24 de setembro de 2015

Não gosto de maiorias


Uma das palavras que mais se tem escutado nos dias de pré-campanha e de campanha eleitoral é a palavra maioria.
Cavaco Silva, que sempre gostou de maiorias, vai deixando entender que só dará posse a um governo apoiado numa ampla maioria parlamentar.
Estará a referir-se a uma maioria absoluta de deputados?
Parece que sim...
Maioria absoluta que é precisamente o que pedem aos portugueses Pedro Passos Coelho e Paulo Portas (os líderes da coligação que governou nestes últimos quatro anos) e é também o que pede António Costa (o líder do partido que se apresenta como maior adversário da coligação).
A CDU e o Bloco de Esquerda não pedem maiorias, nem gostam muito de maiorias, mas ficam na expectativa para perceber até que ponto serão necessários para a formação de uma maioria no período pós-eleitoral.
Não gosto de maiorias.
As maiorias dão quase sempre origem a abusos, a prepotência, à possibilidade de tudo fazer sem nada negociar.
Prefiro a necessidade de negociação, a busca de acordos, de consensos.
Cavaco Silva, o grande defensor das maiorias, é simultaneamente o melhor exemplo dos abusos a que dão origem.
O "cavaquismo" começa com um executivo que governou em minoria e que até deixou boa impressão e bons resultados.
Na sequência dessa boa impressão e desses bons resultados, Cavaco Silva consegue a sua primeira maioria.
E começou o regabofe que todos conhecemos.
Regabofe que foi continuado noutros períodos, com outras maiorias.
Não, definitivamente não gosto de maiorias!

33 comentários:

  1. Cavaco Silva é um dos piores políticos portugueses e uma criatura a quem muito falta a decência.

    Agora até vai dirigir-se ao país no dia antes das eleições e tudo fará para que o bando PSD/CDS se mantenha no Poder.

    Também não me agradam muito as maiorias e pelas mesmas razões do que ao Pedro.

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    1. Tudo o que o PR disser que vá para além do óbvio (apelar à votação, à participação, ao sentido cívico das pessoas) será em demasia, São.
      A nossa experiência com maiorias parlamentares deu sempre origem a abusos, São.
      Governar de rédea solta é de todo desaconselhável.

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  2. Há maiorias que se transformam em manias.
    Mania de superioridade, de infalibilidade (raramente me engano ...), honestidade (ainda está para nascer...)... Adiante.
    Para que as coisas funcionem deveriam possuir um coração cristão. Sabemos que não. O espírito dominante é da cobiça.
    Hoje predomina a ideia de que o trabalho em equipa tem vantagens, é mais proveitoso. Por que será assim tão aparecida a maioria? Um quitos majestatico de absolotismo?
    Não terá a democracia uma expressão mais verdadeira se houver o espírito de equipa na direcção/governação da coisa pública. Com a participação de todos os partidos. Sem partidarismos e interesses egoístas?

    Bom dia, Pedro.

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    1. Agostinho,
      A experiência portuguesa com governação em maioria é muito má.
      A negociação, o poder de chegar a acordos, não faz mal a ninguém.
      Nem paralisa coisa nenhuma.
      Essa falácia só a compra quem quer.
      Bom dia aí para Portugal

