29 de fevereiro de 2016

Corrida de canoa



Retrato fiel das nossas instituições

A CORRIDA DE CANOA

Uma empresa Portuguesa e outra Japonesa decidiram enfrentar-se todos os anos numa corrida de canoa, com oito homens cada.

As duas equipas treinaram duramente e no dia da corrida estavam na sua melhor forma.

No entanto os japoneses venceram por mais de um quilómetro de vantagem.

O director decidiu criar um grupo de trabalho para estudar o caso.

Após vários estudos, o grupo descobriu que os japoneses tinham sete remadores e um capitão…enquanto a equipa portuguesa tinha um remador e sete capitães.

Diante disso, o Director Geral teve a brilhante ideia de contratar uma empresa de consultadoria para analisar a estrutura da equipa.

Depois de longos meses de trabalho, os especialistas chegaram à conclusão de que a equipa tinha capitães demais e remadores de menos.

Com base no relatório dos especialistas, a empresa decidiu mudar a estrutura da equipa.

A equipa seria agora composta por quatro comandantes, dois supervisores, um chefe de supervisores e um remador.

Especial atenção seria dada ao remador.

Ele teria que ser melhor qualificado, motivado, e consciencializado das suas responsabilidades.

No ano seguinte, os japoneses venceram com dois quilómetros de vantagem.

Os dirigentes da empresa despediram o remador por causa do seu mau desempenho……e deram um prémio aos demais membros como recompensa pelo desempenho e pela forte motivação que tentaram incutir na equipa.

O Director Geral preparou um relatório da situação, no qual ficou demonstrado que: 

. foi escolhida a melhor táctica, 

. a motivação era boa, 

. mas o material deveria ser melhorado.

No momento estão pensando em substituir... a canoa!!!!!!!!!!

BOA SEMANA!

26 de fevereiro de 2016

REUNIÃO NUMA COOPERATIVA AGRÍCOLA ALENTEJANA



Na reunião numa cooperativa alentejana diz o presidente:
- Compadres, este ano vamos comprar uma máquina nova para apanhar azeitonas que faz tudo sozinha:
Recolhe as azeitonas das árvores, separa as folhas e ramos partidos, e até tira os caroços!!
Vamos aumentar imenso a produtividade e poupar muito na mão-de-obra...
Um compadre interpela a mesa:
- Essa parece realmente bêm, compadre: mas diga-me cá, essa máquina também faz sexo??
- Sexo?? Ó compadre, claro que não!!
- Atão dêxe-se lá dessas modernices e mande vir as raparigas do ano passado!


BOM FIM-DE-SEMANA!!

Código Napoleónico


Um advogado todo 'da linha de Cascais', vai caçar patos para o Alentejo. 
Dá um tiro, acerta num pato, mas o bicho cai dentro da propriedade de um lavrador. 
Enquanto o advogado saltava a vedação, o lavrador chega no tractor e pergunta-lhe o que estava ele a fazer. 
O advogado respondeu:
- Acabei de matar um pato, mas ele caiu na sua terra, e agora vou buscá-lo.
O velhote responde:
- Esta propriedade é privada, por isso não pode entrar.
O advogado, indignado:
- Eu sou um dos melhores advogados de Portugal!
Se não me deixa ir buscar o pato eu processo-o e fico-lhe com tudo o que tem .
O lavrador sorriu e disse: 
- O senhor não sabe como é que funcionam as coisas no Alentejo! Nós aqui temos o Código Napoleónico! 
Nós resolvemos estas pequenas zangas com a Regra Alentejana dos Três Pontapés. 
Primeiro eu dou-lhe três pontapés; depois você dá-me três pontapés assim consecutivamente até um de nós desistir!
O advogado já se estava a sentir violento há um bocado, olhou para o velho e pensou que era fácil dar-lhe uma carga de porrada. 
Por isso, aceitou resolver as coisas segundo o costume local.
O velho, muito lentamente, saiu do tractor e caminhou até perto do advogado. 
O primeiro pontapé, dado com uma galocha bem pesada, acertou directamente nas bolas do advogado, que caiu de joelhos e vomitou. 
O segundo pontapé quase arrancou o nariz do advogado. Quando o advogado caiu de cara, com as dores, o lavrador apontou o terceiro pontapé aos rins, o que fez com que o outro quase desistisse.
Contudo, o coração negro e vingativo do advogado falou mais forte. 
 Ele não desistiu, levantou-se, todo ensanguentado, e disse:
- Bora, velhote! Agora é a minha vez!
O lavrador sorriu e disse:
- Nah! Nah! Eu desisto! Leve lá o pato!

Jantar na Casa Branca


Obama e Merkel estão num jantar na Casa Branca
Um dos convidados aproxima-se e pergunta:
- Sobre o que estão a conversar de forma tão animada ?
- Estamos a fazer planos para a Terceira Guerra Mundial, respondeu Obama.
- Uau !!! - diz o convidado - e quais são esses planos ?
- Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e 1 dentista - respondeu Obama.
O convidado parece confundido e pergunta:
- Um ... dentista ? Porque vão matar um dentista ?
Merkel dá uma palmada nas costas de Obama e exclama:
- Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos !!

25 de fevereiro de 2016

Jorge Jesus no Futebol Clube do Porto - uma inevitabilidade a (curto) prazo?


