológico (sex) e a função sociocultural do sexo (gender) podem distinguir-se, mas não separar-se". Há quem considere que "muitos problemas actuais ocorreram a partir da emancipação da mulher. Mas este argumento não é válido, é falso, não é verdade! Trata-se de uma forma de machismo". Assim, afirma o feminismo, "quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade".

4 Afirma que "só a união exclusiva e indissolúvel entre um homem e uma mulher realiza uma função social plena, por ser um compromisso estável e tornar possível a fecundidade", mas, embora não possam "ser simplistamente equiparadas ao matrimónio", "devemos reconhecer a grande variedade de situações familiares que podem fornecer uma certa regra de vida", como "as uniões de facto ou entre pessoas do mesmo sexo". Reafirma que "cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, evitando qualquer sinal de discriminação injusta".

5 Reclama a educação sexual como elemento essencial da educação, dentro de um humanismo integral para o amor e que não pensa só no "sexo seguro". Neste contexto, sublinha que "os ministros sagrados carecem, habitualmente, de formação adequada para tratar dos complexos problemas actuais das famílias", acrescentando que "para isso pode ser útil também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados", podendo ver-se nesta afirmação a possibilidade de pôr fim ao celibato obrigatório.

6 Sobre a separação e o divórcio, lembra as normas recentes para agilizar as declarações de nulidade do matrimónio.

Quanto à possibilidade da comunhão para os divorciados que voltam a casar pelo civil, afirma e reafirma que não estão "excomungados" e que "ninguém pode ser condenado para sempre, porque esta não é a lógica do Evangelho". E impõe-se o devido discernimento, de tal modo que, atendendo aos condicionamentos e circunstâncias atenuantes, "já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada "irregular" vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante". Assim, "em certos casos poderia haver também a ajuda dos sacramentos. Por isso, aos sacerdotes lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor. E de igual modo assinalo que a Eucaristia não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos". "Compreendo aqueles que preferem uma pastoral mais rígida, que não dê lugar a confusão alguma, mas creio sinceramente que Jesus quer uma Igreja Mãe que, ao mesmo tempo que expressa claramente a sua doutrina objectiva, não renuncia ao bem possível, ainda que corra o risco de sujar-se com a lama da estrada."
in DN 23.04.2016

26 de abril de 2016

Vicino ma non troppo


Foi esta a mensagem de Xi Jinping para dentro do País e dirigida ao Vaticano.
Vicino ma non troppo é como Xi Jinping quer que decorra o processo de aproximação entre a Igreja Católica e o Estado Chinês.
Um Estado que se quer independente, imune a influências estrangeiras, fiel aos valores da cultura tradicional chinesa (Xi Jinping não se cansa de bater esta tecla) e ao Partido Comunista.
Este discurso de Xi Jinping, por muito que o Vaticano o menorize, não deixa margem para dúvidas - nos próximos anos, especialmente no consulado de Xi Jinping, a Igreja Católica ainda vai ter que viver na (quase) clandestinidade na China.
Continuará a haver espaço para a chamada Igreja Patriótica, controlada pelo Estado Chinês e com figuras nomeadas por esse mesmo Estado e não pelo Vaticano.
A Igreja Católica, obediente ao Vaticano, com um número de fiéis que não pára de crescer no interior da China, e é isso que verdadeiramente assusta o Poder, não sejamos ingénuos, continuará a ser ignorada oficialmente.
Existe, ganha força e fiéis, mas é ignorada, apesar de hipocritamente tolerada (o diálogo com a Santa Sé é uma realidade e vai continuar nos bastidores), pelo Estado Chinês. 
Vicino ma non troppo.

Liberté, Égalité, Fraternité

Infelizmente ainda é assim...

25 de abril de 2016

O suicídio do maricas


Às 3 da manhã estava um maricas a gritar do alto dum prédio:
- "Ai meu Deus! Estou com SIDA! Vou-me matar, vou-me mandar daqui abaixo!"
Um vizinho:
- "Pára com essa porcaria, maricas dum raio! O suicídio não resolve o problema a ninguém!
Tenho um remédio muito bom para te ensinar, ouve com atenção:
Meio litro de azeite;
Meio litro de óleo de rícino;
Meio quilo de pimenta branca;
Bate tudo e bebe de uma vez só!"
Maricas: "E vou curar-me ?"
Vizinho: "Claro que não!... Mas vais ficar a saber para que serve o CU!!!