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  3. Concordo plenamente, eu também não gosto de maiorias e, também não gosto de outras coisas... Usando as palavras de António Costa, também caí à primeira, quando votei nele para a Câmara de Lisboa e agora, só teriam o meu voto se fosse por impressão digital e aí, cortando-me o dedo.
    Os impostos escondidos passaram todos os limites e aquela, de "mandar às urtigas" o meu voto, afinal, andamos a votar para quê? Para fingir que temos algum voto na matéria? Não havia mais ninguém do PS? Usar e deitar fora quando já está no papo? Curiosamente, ele acabou por lá deixar alguém em quem eu nunca votaria mas, que já arranjou um fundo de dois milhões para os refugiados e "deitou para o lixo" a possibilidade da diminuição do IMI para famílias com filhos.
    Depois de ter criado várias taxas novas, nas contas da água e, ter tido que incluir, diluída na conta da água, a Taxa de Esgotos que era paga anualmente, pensaríamos que até seria melhor assim, para não custar tanto a pagar anualmente, só que a Taxa não desaparece, por já a pagarmos em suaves prestações na conta da água, afinal, esse montante vai continuar a ser pago mas com Outro Nome, agora passa a chamar-se Taxa de Proteção Civil.
    Quanto ao fundo de refugiados, vão começar a alugar casas no mercado livre da Região de Lisboa, aí, gostava muito que ainda houvesse jornalistas de investigação porque, esses futuros senhorios de refugiados, pagos com o (nosso) dinheiro da Câmara, serão amigos e apoiantes do PS?
    Garanto que se fosse António Seguro continuaria a votar PS mas esta avidez, de uma antiga parte do PS, para se agarrar ao Poder, só me cheira a esturro e, definitivamente, quem "crava uma faca nas costas" de um colega de Partido... aqui serve o velho ditado popular... "Nunca te esqueças que nas costas dos outros podes ver as tuas" e, as minhas, até já sentiram "uns arranhões" que me chegaram à altura dos bolsos e, como deixou substituto, estão para ficar e durar. Quem se safou desta, souber o que se passa por aqui, até pode votar nele... se acreditar que o dinheiro cai do céu... porque, como ele também disse... é muito bonito, mas...
    Quanto aos impostos escondidos, há quem os sinta como eu:
    http://economico.sapo.pt/noticias/os-impostos-escondidos-de-antonio-costa-em-lisboa_229750.html
    LINK
    Isa

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    1. Isa,
      António Costa, um destes dias, deixou fugir a boca e entrou em contradição (quem não tiver telhados de vidro que atire a primeira pedra).
      Dizia ele que, nos vários mandatos que teve em Lisboa, foi quando esteve em minoria que mais consensos conseguiu alcançar.
      Esqueceu-se de dizer porquê.
      Se foi porque a oposição estava mais disposta a dialogar ou se seria ele próprio (eventualmente até os dois lados).
      A necessidade de diálogo, de conseguir compromissos, não faz mal a ninguém.
      Já o quero, posso, faço, mando, que anda associado às maiorias, é muito pouco aconselhável (estou a ser português suave).
      Apareça e comente sempre por favor.

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    2. De vez em quando comento mas, não servirá de muito, podemos lutar contra muita coisa... mas, contra a ignorância é uma batalha perdida. Um comentário como o que deixei anteriormente, há blogues que nem o publicam... um péssimo sinal dos tempos que correm...
      Como dizia Albert Einstein: "Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I´m not sure about the universe"
      Concordo que somos todos ignorantes mas, tal e qual como nas religiões que não têm nada de mal, o problema está sempre nos fundamentalistas espalhados por todo o lado... e, os ignorantes fundamentalistas são o "caviar" dos que, simplesmente, têm como prioridade os interesses pessoais.
      Há muito que perdemos a soberania, os políticos pouco podem fazer quando já, à descarada, há alguém que ameaça cortar subsídios aos países que não recebam refugiados. A UE foi criada para servir quem controla o Dinheiro, Merkel e Schäuble são, entre muitos, apenas "testas de ferro" . Nada acontece por acaso e nunca esquecer a frase "Give me control of a Nation`s Money supply and I care not who makes´it´s laws". Ele e os seus cinco filhos, até hoje, têm "levado a água ao seu moinho".
      Se numa entrevista, um eurodeputado alemão não consegue compreender a política económica "suicida" do governo alemão, na questão dos migrantes e, ainda hoje ouvi num canal estrangeiro, duas "personalidades" da UE dizerem que, o dinheiro não chega e, também, vai ter que sair do orçamento dos países europeus, primeiro era aceitar quotas, agora é espremer os contribuintes europeus portanto, se não juntarmos todas as peças do puzzle, nunca se poderá compreender a verdadeira finalidade do presente "programa".
      Internamente, sem a possibilidade de acordos, à medida que o tempo vá passando, mais à mercê estaremos da desgraça total porque, lhe garanto, isto vai mesmo piorar.
      Outra coisa lhe digo, o tal 1% que controla tudo, tem feito exatamente o que estava previsto:
      Controlar o maior número possível de países. Como?
      Como dizia Benjamim Franklin:"When you run in debt; you give to another power over your liberty" Todos os países europeus estão com dívida até "ao pescoço". Os Bancos alemães têm três vezes o valor do PIB anual alemão, em papeis... de dívida europeia que valem mais do que o dinheiro investido porque a liberdade não tem preço e os países venderam-na baratinha, bastou entregar "os galinheiros às raposas"
      O 1% está, apenas, a ajudar e a apostar nos que, daqui a poucos anos, farão as leis na Europa, uma informação que já têm desde 2007. Uma verdade escondida à vista de todos e que, pode ser confirmada com números.
      Para se conseguir perceber, minimamente, o que se está a passar a nível global (seja económica ou políticamente) é preciso seguir, informação de vários países, em que, quase todos mentem nalguma coisa mas, deixam escapar outras tantas. Nunca desprezando a informação vinda dos whistleblowers e, de todas as maneiras, tentar confirmar todos os factos, uma tarefa difícil comparada com a comodidade de "comer notícias pré-mastigadas" resumidas, curtas ou que nos queiram pôr na "ementa".
      Aquela da "curiosidade matou o gato" pois a minha, já "matou" o meu computador três vezes... ficou com o disco limpinho... passei a imprimir as informações obtidas e a não guardar nada em discos rígidos ;) Sabe que mais? Quanto mais sei, mais gostaria de me contentar em "navegar nas águas tépidas das superficialidades", um maldito feitio que toda a vida só me deu problemas e muitas chatices, muito antes de haver computadores e, agora, com tanta informação disponível... é uma tentação irresistível... procurar "o trigo no meio de tanto joio" pode tornar-se um autêntico vício ;)
      Isa

