31 de dezembro de 2015

Ano Novo (Mário Quintana)


Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas buzinas
Todos os tambores
Todos os reco-recos tocarem:
– Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada – outra vez criança
E em torno dela indagará o povo:
– Como é o teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
E ela lhes dirá
( É preciso dizer-lhes tudo de novo )
Ela lhes dirá bem alto, para que não se esqueçam:
– O meu nome é ES – PE – RAN – ÇA …

(Boas saídas, melhores entradas, votos de um Maravilhoso 2016!!) 

Intemporais (11)

30 de dezembro de 2015

Até quando, "Lopes"??


O Porto está virtualmente afastado da hipótese de conquista da Taça da Liga.
Ao primeiro jogo, em casa, com o Marítimo, o Porto perdeu por 3-1 (até podiam ter sido mais...) e disse virtualmente adeus a um dos troféus que poderia vencer esta época.
Já não é de agora a completa menorização da Taça da Liga lá para as bandas do Dragão.
Com Lopetegui como treinador, essa menorização é total.
De um jogo para o outro Lopetegui mudou 10 jogadores (só manteve Maicon) no onze inicial!!
O treinador espanhol continua nesta teimosia de tudo mudar para não alterar nada, não dá confiança aos jogadores, não dá entrosamento à equipa, perde quando não pode perder.
E não aprende, recusa-se a aprender.
Cada derrota corresponde ao afastamento de uma competição.
E a de ontem não fugiu à regra.
O Marítimo, que já tinha efectuado um jogo antecipado, que já tinha ganho, foi ganhar ao Dragão e carimbar o passaporte para as meias-finais da prova (basta um empate em casa com o Famalicão).
Lopetegui esqueceu a Taça da Liga, pensou exclusivamente no jogo de Alvalade, e mais uma vez perdeu e caiu com estrondo.
Até quando será assim, Lopetegui??
Despedir o treinador nesta altura da época é complicado.
Mas manter Lopetegui na sua teimosia cega é correr um risco tremendo.
Pinto da Costa afirmou recentemente que pouco lhe interessavam os assobios que se ouvem cada vez com mais frequência e com maior intensidade.
E tem que se perguntar novamente - até quando??
O divórcio entre o treinador e os adeptos é cada vez mais visível, o divórcio com alguns jogadores do plantel parece evidente.
Uma derrota em Alvalade, a perda do primeiro lugar, que consequências terão??
Um final de ano, e início de outro, muito animados para os lados do Dragão é o que agora se pode prever com alguma certeza. 

Antecipando o novo ano (prenda da Majo)

29 de dezembro de 2015

Irrevogável (e sem vírgulas)


As últimas horas vieram confirmar um cenário que se vinha anunciando nos últimos dias - Paulo Portas vai abandonar a liderança do CDS/PP no próximo Congresso do Partido.
Dezasseis anos depois de ter sido eleito para o cargo, com um intervalo de dois nos quais esteve literalmente na sombra de Ribeiro e Castro, Paulo Portas acha que é tempo de abandonar a liderança do Partido que ajudou a transformar.
Ao contrário de outras bem conhecidas, esta parece ser mesmo uma decisão irrevogável.
Paulo Portas afirma que pretende dar a oportunidade aos mais jovens de intervirem no espaço público e político-partidário.
Se isso poderá ser verdade, também não será alheia a esta decisão a visão táctica e estratégica que se tem que reconhecer ao político Paulo Portas, goste-se ou não do personagem.
O CDS/PP passou os anos mais recentes envolvido na coligação que governou Portugal.
Qual terá sido o desgaste para o Partido, e o que valerá neste momento em termos eleitorais, são questões de muito difícil resposta.
Sair neste momento é, não sejamos ingénuos, o caminho mais fácil para Paulo Portas.
Com uma imagem profundamente abalada por múltiplos episódios por todos amplamente conhecidos, Paulo Portas afasta-se (o abandono do lugar de deputado parece ser também um dado adquirido) e deixa ao novo líder a tarefa espinhosa de fazer do CDS/PP um partido com peso eleitoral, agora longe do cenário de coligação com o PSD.
Este gesto, aparentemente altruísta (Paulo Portas deixa caminho livre ao novo líder), terá sido muito bem pensado nas suas múltiplas consequências por Paulo Portas, claramente desmotivado para liderar o Partido na oposição ao actual Executivo.
Acredito que esta será mesmo uma decisão irrevogável e sem vírgulas.
Pelo menos nos tempos mais próximos.

O que é ser político (alegadamente)


O que é ser político:

Trabalha em horários estranhos
(igualzinho às putas!)

O trabalho vai sempre além do expediente
(igualzinho às putas!)

Os amigos distanciam-se e só anda com outros iguais
(igualzinho às putas!)

Quando vai ao encontro dos eleitores, tem de estar sempre apresentável 
(igualzinho às putas!)

Mas, quando volta, parece saído do inferno 
(igualzinho às putas!)

Quando lhe perguntam em que trabalha, tem dificuldade em explicar 
(igualzinho às putas!)

Se as coisas dão para o lado errado, a culpa nunca é dele
(igualzinho às putas!)