BOA SEMANA!

Dois esqueletos


 Dois esqueletos, um americano e um cubano, encontram-se.
O cubano diz ao americano,com admiração:
 - Rapaz, que esqueleto tão baril: grande, forte, de ossos grossos e brancos, um tremendo esqueleto!
 O esqueleto americano responde:
 - É que eu comi muita carne, tomei muito leite, muitas vitaminas.
Mas, olhe, você, para um esqueleto cubano, até não está nada mal.
Você tinha direito a alguma quota especial de comida quando estava vivo?
 - Não, não. Eu ainda estou vivo!

Bêbado que cai ao rio


Iam dois bêbados na ponte, quando um deles se desequilibra e cai no rio.
De imediato o outro foi pedir socorro, mas quando o tiraram da água já estava morto.
- Então, como é que ele está? - perguntou um outro bêbado.
- Bebeu água a mais.
- Está a ver. Bebe água pela primeira vez e morre!

22 de abril de 2016

O AMANTE


Está uma avozinha na sua cadeira de baloiço a fazer malha, quando a neta lhe pergunta:
- Avó, o que é um amante ?
- O quê ?? - Respondeu a senhora
- Um amante! ..Um amante! ..
A velhota, largou tudo, e muito aflita subiu ao sótão a correr e abriu um guarda-roupa...
De onde caiu … um esqueleto.

BOM FIM-DE-SEMANA!

ESTATÍSTICAS


  
Estavam dois amigos a conversar e um diz:
- Sabias que li no jornal que de meia em meia-hora é atropelado um homem nesta cidade?
- O quê? - diz o outro –
De meia em meia-hora?
Coitado do homem!

PESADELO


- Tive um pesadelo horrível! 
Sonhei que estava a comer esparguete!
- E o que é que tem ?!
- Não consigo achar o cordão da minha sapatilha.

21 de abril de 2016

Censura e versão chinesa da caça às bruxas


A caça às bruxas ainda é uma realidade no século XXI.
E é uma realidade mais e mais presente na China.
Com a grande diferença de as bruxas serem agora os estrangeiros e a Internet.
Xi Jinping é a cara de uma linha cada vez mais dura na condução da política do País do Meio.
Uma linha que conheceu nos dias mais recentes dois episódios perfeitamente reveladores de uma mania de perseguição algo doentia, da exaltação exacerbada dos valores da cultura chinesa, vistos sob crescente ameaça pela liderança política do país.
A já famosa banda desenhada que tem como protagonista Xiao Li (a pequena Li), a menina chinesa indefesa que é vítima da perfídia do académico David, afinal um espião em busca dos mais inconfessáveis segredos de Estado chineses, é francamente insultuosa para as mulheres chinesas, aqui retratadas como dondocas incapazes de fazer a distinção entre um amor verdadeiro e um jogo de sedução com fins político-militares.
E é reveladora de uma desconfiança a roçar o psicótico relativamente  a tudo o que é estrangeiro.
Os estrangeiros que vivem na zona de Cantão já se habituaram a ouvir a expressão gwai lo, uma forma que tem tanto de depreciativo quanto de inócuo, de fazer referência aos estrangeiros que habitam nesta zona.
O Governo Central foi um pouco mais longe e deixou de lado o gwai (fantasma) para se concentrar numa espécie de bruxas más, atributo que qualifica todos os estrangeiros.
Para além da supracitada banda desenhada, no domínio da realidade e da censura pura e dura, Papi Jiang, pseudónimo da internauta Jiang Yilei, viu-se confrontada com o ultimato de ceder aos valores socialistas chineses, ou ver o seu espaço na Internet bloqueado (já o foi em boa parte dos vídeos publicados), porque supostamente incluiria "linguagem repugnante e conteúdo vulgar" (a expressão é da Administração Estatal de Imprensa, Publicações, Rádio, Cinema e Televisão).
Estas acusações têm como fundamento a  crítica social bem humorada que a internauta faz (fazia...) a algumas tradições e situações do quotidiano chinês.
Sobretudo no consulado de Xi Jinping a tão apregoada e saudada abertura da China ao Mundo terá que ser olhada apenas na vertente económica.
Como estes exemplos claramente demonstram (outros haveria...), nas vertentes política e social essa abertura ainda se apresenta muito longínqua.