Muito raramente concordo com as opiniões que Rui Gomes da Silva emite.
Mas reconheço que o vice - presidente do Benfica tem toda a razão quando diz que ver Jorge Jesus como treinador do Porto é quase uma inevitabilidade.
Já não sei é se será a tão curto prazo como pensa Rui Gomes da Silva.
O vice do Benfica afirma peremptoriamente que Jorge Jesus será o próximo treinador do Porto e que o será já no início da próxima época se José Peseiro não for campeão.
Este juízo de Rui Gomes da Silva tem como fundamento as contínuas dissensões entre Jorge Jesus e os dirigentes do Sporting, as quais, no dizer de Rui Gomes da Silva, estão a tornar insustentável a situação de Jorge Jesus em Alvalade.
Não sei se é isto que efectivamente está a acontecer (há alguns indícios nesse sentido...), nem acho que seja esse o factor primordial para ver Jorge Jesus a treinar o Porto.
Pode acelerar o processo, pode contribuir para uma tomada de posição de Jorge Jesus, mas não é o factor primordial.
Primordial é a admiração que Pinto da Costa nunca escondeu pelo treinador Jorge Jesus e a vontade de Jorge Jesus fazer história e ser campeão pelos três grandes clubes portugueses.
E é aqui que entronca o quando Jorge Jesus será treinador do Porto.
Se for campeão no Sporting já nesta época, é bem possível que celebre o casamento a Norte no início da próxima.
Se não for campeão, muito mais ainda se for o Porto de Peseiro o campeão, essa união ficará adiada para uma outra oportunidade.
Mas, e voltando a Rui Gomes da Silva, esse namoro que se adivinha, que não é nada secreto, vai mesmo, tarde ou cedo, acabar em casamento.

Intemporais (18)

24 de fevereiro de 2016

Procura de unidade à Esquerda na Península Ibérica



A Península Ibérica está a viver um momento histórico no que se refere à criação de uma frente comum dos partidos de Esquerda em Portugal e Espanha.
Já não está agora em causa se as soluções encontradas são do agrado de todos, se são as mais correctas e legítimas.
Mais que juízos de valor (caberá a cada um fazer o seu), a realidade é que assistimos actualmente a uma procura de união nas várias tendências que compõem a Esquerda em Portugal e Espanha, impensável até muito recentemente.
Com uma grande diferença - o consenso encontrado em Portugal, ainda que pelo menor denominador comum, que permitiu a apresentação de uma solução governativa e a aprovação do Orçamento com votos favoráveis de PS, PCP, Bloco e Verdes, ainda que com muitos recados à mistura, não encontra paralelo em Espanha. 
Se em ambos os países os partidos vencedores das eleições não conseguiram formar Governo, em Portugal assistiu-se imediatamente a seguir à contagem de votos a uma congregação de vontades que, ainda que com alguns sobressaltos, vai funcionando. 
Em Espanha, pelo contrário, PSOE, Podemos, Izquierda Unida e Compromís, só concordaram em discordar. 
E em marcar nova reunião para tentar encontrar o tal menor denominador comum que estará na base da solução governativa portuguesa. 
Com o PSOE a tentar viabilizar uma solução governativa à esquerda, ao mesmo tempo que negoceia um acordo de investidura parlamentar com o Ciudadanos, a situação política em Espanha parece ainda longe da necessária clarificação.

Esta Quaresma começou bem (1) Frei Bento Domingues O.P. (Público 21/02/2016)


1. As Igrejas Católica Romana e Católica Ortodoxa, em 1054, consumaram, de forma solene, o seu progressivo divórcio: excomungaram-se reciprocamente. Dizia-me um amigo, pouco entendido em questões de religião: isso de excomunhões deve ser com como lançar um feitiço para o quintal do vizinho. Só funciona se os dois acreditarem nisso.
De facto, quase durante um milénio, foi mantida essa sacralizada ficção. As duas partes faziam de conta que Deus dependia das suas quezílias teológicas e culinárias. Teológicas, porque se imaginavam a viajar pelo interior da Santíssima Trindade e a observar o percurso seguido pela fonte do Espírito Santo. Culinárias, porque não se entendiam acerca do uso do pão, fermentado ou não fermentado, na celebração da Eucaristia, nem reconheciam a cada uma das igrejas a liberdade de seguir a receita da sua preferência. 
A falta de humor teológico e litúrgico acaba sempre por sacralizar o ridículo. Certas instituições e pessoas que pretendem manter intacto o depósito da fé e as invioláveis tradições litúrgicas esquecem que não há imagem nenhuma nem nenhum conceito que possam corresponder a Deus. A idolatria confunde a imagem com a realidade. Todas as artes, a começar pela música e pela poesia, são aspirações à plenitude, mas sabem que não são a plenitude, são apenas pontes para o invisível e inaudível. Confessam, no mais sublime que conseguem, o que lhes falta. Como dizia Messiaen, ficam na zona da imperfeição.
A linguagem litúrgica é simbólica, é a poética da fé, mas não é divina. A teologia que esquece que só conhece a Deus como desconhecido resvala para a arrogância pastoral e incapacita-se para reconhecer que lhe falta o essencial: o Outro.
Com o Vaticano II, a Igreja redescobriu que não existe ecumenismo, diálogo inter-religioso e diálogo com o mundo, na sua diversidade, sem o acolhimento do que não pode dominar: Deus e os outros.
2. O abraço de Paulo VI e do Patriarca Atenágoras  foi o reconhecimento público de que as Igrejas Católicas Romana e Ortodoxa vivem mal uma sem a outra. As excomunhões, que serviam apenas para camuflar orgulho e vontade de poder, foram anuladas. Só agora, no entanto, o Papa Francisco e o Patriarca Kirill saltaram, a pés juntos, um abismo milenar de suspeitas e acusações. Razão tinha Bergoglio quando disse, a propósito de um encontro entre católicos e protestantes: se deixarmos nas mãos de teólogos obtusos o processo ecuménico, teremos de esperar pela eternidade para ver a unidade entre as igrejas cristãs.
Importa destacar que este encontro não foi apenas para que os dois bispos se falassem de viva voz, coração a coração. Foi para que as duas Igrejas se tornassem, em simultâneo, Igrejas de saída para as periferias do Mundo.
A histórica declaração conjunta não precisa de ser explicada. Não é um texto esotérico. Precisa de ser conhecida. Estes irmãos na fé cristã analisaram as relações mútuas entre as duas Igrejas, os problemas essenciais dos seus fiéis e as perspectivas de progresso da civilização humana.
Porque terão realizado este encontro em Cuba? Porque é a encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. Foi a partir desta ilha, símbolo das esperanças do “Novo Mundo” e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, que dirigiram a sua palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes.
Destacaram o crescente dinamismo da fé cristã, o forte potencial religioso da América Latina, a sua tradição cristã secular, presente na experiência pessoal de milhões de pessoas, como garantia de um grande futuro para esta região.
Em Cuba, longe das antigas disputas do “Velho Mundo”, sentiram-se mais fortemente a necessidade de um trabalho comum entre católicos e ortodoxos, chamados a dar ao mundo, com mansidão e respeito, a razão da esperança que está em nós.
Partilharam a Tradição espiritual comum do primeiro milénio do cristianismo, cujas testemunhas são a Virgem Maria, Santíssima Mãe de Deus e os Santos que veneramos. Entre eles, contam-se inúmeros mártires que testemunharam a sua fidelidade a Cristo e se tornaram semente de cristãos.
Deixaram transparecer o espanto e uma interrogação: como é possível, com uma Tradição comum dos primeiros dez séculos da Igreja, católicos e ortodoxos estarem privados da comunhão na Eucaristia, há quase mil anos?
3. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos de um passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração de Cristo: Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós.
As Igrejas só podem ser fiéis ao projecto de Jesus se procurarem a sua união como serviço da união de todos os seres humanos: para congregar na unidade todos os filhos de Deus dispersos.
A Quaresma ainda não terminou.