Todos os dias, ao acordar, diz:

“NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA A FAZER ISTO!”
(igualzinho às putas!)

28 de dezembro de 2015

O elefante e a cobra


Um elefante vê uma cobra pela primeira vez.
Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!
- É muito simples - responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!
É muito simples - responde a cobra já irritada - não preciso de tomates,ponho ovos.
Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida à boca!
Não preciso! Abro a boca assim, muito grande, e com esta enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah... Ok! Ok! Mas então, resumindo.. rastejas, não tens tomates e só tens garganta...

És Chefe de quem ?????!!

(Todas do cancioneiro do FerreirAmigo)

BOA SEMANA!

Preservativo no órgão


A D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja.
É admirada por todos pela sua simpatia e doçura.
Uma tarde convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá.
Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração 
em cima do órgão 
E responde ela apontando para a jarra:
"Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa?
Este Inverno ainda não me constipei !!!!"


Uma moça do campo


23 de dezembro de 2015

Natal: a revolução (Anselmo Borges DN 19DEZ2015)


1- Jesus Cristo é figura "decisiva, determinante" da História da Humanidade. Quem o disse foi um dos grandes filósofos do século XX, Karl Jaspers. A pergunta é: porquê?
Crentes ou não, cristãos ou não, têm de reconhecer a Wirkungsgeschichte de Jesus, isto é, a história dos efeitos ou das repercussões, assombrosamente humana e positiva, de Jesus na História. Por exemplo, o próprio conceito de "pessoa" veio ao mundo por influência do cristianismo, por causa dos debates à volta da tentativa de compreender a pessoa de Jesus. Foi em solo de base cristã que, embora tenham tido de impor-se contra a Igreja oficial, se deram as grandes Declarações dos Direitos Humanos.
Isso é reconhecido por grandes pensadores, inclusive não crentes. Hegel afirmou que foi pelo cristianismo que se tomou consciência de que todos são livres. Ernst Bloch, marxista heterodoxo e ateu, escreveu que é ao cristianismo que se deve a exigência de que nenhum ser humano pode ser tratado como "gado". Jürgen Habermas, agnóstico, afirma que a democracia, com "um homem um voto", é a transposição para a política da afirmação cristã de que Deus se relaciona pessoalmente com cada homem e mulher. Frederico Lourenço - para citar um português -, que se confessa ex-católico, agnóstico, escreve: "Não tenho nenhum problema em afirmar que, pessoalmente, considero Jesus de Nazaré a figura mais admirável de toda a história da Humanidade", Jesus foi "o homem mais extraordinário que alguma vez viveu".
2- Evidentemente, a Wirkungsgeschichte, a história dos efeitos de Jesus na História, tem a sua base na história real de Jesus, no que ele disse e fez, na revolução que operou.
Esta revolução é a revolução da sua compreensão de Deus. Realmente, Jesus não veio revelar que há Deus, pois, se hoje a existência de Deus é problemática, não o era na altura. Jesus veio dizer, por palavras e obras, a sua experiência radical de Deus: Deus é amor incondicional, Abbá, Paizinho querido, que ama a todos, a começar por aqueles e aquelas que não são amados, os mais pobres, abandonados, humilhados. Assim, uma das palavras mais revolucionárias da história das religiões é esta: "O homem não foi feito para o sábado, mas o sábado para o homem", o que significa que mesmo as leis consideradas sagradas só o são se e na medida em que estiverem ao serviço do ser humano, da sua dignidade, liberdade, felicidade. Jesus antepôs a justiça e o amor ao culto: "Ide aprender: Deus quer misericórdia e não sacrifícios."
Por isso, os primeiros a serem verberados foram os profissionais da religião, que exploravam o povo em nome de Deus. E pôs-se ao lado das crianças, que não tinham relevância: "Deixai vir a mim as criancinhas, pois dos que são como elas é o Reino de Deus" - contra insinuações insidiosas quanto a estas palavras, acrescente-se que Jesus também disse: "Ai de quem escandalizar uma criança. Mais valia atar-lhe uma mó de moinho ao pescoço e deitá-lo ao mar." As mulheres têm razões para estar de mal com a Igreja institucional, mas devem saber que Jesus constitui um marco histórico na história da sua emancipação: superando proibições, teve discípulos e discípulas.
Inauditas são as palavras do chamado Juízo Final. Ali se diz que o que determina o julgamento não são actos religiosos no sentido comum da palavra, mas o que se faz aos outros, mesmo não sabendo que é a Deus que se faz: "Tive fome, sede, estava nu, na cadeia, no hospital, e destes-me de comer, de beber, vestistes-me, fostes ver-me..." Em ordem à salvação, nada se pergunta de confessional, tudo se centra nas respostas práticas às dificuldades das pessoas, independentemente da sua cor, etnia, sexo, de serem religiosas ou não.
Jesus não quis tomar o poder político: "Vim para servir, não para ser servido", "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Mas foi mandado crucificar como blasfemo e subversivo social e político. Pilatos, representante do poder imperial de Roma, que o condenou, não podia imaginar que aquele desgraçado seria figura "decisiva, determinante" da História. Deus confirmou a sua vida e a sua morte para dar testemunho da verdade e do amor: na morte, Jesus não encontrou o nada, mas a plenitude da vida em Deus, que é amor.
3- Custa-me a entender como é que os europeus parecem menosprezar a sua herança cristã, como indicam, por exemplo, a proibição de um anúncio, porque contém o Pai Nosso, ou a política de acabar com sinais cristãos da nossa cultura, como a presença de presépios em espaços públicos. Seja como for, é Karl Rahner, talvez o maior teólogo católico do século XX - tenho a honra de ter sido seu aluno -, que tem razão, quando escreveu: "Quando dizemos "é Natal" estamos a dizer: "Deus disse ao mundo a sua palavra última, a sua mais profunda e bela palavra numa Palavra feita carne". E esta Palavra significa: amo-vos, a ti, mundo, e a vós, seres humanos." Boas Festas!

