30 de maio de 2014

O Alentejo que eu amo


Em noite de feroz inspiração, o poeta foi passear pelo campo e, topando com um alentejano que contemplava o luar, disse-lhe:
 - És um amante do belo! Acaso já viste também os róseos-dourados dedos da aurora tecendo uma fímbria de luz pelo nascente, ou as sulfurosas ilhotas de sanguíneo vermelho pairando sobre um lago de fogo a esbrasear-se no poente, ou as nuvens como farrapos de brancura obumbrando a lua, que flutua
esquiva, sobre um céu soturno?

- Ultimamente, não!... respondeu o alentejano pasmado. Faz um ano que não
me meto nos copos!! 

BOM FIM-DE-SEMANA!
(Segunda-feira não há blogue - Barcos Dragão)

Barbearia na cidade invicta


Um Benfiquista e um Portista foram parar à mesma barbearia. 
Enquanto estavam a ser atendidos, não se trocou uma única palavra. 
Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa pois poderia descambar em discussão... 
Terminaram a barba aos seus clientes mais ou menos ao mesmo tempo. 
O barbeiro que tinha o Portista na sua cadeira estendeu o braço para pegar o frasco do after-shave e foi prontamente interrompido pelo seu cliente: 
- Não carago, num quero! A minha mulher bai sentir esse cheiro e pensar que eu estive numa casa de putas. 
O outro barbeiro virou-se para o Benfiquista e indagou: 
- E o senhor? 
O Benfiquista respondeu: 
- Ponha bastante! A minha mulher nunca lá esteve, por isso não conhece o cheiro... 
E assim começou o maior arraial de porrada jamais visto numa barbearia!

O menino Suzuki (actualizado)



No primeiro dia de aulas, numa escola secundária dos EUA, a professora apresentou aos alunos um
novo colega, Sakiro Suzuki, vindo do Japão.

A aula começa e a professora diz: Vamos ver quem conhece a história americana.

Quem disse: Dê-me a liberdade ou a morte?

Silêncio total na sala. Apenas Suzuki levanta a mão: - Patrick Henry em 1775, em Filadélfia.

Muito bem, Suzuki.  E quem disse: - O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se?

Suzuki: - Abraham Lincoln, em 1863, em Washington.

A professora olha os alunos e diz:

- Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana do que vocês!
Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo: - Japonês filho da puta!

- Quem foi? - grita a professora
Suzuki levanta a mão e, sem esperar, responde: General McArthur, em 1941, em Pearl Halbour.

A turma fica super silenciosa... apenas se ouve do fundo da sala:
- Acho  que vou vomitar.
A professora grita: - Quem foi? E Suzuki: - George Bush Pai, ao Primeiro-Ministro Tanaka,
durante um almoço em Tóquio, em 1991.

Um dos alunos diz: - Chupa o meu pau!

E a professora, irritada: - Acabou-se! Quem foi agora?
E Suzuki, sem hesitações: - Bill Clinton a Mónica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, 1997.

E outro aluno diz ao fundo: - Suzuki de merda!
E Suzuki responde: - Valentino Rossi, no Grande Prémio do Brasil de Moto GP, no Rio de Janeiro, em 2002.

A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta abre-se e entra o director, que diz:
- Que merda é esta? Nunca vi uma confusão deste tamanho!

E Suzuki, bem alto: -ANGELA MERKEL para PEDRO PASSOS COELHO ao tomar conhecimento do Orçamento do Estado Português para 2014!

29 de maio de 2014

Costa Concordia?


O trocadilho é fácil e imediatista - quando, na sequência da vitória nas eleições no último domingo,  o PS devia navegar em águas calmas, em velocidade e modo de cruzeiro, o barco começa a meter água.
Mas, ao contrário do que aconteceu com o Costa Concordia, no caso do PS o capitão recusa abandonar o leme.
Mesmo quando acossado dentro do próprio navio, ameaçado de motim, como já se antevia perante tão inexpressiva e insignificante vitória, António José Seguro faz finca pé e deixa bem claro que, se os amotinados, com António Costa à cabeça, quiserem tomar de assalto o navio, vão ter que o fazer à força e contar com a sua forte oposição.
Curiosamente, acho que esta é a tomada de posição mais firme que vejo a António José Seguro desde que passou a dirigir o partido.
António Costa e os seus apoiantes, frios, calculistas, esperaram até ver as primeiras águas invadirem a sala das máquinas para imediatamente tentarem tomar de assalto o posto de comando do navio.
E, quando podia haver festa a bordo, o que se assiste agora é a uma enorme confusão, a uma tentativa declarada de motim.
Confusão e motim que, a jusante, deixam a navegar à bolina, longe da vista e da linha de costa, quem agora se previa estar a enfrentar uma séria tormenta.