23 de fevereiro de 2016

AL aponta o dedo ao Governo, Governo aponta o dedo à AL, Chan Chak Mo aponta o dedo aos juristas


Ho Iat Seng, Presidente da Assembleia Legislativa de Macau, criticou o Governo pelo atraso na entrega de projectos de lei ao hemiciclo, atraso que fundamentaria a pouca produtividade do órgão legislativo, a demora na aprovação de leis ou de alteração a outras já aprovadas.
O Governo, por sua vez, critica a Assembleia Legislativa por levar uma eternidade em discussões, tantas vezes estéreis, até aprovar os diplomas que lhe são entregues.
Nada de novo a Oriente.
Esta guerra nada surda entre os poderes executivo e legislativo já tem barba e cabelo grisalhos.
Curioso é que, para o observador mais atento e menos comprometido com qualquer das partes em conflito, ambas são vítimas e culpados, que o mesmo é dizer que ambas têm razão nos seus protestos, sendo simultaneamente causa desses protestos.
Se é verdade que o executivo entrega projectos tarde e a más horas ao legislativo, muitas vezes com graves deficiências, e para serem aprovados em prazos muito curtos, também não é menos verdade que o legislativo se perde em longas discussões, tantas vezes laterais ao projecto de lei em discussão, em incontáveis e intermináveis monólogos que raramente auxiliam a discussão e enriquecem o projecto em aprovação.
O que há de novo neste bate-boca é a entrada em cena do deputado Chan Chak Mo e sua decisão salomónica acerca deste diferendo.
Afinal, a culpa para tantos atrasos e dissensões é dos juristas, quer do executivo quer do legislativo, que não se entendem na redacção dos projectos de lei que o hemiciclo tem que posteriormente aprovar.
Tudo simples, tudo claro - a culpa, mais uma vez, é do mensageiro.
Reconheça-se que, no mundo de Chan Chak Mo, de todos os Chan Chak Mo, regido pelo princípio "seja feita a minha vontade", seria efectivamente tudo muito mais simples e claro.
Mas também muito mais perigoso.

SABES O QUE É O TTIP?

Ler aqui antes de ver o vídeo 

22 de fevereiro de 2016

NA NOITE DE NÚPCIAS


Eles acabaram de casar e vão passar a primeira noite juntos.
A excitação está ao máximo.
A noiva sai primeiro do banheiro, toda cheirosa e gostosa com seu robe.
O marido, deitado na cama, ansioso, diz:
- Querida, agora que nós somos casados, você pode me deixar ver seu corpo.
A noiva abre então o robe revelando um corpo de deusa.
- Oh, querida, você é tão linda... Ah, deixe-me tirar uma foto!
- Você quer tirar uma foto minha pelada?!? - espanta-se a moça.
- Sim, querida - responde ele - assim eu poderei carregar-te em permanência junto ao meu coração e bastará eu olhar para a foto para me lembrar desta noite em que você foi minha pela primeira vez.
Encantada pelas palavras do marido, a moça deixa-o tirar umas fotos.
Então ele vai tomar banho.
Quando ele sai todo cheiroso e vestindo também um robe, a mulher lhe diz:
- Querido, já que estamos casados, quero que você tire esse robe e fique nu para mim.
O marido deixa cair o robe e revela sua nudez.
A mulher exclama, sempre com os olhos em determinado lugar:
- Também quero tirar uma foto! - diz a moça!
O marido todo orgulhoso sorri e pergunta:
- Para quê?!? 
- Para mandar ampliar!!!

BOA SEMANA!!

INFELIZMENTE VERDADE


Estava esta manhã sentado ao lado de um sem abrigo, quando ele me disse:
- A semana passada, ainda tinha tudo! Um cozinheiro para as
refeições, o meu quarto estava limpo, as minhas roupas lavadas e passadas, tinha um tecto sobre a cabeça, TV, Internet, ia à Sala de Desportos, à Piscina, à Biblioteca, podia ainda Estudar...
Perguntei-lhe: 
- O que é que se passou? Droga? Álcool? Mulheres? Jogo?
- Não, não... saí da prisão!

Vinho bem rotulado. Frente e verso.



19 de fevereiro de 2016

Diferença entre completo e acabado



EXISTE DIFERENÇA ENTRE “COMPLETO” E "ACABADO”???
Há uma diferença, sim!
Nenhum dicionário da língua portuguesa consegue explicar adequadamente a diferença entre estas duas palavras.
Durante uma recente competição linguística em Lisboa, supostamente frequentada pelos melhores do mundo, Samdar Balgobin, um homem da Guiana, foi o vencedor convincente e foi ovacionado por mais de 5 minutos.
A pergunta final foi a seguinte:
Como explicar a diferença entre COMPLETO e ACABADO de maneira fácil de entender?
Tem gente que afirma que NÃO existe diferença entre COMPLETO e ACABADO.
Segue a sua resposta inteligentíssima:
Ao casar com a mulher certa, você está COMPLETO.
Ao casar com a mulher errada você está ACABADO.
E quando a mulher certa te apanha com a mulher errada, você está ACABADO por COMPLETO!!