VOTOS de UM SANTO NATAL!

CELEBRAR O NATAL PARA QUÊ? (Frei Bento Domingues, O.P. Público 20DEZ2015)


1. Se Jesus existiu como realidade histórica – e raros são os que se atrevem a negar - é normal que tenha nascido. Quem reconhecer nele a condição humana no seu ponto mais belo, luminoso e humilhado, é justo que celebre este acontecimento.
As datas e os lugares elaborados para as festas, os cenários, as lendas e os mitos compostos pelas narrativas de S. Mateus e de S. Lucas (sem contar com os apócrifos) reflectem perspectivas teológicas e messiânicas diferentes. Nesses exercícios de antecipação para a infância da missão que apenas se manifestou na vida adulta de Jesus, os seus autores serviram-se dos materiais da cultura ambiente para reconfigurarem uma convicção: com Jesus, o evangelho da paz e da alegria de Deus incarnou na fragilidade humana. A salvação não está na fuga do mundo, mas na sua transformação, a partir das periferias mais condenadas. Como sempre, nas narrativas do Novo Testamento parece que tudo já estava previsto no Antigo, mas é sempre para introduzir o imprevisível.
 Procurar em textos poéticos, lições positivistas de história, geografia ou biologia- “antes do parto, durante o parto e depois do parto” – apresenta-se como uma piedosa invenção para dizer que Jesus é sempre alguém completamente fora de série, na mais precária das situações. Os músicos, os poetas e os pintores da cultura popular e erudita não se enganaram quando deram asas à sua criatividade para fazer ouvir sons futuros de uma humanidade liberta.
Hoje, num clima cultural dominado pelo prestígio da ciência e da técnica, o recurso à crença em milagres, está reservado para os momentos de extrema aflição. Fazer de Deus um tapa buracos das insuficiências humanas é uma das formas mais frequentes de facilitar o caminho ao ateísmo. A fé na presença divina no nosso quotidiano tem itinerários muito diferentes de pessoa para pessoa. As receitas para cozinhar a vida espiritual tornam a comida sem graça. Como respiração da vida e iluminação da nossa noite só pode ser acolhida pelo silêncio intenso e acordada pela grande música: silêncio que cante e música que nos deixe sem palavras. A ponte para o divino exige a transfiguração do nosso olhar e da nossa escuta. A mediocridade é a receita fatal.                                                                                                               

2. Acreditar nos credos é uma idolatria. O dominicano S. Tomás de Aquino, um filósofo, um biblista, um teólogo e um poeta medieval, insistiu em algo essencial e libertador: o terminal do acto de fé não são os “artigos da fé” – estes são apenas mediações - mas a inabarcável realidade de Deus. Para não se cair no fideísmo, a fé não pode saltar por cima da inteligência, nem renegar o seu exercício. Não pode haver assentimento à proposta da fé teologal sem ver nela uma perfeita expansão e superação da inteligência. A simbólica da fé ou dá que pensar e transformar ou aliena. Quem se fixa no dedo que aponta o céu e a urgência da terra, perde o céu e a terra.
O exercício da razão é tão importante que o citado teólogo se atreveu a escrever o seguinte: embora acreditar em Cristo seja, por si mesmo, bom e necessário à salvação, pode, acidentalmente, transformar-se num mal: se alguém, em consciência, pensa que Ele é um mal, peca se o confessar como um bem. No entanto, importa lembrar a paradoxal declaração de I. Kant, no prefácio à primeira edição da Crítica da Razão Pura: ”A razão humana tem este destino singular, num género dos seus conhecimentos, de ser dominada por questões que não pode evitar, pois são-lhe impostas pela sua própria natureza, mas às quais não pode responder porque ultrapassam totalmente o poder da razão humana”.  

3. Situar Jesus na lista das grandes personalidades do passado é uma questão de memória cultural e nenhuma se lhe pode comparar. Não deixou nada escrito, mas a sua própria existência é o mais belo e imortal poema de amor. Se há modelo de vida verdadeira, não é preciso ir mais longe, mas ninguém pode dizer que é o herdeiro exclusivo das suas palavras, dos seus gestos. Deu origem a várias narrativas e interpretações. Deixou tudo em aberto. O próprio autor do 4º Evangelho tem a humildade de ser exagerado: (…) Há, porém, muitas coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam.
Existem várias e boas razões para celebrar o Natal. Em muitos casos é a festa da família e este é um dos seus melhores frutos. Se contribuir para refazer ou fortalecer os laços familiares, a Sagrada Família torna-se muito numerosa: fazer família com quem não é da família é continuar a revolução de Jesus de Nazaré, do mundo todo.
Bom Natal.

