18 de outubro de 2016

Tanta preocupação com o ensino da Língua Portuguesa


Os deputados regressaram ontem ao trabalho na Assembleia Legislativa de Macau.
A julgar pelo que foi dito no plenário fica-se com a ideia que trocaram a chamada silly season por uma nova fórmula, que não será única, muito menos específica, de Macau - a hypocritical season.
Ainda com a visita a Macau do Primeiro-Ministro da República Popular da China bem presente na memória, e as declarações do mesmo a ressoarem no ouvido, o dia de ontem fica marcado por um fartote de declarações políticas alertando para a necessidade de se repensar e aprofundar o ensino da Língua Portuguesa, uma das línguas oficiais, é sempre bom lembrá-lo, em Macau.
Um discurso muito bonito, que pode afagar o ego dos mais distraídos, mas que soa muito a falso vindo de quem vem.
A memória pode ser uma coisa muito complicada.
Lembrar que as mesmas vozes, e outras das mesmas áreas políticas, que ontem tão veementemente defenderam o ensino da Língua Portuguesa, ainda não há muito tempo eram as que mais ferozmente atacavam a presença portuguesa em Macau, e a utilização dessa mesma Língua Portuguesa no dia-a-dia da Região Administrativa Especial, deixa um sentimento a meio caminho entre o irritante e o anedótico.
Quem é que falou em hipocrisia??

16 comentários:

  1. Como alguém cantava " Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".
    Um abraço e boa semana.
    Andarilhar

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    1. Ouviram Li Kegiang a bater a nota da Lusofonia, engoliram a cassete e agora carregam no botão play.
      O que eu a acredito no discurso desta gente, Francisco!!
      Aquele abraço, continuação de boa semana

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  2. Pedro, ao ler o post pensei colocar-lhe a questão que no final o meu amigo colocou:

    Quem é que falou em hipocrisia?

    Aquele abraço.

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    1. Eu, Ricardo, eu falei em hipocrisia.
      Estas luminárias, que já tinham levado um puxão de orelhas do anterior Chefe do Executivo em 2001, que não levaram muito a sério; que viram Wen Jiabao transmitir esta ideia mais tarde em visita a Macau e que já levaram mais a sério; ouviram agora Li Kegiang reforçar a ideia da estratégia lusófona do Executivo chinês e resolveram debitar o que ouviram.
      Confio tanto neles com numa cascavel venenosa.
      Aquele abraço

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  3. Mudam de atitude muito rapidamente...
    Beijinhos

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  4. Ora bem, há tenores que cantam de ouvido. Basta ouvirem o maestro passam de um tom menor a um maior com um andamento triunfal.
    Percebe-se a razão do interesse no português das autoridades de Pequim.

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    1. Os ouvidos destes cantores vão apurando com o tempo, Agostinho.
      Mas, como em muitas outras ocasiões, cantam muito bem mas não me alegram.
      Pequim eu percebo perfeitamente.
      Esta malta é que acho que ainda não entendeu exactamente.

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    1. A governança portuguesa esteve aqui na passada semana, Carlos.
      E essa, justiça lhe seja feita, entende e quer participar activamente na estratégia lusófona de Pequim.

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  6. "Nobody", Pedro!

    Beijo e boa semana!

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  7. A cartilha por onde estudaram foi comum a todos, não restam quaisquer dúvidas.
    É triste, revolta a alma mais santa, mas é assim.:(

    Abraço.

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    1. Fico mesmo com aquela sensação, GL - a meio caminho entre a irritação e o riso.
      Abraço

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  8. OI PEDRO!
    SIM, NOS IRRITAMOS AO PERCEBERMOS QUE SOMOS NADA MAIS QUE MEROS OBSERVADORES DE DESMANDOS E SACANAGENS.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Muitas vezes é preciso ter mesmo muita paciência, Zilani Célia.
      Abraços

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