Papa admite que celibato não é dogma na Igreja Católica (por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral, DN)


O papa Francisco afirmou na segunda-feira que o celibato não é um "dogma de fé" na Igreja Católica, que há sacerdotes casados nos ritos orientais e que "a porta está sempre aberta" para tratar o tema.

As declarações foram recolhidas pela agência noticiosa italiana Ansa, durante o voo de regresso a Roma, desde Israel.

"O celibato não é um dogma de fé, é uma regra de vida, que aprecio muito e creio que é uma oferta à Igreja", disse.

A afirmação do papa Bergoglio foi feita dias depois de se conhecer uma carta a solicitar uma revisão da disciplina do celibato, escrita por um grupo de 26 mulheres, que vivem ou viveram uma relação com um sacerdote e que pretendem fazê-lo ás claras.

Até hoje, a Santa Sé não tinha feito qualquer comentário sobre esta carta.

Na Igreja Católica de rito latino, o celibato eclesiástico, isto é, a renúncia ao matrimónio, e a promessa de castidade, são uma obrigação para os sacerdotes desde o II Concílio de Letrán, em 1139.

Ao contrário, nas igrejas católicas de rito oriental esta obrigação não se verifica.

28 de maio de 2014

Mudança de paradigma


Vale a pena ler com atenção a última quadra do poema de António Aleixo que hoje publico:

"Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba."

E vale a pena fazer a ligação da mesma com as manifestações que reuniram milhares de pessoas, na sua esmagadora maioria jovens, nas ruas de Macau no passado domingo e ontem.
Querer reduzir a dimensão, o impacto e a génese desses protestos, a uma reacção epidérmica a um projecto de lei, configura um exercício de puro autismo político.
O projecto de lei que deu o mote a estas manifestações foi apenas o rastilho que fez detonar o barril de pólvora do descontentamento de uma classe média cada vez mais consciente dos seus direitos e do seu poder.
Não sei se a actual elite governante alguma vez desfrutou do tradicional estado de graça que tradicionalmente abençoa  quem aparece de novo.
Uma equipa governativa sem novidades, desgastada na imagem pelos problemas que ensombraram o mandato do segundo Executivo da RAEM, entrou neste primeiro mandato de Chui Sai On sem esse élan que resulta do benefício da dúvida que é dado a quem chega de novo.
Se esse estado de graça, esse benefício da dúvida, alguma vez existiu, e creio que não, há muito que se esgotou.
Sente-se no dia a dia da cidade, viu-se claramente na dimensão dos protestos destes últimos dias.
Fica a curiosidade de ver como vão reagir as elites que tradicionalmente detêm o Poder em Macau, habituadas a tudo fazer sem sofrer qualquer contestação, a este fenómeno completamente novo.
Chui Sai On caminha indubitavelmente para um segundo mandato como Chefe do Executivo.
Mas terá que ser capaz de um golpe de asa muito significativo (será?!)  para fazer reverter o crescente descontentamento que se sente na sociedade.
Descontentamento que, de certeza, também já terá chegado, e também já se fará sentir, ainda que a outro nível, em Pequim.

ALEIXO SEMPRE ACTUAL


Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.

Não me deem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.

António Aleixo

27 de maio de 2014

Tramado!