18 de dezembro de 2015

DESPEÇO-TE


Um homem bem sucedido morreu e deixou tudo à sua dedicada esposa.
Ela era uma bela mulher e determinada a conservar a herdade enorme que o seu marido lhe deixara, mas sabia muito pouco das actividades da herdade, por isso, decidiu colocar um anúncio no jornal para contratar um empregado.
Dois homens candidataram-se ao emprego. 
Um era larilas, o outro, um bêbado.
Ela pensou muito seriamente sobre o assunto, e, como mais ninguém se candidatou, ela decidiu contratar o candidato larilas, pensando que seria mais seguro tê-lo perto de casa do que o bêbado.
Ele demonstrou ser um excelente trabalhador, que fazia longas horas de trabalho por dia e sabia imenso do trabalho da herdade.
Durante semanas a fio, ambos trabalharam muito e a herdade estava muito bem.
Então, um dia, a viúva disse ao empregado:
- Fizeste um óptimo trabalho e está tudo impecável. Já é tempo de ires até à 
cidade e divertires-te um bocado.
O empregado concordou e no sábado à noite foi até à cidade. 
No entanto, já eram 2 da manhã e ele não voltava,  3 da manhã, e empregado, nada! 
Finalmente, pelas 4, lá regressou e à sua espera, sentada à lareira, com um copo de 
vinho na mão, estava a viúva. 
Chamou-o para junto dela e disse-lhe.
- Desabotoa a minha blusa e tira-a, disse ela.
A tremer, ele fez o que ela pediu.
- Agora, tira as minhas botas.
Ele fez o que ela disse, muito lentamente.
- Agora, tira as minhas meias.
Ele removeu cada uma com gentileza e colocou-as junto às botas.
- Agora, tira a minha saia.
Lentamente, ele desabotoou-a, observando constantemente os olhos dela à luz 
do fogo da lareira.
- Agora, tira o meu soutien.
Novamente, com as mãos a tremer, ele fez o que lhe era dito e deixou-o cair no chão.
- Agora... tira as minhas cuecas.
À luz da lareira, ele puxou-as suavemente para baixo e tirou-as.
Então, ela olhou bem para ele e disse-lhe:
- Se voltares a usar as minhas roupas para ir à cidade, DESPEÇO-TE!

BOM FIM-DE-SEMANA

(Nos próximos dias não haverá blogue - feriados e tolerância de ponto em Macau. Passo por cá no dia 23 para vos desejar Boas Festas)

O PODER DAS MULHERES


Muito bem, gritou São Pedro, vamos organizar duas filas. 
Os homens que sempre dominaram as mulheres façam fila do lado esquerdo. 
Os que sempre foram dominados pelas suas mulheres façam fila à direita. 
Depois de muita confusão, os homens estão em fila. 
A fila dos dominados pelas respectivas mulheres tem mais de 100 km. 
A fila dos que dominavam as mulheres tinha só um individuo. 
São Pedro exclama: 
-Vocês deveriam ter vergonha! Deus criou-vos à Sua imagem e semelhança e vocês deixaram-se dominar pelas mulheres. Apenas um de vós honrou o Seu nome e deixou Deus orgulhoso da sua criação. Aprendam com ele!
E, virando-se para o homem solitário, São Pedro pergunta: 
- Conte-nos: como é que você fez para ser o único nesta fila? 
E o homem timidamente respondeu: 
- Foi a minha mulher que me mandou ficar aqui!!!

QUECA com SAGRES trama concorrência


Um tipo levou a namorada para uma praia deserta. 
Desaperta-lhe o top do biquini e ela começa a refilar porque ali não dava jeito, que havia
muita areia, que ainda se arranhavam e ia entrar areia por todo o lado,etc. 
O rapaz disse então: - Calma! Não há nada que não se resolva!!!
E foi ao carro buscar uma grande toalha da SAGRES, que estendeu.
A namorada deitou-se em cima da toalha.
Ao puxar-lhe a cueca do biquini, uma rajada de vento levantou a ponta da toalha e ela reage novamente, dizendo que se iam encher de areia, que a toalha voava, que se arranhavam, etc.
E ele: - Calma! Tudo se resolve.
Foi ao carro e trouxe 4 latas de SAGRES, colocando uma em cada canto da toalha, para esta não esvoaçar. 
Como ela estava sempre a implicar com tudo, teve a ideia de trazer também uma venda do carro para lhe pôr à volta dos olhos.
Continuaram.
Já a rapariga estava nua, quando perguntou: - Trouxeste preservativo?
E o namorado: - Aqui não tenho, vou buscar ao carro.
Enquanto foi ao carro, passou um gajo que andava a fazer 'jogging'. 
Ao deparar com a tipa nua e vendada, deitada na toalha, primeiro aproxima-se, começa a mexer e, como ela não se nega, não hesita e aqui vai disto, salta-lhe para cima!!!
Após ter comido a menina, afasta-se e diz: - F..........-se! 
Com uma campanha destas, agora é que eles rebentam mesmo com os gajos da Super Bock!