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    3. São muito poucos os comentários que não publico, Isa (Spam, ofensas a mim ou a terceiros, comentários racistas ou xenófobos...).

      A adesão à UE implicava forçosamente a perca de parte da soberania no modelo clássico a favor de uma entidade supranacional.
      Os Estados tinham, ou deviam ter, consciência desse facto quando aderiram.
      O problema é que a actual UE está muito longe do que foi sonhado pelos seus fundadores.
      E com uma ausência de lideranças impressionante.
      Sou um europeísta convicto.
      Mas não gosto nada desta UE que perde tempo e gasta uma quantidade brutal de recursos, humanos e financeiros, para decidir que qual é o tamanho das azeitonas.
      Mas que não se consegue entender acerca de uma política de segurança e defesa comum, políticas de asilo, de acolhimento de quem a procura.

      Quando leio o que escreve acerca do 1% que tudo controla lembro-me do grande George Carlin.
      Que dizia exactamente o mesmo há já muitos anos.

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  4. Não sendo eu um admirador de Cavaco (muito longe disso) devo dizer que prezo as maiorias absolutas (as relativas num país como o nosso não funcionam) por uma questão estabilidade governativa e cumprimento de um programa de governo.

    Os consensos são impossíveis de alcançar quando do outro lado o interlocutor é autista, autoritário e pouco democrático, Pedro, e olhe que, infelizmente, eu sei do que estou a falar.

    Foi em tempos de maioria que, ao contrário do que o meu amigo diz, se conseguiram maiores progressos para o nosso País.

    Aquele abraço, Pedro, e desde já digo que pior que uma maioria é governa em minoria e de forma leviana (veja-se o último (des)Governo Socrático) .

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    1. Ricardo,
      As nossas experiências com maiorias funcionaram bem?
      Não estamos de acordo, caro amigo.
      Não lhe passa pela cabeça os abusos a que assisti em primeira fila nos tempos em que as figurinhas que sempre aparecem associadas a essas maiorias faziam o que lhes apetecia.
      Só há uma palavra que bem exprime esses tempos - desbunda!
      Aquele abraço

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    2. Cada um fala consoante a realidade que vive, Pedro.

      Aquele abraço.

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    3. Nem mais, Ricardo.
      Fiquei vacinado com o que vi e ouvi!
      Aquele abraço

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    4. Faço minhas as sua palavras Ricardo Meneses.