BOM FIM-DE-SEMANA!!

O avô, o neto e a internet


O avô finalmente comprou um computador e até se desenvencilha bem, em especial com os e-mails!
E eis que recebe um mail de André, o seu neto de quinze anos, que diz:
«Bom dia, avô, como vais? É muito legal agora nós podermos trocar mails. 
Assim não preciso de ir a tua casa para saber notícias tuas! Olha avô, para a minha semanada, tu sabes, tu agora podes fazer a transferência para esta minha conta-jovem:
PT5000279198. 
Fácil, não é, avô? Teu neto André que te adora».
E o avô responde:
«Querido André, está tudo bem. Eu comprei um velho scanner a um amigo. Assim, eu vou scanarizar uma nota de 20€ envio-ta por mail e quando tu tiveres um pouco de tempo, tu podes vir a minha casa buscar o original».
Assinado: "Teu avô virtual". 

Diploma em Moçambique

     
Um velhote de Nacala está na varanda de casa com um amigo, quando um menino passa por ali.
Ele chama:
- Diploma, vai falar para sua avó trazer um cafézinho aqui para a visita !
E o amigo estranha:
- Mas que nome engraçado tem esse menino!!! É seu parente??
- É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei minha filha estudar em Maputo e ela voltou com ele.

18 de fevereiro de 2016

Macau - entre a Las Vegas ou o Mónaco do Oriente


Macau vem sendo referida frequentemente como a Las Vegas do Oriente.
Reflexo directo da dependência praticamente exclusiva da cidade dos proveitos que recebe de apenas um sector económico - o Jogo, obviamente.
Se esta premissa é verdadeira, na busca de uma nova identidade, num tempo novo pós transição de poderes, Macau balança entre os Estados Unidos (Las Vegas) e a Europa (Mónaco) .
Os mega resorts, existentes e a construir, associados à exploração de jogos de fortuna e azar, são uma clara manifestação da influência do modelo americano.
No entanto, aqui e ali, vão aparecendo alguns sinais de sedução ligados ao modelo monegasco.
O último dos quais o Festival de Cinema a ter lugar em Dezembro.
Macau não se volta para a produção e realização de filmes, para as tão faladas indústrias criativas, antes se deixa seduzir pelo charme e o glamour da passadeira vermelha, o brilho das grandes estrelas que pretende atrair.
Entre o Jogo, puro e duro, e outras actividades que as receitas geradas permitem alimentar; entre o brilho das luzes de Las Vegas e o brilho das estrelas do Mónaco; Macau, cidade centenária, procura reinventar-se no presente e modelar o futuro.

Intemporais (17)

17 de fevereiro de 2016

A semelhança entre a Grã - Bretanha e o PCP


Este post também podia ter por título a semelhança entre David Cameron e Jerónimo de Sousa.
Confusos?
Muito fácil - a Grã - Bretanha e o PCP, David Cameron e Jerómino de Sousa (os milagres e os santos, respectivamente), vêm recentemente adoptando uma atitude em tudo similar.
A atitude típica de quem tem um pé dentro e outro fora.
A Grã - Bretanha (David Cameron) na União Europeia; o PCP (Jerónimo de Sousa) no Governo em Portugal.
A Grã - Bretanha (David Cameron) negoceia a sua manutenção no seio da União Europeia, exige cláusulas de excepção, ameaça referendar o estatuto de membro, critica a actuação das mais altas instâncias europeias.
O PCP (Jerónimo de Sousa) apoia o actual Governo, ao mesmo tempo que o critica (o negócio TAP e os seus mais recentes desenvolvimentos são só o último exemplo desta realidade), que fomenta greves que atingem o Executivo através da CGTP, o seu braço sindical e que congrega a base de apoio eleitoral dos comunistas, ameaça votar contra algumas medidas políticas essenciais à governabilidade do país.
A Grã - Bretanha (David Cameron) faz parte da União Europeia mas desconfia permanentemente da atitude da organização, das suas acções e dos seus projectos.
O PCP (Jerónimo de Sousa) faz parte da solução governativa existente em Portugal mas manifesta constantemente o seu desacordo relativamente às políticas levadas a cabo pelo actual Governo.
Menos confusos?
A Grã - Bretanha (David Cameron) e o PCP (Jerónimo de Sousa) são por estes dias tão semelhantes nas suas atitudes que quase se diria tratar-se de gémeos separados à nascença.

Viver (Anselmo Borges DN13FEV2016)