17 de dezembro de 2015

Administração de águas territoriais como incentivo à diversificação económica


A questão do domínio hídrico de Macau, da jurisdição sobre as águas à sua volta, foi um tema longamente debatido e objecto de grandes dissensões entre as autoridades portuguesas do Território e as autoridades centrais.
Com a entrada em vigor da Lei sobre as Águas Territoriais e Zonas Adjacentes, uma das leis nacionais adoptadas localmente após Dezembro de 1999, a questão ficou definitivamente resolvida.
A jurisdição das águas territoriais à volta de Macau era uma questão de soberania, como tal reservada ao primeiro sistema.
Se era este o entendimento, consagrado em lei, existiu sempre a ressalva de Macau poder vir a gerir o domínio público hídrico à sua volta, desde que o fizesse de harmonia com o disposto na Lei Básica e não à luz da legislação aprovada ainda sob administração portuguesa.
Assim, no ano de 2012, as autoridades locais fizeram o pedido formal de administração das águas territoriais à sua volta às autoridades centrais, e Xi Jinping, de visita à RAEM, anunciou que esse desejo iria ser satisfeito.
É este o enquadramento que nos permite perceber na sua plenitude a decisão do Governo Central ontem anunciada de conceder à RAEM a administração das águas territoriais à sua volta, numa extensão de cerca de oitenta quilómetros quadrados.
Uma prenda para celebrar mais um aniversário da RAEM, mas uma prenda que chega com um ralhete em surdina, um caderno de encargos e alguns recados em fundo.
A necessidade de solicitar a autorização do primeiro sistema para fazer novos aterros na área marítima que vai ser administrada pela RAEM compreende-se perfeitamente como manifestação do poder soberano do primeiro sistema.
Como se compreende que, ao deixar bem claro que esses aterros que porventura venham a existir, não podem ser utilizados com a finalidade de ali instalar estruturas destinadas a jogos de fortuna e azar, o Governo Central está a reforçar a necessidade de diversificação económica na Região e a dar o seu contributo nesse sentido.
Haja imaginação, empreendedorismo, da parte de Macau.
As autoridades centrais deram o pontapé de saída, mostram disponibilidade para colaborar na tarefa de diversificar a economia local, mas fica a ideia de estarem a perder a paciência para repetir constantemente o mesmo discurso.

Intemporais (10)

16 de dezembro de 2015

Uma lei que é uma droga?


No combate aos crimes relacionados com a posse, o consumo e o tráfico de estupefacientes, Macau insiste em caminhar no sentido oposto ao do mundo civilizado.
Numa região que assiste a uma queda enorme nos números e estatísticas dos crimes relacionados com a droga (números e estatísticas oficiais), que aliás nunca foram um problema muito delicado, a agravação das penas ontem oficialmente anunciada parece ser um enorme contra-senso.
Em países e regiões onde o fenómeno é muito mais gravoso que em Macau, a tendência é de descriminalização (a tipificação como crime é retirada e a acção passa  a ser juridicamente irrelevante) e despenalização (as penas restritivas de liberdade são substituídas por outras, tais como serviço à comunidade, educação).
Macau, supostamente seguindo a política dos países à sua volta (quais??), e também supostamente por manifestação de vontade dos próprios infractores (esta "justificação" é simplesmente ridícula), agrava as penas privativas de liberdade de quem precisa muito mais de ser tratado do que encarcerado.
Uma política criminal obsoleta, que olha a criminalização e a penalização das drogas, e do mundo em volta das mesmas, como panaceia, devia envergonhar uma cidade moderna como Macau pretende ser.
Mão pesada para o tabaco, mão pesada para a droga, a mesma mão que trata fenómenos quiçá muito mais gravosos com toda a brandura.
No mínimo incompreensível.

A crise Síria contada em dez minutos e quinze mapas

15 de dezembro de 2015

Lóbi do betão ao ataque


Fong Chi Keong e Lau Veng Seng são as caras do lóbi do betão que pressiona o Governo no sentido de se proceder a uma revisão imediata da Lei de Terras.
Uma lei que foi revista há pouco mais de um ano (a lei revista entrou em vigor no primeiro dia de Março de 2014), que foi tema de longos debates, demoradas consultas públicas, intermináveis reuniões no sentido de se buscar o indispensável consenso, que ainda não tem tempo de vigência para que se tenha produzido acerca da mesma qualquer doutrina ou jurisprudência, terá agora que ser apressadamente revista porque surgiu um caso complexo que deixou os senhores deputados de cara à banda, com as orelhas a arder, os bolsos a ferver.
Já todos sabemos que a Assembleia Legislativa funciona dentro de uma lógica acentuadamente corporativa e por grupos de pressão.
Ainda assim, se de cada vez que aparece um qualquer caso mais complexo, um qualquer Pearl Horizon, se vai a correr alterar leis, a RAEM cairá rapidamente no erro que outros sistemas jurídicos estão a enfrentar e a procurar solucionar - a poluição legislativa e normativa.
O Governo, muito correctamente, não avança com qualquer proposta de alteração da lei.
Será então o lóbi do betão dentro da Assembleia a responsabilizar-se, e a ter que ser responsabilizado, por essa aventura, por esse erro.
Cometido à boleia de um caso que, já todos percebemos, só poderá ser solucionado em sede judicial.