Intemporais (26)

20 de abril de 2016

O Bloco de Esquerda e o Cartão de Cidadão


A propósito da proposta do Bloco de Esquerda de alterar a designação do Cartão de Cidadão, hipoteticamente em nome da igualdade de género, conta-se a seguinte anedota:

Algures, numa repartição pública:
Utente - Bom dia, queria renovar o meu cartão de cidadão.
Funcionário/a- já não se chama cartão de cidadão, agora é cartão da cidadania. 
U -A sério? 
F - Sim, a designação "cartão de cidadão" não respeitava a identidade de género. 
U -Ok, então queria tirar o meu cartão da cidadania. 
F - Pois, mas isso não é comigo, é ali com o meu colega. 
U - Colega ou colego? 
F - Desculpe...? 
U - Perguntei se era com uma sua colega ou com um seu colego? 
F - Está a gozar comigo? 
U - De forma alguma, apenas quero respeitar a identidade de género da pessoa ou pessoo em causa. 
F - Olhe, tenho mais que fazer do que aturar as suas piadas. Por favor dirija-se ao balcão ao lado para tratar do assunto. 
U - Ok, só uma ultima pergunta... 
F - ​Sim, diga lá... 
U - Balcão ou Balcona? 

A proposta do Bloco de Esquerda (mais um dos assuntos fracturantes que são tão caros aos bloquistas??) é de um ridículo tal que efectivamente só se pode prestar ao anedotário.
Isto era o que pensava até ler as declarações do ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, pessoa que bem conheço de Macau, homem muito inteligente, muito culto, jurista brilhante, em resposta a uma interpelação do CDS.
O Governo vai estudar esta medida e admite alterar a designação do Cartão de Cidadão?
Porquê?
Para agradar ao Bloco de Esquerda, a força partidária que simultaneamente apoia e critica o Governo numa postura típica de Jekyll and Hyde? 
Com que custos?
E com que impacto?
Esta medida vai realmente promover a identidade de género?
Os portugueses estão fartos de politiquice e de politiqueiros.
Querem, e têm direito a isso, ser representados por estadistas que apresentem medidas que melhorem a sua qualidade de vida, o seu dia-a-dia.
A idiotice deve ficar apenas no domínio do anedotário, não pode ser levada a sério.

A Alegria do Amor. 1, crónica do Padre Anselmo Borges


1- Era um texto muito aguardado do Papa Francisco. Depois de dois Sínodos, em 2014 e 2015, sobre a família, antecedidos de algo inédito - Francisco quis saber, com consultas em todo o mundo, o que pensam os católicos sobre as problemáticas relacionadas com a família, desde a crise profunda que atravessa às uniões entre pessoas do mesmo sexo e à possibilidade da comunhão para os divorciados recasados -, o Papa teria a última palavra, num documento seu, tendo em conta os resultados dos Sínodos. Acaba de ser publicado, com o belo título A Alegria do Amor. Uma Exortação Apostólica, com mais de 200 páginas e 325 pontos. O seu fio condutor é a misericórdia, ao encontro das pessoas em dificuldade. Não muda a doutrina, mas exige uma nova pastoral, de tal modo que o cardeal W. Kasper não se sentirá completamente defraudado ao ter previsto que "o documento assinalará o início da maior revolução na Igreja dos últimos 1500 anos".

O texto vai requerer hermenêutica adequada, tanto mais quanto se trata de uma Exortação aberta ao futuro e que teve em conta reacções acesas, com ameaça de cisma na Igreja. Francisco, sem se negar a si próprio, convoca para a urgência de seguir o Evangelho, mas sabe que o seu ministério é de unidade na Igreja e não de divisão e, por isso, apela à compreensão, considerando novos caminhos pastorais, as diferentes culturas e sensibilidades, em "precioso poliedro". Terão bispos e padres aquela atitude de pastores bons que anima Francisco, mais atento ao Evangelho e às pessoas do que ao Código de Direito Canónico e à rigidez da doutrina?