Numa recente viagem à Índia, a um dado momento, no meio daquele trânsito absurdamente caótico e ensurdecedor, quando se fecha os olhos para não ver o que parece iminente: um choque em cadeia de uma infinidade de carros, motos, motoretas, bicicletas, riquexós e quejandos, pessoas em multidão a pé, alguém perguntou: "O que é que toda esta gente anda a fazer?" Resposta pronta e sábia de um professor ilustre: "Andam a viver." É isso: a viver. O que é que andamos a fazer? Tão simples como isto: a viver. Melhor ou pior, material, espiritual e moralmente falando. Todos, a viver.
E são tantas as vezes em que se não dá por isso: o milagre que é viver! Assim, numa sociedade na qual o perigo maior é a alienação - viver no fora de si -, quando a política se tornou um espectáculo indecoroso, quando Deus foi substituído pelo Dinheiro e o mundo se tornou globalmente perigoso e ameaçador, o jesuíta Juan Masiá, que, durante trinta anos, ensinou Filosofia, um semestre em Tóquio e outro em Madrid, vem com um belo livro, precisamente com o título: Vivir. Espiritualidad en pequeñas dosis. "Deixo-me acariciar pela brisa, saboreio a experiência de estar vivo, sentir palpitar a minha vida. E penso: viver, que maravilha e que enigma! Paro em silêncio a saborear esta vivência. Estou vivo, mas a minha vida supera-me: não é só minha nem a controlo. Viver é ser vivificado pela Vida que nos faz viver." A Vida vive-te, vive na Vida!
E aí estão três tarefas para a espiritualidade: dar-se conta do viver; agradecer por a Vida nos fazer viver, nos vivificar: vivemos graças à Fonte da Vida; vivificarmo-nos, darmos vida uns aos outros, na compaixão e na ajuda mútua para nos libertarmos. Lá está o poema zen: "O que é o mar? O que permite o peixe nadar. O que é o ar? O que permite o pássaro voar. O que é o Nada e o Vazio? A Vida que te faz viver." "Vejo a ervita entre as gretas do pavimento. Donde lhe virá a força para abrir passagem entre o asfalto?" "Palpo aqui uma Presença latente/Não sei quem é. /Mas brotam lágrimas de agradecimento." Então, o que é morrer senão sair para dentro da Vida verdadeira, definitiva e eterna: "vida no seio da Vida da vida"?
No meio do rebuliço estonteante, é decisiva a pausa e o silêncio. Chama-se cultura da pausa à tradição oriental de dar importância aos silêncios numa conversa, às margens numa folha escrita ou num quadro, aos intervalos entre as palavras, aos vazios nas letras, aos espaços livres na arquitectura, ao não dito na mensagem, à receptividade na contemplação. Parar para ouvir o silêncio e contemplar: em vez de olhares para ti e olhar para mim, deixemo-nos olhar ambos pela "Realidade-Assim-Sempre-Presente, cuja aura comum nos envolve". Sai de ti, para te encontrares no Todo. Deixa o eu superficial, transcende, descendo até ao eu profundo e ao "Assim-Sempre-Presente", que se manifesta. Sem pausas de silêncio, como poderíamos ouvir uma mensagem ou uma sinfonia? Sem intervalos, margens e vazios nas letras e entre as frases, como poderíamos ler e entender? E verdadeiramente viver?
O que é a liberdade? "Agir de acordo com o melhor de si mesmo." Mas "eu não sou eu. O meu autêntico eu é uno com tudo. Ser eu é não ser. Ser eu de verdade é ser-me no Todo", na consciência da inter-relação profunda de tudo com tudo. Perguntou ao jesuíta o monge budista: "Em que é que a sua religião e a nossa se parecem?" E respondeu: "Vós falais do amor de Deus e nós da compaixão do Buda. Mas nem vós nem nós praticamos. É nisso que mais nos parecemos." É essencial a lucidez da visão sem engano: sabedoria e solidariedade, contemplação e compaixão, lucidez cordial e cordialidade lúcida, sem tensão nem preguiça.
E como se reza? "Crer, viver e conviver" era o lema de um encontro de meditação e espiritualidade inter-religiosa, sendo um terço dos participantes budistas, a maioria sem filiação religiosa e uma minoria católicos. E ali se elaborou, com todos de acordo, colocando em duas colunas o "Pai Nosso" cristão e uma paráfrase do partilhar a espiritualidade inter-religiosa, a "Oração à Vida, a partir da vida": "Fonte da Vida, que estás na vida, que estás na minha vida, que estás em toda a parte, vivificando tudo. Que nos demos conta de que o Reinado da Vida vem e o construamos, vivificando-nos, dando vida uns aos outros e em tudo dando um sim à Vida. Que recebamos força de viver, fortaleza de corpo e espírito com pão de vida e esperança. Que nos capacitemos para conviver em reconciliação, recebendo e dando perdão, e para conviver com as pessoas mais desfavorecidas, com quem é diferente e com quem nos mostra inimizade. Que sejamos libertos de todo o mal: do mal no nosso interior e do mal que vulnera as relações humanas. Que dê fruto o trabalho pela libertação do mal social." Jesus ensinou: "Quando rezardes, dizei: Obrigado, Abbá, Pai e Mãe nossa. Dá-nos o pão do futuro no presente. Reconcilia-nos e livra-nos do mal."

16 de fevereiro de 2016

Um tempo ideal para regulamentar o artigo 23º da Lei Básica em Hong Kong?


Todos recordamos as gigantescas manifestações que tiveram lugar em Hong Kong quando na vizinha Região Administrativa Especial se pretendeu regulamentar o artigo 23º da Lei Básica.
Todos, pelo que ouvi noticiado ontem, não.
Porque o que ontem ouvi foi uma opinião de um daqueles especialistas/académicos, que tão rapidamente aparecem quanto desaparecem, a defender que este é um tempo ideal para avançar com a regulamentação do artigo 23º da Lei Básica em Hong Kong.
Num momento de grande tensão política e social, na sequência de violentíssimos tumultos que agitaram Hong Kong ainda há poucos dias, uma iniciativa destas é digna de um pirómano a comandar o ataque a um incêndio.
Se a relação de confiança entre uma larga fatia dos residentes de Hong Kong e o poder chinês nunca foi famosa, nos últimos anos tem vindo a degradar-se consecutivamente.
Nem vale a pena relembrar os episódios de todos sobejamente conhecidos que atestam este facto.
E é num cenário destes, com este ambiente político e social, que se vem agora lançar a ideia de regulamentação do artigo 23º da Lei Básica?
Por mais extraordinários que sejam estes especialistas/académicos, há uma qualidade essencial que lhes falta e sem a qual arriscam agravar uma situação já de si muitíssimo complexa.
Uma qualidade que Jane Austen tão bem caracterizou e descreveu - sense and sensibility (sensibilidade e bom senso).

Conheça várias curiosidades sobre as contas da Presidência da República (BRUNO SIMÕES, Jornal de Negócios, 17 Janeiro 2016)


Sabe quanto dinheiro é que a Presidência tem no banco? E quantos imóveis? E quantas pessoas trabalham no Palácio de Belém? E quantas pessoas trabalham com Maria Cavaco Silva? Conheça alguns das curiosidades sobre o órgão que vai ter novo chefe em Março.

Presidência dá trabalho a 242 pessoas

No final de 2015, trabalhavam para a Presidência da República 242 pessoas, o que traduz a saída de cinco efectivos face a 2014. Nesse ano, os funcionários dividiam-se em duas categorias: 88 trabalhavam nos Serviços de Apoio Directo ao Presidente (SAD) e 159 na Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR). O pessoal dos SAD pode manter o vencimento de origem e não tem direito a receber horas extra. Entre os da SGPR, quase metade recebe menos de 1.000 euros. A última avaliação de desempenho ao pessoal data de 2009 e há 12 trabalhadores sindicalizados.