Allahu Akbar (Anselmo Borges DN12DEZ2015)




Era uma viagem de altíssimo risco, que muitos desaconselharam. Mas Francisco achava ser seu dever visitar a África, o continente pobre. E foi ao Quénia, ao Uganda, à República Centro Africana, recusando colete à prova de bala e papamóvel blindado. Tinha mensagens essenciais para entregar: a denúncia do abismo entre a riqueza e a miséria; plantar uma árvore, num gesto simples, mas carregado de significado: "a mudança climática é um problema global" e exige "um novo estilo cultural": "frente à "cultura do descarte, "a cultura do cuidado"; sobretudo, apelar ao diálogo ecuménico e inter-religioso, que "não é um luxo, algo opcional, mas algo essencial" em ordem à paz. Na mesquita central de Bangui, recordou que cristãos e muçulmanos são "irmãos": "Juntos, digamos "não" ao ódio, à vingança, à violência, em particular à que se comete em nome de Deus. Deus é paz, salam."
É absurdo, aterrador, jihadistas invocarem o santo Nome de Deus - Allahu Akbar (Deus é o Maior) -, quando matam indiscriminadamente inocentes, metralhando, degolando, fazendo-se explodir. Ficamos atónitos e é preciso dizer: se esse deus existisse, só haveria uma atitude humanamente digna: ser ateu.
Invocar o Nome de Deus para matar - "Deus o quer", foi também o grito ao apelo do Papa Urbano II à guerra santa - obriga a reflectir. O que aí fica quereria ser um contributo para a reflexão.
2. 1. Embora admita, como o filósofo J. Monserrat, jesuíta, que há homens e grupos humanos sem Deus que cultivam uma mística da inserção na natureza, da harmonia cósmica e da fraternidade solidária, numa atitude quase-religiosa, mas, em última análise, impessoal, considero que a essência da religião implica a fé enquanto entrega confiada ao Mistério último, ao Sagrado, pessoal e dador de sentido último, salvador/libertador da pessoa e da história.
2. 2. Na reflexão sobre a religião, é essencial perceber que há um pólo objectivo, precisamente o Mistério último, Poder Pessoal transcendente e criador, presente no mundo, sem se confundir com ele. Assim, religioso em sentido estrito é aquele que se entrega confiadamente a esse Mistério, o Deus oculto, de quem se espera salvação.
2. 3. O pólo subjectivo é constituído pelas religiões. É fundamental entender que as religiões são construções humanas, e, assim, situadas num contexto temporal, cultural, social, económico, político, geográfico... São mediações, inevitáveis, entre o Mistério último, o Sagrado oculto e salvador, e os crentes, para acolhê-lo, tentar dizê-lo, relacionar-se com ele. Estão referidas ao Mistério, ao Deus libertador, mas elas não são o Mistério, de tal modo que, no limite, alguém pode ser religioso no sentido profundo, estrito, e não pertencer a nenhuma religião institucional, como pode acontecer alguém pertencer a uma religião, viver até da religião enquanto instituição e nada ter a ver com o Mistério, com Deus. Enquanto mediações, as religiões têm do melhor e do pior e podem, desgraçadamente, ser fonte de perversidades, confirmando-se que "corruptio optimi pessima" (a corrupção do óptimo é péssima).
2. 4. Nenhuma religião tem a Verdade toda. Portanto, se as religiões não são o Sagrado, o Mistério, e se, mesmo todas juntas, o não possuem, devem dialogar para tentarem dizê-lo menos mal, embora sempre na gaguez quase muda.
2. 5. Todas terem verdade não significa que sejam todas igualmente verdadeiras, pois há assimetria entre elas: por exemplo, uma religião que faz apelo à violência não é igual a uma religião que proclama que Deus é amor e manda amar os inimigos.
2. 6. A verdade das religiões afirma-se na prática, no combate pela dignidade, justiça, direitos humanos.
2. 7. Essencial é a leitura histórico-crítica dos textos sagrados. A sua leitura não pode ser literal, pois implica sempre uma interpretação, e o fio condutor da leitura é a libertação/salvação plena. O que neles se encontra de opressão e indignidade serve para dizer o que Deus não é e o que o ser humano não deve ser.
2. 8. Conquista civilizacional decisiva é a separação da Igreja e do Estado, da religião e da política: o Estado laico não tem uma confissão religiosa, é confessionalmente neutro, para garantir a liberdade religiosa de todos: ter esta religião ou aquela ou nenhuma, mudar de religião.
2. 9. Mas a laicidade não é a mesma coisa que laicismo, que pretenderia remeter a religião para a privacidade, "para a sacristia", como costuma dizer-se, retirando-a, portanto, do espaço público. As religiões têm direito ao espaço público, não só para se manifestarem publicamente quanto ao culto, mas também para poderem pronunciar-se livremente nos debates sobre as grandes temáticas da sociedade: questões políticas, sociais, económicas, morais. A laicidade apenas garante que, ao contrário do que se passa nos Estados teocráticos, as leis não são automaticamente as da Igreja ou da religião, pois são votadas democraticamente no Parlamento.

