11 de agosto de 2015

Faça turismo onde nós queremos


Depois de ter tomado conhecimento na imprensa escrita de ontem (Ponto Final) do "sucesso" que está a ter a iniciativa  da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), denominada "Sentir Macau passo-a-passo", dei comigo a pensar no que sentiria e faria se, numa visita a qualquer outro país ou cidade, me quisessem forçosamente levar para determinado(s) local(ais).
Compreendo a ideia da DST (descongestionar as zonas da cidade que estão hoje apinhadas de visitantes).
A intenção é boa, a maneira de a levar a cabo é desastrosa.
Não se mudam os hábitos e os gostos das pessoas por decreto.
Para que esta iniciativa, e outras semelhantes, possam ter algum sucesso, é necessário criar nos novos roteiros que são propostos aos visitantes uma dinâmica que incentive os mesmos a quererem ali passar algum do tempo que ficam em Macau.
Nem que seja com a deslocação para esses locais das célebres lojas very typical.
Boa vontade não chega.
São necessárias imaginação e atracções muito concretas.
Pretender levar os visitantes que Macau recebe para zonas onde não existe nada que motive a sua visita é uma utopia.
E resulta no ridículo de que o Ponto Final ontem dava conta - dois dias e nem um único visitante nesses roteiros alternativos.

19 comentários:

  1. bom dia Pedro,
    Macau parece tão pequeno, as visitas não devem demorar muito em locais onde não existam pontos "com interesse", penso que muito perto depressa ficarão os locais mais congestionados! não será?

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    1. Exactamente, Angela.
      Os visitantes vêm aqui para comprar uma porrinhas (bolinhos, medicamentos, leite em pó, jóias, relógios, roupas de marcas caras) e para jogar nos casinos.
      O modo de ser e de viver dos locais não lhes interessa rigorosamente nada!

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  2. Isso é quase como se eu fosse a Paris e me levassem para longe da Torre Eiffel, do Arco do Triunfo, do Sena.
    Um abraço

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  3. Mudar a dieta às pessoas é trabalho duro.
    Abraço.

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    1. Que não se leva a cabo por decreto ou com boas intenções, Agostinho.
      Aquele abraço

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  4. Pedro,
    Se os locais a visitar continuam a ter interesse não percebo como se conseguem descongestionar.
    Veja a imprensa portuguesa hoje se tiver oportunidade.
    Beijinhos. :))

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    1. O pior é que os locais que querem que sejam visitados não apresentam interesse nenhum, ana.
      Espreito a imprensa portuguesa todos os dias.
      Algum tópico a que deva dar mais atenção?
      Beijinhos

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  5. Nem sempre os meios justificam os fins, Pedro.
    Um abraço.

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    1. Nem sequer atingem os fins, António.
      Longe disso!
      Aquele abraço

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  6. Caro Amigo Pedro Coimbra.
    Tomo a liberdade de assinar embaixo teu irretocável comentário.
    Caloroso abraço.Saudações turísticas.
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver sem véus, sem ranços, com muita imaginação e com muito gozo.

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    1. Crónica de um desastre anunciado, podia ser este o título, Amigo João Paulo de Oliveira
      Aquele abraço

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  7. Oh, Pedro, desculpe lá, mas já me fartei de rir com essa iniciativa. Isso é o mesmo que achar que o Chiado tem turistas a mais e tentar encaminhá-los para vir ver o viaduto aqui em frente ao Fonte Nova... Que não tem interesse nenhum para turista ou sem ser turista, evidentemente!

    Mas pronto, mais a sério, exceto aquele período da adolescência em que se vai em excursões escolares, não sou nada de excursões: gosto de andar por onde bem me aprouver, com o devido cuidado, evidentemente. Para tanto, tento sempre informar-me sobre o local, se há zonas menos aconselháveis ou perigosas e por aí adiante. Este ano a minha irmã vai à Índia com umas amigas e já a avisei que não pode estender-se na praia de biquini, como o Carlos Barbosa de Oliveira contou num dos seus posts. Mesmo que a coisa tenha mudado um pouco, é sempre preferível acautelar... ;)

    Beijocas

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    1. Mas é algo de muito semelhante mesmo, Teté.
      Como é óbvio, está a dar barraca da grossa.

      Também recuso terminantemente a ideia de ir em excursões (Maria vai com as outras).
      Vou para onde quero, quando quero, como quero.
      Ou então nem sequer vou.

      Estava mesmo agora a comentar com as minhas colegas a forma como os indianos tratam as mulheres.
      Porque a empresa que nos transportava em Los Angeles era propriedade de indianos e só tinha condutores indianos.
      Sendo eu o único homem (era eu e mais cinco mulheres) eles só falavam comigo, só olhavam para mim.
      A minha mulher só no último dia, a caminho do aeroporto, é que percebeu a marosca :)))
      Atenção que esses tipos são loucos.
      E perigosos.
      Beijocas

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    2. Mas é algo de muito semelhante mesmo, Teté.
      Como é óbvio, está a dar barraca da grossa.

      Também recuso terminantemente a ideia de ir em excursões (Maria vai com as outras).
      Vou para onde quero, quando quero, como quero.
      Ou então nem sequer vou.

      Estava mesmo agora a comentar com as minhas colegas a forma como os indianos tratam as mulheres.
      Porque a empresa que nos transportava em Los Angeles era propriedade de indianos e só tinha condutores indianos.
      Sendo eu o único homem (era eu e mais cinco mulheres) eles só falavam comigo, só olhavam para mim.
      A minha mulher só no último dia, a caminho do aeroporto, é que percebeu a marosca :)))
      Atenção que esses tipos são loucos.
      E perigosos.
      Beijocas

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  8. Mas essa medida não tem pés nem cabeça, Pedro!

    Sugerir roteiros turisticos é uma coisa , 'obrigar' os turistas a andar só por onde eles querem é outra!
    O que vale é que ninguém deve aderir a essa campanha de acertar o passo pelo passo/passeio que eles querem!!! :))

    Beijinhos

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    1. Por isso é que o Ponto Final em dois dias não encontrou um único turista, Janita.
      Só dá para rir :))
      Beijinhos

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  9. Muito estranho que assim se pretenda resolver o problema do excesso de turistas em certos locais. Concordo plenamente com o texto, Pedro !
    Será que querem acabar com o Turismo ? ... Será esse o resultado ! :((

    Abraço !
    :)

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    1. A ideia é mesmo criar circuitos alternativos.
      Mas não é assim que isso se consegue, Rui.
      Será que lhes temos que fazer um desenho???
      Aquele abraço

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