Quase um milhão de euros no banco e 19 mil no cofre

A Presidência da República tinha, no final de 2014, de acordo com a auditoria do Tribunal de Contas, 955 mil euros depositados em três contas diferentes da Caixa Geral de Depósitos e 12 mil euros em duas contas na agência que gere a dívida pública, o IGCP. A Secretaria-Geral tinha nessa altura um fundo de maneio de 19 mil euros, guardados num cofre.

Palácios são próprios, mas há imóveis alugados

São propriedade da Presidência da República o Palácio de Belém e o Palácio da Cidadela de Cascais. Há depois quatro imóveis que foram cedidos gratuitamente: um armazém na Calçada da Ajuda, a Casa do Regalo (onde foi instalado o gabinete do ex-presidente Jorge Sampaio), uma fracção no Edifício Presidente (na avenida 5 de Outubro, onde funciona o gabinete de Ramalho Eanes) e parte do Convento do Sacramento, para onde se vai mudar Cavaco Silva. Estão ainda alugados dois imóveis: um 2º andar na Rua de São Bento, onde está instalado o trabalho de Mário Soares, e a Associação de Resgate-Instituto Conde Agrolongo.

O gabinete de Maria Cavaco Silva 

A mulher do Presidente, Maria Cavaco Silva, tem direito a um gabinete próprio, que funciona na Casa Civil, constituído por dois adjuntos e um secretário.

Quatro secretárias, um médico e dois enfermeiros

Cavaco Silva tem um chefe de gabinete, dois adjuntos, duas secretárias pessoais, uma assessora e uma consultora. Também tem direito a um médico e dois enfermeiros. O médico e um dos enfermeiros recebem 3.174 euros. A enfermeira ganha 2.987 euros. Todos recebem despesas de representação.

Chefe da casa civil recebe despesas como um governante

O chefe da Casa Civil e o chefe da Casa Militar podem receber 3.734 euros, o valor do salário de um director-geral, caso não queiram optar pelo vencimento de origem. Mas têm direito a despesas de representação iguais às dos secretários de Estado: 1.522 euros mensais. O Presidente tem direito a um salário de 7.249 euros (do qual abdicou para receber uma pensão a rondar os 10 mil euros) e despesas de representação de 2.963 euros – que recebe.

Presidente tem 49 carros ao dispor

A lei diz que o Presidente tem direito  "a veículo para uso pessoal", mas não estabelece qualquer limite ao número de carros. No final de 2014, a Presidência tinha no seu parque automóvel 49 viaturas, 13 do Estado e 36 em regime de aluguer de longa duração. O Presidente, a sua esposa ou os ex-presidentes têm motorista pessoal.

15 de fevereiro de 2016

Rapidinhas



*ALENTEJANO*
Um alentejano chega a um prostíbulo e pergunta: 
- Quanto custa uma menina? 
- Depende do tempo. 
- Bom...suponhamos que chove. 

*DEFICIENTES* 
Numa casa para deficientes, o professor ia a passar no refeitório quando o cozinheiro lhe pergunta: 
- Quer uma torta, professor? 
- Não, agora não, obrigado! Acabei de comer uma ceguinha! 

*CONFISSÃO* 
Vai um monge confessar-se e diz para o padre: 
- Padre, fiz amor com uma preta num quarto escuro. É pecado? 
- Não, meu filho. É muita pontaria! 

*NO DEPARTAMENTO DE IMIGRAÇÃO* 
- Sexo? 
- Três vezes por semana. 
- Não... eu quero dizer masculino ou feminino? 
- Não importa. 

*ALFÂNDEGA* 
Xico chega ao aeroporto todo carregado de malas. 
Quando já ia a embarcar, viu o seu amigo brasileiro, que era fiscal da alfândega. 
Este, gritou-lhe de longe: 
- E aí, Joaquim? Tudo jóia? 
- Tudo não! Metade é cocaína. 

*A JOVEM* 
Um camionista pára a sua viatura à beira da estrada e dá boleia a uma bela jovem. 
Depois de conversarem um pouco, ambos decidiram parar para comer qualquer coisa e acabam por ir para o quarto de um motel. 
Enquanto a jovem se despe, o homem pergunta-lhe: 
- Diz-me lá: que idade é que tens? 
- Treze. 
- Por amor de Deus! Veste-te imediatamente e vai-te embora daqui! 
- Olha...outro supersticioso! 

*A OVELHA E O CARNEIRO* 
Diz a ovelha para o carneiro: 
- Tens tão pouca lã. 
E diz ele: 
- Então, mas viemos para aqui para dar uma queca, ou para fazer tricô?! 

*COMO UM TOURO* 
Uma mulher, toda boazona, vai ao médico: 
- Sr.Doutor : queria que fizesse algo pelo meu marido... algo que o fizesse ficar como um touro! 
- Muito bem, senhora, dispa-se, que vamos começar pelos cornos! 

*AO TELEFONE* 
- Alô! A minha sogra quer atirar-se pela janela! 
- Enganou-se no número... aqui é duma carpintaria! 
- Eu sei...mas é que a janela não abre! 

BOA SEMANA!

12 de fevereiro de 2016

Humor com a tragédia dos refugiados (3)


Um refugiado encontra uma fada que lhe oferece a realização de três desejos.

"OK", diz o sírio que escapou de ser degolado pelo Estado Islâmico. "Desejo uma bonita casa."
Plufft..., no mesmo momento uma bela mansão aparece na frente do flagelado. 

"É sua", diz a loura fada.

"Pô, mó legal, e para preencher a garagem, quero um daqueles carrões que só tem na Alemanha!"
Plufft..., e um encorpado BMW da série 8 aparece estacionado dentro da garagem.
"Por Allah..., e agora o meu terceiro desejo: quero que você me transforme num alemão!"
Plufft..., a casa e o carrão desaparecem.
O asilante:
"Ei fada, pelas barbas do profeta..., cadê minha casa e o meu carrão, hein, hein?"
"Você agora é alemão; precisa trabalhar!"

BOM FIM-DE-SEMANA!!


