26 de janeiro de 2016

Balanço das presidenciais


Sem surpresas Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República em Portugal.
Vitória retumbante, em todos os distritos, sem necessidade de segunda volta.
Se bem leio os resultados, os portugueses quiseram deixar  duas mensagens bem claras com o seu voto:
- Que estavam fartos de eleições, de campanhas eleitorais (e esta foi muito pobre), de discussões pós-eleitorais.
Assim sendo elegeram o novo Presidente logo à primeira volta e suspiraram de alívio por não terem que aturar mais campanhas eleitorais enfadonhas, sem discussão política, com ataques pessoais e vingançazinhas torpes.
- A segunda mensagem, também bem clara e audível, foi o rejeitar do sonho de Sá Carneiro.
Uma maioria, um governo, um presidente, não convencem os portugueses.
A experiência não agradou?
Muito provavelmente (para quem está a pensar que foi a coligação PSD/CDS a ganhar as eleições, não esquecer que essa coligação não ganhou com maioria).
Os portugueses apostam num esquema de contrapesos, de checks and balances, e exigem agora dos titulares dos órgãos de soberania capacidade de diálogo, de entendimento, para que haja paz política e social, para que o seu dia-a-dia, e das suas famílias,  possa ser melhorado.
Que os eleitos (todos!) saibam estar à altura deste repto é o que se deseja.

33 comentários:

  1. Subscrevo inteiramente! Vamos agora em frente e de preferência e sintonia do bem do povo e ou pelo povo.

    Beijocas

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    1. É esse o dever dos eleitos, Fatyly.
      Que se mostrem capazes de o cumprir.
      Beijcas

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  2. Eu não diria melhor, Pedro.

    Aquele abraço.

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    1. Nem a vale a pena estar a falar em vencedores e derrotados, abstenção e outras que tais.
      Ao trabalho, agora!
      Aquele abraço

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  3. Coimbramigo

    Já tá!!!!!!

    INFORMAÇÃO

    ALELUIA! GLORIA IN EXCELSIS DEO!!!!

    JÁ TENHO UM NOVO IMEILE DESTA FEITA INDIANÍSSIMO PARA O QUAL PODEM ENVIAR O QUE QUISEREM. É O

    henrique20091941@rediffmail.com

    AGORA POR FAVOR REENVIA-ME O TEU IMEILE POIS PERDI-OS TODOS. Muitíssimo obrigadérrimo


    Qjs para as tuas mininas e Abç do Leãozão


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    1. Já te enviei o emilio, mas fica aqui outra vez:
      jpscoimbra@yahoo.com
      Grande abraço para ti, beijinhos para a Raquel

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  4. Caro Amigo Pedro Coimbra.
    Espero que teus patrícios do reino distante além-mar tenham um bom governante.
    Caloroso abraço. Saudações esperançosas.
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver sem véus, sem ranços, com muita imaginação e com muito gozo.

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    1. Eu também, Amigo João Paulo de Oliveira.
      E que haja paz e harmonia pra o bem de todos.
      O tempo da luta política já passou.
      Agora é hora de união e de trabalho.
      Aquele abraço

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  5. Absolutamente de acordo com sua lúcida análise, Pedro!

    Secundo os seus votos de que quem foi eleito desempenhe bem o cargo!

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    1. É esse o dever de todos eles, São.
      O tempo da luta política já lá vai.

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  6. O Marcelo não tem vontade para encarar a possibilidade de demitir este governo caso falhe apoio parlamentar, tudo fará para evitar crises e novas eleições. O António Costa pode dormir descansado, quem lhe vai criar problemas é a Marisa Matias, a verdadeira vencedora destas eleições.

    Surpresa foi que o resultado do meu candidato ainda foi pior do que eu pensava. Cést la vie.

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    1. Na mouche, ematejoca!
      António Costa tem que se preocupar com Marisa Matias e o Bloco que, depois dos resultados eleitorais e agora das presidenciais, vão querer muito mais protagonismo.
      Marcelo não vai criar problemas, não vai antagonizar o Executivo e dar origem a crises políticas.
      Os maiores problemas de Costa serão com os partidos que o ajudaram a tomar o Poder.
      Com esses é que vai ter (já está a ter...) problemas.