Lam Heong Sang é vice-presidente da Assembleia Legislativa de Macau.
Fruto da tradicional rotatividade entre associações (Operários e Moradores) na vice-presidência do órgão legislativo, Lam Heong Sang passou a ocupar o cargo sem que nada tivesse feito, nem especial aptidão lhe fosse reconhecida, para tal.
Enquanto esteve na sombra de Ho Iat Seng, Lam Heong Sang passou, como sempre, despercebido.
Quando foi obrigado a mostrar-se, deu provas da sua total incapacidade para ocupar o cargo que ocupa.
A forma desabrida, arrogante, mal educada, como reagiu às perguntas de um jornalista que o interpelou, mostram à saciedade que Lam Heong Sang nunca ouviu um ilustre macaense, antigo presidente da Assembleia Legislativa, dizer que "até na merda há que ter dignidade".
Dignidade, um vocábulo que parece não fazer parte do exercício político de Lam Heong Sang.
Não era o jornalista que o estava a tramar como afirmou, delirante, o vice-presidente da Assembleia Legislativa.
Lam Heong Sang está tramado há já algum tempo.
Mais concretamente, desde o dia em que aceitou ocupar um cargo para o qual não estava minimamente preparado.

Observe com atenção


O papagaio é na realidade uma mulher que posou para Johannes Stötter.

O artista  passou semanas planejando a transformação.

Repare que uma das pernas da mulher formou a cauda da ave e, a outra, uma asa.


Um braço da modelo originou a cabeça e o bico.

26 de maio de 2014

Spielberg e o chinês


Um chinês entra num bar em NY e quando vê o Steven Spielberg, pensa: 
- Olha o Spielberg! Gostava de o conhecer... 
No entanto, quando o conhecido realizador de cinema passa por ele, espeta-lhe um valente murro na tromba... Sem mais nem menos! 
- Então?!? Mas que merda é essa? - pergunta o chinês. 
- Vocês, japoneses, mataram o meu avô quando bombardearam Pearl Harbour, responde o Spielberg. 
- Mas eu nem sequer sou japonês. Sou chinês! 
- Chineses, tailandeses, japoneses... para mim é tudo a mesma merda! 
O Spielberg já se ia embora quando o chinês se chega ao pé dele e dá-lhe com uma cadeira nos cornos. 
- Então?!? Que porra é essa? - Pergunta o Spielberg. 
- Estúpido americano! Tu mataste a minha avó quando afundaste o Titanic! 
- Mas eu não afundei o Titanic. Foi um iceberg! 
- Iceberg, Carlsberg, Spielberg... para mim é tudo a mesma merda!

BOA SEMANA!

Dona de Cabaré processa Igreja no Ceará


Em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza, Tarcilia Bezerra começou a construção de um anexo do seu cabaré, a fim de aumentar suas "actividades", em constante crescimento.
Em resposta, a igreja neopentecostal da localidade, iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão, com sessões de oração, no seu templo, de manhã, à tarde e à noite.
Os trabalhos de construção e reforma progrediram até uma semana antes da reabertura, quando um raio atingiu o cabaré de Tarcilia, queimando instalações eléctricas e provocando um incêndio que destruiu tudo.
Tarcilia processou a igreja, o pastor e toda a congregação, com o fundamento de que a Igreja "foi a responsável pelo fim de seu prédio e do seu negócio, seja através de acções ou meios de intervenção divina, directa ou indirecta."
Na sua resposta à acção, os demandados, designadamente a igreja, negaram veemente toda e qualquer responsabilidade ou ligação das suas orações com o fim do cabaré.
O juiz, veterano, leu a reclamação da autora e a resposta dos réus e, ao iniciar a audiência, comentou:

-"Não sei como vou decidir neste caso, porquanto pelo que li até agora, tem-se:
- uma proprietária de puteiro que acredita firmemente no poder das orações;
- e uma igreja inteira que pensa que as orações não valem nada".