Humor com a tragédia dos refugiados (2)


Dois Libaneses (considerados refugiados de guerra) chegam a Lisboa, sem dinheiro nem trabalho e diz um para o outro :
- Vamos-nos separar para pedir dinheiro e no final do dia reunimo-nos para ver quanto cada um de nós conseguiu !
O outro aceita e então cada um vai para o seu lado. Já à noitinha encontram-se de novo e pergunta um para o outro :
- Quanto é que conseguiste ?
- 10 euros ! … respondeu o amigo.
Pergunta o primeiro :
- E como fizeste ?
Fui para o parque Eduardo VII epintei um cartaz :
NÃO TENHO DINHEIRO, NÃO TENHO TRABALHO, TENHO 3 FILHOS, POR FAVOR, NECESSITO AJUDA !

E de seguida pergunta :
- E tu, quanto fizeste ?
- Consegui  7.690 euros.
Diz espantado o segundo :
- Meu Deus !! Como é que fizeste para conseguir tanto dinheiro ?
Explica o amigo :
- Fiquei na Rua Augusta perto do Rossio e escrevi um cartaz assim :
FALTAM-ME 10 EUROS PARA EU VOLTAR PARA A SÍRIA.

Humor com a tragédia dos refugiados (1)


11 de fevereiro de 2016

Hong Kong numa encruzilhada


Na tradição chinesa diz-se que o Macaco de Fogo é por natureza turbulento, irrequieto, complicado.
Foi exactamente assim que se apresentou em Hong Kong.
Os tumultos na zona de Mong Kok só numa visão muito simplista e desfocada da realidade podem ser explicados apenas com a desocupação do espaço público, supostamente ocupado de forma ilegal por vendedores ambulantes.
A detenção nas últimas horas de um destacado membro do movimento Scholarism só vem confirmar as suspeitas que estes tumultos, de extrema violência e a provocarem o caos na ordem pública, terão, até na perspectiva das autoridades de Hong Kong, raízes bem mais profundas.
Muito mais do que um simples episódio de perturbação da ordem pública, estaremos perante mais um momento no longo processo de busca de uma identidade própria por parte de uma grande parte da população de Hong, aliada à rebeldia crescente perante o domínio chinês na Região Administrativa Especial, a nível político e económico.
O honkonger sente que aquela que presumia ser a sua identidade se encontra permanentemente ameaçada pelo gigante chinês.
E revolta-se.
Revolta que não consegue conter, que sente não poder ser apenas expressa em palavras, em slogans, no combate ideológico.
Este turbilhão de sentimentos contraditórios (o honkonger não tolera a presença e a interferência chinesas mas simultaneamente sabe que não pode  sobreviver sem as mesmas) é o caldo de cultura perfeito para a aparecimento de movimentos radicais, de sentimentos radicais, que conduzem ao caos e à desordem.
A Região Administrativa Especial de Hong Kong e a Mãe Pátria estão envolvidas num complexo jogo de paciência sendo neste momento impossível adivinhar o que poderá suceder doravante e se, muito menos quando, terá esta delicada situação um fim.

Intemporais (16)

5 de fevereiro de 2016

Simplex


Um professor da Faculdade de Direito de Lisboa perguntou a um dos seus alunos: 
- Laurentino, se você quiser dar uma laranja a uma pessoa chamada Sebastião, o que deverá dizer? 
O estudante:
- Aqui está, Sebastião, uma laranja para si. 
O professor, furioso:
- Não! Não!
- Pense como um Profissional de Direito!
O estudante pensou um pouco e respondeu: 
«Eu, Laurentino Marcos Rosa Sentado, Advogado, por meio desta dou e concedo a você, Sebastião Lingrinhas, BI 6543254, NIF 50829092, morador na Rua do Alecrim, 32, A, do concelho de Vila Nova de Gaia, casado, com dois filhos e um enteado, e somente a você, a propriedade plena e exclusiva, inclusive benefícios futuros, direitos, reivindicações e outros títulos, obrigações e vantagens no que concerne à fruta denominada laranja, juntamente com sua casca, sumo, polpa e sementes, transferindo-lhe todos os direitos e vantagens necessários para espremer, morder, cortar, congelar, triturar ou descascar com a utilização de quaisquer objectos ou de outra forma comer, tomar ou ingerir a referida laranja, ou cedê-la com ou sem casca, sumo, polpa ou sementes; e qualquer decisão contrária, passada ou futura, em qualquer petição, ou petições, ou em instrumentos de qualquer outra natureza ou tipo, fiscal ou comercial, fica assim sem nenhum efeito no mundo citrino e jurídico, valendo este acto entre as partes, seus herdeiros e sucessores, com carácter irrevogável, declarando Sebastião Lingrinhas que o aceita em todos os seus termos e condições, conhecendo perfeitamente o sabor da laranja, não se aplicando, neste caso, o disposto no Código do Consumidor, cláusula 28, alínea b, com a modificação dada pelo DL 342/08 de 1979.»
O professor:
- Está melhor. 
MAS NÃO SEJA TÃO SUCINTO!

O blogue só volta na próxima quinta-feira uma vez que por aqui se vai festejar o Ano Novo Lunar.
Como tal, bom-fim-de-semana e, como é óbvio KUNG HEI FAT CHÓI!!

Piropo do século XXI



O rapaz chega ao pé da rapariga e pergunta-lhe:
- A menina por acaso não se chama Google?
Ao que ela responde:
- Não, porquê?
O rapaz:
- É que a menina tem tudo o que eu procuro!