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  7. Nada se pode aferir adequadamente, enquanto existir uma abstenção tão elevada.
    As deduções far-se-ão, neste caso, em relação a menos de metade da população votante.

    A partir daqui, o desejo de que Marcelo cumpra o mandato com eficácia e eficiência.

    Um abraço

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    1. Já o Rodrigo ontem comentava o mesmo, António.
      A abstenção é um direito (enquanto o voto não for obrigatório é um direito) e uma opção tão respeitável quanto outra qualquer.
      Mais importante que olhar para os números da abstenção é tentar perceber porque é que esses números aparecem.
      E aí arrisco que a desilusão e o cansaço são factores primordiais.
      Desilusão que ainda mais se acentuou com a rábula das últimas legislativas e a pobre campanha eleitoral destas presidenciais.

      Não acredito que haja atritos entre Marcelo e o Executivo.
      António Costa tem que se preocupar mais com os parceiros do que com o Presidente.

      Aquele abraço

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  8. Espero e desejo que o teu texto seja um prenúncio. subscrevo-o na íntegra.
    Temos uns anitos para aferir-mos da sua actuação e como reagirá aos contratempos políticos e outros.
    A ver vamos.
    Akele abraço pah!

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    1. Não acredito que haja problemas entre Presidente e Governo.
      Era o que nos faltava!!
      Aquele abraço

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  9. Subscrevo o seu desejo para bem de todos nós.

    Um beijinho

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    1. Tem que ser assim, Fê.
      Chega de parvoíce.
      O tempo da luta política já passou.
      Beijinhos

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  10. Pedro já que todos temos de trabalhar em harmonia e cada vez com mais empenho, então devemos esperar que assim seja quando se trata de governantes, o exemplo vem de cima diziam os antigos :)

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    1. Devia vir, Angela...
      Mas, infelizmente, tem sido o oposto.
      O exemplo que vem de cima é mais o exemplo do que não se deve fazer.

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    1. Acredito que seja assim, Carlos.
      Não estou a ver Governo e Presidente à bofetada.
      Aquele abraço, boa semana

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  12. Um texto suave, lúcido e sem flutuações.
    Vamos ver, Pedro, assim dizia o cego, como se afirma no Alentejo.

    Beijos.

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    1. Repito o que já comentei, CÉU - não acredito que haja atritos entre Governo e Presidente.
      Já dentro da "coligação" que apoia o Governo...
      Beijos

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    2. Pois acredito k não haja, mas não vai ser por aí que as "calças" se vão romper. Estamos ambos a pensar na mesma "costura". Pedro!

      Beijo.

      CÉU

      PS: o meu comentário vai sair como anónimo, pke ainda não abri a minha conta no Google. Sorry!

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    3. Nessa possibilidade já credito perfeitamente, CÉU.
      O PCP e o Bloco andam há muito tempo a tentar ocupar o maior espaço possível na franja à esquerda do PS.
      Depois dos resultados das legislativas, dos resultados destas presidenciais, das bocas estúpidas de Jerónimo de Sousa, acredito que haja por ali borrasca.
      Beijo

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    4. É isso mesmo. O "remendo" vai romper-se devido ao PCP.

      Continuação de boa semana. Eu vou passando por cá, sempre k possível, Pedro!

      Beijos.

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  13. De um modo geral concordo com a sua leitura.
    No entanto não diria que o portugueses rejeitem o sonho de Sá Carneiro, já que gostam de previsibilidade e de estabilidade. O nosso sistema político e eleitoral é que está um bocado feito para não haver o tal terceto: Uma maioria, um governo e um Presidente.

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    1. Sá Carneiro não tinha o desejo de poder absoluto, Paulo Lisboa.
      Tinha o desejo de estabilidade e harmonia.
      Mas homens como ele há muito poucos.
      E as figurinhas que lhe sucederam fizeram do sonho de Sá Carneiro um quero, posso, mando e faço.
      E é isso que os portugueses rejeitam, acredito.
      Um abraço

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  14. Sim, claro que os portugueses rejeitam o quero, posso, mando e faço.

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    1. Deixaram isso bem claro em duas eleições seguidas, Paulo Lisboa.

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    1. E é esse o dever de todos os eleitos, Elvira Carvalho

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