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    5. Queria acrescentar que o problema não são as maiorias. Afinal de contas os governos dos países mais avançados do mundo, são sempre de maioria (por ex. EUA, Alemanha, Reino Unido e França). O problema é quem está à frente dessas maiorias, se for competente e idóneo, a maioria será a melhor condição para governar. Se não for, tanto faz ter a maioria, ou não.

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  5. Estou contigo amigo: não sou pelas maiorias que mais tarde ou mais cedo têm tendências pouco razoáveis (numa adjectivação "soft").
    Mas pior é a mediocridade, a irresponsabilidade e a incompetência que normalmente andam de mão dada com os apadrinhamentos de primos e amigos.
    Assim, maiorias ou minorias tornam-se irrelevantes.

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    1. Kok,
      Foram dando para tudo.
      Vi cada coisa!!!
      Conversem e entendam-se.
      Não faz mal nenhum e evita abusos.
      Aquele abraço

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  6. As maiorias são confortáveis, não mais que isso.
    Julgar que uma maioria, mesmo que absoluta, seja a cura para todos os males, é errado.
    Os consensos fazem falta, sem dúvida. Assim haja quem os queira fazer. E é aqui que a porca torce o rabo.
    Um abraço

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    1. O conforto é que é o problema, António.
      Porque conduz ao abuso, ao desmando, à prepotência.
      Aprendi com os asiáticos que a busca de consensos não faz mal a ninguém.
      Até obriga a que haja mais gente envolvida na tomada de decisão, consequentemente, maior responsabilização e menos apontar de dedos ao vizinho.
      Aquele abraço

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  7. Se nenhum português fosse votar, então é que era uma maioria absoluta.

    Ou se todos os portugueses votassem em branco como o nosso Nobel da Literatura pediu noutros tempos.

    Caso o Coelho ou o Costa consigam uma maioria absoluta, então é que é uma surpresa absoluta.

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    1. A abstenção é que costuma ficar em percentagens muito próximas da maioria absoluta, ematejoca.

      Não sei o que está a acontecer na Alemanha com os portugueses que aí vivem.
      Aqui, os boletins de voto chegaram tarde e a más horas (os que chegaram) e os envelopes tinham um "pequeno" problema - esqueceram no destinatário a referência a Portugal!!!
      Depois acham estranho que as pessoas revelem desinteresse pela votação!!

      Não acredito que a coligação ou o PS consigam maioria absoluta.
      Isso sim seria uma enorme SURPRESA!!
      Como tal, queiram ou não, entendam-se depois das eleições!

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  8. Com os actuais interlocutores é extremamente difícil chegar a consensos e o mais provável é que tudo fique na mesma e o país imobilizado, Pedro, quando há necessidade absoluta de alterar coisas para o longo prazo e antes que seja tarde demais !
    Tal é o caso, por ex, da "Revisão da Segurança Social" e das futuras reformas ou pensões, mas não só ! Há muita coisa a alterar !!!
    Não houve entendimento (nem sequer vontade) até agora e não prevejo que o haja no futuro !
    Aliás, o que eu vejo, é que "quanto pior melhor", para se colher dividendos da paralização ou da inacção governativa por impossibilidade de consensos !
    Como já disse, isso acontecia habitualmente com o PCP e com o BE, que são partidos sem vocação de governo, mas antes do "contra tudo e todos".
    O que acontece é que, agora, se lhes juntou o PS . Um partido que só pensa em si próprio e se está nas tintas para o "Sentido de Estado" !
    Recordemos-nos que durante estes 4 anos não deu um único passo nesse sentido !
    Se ganharem sem maioria absoluta, com quem vão fazer consensos, se não conseguem entender-se á esquerda nem à direita ?! ...

    Não gostando eu também de maiorias absolutas, acho que com os actuais lideres partidários (com Seguro, seria bem diferente), ela se exige, sob pena de o futuro do país ficar hipotecado e abandonado ! ... e quanto mais tarde, pior !
    Nesse aspecto, concordo com o Presidente da República !