2- Para se perceber a delicadeza das questões com que Francisco se confronta é importante conhecer a entrevista, aliás inteligente, dada pelo cardeal Gerhard L. Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao director da Biblioteca de Autores Cristianos, de Madrid, com o título "Informe sobre la esperanza", publicada pouco antes da Exortação, tão extensa como ela e com a pretensão de lhe dar a interpretação oficial. Deixo aí teses centrais referentes a estes temas: "deriva-se da Sagrada Escritura a desordem intrínseca dos actos homossexuais, por não procederem de verdadeira complementaridade afectiva e sexual. Trata-se de uma questão muito complexa, pelas muitas implicações que emergiram com força nos últimos anos"; "a ideologia de género pretende inculcar a ideia de que não existe uma natureza da pessoa humana que a determine a ser varão ou mulher, pelo que a identidade sexual é uma opção sexual que depende do próprio desejo"; compreendemos que "a Igreja recuse os métodos anticonceptivos, porque impedem o dom de si dos esposos"; a Igreja Católica defende "a absoluta indissolubilidade do matrimónio rato e consumado", tornando impossível o acesso à Eucaristia aos recasados civilmente; "o sacerdócio está em íntima conexão com o celibato"; "é doutrina definitiva ensinada infalivelmente pelo magistério ordinário universal que a Igreja não tem autoridade para admitir as mulheres ao sacerdócio".

3- E Francisco na Exortação? Reafirma o ideal: "O matrimónio cristão realiza-se plenamente na união entre um homem e uma mulher, que se doam reciprocamente com um amor exclusivo e livre fidelidade, se pertencem até à morte e abrem à transmissão da vida, consagrados pelo sacramento que lhes confere a graça para se constituírem como igreja doméstica e serem fermento de vida para a sociedade." E "não podemos renunciar a propor o matrimónio, para não contradizer a sensibilidade actual, para estar na moda, ou por sentimentos de inferioridade face ao descalabro moral e humano". Mas exige-se também autocrítica: por vezes "a forma como tratamos as pessoas ajudou a provocar aquilo de que hoje nos lamentamos" ou "apresentámos um ideal teológico do matrimónio demasiado abstracto, construído quase artificialmente".

É preciso dar "espaço à consciência dos fiéis: somos chamados a formar consciências, não a pretender substituí-las". A Igreja não abandona pastoralmente "os fiéis que simplesmente vivem juntos, que contraíram matrimónio apenas civil ou são divorciados e voltaram a casar". É contra o machismo, exalta o prazer erótico, é a favor do feminismo, entende quem tem tendência homossexual e percebe que há situações em que "a separação é inevitável, podendo até chegar a ser moralmente necessária". "Não há receitas simples." "A Igreja não é uma alfândega", mas "um hospital de campanha", "a misericórdia é a trave-mestra que sustenta a sua vida." "Na Igreja, é necessária uma unidade de doutrina e de práxis, mas isso não impede que subsistam diferentes modos de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências que derivam dela."

A chave da Exortação: "Acompanhar, discernir e integrar." Com esta chave, leremos, no próximo sábado, as problemáticas referentes aos anticonceptivos, ao feminismo, à homossexualidade, à comunhão para os recasados.

19 de abril de 2016

Dilma Rousseff a caminho da destituição?


Depois de Bill Clinton, agora Dilma Rousseff a fazer entrar o anglicanismo impeachment no vocabulário corrente.
Impeachment que não vem a ser outra coisa que não seja um processo formal de destituição e perda de mandato da Chefe de Estado no Brasil.
Com a votação no Congresso Dilma Rousseff sofreu a segunda derrota neste longo processo (a primeira tinha sido na comissão especial na Câmara dos Deputados).
Segue-se o Senado.
Nova derrota implicará a suspensão do mandato de Dilma por um período de 180 dias e um processo de investigação  que poderá conduzir ao julgamento no Supremo Tribunal Federal, à possibilidade de perda de mandato e impossibilidade de exercício de cargos públicos por um período de oito anos.
Estes são os factos.
O que já aconteceu e o que poderá vir a acontecer.
A apreciação da situação é ainda mais complexa que o complexo processo de impeachment.
O Brasil é neste momento um país profundamente dividido entre apoiantes e opositores de Dilma Roussseff.
Dilma Rousseff que foi perdendo apoios ao longo do processo, inclusivamente entre membros do seu governo, que foi ficando progressivamente mais isolada, mais limitada a um conjunto de fiéis seguidores que não lhe garantem segurança.
Isolamento que se afigura como consequência de uma inábil gestão política de toda a situação, que terá tido um dos seus pontos mais importantes na tentativa de integrar Lula da Silva no elenco governativo.
O processo de destituição está a correr os seus termos legais, está a ser cumprido o constitucionalmente previsto.
E é isso que deverá acontecer até final, seja qual for o resultado final.
Resultado que terá então que ser respeitado por todos.
Esta é a vertente política do caso.
A vertente criminal essa é para ser apreciada e julgada nos tribunais.
Com o Brasil, mergulhado em profunda crise política e económica, à espera.