A Arlete


ARLETE, juntamente com o marido, estavam na estrada viajando.
Ele então pede para ARLETE pegar o volante pra poder descansar um pouco, esticar as pernas.
O marido de repente vira-se e diz :
- Eu quero o divórcio ARLETE..
Estou tendo um caso com sua melhor amiga, ela é muito mais jovem, bonita e melhor na cama do que você. Resolvi lhe largar e ficar definitivamente com ela.
A ARLETE ficou branca, ajeitou a camiseta já meio surradinha, tamanho G, e não disse nada, mas começa a acelerar o carro até os 80 Km/h.
O marido continua:
- E eu vou ficar com a fazenda, com a guarda das crianças e com os cartões de crédito. 
E nada de pedir pensão. Você é professora, funcionária do estado, e pode dar mais aulas particulares se quiser.
ARLETE continua calada e acelera até 90 Km/h. 
E ele continua:
- E quero ficar com a casa de praia e também as joias…
Ela chega a 100 Km/h ainda sem dizer nada.
Ele vai em frente e diz:
- O título do clube, o dinheiro dos investimentos e também o carro novo que lhe dei!
110Km/h, 120 km/h…
Como ela ainda não falava nada ele ironicamente pergunta:
- E você? Não vai dizer nada?
ARLETE, paraibana nascida em Cajazeiras,triste, humilhada, finalmente responde enquanto o carro vai chegando perto dos 140 km/h:
- Não, não quero nada. Tenho tudo que eu preciso…
E o que eu tenho, sei que você NÃO tem...
Ele dá uma risadinha, debochada, olha pra ela e pergunta:
- É mesmo? E o que é que você tem que eu não tenho?
ARLETE dá um sorriso, aponta o carro para uma árvore e responde:
- Airbag !!!

24 de maio de 2014

Espero estar de volta na próxima segunda-feira

Apanhei um susto.
Ainda não estou completamente recuperado, mas espero estar a caminho disso.
A PDI é um problema :))
Agradeço o vosso cuidado, as vossas mensagens.
Abreijos 

18 de maio de 2014

Ausência justificada

Peço desculpa por não andar a responder aos vossos comentários mas o estado de saúde não mo permite.
Melhores dias virão.
Até lá, os habituais abreijos

14 de maio de 2014

Pré-convocatória com algumas surpresas



Paulo Bento divulgou os nomes dos 30 jogadores pré-convocados para o Mundial de Futebol que se disputa a partir do próximo mês no Brasil.
Como acontece com todas as opções, a polémica instalou-se logo que foram conhecidos os nomes desta primeira escolha de Paulo Bento.
Não tanto por se tentar adivinhar quem estará efectivamente presente na convocatória final (os 23 magníficos) mas muito mais por se saber quem não estará efectivamente presente na competição.
Nesse aspecto, as ausências de Cedric e Adrien Silva são as mais polémicas.
Os dois jogadores fizeram uma época excelente no clube, contribuíram em grande medida para que o Sporting fizesse a melhor época desde há já muitos anos.
Deixá-los de fora deste pré-convocatória é efectivamente surpreendente.
Já não tanto assim com Danny.
O jogador do Zenit teve uma atitude que Paulo Bento não admite e não perdoa - não jogar contra Israel, porque supostamente estava lesionado, e aparecer poucos dias depois a jogar pelo clube, terá sido o momento que marcou o fim do relacionamento de Paulo Bento com o jogador.
Já a ausência de Tiago não me parece minimamente polémica.
Tiago renunciou voluntariamente a representar a Selecção (uma atitude que condeno vivamente a qualquer jogador); toda a campanha de apuramento para o Mundial foi feita sem o contributo do jogador do Atlético de Madrid; em nome de uma época muito boa, o seleccionador devia agora pedir a Tiago para reconsiderar a sua posição?! Claro que não!
Estão aí os nomes dos 30 pré-convocados.
Olhando para esses nomes, nem me parece muito complicado tentar adivinhar quais serão os 23 (as dúvidas prendem-se com a condição física de alguns jogadores) que estarão no Brasil.

Lista de 30 nomes:

Guarda-redes - Anthony Lopes (Lyon), Beto (Sevilha), Eduardo (Sp. Braga) e Rui Patrício (Sporting); 

Defesas - André Almeida (Benfica), Antunes (Málaga), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valência), Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid), Ricardo Costa (Valência) e Rolando (Inter); 

Médios - André Gomes (Benfica), João Mário (Vitória Setúbal), João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting); 

Avançados - Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Éder (Sp. Braga), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Ivan Cavaleiro (Benfica), Nani (Manchester United), Rafa (SC Braga), Ricardo Quaresma (FC Porto), Varela (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburgo).


Quando o exemplo vem de cima (Joaquim Franco)


Depois de uma década de pressão, cercada pelos casos de pedofilia, pelas revelações do Vatileaks – escândalo que deu a conhecer guerras palacianas pelo poder, contas mal explicadas no Banco do Vaticano e um alegado escândalo sexual com clérigos ligados à cúria –, depois da resignação de um Papa que denunciou divisões na hora da saída, a Igreja conhece um líder «messiânico». Não no sentido teológico do termo, é evidente.
 