Desafio


4 de fevereiro de 2016

Riscos na aquisição de coisas futuras



A novela em torno do empreendimento imobiliário Pearl Horizon parece estar aí para ficar.
Sucedem-se as manifestações dos lesados, incluindo claras perturbações da ordem pública; as declarações dos mesmos no sentido de não desistirem do seu intento de serem ressarcidos dos seus prejuízos, a par com a exigência de intervenção do Executivo nesse sentido; a ideia, defendida também a nível da Assembleia Legislativa, de ser alterada a lei para solucionar um caso concreto, sabendo-se que a lei é por definição geral e abstracta.
Compreendo o desespero de quem investiu muito dinheiro e agora se confronta com a possibilidade de ver desaparecer esse investimento.
Mas não consigo aceitar a estratégia de confronto e de chantagem adoptada por esses lesados.
O Pearl Horizon é um exemplo claro do que a lei (nº 2 do artigo 202º do Código Civil) designa por coisa absolutamente futura, isto é, um bem que ainda não existe quando o negócio jurídico é celebrado.
Os negócios que têm por objecto coisas futuras, sobretudo as absolutamente futuras, envolvem riscos muito sérios e facilmente perceptíveis.
Desde logo a possibilidade muito real de a coisa nunca vir a existir.
Quando assim acontece, a solução, morosa, complexa, passa por dirimir o conflito entre comprador e vendedor junto das instâncias judiciais.
A estratégia até agora seguida pelos compradores de fracções autónomas, inexistentes, do empreendimento Pearl Horizon, está a adiar o inevitável - o recurso aos tribunais.
Com o beneplácito do Executivo, que tarda em ser assertivo na afirmação do óbvio - os compradores correram riscos dos quais deviam estar cientes, têm agora que se responsabilizar por terem assumido esses riscos e procurar a solução do caso junto dos tribunais.
E não se invoque a ignorância da lei porque, também neste caso, o aforismo jurídico - a ignorância da lei não aproveita a ninguém - se aplica em toda a sua plenitude.

Intemporais (15)

3 de fevereiro de 2016

China como novo player no futebol mundial


As aquisições de dois jogadores que já passaram pelo futebol português (Ramires e Jackson Martinez), a grandes clubes europeus (Chelsea e Atlético Madrid),  por somas astronómicas (30 e 42 milhões de euros, respectivamente), só vieram confirmar o que já há algum  tempo andava no ar - a China está aí a competir no mercado por grandes jogadores e grandes treinadores, já não propriamente em final de carreira, tornando-se num mercado atractivo e com grande potencial financeiro para atrair grandes jogadores. 
Devagarinho, sem grande alarido, a China pretende tornar-se a curto/médio prazo na grande potência asiática também no futebol, substituindo o Japão.
Com um mercado interno imenso, cada vez mais entusiasmado com o futebol, muito sob o impulso de Xi Jinping, a China pretende de algum modo emular na Ásia o modelo inglês.
Grandes jogadores, grandes treinadores, mercado imenso, com grande capacidade financeira, um potencial mediático brutal.
Há uma clara mudança de paradigma na forma como as autoridades chinesas encaram o futebol.
À aposta no mercado interno, claramente perdida, sucede uma aposta forte no mercado global, na capacidade financeira para atrair grandes craques, mostrar-se no mundo do futebol, tornar-se na grande potência asiática, para depois procurar competir a nível mundial.
Vai demorar algum tempo a conseguir alcançar estes intentos.
Mas os primeiros passos dessa grande marcha já estão a ser dados há algum tempo e são mais e mais visíveis.

Diário de um psiquiatra (José Gameiro)


2 de fevereiro de 2016

Com um pé no governo e outro na oposição, ou a visão marxista do PCP


Viver longe de Portugal altera a perspectiva com que encaramos o que vai acontecendo no país.
Nunca escondi as minhas reservas acerca da fórmula encontrada para viabilizar a governação de António Costa e do PS.
Reservas que se prendiam sobretudo com o comportamento do PCP enquanto apoiante de uma solução de poder porque nunca acreditei no PCP como partido que faça parte de uma solução de poder.
Essa descrença acentua-se com o comportamento errático dos comunistas nos tempos mais recentes. 
A teimosia em apresentar um candidato próprio às presidenciais (o Bloco fez o mesmo); a convocação de greves por parte de sindicatos afectos à CGTP, a base da militância comunista; a crítica pública ao projecto de Orçamento de Estado e a algumas medidas neste contempladas; a crítica pública à estratégia europeia do Executivo, indo ao ponto de se afirmar que, neste particular, a estratégia é igual à da coligação PSD/CDS; acentuam a ideia que este PCP existe para ser oposição e só sabe ser oposição. 
E tanto assim é que o PCP consegue esse malabarismo extraordinário de ser oposição à solução de governo que apoia. 
Jerónimo de Sousa e os seus camaradas continuam com a mesma fixação em Marx. 
Desta vez não é Karl Marx, é Groucho Marx e o seu célebre "eu nunca faria parte de um clube que aceitasse como membro um tipo como eu".

Aconteceu no Bar da Carmela, no Bexiga

Este é um DOCUMENTO HISTÓRICO e deve ser guardado como uma raridade: Elis Regina era recém chegada de Porto Alegre, nos anos setenta. 
Canta com Adoniran Barbosa, numa mesa de bar, uma música que ele acabara de compor para sua noiva IRACEMA, que morrera atropelada em plena Avenida São João, uma semana antes do seu casamento. 
Pena que a fotografia não é das melhores. 
A particularidade é que a maior parte das pessoas ignora que este samba nasceu do atropelamento da noiva do Adoniran. 
Mesmo com o vídeo sendo de má qualidade, vale a pena vê-lo. 
É uma relíquia!!
Brilhante pela simplicidade e pelo ritmo.

 

1 de fevereiro de 2016

Jogadores divinos



Moisés, Jesus e um velhote de barbas vão jogar golfe. 
Moisés bate a bola e ela cai num lago. 
Com toda a calma ergue o taco, as águas separam-se e ele pode prosseguir o jogo. 
Jesus joga e a bola, descrevendo um arco, cai no mesmo lago. Sem se preocupar, ele avança sobre a água e fica em posição de prosseguir. 
O velhote, desajeitadamente, bate na bola, ela vai cair numa árvore, depois desliza para o telhado de uma casa, desce pelo algeroz, e cai num rio, que a leva até ao lago. 
Aqui, bate numa pedra e pousa na margem, onde um sapo a engole, mas uma águia, vinda do alto, iça o sapo, voa com ele por cima do campo de golfe até que o sapo vomita a bola e esta cai exactamente dentro do buraco. 
Moisés vira-se para Jesus e diz: 
— É por estas e por outras que eu odeio jogar com o teu Pai.

BOA SEMANA!!