14 de dezembro de 2015

Alentejano no comboio



Um alentejano senta-se no comboio, em frente a uma voluptuosa ruiva, vestida com uma mini-saia.
Nisto, dá conta que ela não tinha roupa interior.
Então a ruiva diz-lhe: 
- Está a olhar para a minha vagina... 
- Sim, desculpe!... - responde o alentejano. 
- Não há problema! - responde a mulher, como és simpático vou fazer com que a minha vagina te mande um beijo. 
Incrivelmente, a vagina manda-lhe um beijo! 
O alentejano, fica totalmente doido! Nisto, pergunta: 
- Que outras coisas sabe fazer? 
- Posso também fazer com que te dê uma piscadela... 
O homem observa uma vez mais assombrado, como a vagina lhe dá piscadelas. 
A mulher, já muito excitada, diz ao alentejano: 
- Queres enfiar-me dois dedinhos?... 
Paralisado, o alentejano benze-se e responde: 
- F******! Não me digas que também assobia?! 

BOA SEMANA!!

TAMPAX


Duas crianças de oito anos conversam no jardim e o menino pergunta à menina:
- O que vais pedir no DIA DA CRIANÇA?
- Eu vou pedir uma Barbie, e tu?
- Eu vou pedir um TAMPAX ! - responde o menino
- TAMPAX?! O que é isso?!
- Nem imagino... mas na televisão dizem que com TAMPAX a gente pode ir à praia todos os dias, andar de bicicleta, andar a cavalo, dançar, ir ao clube, correr, fazer um montão de coisas, e o melhor... SEM QUE NINGUÉM PERCEBA!!!

O leão, o alentejano e a loura


O dono de um circo colocou um anúncio procurando um domador de leão.
Apareceram 2 pessoas: um senhor de boa aparência, alentejano, e uma loura espetacular de 25 anos.
O dono do circo fala com os 2 candidatos e diz:
- Eu vou directo ao assunto. O meu leão é extremamente feroz e matou os meus dois últimos domadores. Ou vocês são realmente bons, ou não vão durar 1 minuto! Aqui está o equipamento - banquinho, chicote e pistola. Quem quer entrar primeiro?
Diz a loura:
- Vou eu!
Ela ignora o banquinho, o chicote e a pistola e entra rapidamente na jaula. O leão ruge e começa a correr na direcção da loura. Quando falta um metro para ser alcançada, a loura abre o vestido e fica toda nua, mostrando todo o esplendor do seu corpo. O leão pára como se tivesse sido fulminado por um raio! Ele deita-se na frente da loura e começa a lamber-lhe os pés! Pouco a pouco, vai subindo e lambe o corpo inteiro da loura durante longos minutos!
O dono do circo, com o queixo caído até ao chão diz:
- Eu nunca vi nada assim na minha vida!
Vira-se para o alentejano e pergunta:
- Você consegue fazer a mesma coisa?
E o alentejano responde:
- Claro! É só tirar de lá o leão.

11 de dezembro de 2015

O Suicida

O Corpo de Bombeiros foi accionado.
Um suicida estava querendo pular de uma torre, estava a maior multidão incentivando o cara a saltar:
- PULA !!! PULA !!! PULA !!!
Quando passou um cidadão que conhecia o suicida e falou:
- Eu conheço ele, ele é apaixonado pela mulher, chama ela aqui, que tenho certeza que ele vai descer.
Quando a mulher chegou o bombeiro levou ela o mais perto possível dele para que a mulher pudesse conversar com ele:
Ela então falou:
- Desce daí que eu te botei foi CHIFRE não foi ASA não!!

BOM FIM-DE-SEMANA!

No Ballet


Estava um casal a assistir ao ballet quando, de repente, o marido desata às gargalhadas.
- Oh homem, de que é que te estás a rir ?
- Estou a pensar na reacção do publico se eu de repente saltasse ali para o palco e violasse uma das bailarinas.
Passou-se um bocado e começa então a mulher a rir-se.
- Que é que te aconteceu ?
- É que tenho estado a pensar naquilo que disseste há pouco...
- E…?
- E pensei em qual seria a tua reacção se o público gostasse e pedisse bis !

Cogumelos


- A minha primeira mulher morreu por ter comido cogumelos venenosos, coitadinha.
- Oh, que horror! E a segunda?
- A segunda morreu com uma pancada na cabeça.
- Como foi isso?
- Não queria comer os cogumelos.