Uma foto vale mais que mil palavras

Abaixo está uma foto que mostra algumas pessoas a caminhar para atingirem o seu objectivo final que é viver num país Europeu, mas, apesar desta foto estar a circular por todo o mundo somente 1% dos que a recebem reparam na sua verdade.
Na foto há 7 homens e 1 mulher. 
Até aqui, nada de especial... 
Mas observando atentamente, vê-se que a mulher está descalça, acompanhada por 3 crianças, e das 3, está a carregar 2.
Aqui reside a questão: nenhum dos homens está a ajudar, porque na sua cultura a mulher nada representa. 
Só tem valor como serva dos homens.
Será que acreditamos mesmo que estes particulares indivíduos poderão integrar as nossas sociedades e países e respeitar os nossos costumes e tradições?
Fica a pergunta no ar para reflectirmos.


18 de abril de 2016

Pensão de 3ª categoria


Um tipo vai a uma pensão de 3ª categoria e pergunta o preço dos quartos.
- Temos duas variedades - diz o recepcionista - a primeira custa 1000$00 por noite e fazemos-lhe a cama; na segunda, paga apenas 250$00, mas tem de ser o senhor a fazê-la.
- Olhe, pela diferença de preços, eu opto pela segunda, pois não me importo de fazer a cama.
- Como queira. MARIA, traz as tábuas e os pregos.

BOA SEMANA!

Animais em casa


- Mãe, ajuda-me, o meu marido está completamente louco.
- O quê?
- Ele tem cinquenta gatos no nosso apartamento! 
E o pior é que todas as janelas estão sempre fechadas.
- Então porque é que não abres as janelas?
- Não posso, os meus 100 pombos podiam fugir...

No futebol


No futebol, um indivíduo repete:
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 arbitro, 2 juízes de linha!
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 arbitro, 2 juízes de linha!
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 arbitro, 2 juízes de linha!
Chateado com a lengalenga, um parceiro interpela-o:
- Oiça lá, cale-se com isso. Porque é que está sempre a repetir a mesma coisa?
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 arbitro, 2 juízes de linha e o sacana do pássaro foi logo cagar em cima de mim!!!

15 de abril de 2016

Capuchinho Vermelho e o Lobo Mau


Chapéuzinho Vermelho está andando pela floresta, para levar seus docinhos para vovózinha, quando vê uma moita se mexendo.
Sem conseguir conter a sua curiosidade, espia atrás da moita e dá de cara com o Lobo Mau.
- Bom dia, seu Lobo! Nossa que olhos grandes você tem! - observa ela.
- São para melhor te ver, Chapéuzinho! - responde o Lobo, cordial.
E ela continua o seu passeio.
Pouco mais adiante, vê outra moita se mexendo.
Corre para dar uma espiada e novamente encontra o Lobo Mau.
- Olá, seu Lobo! Nossa que nariz grande você tem! - observa.
- São para melhor sentir o seu perfume, Chapéuzinho! - responde ele, secamente.
E ela continua o seu passeio.
Alguns minutos depois, vê outra moita se mexendo.
Espia e outra vez dá de cara com o Lobo.
- Uau! Você de novo! Mas que orelhas grandes você tem! - observa.
- São para melhor te ouvir, Chapéuzinho! - responde ele, irritado.
E ela continua o seu passeio.
Duzentos metros depois, vê outra moita se mexendo.
Adivinha quem está lá? O próprio.
- Olá, seu Lobo! Mas que saco grande você tem! - observa.
- São para te aturar, Chapéuzinho! 
Faz meia hora que eu estou querendo dar uma cagada e você não deixa!

BOM FIM-DE-SEMANA!