Tal era a expectativa geral e o quase desespero entre católicos. Exemplo e palavra(s) de Bergoglio calçam como luva nas «esperas» deste tempo. Marcelo Barros, ecologista e teólogo – sobrevivente da Teologia da Libertação –, adianta que até os cardeais eleitores, que mais entusiasticamente votaram nele, estão "surpreendidos".
 
O «messianismo» de Bergoglio também encaixa – mas ultrapassará... – no modelo de Inácio Ramonet (Tirania da Comunicação, 1999, Campo das Letras), que desenvolveu a ideia de um “messianismo mediático” promovido intencionalmente pela(s) máquina(s) de marketing. A «imagem» é uma preocupação devidamente trabalhada na Santa Sé.

Depois de ser capa em revistas emblemáticas, pela primeira vez há um Papa que é motivo único e exclusivo para o lançamento de uma revista temática, uma espécie de publicação para fãs. Da noite para o dia surgiu numa parede de Roma um Papa «super-homem». A inesperada ousadia de um artista de graffiti retratou o «ícone» mediático que mais prevaleceu no primeiro ano de pontificado. Mas este «ícone» apressou-se a esclarecer que não se revê na euforia, eventualmente apenas na alegria.

Na primeira viagem ao estrangeiro, Francisco foi acolhido por milhões na praia de Copacabana onde apelou aos jovens cristãos para serem coerentes, visitou uma favela do Rio de Janeiro e lembrou que não há segurança sem atenuar as desigualdades sociais. Na exortação apostólica Evangelii Gaudium acusou o sistema capitalista de desenvolver uma economia que “mata” e denunciou os lucros “de poucos”, que “crescem exponencialmente”, enquanto “os da maioria se situam cada vez mais longe do bem-estar daquela minoria feliz”.

O que mais surpreende... é a surpresa com que o mundo – até os católicos – vai acolhendo estas palavras. Na verdade, Bergoglio apenas cede a voz e disponibiliza a atitude para «centrar» a mensagem. A documentação que sustenta a Doutrina Social da Igreja é fértil. Há dias, enquanto arrumava papeis, tropecei no texto de João Paulo II para o dia mundial da Paz de 1993. Lá relembrava o Papa Woityla, citando a encíclica Centesimus Annus, que “os bens da terra são destinados a toda a família humana e não podem ser reservados para uso exclusivo de poucos” e que os mecanismos económicos precisam das “correções necessárias que lhes permitam garantir uma mais justa e equitativa distribuição dos bens”. 

Nos primeiros dias enquanto Papa, Bergoglio fixou três ideias inquestionáveis no contexto da fé cristã: pobreza (prioridade para as periferias sociais e existenciais), inclusão (“a misericórdia é maior do que o preconceito”) e relação (a ternura na disponibilidade para o encontro, também com outros credos).

Sem perder tempo com manifestos de aniversário, Bergoglio deixou passar quase em branco o primeiro aniversário do pontificado e regressou de um retiro para insistir no discurso social. Recebeu em audiência os trabalhadores de uma fábrica italiana, recentemente comprada por um grupo alemão, e voltou a criticar um sistema económico "incapaz de criar postos de trabalho”, porque põe no centro “o ídolo dinheiro", que afeta "vários países europeus". "Criatividade e solidariedade", com um estilo de vida "mais sóbrio", sugere Bergoglio, que carrega a vivência do hemisfério sul, da periferia e dos extremos.

Esta oportuna obsessão pode ser dirigida à Igreja europeia, esmoler e pouco empreendedora. Vai valendo a ação de muitas instituições. Por cá, algumas Caritas, Misericórdias e outras IPSS's de e da Igreja, rompem a lógica assistencialista com projetos de (re)conversão social, capazes de repor a dignidade e agir politicamente onde a política «formal» não é capaz de chegar. Mas falta a correspondência de uma narrativa institucional clarificadora e denunciante. A hierarquia eclesiástica instalou-se. Receosa de ser confundida com as motivações sindicais ou partidárias – como se a política, em si, fosse um mal –, a Igreja vai oferecendo a resignação, a paciência e o céu, quando o evangelho é da terra, da denúncia e da ação.