10 de dezembro de 2015

E o "Lopes" inventou outra vez


A imagem é propositada - um treinador excelente, que não se desvia do seu caminho mesmo quando as coisas lhe correm mal, e um treinador que é um perfeito case study.
Mourinho, a viver um período atribulado no Chelsea, por estes dias uma equipa muito abaixo do que seria expectável, mantém a confiança em si próprio, nos seus jogadores, nas capacidades de todos se superarem e conseguirem bons resultados mesmo em períodos mais conturbados.
Do outro lado, um treinador que abusa da arrogância, sem ter qualquer motivo para isso (Mourinho é arrogante mas já ganhou muito e ao serviço de muitas equipas), que constantemente resolve fazer alterações absolutamente incompreensíveis na equipa, que não sabe criar um fio de jogo, que não tem uma ideia de jogo, que se julga genial quando acumula disparates e maus resultados.
Julen Lopetegui tem tido no Porto tudo o que um treinador deseja - estabilidade, apoio dos órgãos directivos, dinheiro (muito dinheiro!!), plantéis vastos e de qualidade.
Falha tão clamorosamente porquê?
Porque, constantemente, resolve ser criativo (criativos devem ser apenas alguns jogadores!!!) e fazer disparates absolutamente irritantes.
A precisar de ganhar em Londres, onde o Porto nunca ganhou, Lopetegui escolheu um onze e uma estratégia que só ele poderá compreender e explicar.
Três centrais (o Porto não joga com três centrais!!), três médios (um dos quais vindo de um degredo de vários jogos), dois extremos a jogarem como avançados soltos (sem terem uma referência na frente, alguém que prendesse os centrais adversários).
O que é que queria Lopetegui com esta estratégia???
Surpreender Mourinho??
Se foi isso, conseguiu.
Surpreendeu Mourinho (que lhe agradeceu a deferência), surpreendeu os jornalistas, os adeptos, os jogadores, toda a gente.
E perdeu, mais uma vez perdeu.
Com 10 pontos, a precisar apenas de mais um para continuar na Champions, com um jogo em casa contra uma equipa vulgar (Dínamo Kiev), Julen Lopetegui conseguiu acumular erros, perder os dois jogos, sofrer quatro golos e não marcar nenhum, ser eliminado, fazer a equipa perder prestígio, dinheiro, confiança.
O Porto segue para a Liga Europa, vai disputar as provas internas em crise de confiança, com os adeptos a perderem a paciência face ao acumular de asneiras do "Lopes".
Até quando??

Intemporais (9)

9 de dezembro de 2015

A Cimeira do Clima em Paris e a poluição atmosférica em Pequim


A hipocrisia parece não conhecer limites quando, poucos dias depois da realização da Cimeira do Clima, em Paris, os cidadãos de Pequim se encontram encurralados nas suas casas ou protegidos por todo o tipo de máscaras nas ruas (aqueles que têm coragem de sair à rua), procurando escapar a níveis de poluição assustadores.
Às declarações de investimentos fabulosos na procura de fontes de energia renováveis, não poluentes; aos compromissos políticos no sentido de pôr termo às alterações climáticas; aos discursos inflamados afirmando que estamos à beira do ponto de não retorno e que temos de parar de destruir o Planeta; sucede a dura realidade - uma capital chinesa com níveis de poluição que chegam a ultrapassar em 15 vezes os máximos recomendados pela Organização Mundial de Saúde.
Escolas encerradas, serviços públicos encerrados, empresas aconselhadas a adoptar horários flexíveis, automóveis a circular em dias alternados conforme as respectivas matrículas sejam constituídas por números pares ou ímpares, o caos numa cidade coberta por uma nuvem de poluição absolutamente impressionante.
Enquanto não forem fixadas metas muito concretas para os níveis de poluição permitidos, e sanções também muito concretas e realmente dissuasoras para os incumpridores, institucionais ou privados, continuaremos a assistir a desfiles de vaidades ao mesmo tempo que milhões de cidadãos no Planeta têm de abandonar as suas rotinas diárias e deixar as suas vidas em pausa.

Pragmatismo e eficácia

Tira uma foto com o telemóvel aos teus amigos com as coisas que lhes emprestares, para não te esqueceres
 

Coloca um copo de água junto quando aqueceres a pizza no micro-ondas, para 
evitar que ela fique mole.
 
Para não te queimares ao acenderes as velas, usa um espagueti como fósforo longo.
 

Se aqueceres sobras de comida no micro-ondas, faz-lhe um buraco no meio. 
A comida vai aquecer de uma forma mais homogénea.


Se alguém carregar nos botões errados do elevador, pressiona-os duas vezes seguidas para os desactivar.


Usa o cartão interior dos rolos do papel higiénico como altifalante para o telemóvel.
 

Põe a torradora de lado para fazer torradas com queijo derretido.
 


Cola os restos do sabonete num novo para o gastar até ao fim.


Usa um cabide de calças/saias para segurar o livro de cozinha.
 

Este é o melhor truque para segurar os pregos, sem o perigo de dar uma martelada nos dedos.
 


O teu carro não tem suporte para copos, então usa um sapato.


Para limpar entre as teclas do teclado do computador usa post-its.
 

Faz cubinhos de café para que o teu café glacet fique a saber melhor a café.
  

Para gelar mais depressa uma cerveja, ou refresco, usa este truque: 
Enrola a garrafa num guardanapo de papel humedecido, põe no congelador durante 5 minutos e já está.