11 de junho de 2015

Ausência dos conselheiros das comunidades nas cerimónias oficiais do 10 de Junho no Consulado Geral de Portugal em Macau


Declaração prévia - não sou, nem quero ser, exemplo para ninguém em muitos aspectos.
Um dos quais, sem sombra de dúvida, a comparência em cerimónias oficiais.
Posso ser exemplo de uma conduta a não seguir, acredito e aceito que o seja.
Isto porque confesso que fujo do "croquete e pastel de bacalhau" como Maomé do toucinho.
Mas eu, cidadão comum, posso ter essa atitude sem que me possa ser imputada qualquer consequência que não seja a crítica de terceiros ao meu comportamento.
Sticks and stones...
Já assim não é quando a condição de cidadão comum é conscientemente abandonada e a pessoa passa a ocupar cargos públicos, a dispor de um qualquer estatuto oficial.
Neste último caso há deveres, prerrogativas, que vêm associadas ao cargo que se ocupa.
O célebre noblesse oblige.
Numa época em que é indisfarçável a existência de um certo mal-estar entre uma boa fatia da comunidade portuguesa e os conselheiros das comunidades, a ausência destes nas cerimónias oficiais que tiveram ontem lugar nas instalações do Consulado Geral de Portugal em Macau, ainda para mais a coberto de desculpas de ocasião, foi um momento muito infeliz, representou uma clara falta de consideração para com as entidades oficiais presentes e as entidades organizadoras do evento.
Uma atitude feia, muito feia.

22 comentários:

  1. É lamentável que estas atitudes refractárias sucedam nas ocasiões de maior conspicuidade. Pareceu-me uma puerilidade com efeitos opostos à sua própria natureza...
    Assim não só deram um tiro no pé como puseram a comunidade numa posição risível.
    Aquele abraço, amigo.

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    1. Infelizmente tenho que concordar inteiramente com o comentário.
      Esta guerrinhas de alecrim e manjerona, nestas datas tão carregadas de simbolismo, não têm qualquer justicação.
      Aquele abraço

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  2. Há quem esteja em cargos públicos, por dedicação (acredito que muitos poucos) e outros que só estão pelo poder que o cargo confere (infelizmente a maioria).
    Um abraço e resto de boa semana

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    1. Infelizmente tenho que concordar totalmente, Elvira Carvalho.
      E o que eu gostava de discordar!!
      Um abraço, bom resto de semana também

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    1. Foi um gesto muito feio, Mor.
      Que fica muito mal à nossa comunidade.
      A presença dos conselheiros na residência consular não apaga de modo nenhum a ausência nas cerimónias protocolares.
      Pena que tivesse sido assim.
      Especialmente naquele dia e naquelas circunstâncias.

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  4. ~~~
    ~~ Falta
    de sentido de dever no serviço público.
    ~ Lamentável!
    ~ Deixámos-lhes uma enorme herança.

    ~~~ Beijinho. ~~~~~~~~~~~~~~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. Uma atitude incompreensível, Majo.
      Fica-nos mal a todos.
      Beijinhos, seja bem regressada

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  5. Uma falta de consideração, de facto.

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    1. No mínimo, Catarina.
      O cidadão comum Pedro Coimbra, avesso a estas cerimónias, pode fazer isto.
      Os conselheiros das comunidades, não.

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  6. Quando se aceita ser figura pública, aceitam-se as obrigações inerentes !

    Como muito bem diz e eu utilizo muitas vezes :"Noblesse, oblige!"

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    1. É um package, São
      Quem não percebe isso anda muito distraído

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  7. Parece que estamos todos de acordo, Pedro !
    Triste, ofensivo, quase inacreditável ! :((
    .

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  8. É uma enorme falta de respeito. Por mais divergências e divisões que existam entre as partes, um cargo público pressupõe certos deveres que desta vez não foram cumpridos. Um acto lamentável, sem dúvida.
    Abraço

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    1. Exactamente, Carpe Diem.
      Quem não quer aturar estas coisas faz como o Coimbra e mantém-se no doce anonimato
      Aquele abraço

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  9. Reduziram-nos à nossa insignificância.

    O poder económico fala sempre mais alto do que a educação e o nosso tempo passou.

    Somos pequeninos, desmerecedores de respeito ou considerações por quem pode.

    Sempre bom saber o que se passa a Oriente.

    Beijinhos

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    1. Pérola,
      Veio cá o Secretário de Estado da Justiça participar nas cerimónias.
      Imagine o que ele terá ficado a pensar de Macau....
      Beijinhos

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  10. Diz-se que as atitudes ficam com quem as pratica, é bem verdade! Acredito que estes conselheiros estarão mais preocupados com carreirismo do que cerimónias.

    Beijinho Pedro

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    1. O pior é que essa atitudes atingem terceiros, Adélia.
      Porque vai tudo parar ao mesmo saco.
      Beijinhos

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  11. Lamentável, Pedro!
    Por muito que custe estar presente em determinadas cerimónias, outras há em que todos os que ocupam cargos de responsabilidade, para com as comunidades que representam, não podem nem devem fugir a essa obrigação!
    A falta de hombridade foi notória e, de certo modo, humilhante para todos os presentes.

    Enfim...falta de Atitude e noção de Dever.

    Beijinhos

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