21 de janeiro de 2016

Lei sindical adiada


Jorge Fão tentou, José Pereira Coutinho tentou (várias vezes!!), a Lei Básica prevê a sua existência, os acordos internacionais na área laboral a que Macau voluntariamente se vinculou também, mas a lei sindical teima em não passar do papel e das boas intenções de uns quantos deputados.
Desta vez os proponentes foram os "Operários" (Kwan Tsui Hang, Ella Lei e Lam Heong Sang) que, cansados de críticas e de esperar pela iniciativa do Executivo, decidiram avançar.
Ontem, como antes, o projecto de lei foi rejeitado (12 votos a favor, 18 contra e uma abstenção, do deputado Leonel Alves).
Nem vale a pena fazer referência à argumentação perfeitamente despropositada e descabida utilizada pelos representantes do empresariado na Assembleia Legislativa para hipoteticamente justificar a sua posição.
Do caos de Fong Chi Keong, ao susto dos investidores de Tsui Wai Kuan, o discurso do empresariado é apenas ridículo e risível.
E não é nada inesperado.
O empresariado de Macau, velho, esclerosado, profundamente egocêntrico e egoísta, assusta-se com a possibilidade de existência de uma lei sindical nesta Macau que é Região Administrativa Especial na grande China.
O que fica claro com mais esta rejeição, e com a votação que lhe deu origem, é que este empresariado continua a influenciar (condicionar?) a posição do Executivo.
O empresariado não quer, o Executivo não avança e trava quem ousa avançar.
Até quando?

16 comentários:

  1. Respostas
    1. Enquanto o Executivo não quiser, e não houver ordens para os deputados nomeados aprovarem as propostas, não vai haver lei sindical em Macau, Elvira Carvalho.
      O que, para além de incrível, vai contra o disposto na Lei Básica (tem carácter e valor constitucional) e os acordos internacionais que Macau subscreveu.
      Incompreensível e inaceitável!
      Um abraço

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  2. Tenho que confessar que si muito pouco sobre Macau ! :(
    ... Creio que a China, no seu todo, exerce uma forte influência neste (seu) território apesar das tradições portuguesas anteriores.
    Por outro lado, há o empresariado de "outros tempos" que não permite que o que é prática comum no resto do mundo se instale.
    Assim sendo, Macau continua entre a espada e a parede ! :(
    (mas devo reafirmar que não são muitos os meus conhecimentos sobre a situação)

    Abraço, Pedro !

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    1. É muito o que o Rui, afirma.
      Este empresariado, com fortes ligações à China, é obtuso, prepotente.
      E tem a complacência de muitas forças a nível interno e externo.
      Aquele abraço

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  3. ~~~
    Progresso a passo de caracol...

    Ainda não perceberam a regra básica - é na motivação do proletariado que reside os bons proventos.

    ~~~ Beijinhos amigos. ~~~

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    1. Nem lhes passa isso pela cabeça, Majo.
      Lei do chicote, isso é que entendem.
      Beijinhos

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  4. Lamentável!

    A impressão que dá é que se fosse possível certos empresários voltariam a à escravatura, mas isso não é só aí em Macau, infelizmente.

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    1. Estes aqui andam lá perto, São.
      Tiram-me do sério.

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  5. O capital sempre a impôr-se amigo. Nada muda onde quer
    que seja.
    Abraço
    Irene Alves

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    1. Aqui impõe-se brutalmente, Irene Alves.
      Um abraço

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  6. Até quando? Boa pergunta... sabe que não tenho resposta?
    AbraçO

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  7. Até o Governo de Pequim ordenar. Abraço

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  8. Pois. Se quiserem uma lei sindical aprovada só têm de a encomendar ao empresariado.
    O processo legislativo tem estas subtilezas que não são exclusivo de Macau.
    Abraço.

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    1. Por muito que este empresariado obtuso não queira, a lei sindical vai aparecer.
      Uma vergonha para Macau, Agostinho.
      Aquele abraço!

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