2 de dezembro de 2015

O LAÇO E O ABRAÇO



EM TEMPO:
A nossa amiga Elvira Carvalho aponta para uma incorrecção grave.
O poema não da autoria de Mario Quintana mas sim de Maria Beatriz Marinho dos Anjos

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. 
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. 
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? 
Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. 
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

22 comentários:

  1. Um laço de amor muito doce. Gostaria que todo o amor fosse este laço.

    ResponderEliminar
  2. Que poema lindo , Pedro. Obrigado pela partilha. Posso levar?
    Um abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por favor, Elvira Carvalho.
      Isto é uma comunidade de partilha.
      E um poema tão lindo como este merece toda a divulgação.
      Um abraço

      Eliminar
  3. ~~~
    ~~~~~~ Um poema lindo e doce.
    Tem algo da sabedoria de Mahatma Gandhi...
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma maravilha, não é, Majo??

      Ainda não chegou o momento de publicar umas sugestões que aqui tenho guardadas :)

      Beijinhos

      Eliminar
  4. Já conhecia este poema de Mário Quintana que é de facto uma delícia, como é deliciosa toda a sua obra. Não me canso de o ler e reler:)

    Beijos com laço de amizade numa de bom diaaaaaaaa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma maravilha, não é, Fatyly?
      Beijos com laços, abraços e sem nós

      Eliminar
  5. Um belo poema do genial Mário Quintana.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

    ResponderEliminar
  6. Excelente partilha, Pedro. É importante relembrar que o mais importante na vida são mesmo esses laços. Este poema de Mário Quintana é uma ternura.

    Um bejinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. De uma forma simples, muito bela, Mario Quintana transmite essa mensagem.
      Com a beleza que só os génios sabem alcançar
      Beijinhos

      Eliminar
  7. Tanto se fala nos laços da família, mas, por vezes os laços dão o nó ...e a família de laços e abraços ficam apertados como nó.
    Adorei
    Kis:=)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma maravilha, não é?
      Hoje recordaram-me outro escrito de Mario Quintana:

      “Todos estes que aí estão
      Atravancando meu caminho
      Eles passarão
      Eu passarinho.”

      Delicioso!!

      Beijinhos

      Eliminar
  8. Lindo! Uma poesia singela para expressar a grandeza do abraço e da amizade. Assim era Mario Quintana, tive alegria e o prazer de conhece-lo e passear com ele pelas ruas de Porto Alegre. Avó de uma amiga de escola era camareira no hotel onde ele viva. Que homem bagunceiro, tinha anotações em todos os cantos das belas poesias que fazia. Parabéns pelo maravilhoso post.
    Tenha um ótimo dia.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Um privilégio ter conhecido pessoalmente tão extraordinária personalidade, Anajá.
      Essa característica (desarrumado, papéis rabiscados por todos os lados) é típica dos génios.
      Assim era Pessoa também.
      Tenha um óptimo dia também

      Eliminar
  9. Gostei muito deste laço, abraço, amor e amizade.

    ResponderEliminar
  10. Amigo, lembra-se que adorei este poema, e que lhe pedi para o levar?
    Li e reli, e achava o poema demasiado feminino para ser escrito pelo Mário Quintana. Pesquisei, procurei saber se constava do livro Poesias Completas de Mário Quintana, e não está lá.
    O poema é de Maria Beatriz Marinho dos Anjos, e encontra-se registado na Biblioteca Nacional Brasileira, com o nº 568 208.
    Aqui o original tal como foi registado:

    O LAÇO E O ABRAÇO

    Meu Deus!... Como é engraçado!...

    Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...

    Uma fita dando voltas, se enrosca, mas não se embola; vira, revira, circula e pronto: está dado o abraço.]

    É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

    É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

    E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.

    E na fita, que curioso, não faltou nenhum pedaço...

    Ah! Então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livres as duas bandas do laço?

    Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

    E quando alguém briga, então se diz:

    -Romperam-se os laços!

    E saem as duas partes, que nem meu pedaço de fita—sem perder nem um pedaço.

    Então o Amor é isso... Não prende, não escraviza não aperta, não sufoca.

    Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.


    Maria Beatriz Marinho dos Anjos

    Um abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É no que dá publicar sem se certificar, Elvira Carvalho.
      Amanhã já corrigirei o erro.
      Obrigado.
      Pela sua atenção e gentileza.
      Abraço

      Eliminar