Não é sério tomar a parte como o todo. Como não é justo que a maioria apague a exceção. E há exceções. Mas prevalece a timidez e extrema cautela nos discursos do episcopado. Os índices de pessimismo aliados aos últimos dados estatísticos sobre a pobreza em Portugal e à relação desta com o drama da natalidade, deviam soltar gritos dos altares para abanar seriamente as consciências. A Igreja “tem medo”, mudou o Credo, lamenta o bispo emérito de Setúbal Manuel Martins, agora é "creio na Santa Igreja católica, apostólica e... adormecida!" 

Num desconcertante improviso, Francisco desafiou os cristãos a implicarem-se na política, “uma das formas mais elevadas da caridade, porque procura o bem comum”. É fácil “atirar culpas” – constata –, mas o que fazem para mudar o estado da arte? – pergunta.

Mesmo não parecendo, a intervenção de um Papa, como a de qualquer protagonista institucional, é sempre política, externa e internamente. Francisco escapa no entanto aos padrões convencionais. Quando deseja “uma Igreja pobre e para os pobres” e cita o evangelho para questionar a praxis – “quem sou eu para julgar?” –, abre caminho a uma «revolução» que não é de «esquerda» nem de «direita», é herdeira de uma experiência genuína, de uma teologia ctónica e humana, marcada pela coerência, na ética e na moral da relação.

Por ser simples e direto, no equilíbrio entre a emoção e a razão, o papa Bergoglio surpreende e desinstala. O que não agrada a muita gente, sobretudo aos poderes que «reinam» no tempo e no templo. O “verdadeiro poder é o serviço”, diz, chocado com os clérigos que adquirem carros topo de gama. Metáfora? Para servir não é preciso viajar em primeira classe. E “há gente na Igreja que anda muito atenta para ver quando é que o Papa mete o pé na argola”, verifica o teólogo Henrique Pinto.

Tantas vezes indiferentes aos problemas concretos do povo, os púlpitos fazem eco de um escandaloso aconchego à rotina e ao vício do poder. Novidade? Não! É a Igreja e a circunstância. Foi assim ao longo da história, apesar das vozes proféticas nas bases de cada tempo, como a de Francisco, o de Assis. Acontece que, com Bergoglio, o exemplo vem agora de cima.  Uma tremenda ironia! Não estranhe se um dia destes aparecer uma «seita» contagiante, com muitos e novos fiéis. É a Igreja de Francisco, o de Buenos Aires. «Messiânico» em carne e osso, com virtudes e defeitos, e que não gosta de viver sozinho.

13 de maio de 2014

O exemplo Bill Clinton


Nos tempos conturbados da governação Geoge W. Bush, Bill Clinton, em entrevista a uma estação televisiva norte-americana, preocupou-se em deixar muito clara a distinção entre o cidadão e a figura de Estado.
George W. Bush, o cidadão, o político, estaria nos antípodas do que seriam os core values do cidadão Bill Clinton.
Mas, enquanto Chefe de Estado, contaria sempre com o apoio do cidadão Bill Clinton.
Não tendo qualquer ligação ao cidadão, muito menos ao político, Aníbal Cavaco Silva, espero que todos saibamos fazer a distinção que Bill Clinton tão sabiamente fazia.
E que, como tal, possamos fazer a nossa pequena parte para que a visita do Presidente da República Portuguesa à China (Macau incluído) seja um sucesso.


VIVER VALE A PENA (Joaquim Pessoa)






Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. 
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. 
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. 
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas.

12 de maio de 2014

Monólogo da vagina – bebedeira





Uma mulher bela e elegante sai de um bar com uma enorme bebedeira.

Caminha em direcção do seu automóvel, um BMW novíssimo e, com a chave, tenta abrir a porta mas o seu estado alcoólico não o permite. 

Quando se baixa um pouco para se aproximar da fechadura acaba por cair e ficar sentada de pernas abertas ao lado da porta. 

Desesperada com a situação, olha para baixo e reparando que não tem cuecas começa a falar com a sua própria vagina: 

- Tu pagaste o carro... tu pagaste as jóias... tu dás-me tanto dinheiro.... tu permites que escolha o homem que me apetecer... tu pagas a casa que comprei... tu... 

De repente começa a urinar-se e diz: 

- Não precisas de chorar que eu não estou zangada contigo!