    Nós não queremos que ganhe A ou B, queremos é que eles se entendam !!!

    "Lá fora", no dia seguinte às eleições os perdedores colocam-se ao lado do vencedor para colaborar, enquanto que por cá, nesse mesmo dia seguinte, começa a campanha para derrubar o governo eleito democraticamente !

    Abraço, Pedro !

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    1. Rui,
      Dizia-se exactamente o mesmo quando Seguro presidia ao PS.
      Entre ele a a coligação não poderia haver entendimentos.

      Deixa passar a campanha eleitoral, os excessos próprios deste período, e vai ver se não há entendimentos.
      A necessidade aguça o engenho.
      E quando forem confrontados com a dura realidade acredito que se entendam.
      Porque têm que se entender!

      Aquele abraço

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  9. As maiorias deixam governar e dão estabilidade política ao país, em minha opinião.
    Pois, o PCP e o BE não podem, sequer, "balbuciar" tal palavra, qto mais desejá-la.
    Cada um tem de viver e se defender com aquilo k tem, pouco ou muito.

    E amanhã, já estamos em véspera de fim de semana. Aproveite-o, Pedro!

    Beijo.

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    1. CÉU,
      As maiorias podem dar estabilidade.
      Mas, quantas vezes, não é aquilo que se qualifica como paz podre.
      Estabilidade que gera abusos, prepotência.
      Vamos experimentar uma solução em minoria?
      Como dizia Deng Xiaoping, vamos abrir as janelas e deixar entrar ar.
      Mesmo que entrem também algumas moscas.

      O fds vai ser grande (segunda é feriado) e a próxima semana é curta (quinta e sexta são feriados também).

      Beijo

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  10. ~~~
    ~ Tudo leva a crer que não haverá maioria...

    ~ Poderá acontecer que a Catarina venha a entender-se com o António,
    o que seria interessante presenciar...

    ~~~ Beijinhos. ~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. Mas isso ainda me assustas mais, Majo.
      Maiorias de um só partido, ou coligação, dão origem a prepotência.
      Maiorias artificiais, construídas entre quem tem ideias tão diferentes, seria um desastre!

      O "centrão" é que tem que se entender.
      E esse entendimento não passa pela criação artificial de maiorias parlamentares.
      Diálogo, negociação, busca de pontos de entendimento, de consenso.

      Beijinhos

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  11. Se eles se interessassem verdadeiramente nos interesses de todos...
    Tenho muita dificuldade em acreditar nas suas boas intenções, sejam eles de direita, esquerda ou centro.
    É dificil votar no meu estado de alma, mas sosseguem que votarei!
    bjs

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    1. O descrédito da classe política estará no seu ponto mais alto, papoila.
      E não é só em Portugal.
      Está na hora de essa classe política fazer algo para mudar esse estado de alma das pessoas.
      Os entendimentos pós-eleitorais a que faço referência seriam um bom começo.
      Bjs

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  12. Em teoria concordo, na prática receio que não funcione por não serem capazes ou não quererem chegar depois a consensos...

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    1. Repito o que já comentei acima, Gábi - a necessidade aguça o engenho.
      Nesta fase é natural que digam que nunca haveria possibilidade de se entenderem.
      Está a imaginar um dos partidos que pode formar governo a fazer uma campanha do género "se não votarem em nós também não há problema que depois das eleições vamos todos conversar e chegar a acordo"???

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    2. «se não votarem em nós também não há problema que depois das eleições vamos todos conversar e chegar a acordo"??? »

      O Passos Coelho há dias disse que viabilizava um governo minoritário do PS. O António Costa recusou premptoriamente tal coisa, caso fosse a coligação ganhar em minoria.
      Por isso tendo em conta esta postura dos dois, eu e muitos portugueses vamos tirar as devidas ilações.

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  13. A maioria pode, e tem dado caso a abusos de poder. Mas quando ela não existe, também dificilmente se chega a consensos que permitam a governabilidade.
    É assim como preso por ter cão e preso por não ter.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Acredito que, confrontado com essa necessidade, os líderes dos principais partidos haviam de se entender, Elvira Carvalho

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