2 de março de 2016

António Guterres - a imagem do consenso num tempo de crispação


O Governo português formalizou a candidatura de António Guterres ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
Depois de Diogo Freitas do Amaral (Presidente da Assembleia - Geral das Nações Unidas); de Durão Barroso (Presidente da Comissão Europeia); do próprio António Guterres (Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados); um português pode vir a ocupar um cargo de prestígio no contexto mundial, neste caso o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
António Guterres, católico, humanista, culto, capaz de reunir consensos à sua volta, figura transversal no interior da sociedade e dos partidos em Portugal, um cidadão do mundo e com mundo, reúne todas as características necessárias ao desempenho do cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas. 
Até por se tratar de uma figura consensual, num tempo caracterizado por intensa crispação, a candidatura de António Guterres, que não foi candidato ao cargo de Presidente da República em Portugal precisamente para deixar em aberto a hipótese de candidatura ora formalizada, pode funcionar internamente com elemento agregador de vontades e opiniões, como símbolo da harmonia há muito perdida. 
Pelo que se vai podendo saber, António Guterres terá que enfrentar na sucessão a Ban Ki-moon, pelo menos, a concorrência de seis outros candidatos, curiosamente todos oriundos do leste europeu: 
O ex-ministro das Relações Exteriores da Macedónia, Srgjan Kerim; a primeira vice-primeira-ministra da Croácia, Vesna Pusic; o vice-primeiro-ministro de Montenegro, Igor Lukic; o ex-presidente da Eslovénia, Danilo Turk; a actual directora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, (UNESCO) Irina Bokova; e a primeira vice-primeira-ministra da Moldávia, Natália Gherman. 
De todos estes, o nome que se apresenta à partida como mais forte, é o de Irina Bokova. 
Pelo prestígio granjeado a nível internacional, e dentro das próprias Nações Unidas, e porque é voz mais ou menos corrente que este seria o momento para ter uma mulher a desempenhar o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas. 
A concorrência poder ser forte, ter algum peso político, boa imagem e currículo.
Mas essas são também características que o candidato António Guterres reúne. 
O candidato que, não tenho dúvidas, terá o imenso Portugal, o Portugal que não se confina só às suas fronteiras internas, a apoiá-lo nesta sua difícil batalha. 

15 comentários:

  1. ~~~
    Não conhecendo os outros candidatos, concordo e apoio, tudo o que disse, sobre António Guterres.

    ~~~ Beijinhos. ~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. Majo,
      Esta candidatura de António Guterres pode ser apaziguadora mesmo a nível interno.
      Porque Guterres será actualmente uma das poucas figuras consensuais.
      Acredito numa forte mobilização em volta desta candidatura.
      E precisamos disso.
      De quem nos una, não de quem nos divida.
      Beijinhos

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    2. Tem toda a razão, Pedro.
      ~~ Beijinhos.

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  2. Não conheço os outros candidatos e claro o meu apois vai para António Guterres.
    Um abraço

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    1. Acredito que Portugal, inteiro, o apoie, Elvira Carvalho.
      E seria um bom Secretário-Geral, não tenho dúvidas.
      Um abraço

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  3. Guterres merece. Portugal inteiro apoia-o, não tenho dúvida.
    Nesta corrida, pode beneficiar do facto de ser o único candidato não oriundo do Leste.
    Um abraço

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    1. Há uma coisa que António Guterres não pode ser, António - mulher.
      E há rumores que na ONU muito boa gente acha que chegou o momento de ter uma mulher como Secretário - Geral.
      Vamos acreditar que Guterres consegue, e vamos apoiá-lo nessa tentativa.
      Aquele abraço

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  4. Um Homem valoroso, com provas dadas (apenas fora de Portugal, aqui foi o que se viu), e com capacidade para desempenhar o cargo com distinção.

    Aquele abraço, amigo.

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    1. Guterres foi um PM fraco, Ricardo.
      Mas o cargo de Secretário-Geral da ONU e o de PM de Portugal não têm nada a ver.
      Veja o desempenho dele no ACNUR.
      Ser PM em Portugal é que é um problema sério :))
      Aquele abraço

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  5. Espero bem que sim, que Guterres vença a concorrência.Até porque a maneira como os países de Leste estão a lidar com os refugiados está longe de ser a melhor...

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    1. Os países de leste estão a lidar com a questão dos refugiados com a mentalidade fechada, retrógrada, nacionalista, da qual ainda não se conseguiram libertar (conseguirão alguma vez??).
      Guterres terá um adversário terrível - um movimento no interior da ONU favorável à eleição de uma mulher.

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  6. Um apoio que muito merece o Guterres!

    Beijinho Pedro

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    1. Acredito que o vai ter, Adélia.
      Portugal (todo) vai apoiá-lo.
      O resto já nos escapa um bom bocado.
      Beijinhos

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  7. Também não conheço os outros candidatos.
    Que fique quem melhor merecer o cargo. Como é óbvio, torço pelo nosso António Guterres.
    Beijinho

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    1. A grande disputa será entre os mais conhecedores da ONU, cantinhodacasa - Guterres e Irina Bokova.
      Tenho receio que o movimento que se forma dentro da ONU procurando eleger uma mulher para o cargo venha a tramar Guterres.
      Beijinhos

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