26 de outubro de 2016

Governo em Espanha viabilizado com abstenção de um PSOE fragmentado


Depois de mais de trezentos dias de gestão governativa Espanha vai ter um novo Governo.
Um novo Governo chefiado pelo mesmo Mariano Rajoy (PP) e viabilizado com o apoio do Ciudadanos e a abstenção do PSOE.
PSOE que sai deste longo processo muito fragilizado e fragmentado e que aparece como o maior protagonista deste momento histórico em Espanha - pela primeira vez na história da democracia espanhola haverá um Executivo do PP viabilizado pelo PSOE.
Mariano Rajoy acaba como grande vencedor do longo jogo de paciência, da longa novela, com pressões de toda a espécie e proveniência, em que se tornou a procura de uma solução governativa em Espanha.
Quando já se falava em surdina em novas eleições, em ingovernabilidade em Espanha, o Comité Federal do PSOE, depois de intenso debate e renhida votação interna, decide abster-se na próxima votação parlamentar e assim viabilizar um Executivo do PP com o apoio do Ciudadanos.
Grande derrotado em todo este processo, com consequências futuras ainda muito difíceis de perceber em todo o seu alcance, o PSOE e, fulanizando o resultado, o líder demissionário Pedro Sanchéz.
Espanha vai ter um novo Governo, essa  é uma certeza que se pode ter neste momento.
Um novo Governo que marca um momento histórico na vida democrática espanhola e que, veremos no futuro, poderá ter nascido à custa do início de um processo de implosão no PSOE.

18 comentários:

  1. Tem toda a razão amigo Pedro é muito possível que o PSOE sofra uma implosão se não aparecer nenhuma figura de peso e com carisma.
    Um abraço e boa semana.
    Andarilhar

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    1. Vamos ver como evolui a situação nos próximos tempos, Francisco.
      Aquele abraço, continuação de boa semana

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  2. Foi mesmo um jogo de paciência, esperemos que o resultado seja de estabilidade ... será ?!?!?

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    1. Essa é a pergunta do milhão de euros, Isabel.

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  3. Finalmente chegou-se a uma decisão, ainda que mais ou menos imposta, mas... uma decisão!
    Beijinhos

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    1. Uma das partes tinha que ceder, Chic'Ana.
      É sempre assim.
      Beijinhos

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  4. Nós por cá continuamos ... patéticos, Pedro!!!

    Aquele abraço, meu caro, hoje não estou com o melhor dos humores.

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    1. Acho piada como é que tipos com habilitações literárias falsas se expõem em cargos públicos, Ricardo.
      Tentação pelo abismo?
      Aquele abraço, meu caro

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  5. A Espanha chegou a este estado porque nenhum dos partidos mereceu, da parte do povo votante, a confiança inequívoca.
    Tivesse Mariano Rajoy feito, lá atrás, outro percurso e já estaria no poder há trezentos dias.
    O PSOE teve em Pedro Sanchéz uma figura pouco mais que decorativa.
    O Ciudadanos lá vai à boleia, podendo considerar-se o CDS lá do sítio.
    E o que aconteceu ao Podemos?

    Um abraço, Pedro.

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    1. O Podemos, como todos os fenómenos populistas semelhantes, foi uma coisa efémera, António.
      Nunca têm grande tempo de sobrevivência, falta ali ideologia e ideais.
      Aquele abraço

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  6. Em política e não só, deve haver bom senso, Pedro!

    Beijinho e bom resto de semana.

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    1. Um bem que parece cada vez mais escasso, CÉU.
      Beijinhos, bom resto de semana

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  7. Amigo de regresso aos blogues, desejo que tudo esteja
    bem consigo e os seus.
    Subscrevo este seu conteúdo sobre o Governo em Espanha.
    Veremos os estragos no PSOE e quanto tempo o Governo durará em minoria.
    Parece que Portugal é o único país na Europa, que tem
    um partido socialista no governo. embora de socialista
    só tenha o nome.
    Um abraço.
    Irene Alves

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    1. A tentativa de encontrar solução semelhante à portuguesa em Espanha falhou rotundamente, Irene Alves.
      O jogo de contrapartidas e cedências em Espanha pura e simplesmente não funcionou.
      Goste-se ou não da solução portuguesa, e já aqui afirmei que não me agrada, a verdade é que foi conseguida e tem funcionado.
      Um abraço, bom regresso.

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  8. Já não era sem tempo.

    Embora eu não goste do António Costa e da sua gente, no entanto, lá se vai aguentando.

    A Alemanha também vai de mal a pior.

    O que interessa é que haja saúde.

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    1. Como já aqui escrevi mais que uma vez, a solução governativa portuguesa não é do meu agrado, Teresa.
      Mas lá que vai funcionando, lá isso vai...

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  9. Respostas
    1. Este primeiro chumbo é da praxe, Majo.
      Na próxima votação já haverá Executivo.
      Beijinhos

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