BOA SEMANA!!

O filho dos gays



Dois homossexuais queriam ter um bebé. 

Arranjaram uma mulher hospedeira e inseminaram-na. Quando o bebé nasceu foram visitá-la ao hospital. 

Todos os bebés estavam chorando, menos um que estava numa boa. 

Emocionados os dois perguntaram à enfermeira se era o deles. "Por acaso é, mas não fiquem impressionados demais com a tranquilidade dele - se lhe tirar a chupeta do c*u chora que nem todos os outros!"

Odores


Conheceram-se. 
Casaram-se. 
Ela tinha um terrível mau hálito, ele transpirava horrivelmente dos pés. 
Aproximaram-se um do outro. 
Ela, encostando a boca o mais perto que podia do nariz dele, exclamou:
 - Querido, tenho uma coisa a confessar-te. 
Ele, sentindo o bafo fétido que aquelas palavras transportavam, aproveitou para retorquir: - 
Já sei. Engoliste as minhas peúgas!

9 de maio de 2014

Como mostrar e manter um certo nível de insanidade


1. Na sua hora de almoço, sente-se no seu carro estacionado, ponha os óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. 
Veja se eles diminuem a velocidade.·

2. Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer batatas fritas a acompanhar

3. Encoraje os seus colegas de gabinete a fazerem uma dança de cadeiras sincronizada consigo.

4. Coloque o seu recipiente do lixo sobre a mesa de trabalho e escreva nele, "Entrada de Documentos".

5. Desenvolva um estranho medo aos agrafadores.

6. Ponha café descafeinado na máquina de café, durante três semanas. 
Quando todos tiverem perdido o vício da cafeína, mude para café expresso.

7. No verso de todos os seus cheques, escreva, "referente a suborno".

8. Sempre que alguém lhe disser alguma coisa, responda, " isso é o que tu pensas ".

9. Termine todas as suas frases com, "de acordo com a profecia".

10. Ajuste o brilho do seu monitor para o ní­vel máximo, de forma a iluminar toda a área de trabalho. Insista com os outros de que gosta assim.

11. Não use pontuação nos seus textos.

12. Sempre que possível, salte em vez de andar.

13. Pergunte às pessoas de que sexos são. Ria, histericamente, depois de elas responderem.

14. Quando for à Ópera, cante com os actores.·

15. Vá a um recital de poesia e pergunte por que é que os poemas não rimam.

16. Descubra onde o seu chefe faz compras e compre exactamente as mesmas roupas. 
Use-as um dia depois do seu chefe as usar. 
Tem ainda mais impacto se o seu chefe for do sexo oposto.

17. Mande E-mail's para o resto da empresa, dizendo o que está a fazer em cada momento. 
Por exemplo: "Se precisarem de mim, estou na casa de banho". 

18. Coloque um mosquiteiro à volta da sua secretária e ponha um CD com sons da floresta, durante o dia inteiro.

19. Quando sair dinheiro da caixa Multibanco, grite.

20. Ao sair do jardim zoológico, corra na direcção do parque de  estacionamento, gritando, "Salve-se quem puder! Eles estão soltos!"

21. À hora do jantar, anuncie aos seus filhos: "devido à nossa situação económica, teremos de mandar embora um de vós" . 

22. Todas as vezes que vir uma vassoura, grite, "Amor, a tua mãe chegou!"

A seguir, a última forma de manter um nível saudável de insanidade:

23. Dê a conhecer este texto a todos os seus amigos, MESMO que eles já lhe tenham pedido para não lhes mandar mais merdas...

BOM FIM-DE-SEMANA!!

Não faça ecografias em Junho e Julho deste ano


Secretárias de direcção no Irão (humor negro)


8 de maio de 2014

A polémica das obras na residência consular


Há polémicas que confesso não conseguir perceber.
Precisamente o que acontece agora com a discussão que se gerou em volta das obras de conservação da residência consular de Portugal em Macau e o facto de terem sido inteiramente custeadas pelo empresário Ng Fok.
Ng Fok é, como bem salientou o cônsul de Portugal em Macau, um cidadão português.
Um cidadão português que inclusivamente mereceu que lhe fosse atribuído o título de Comendador pelo Estado português.
E que se disponibilizou para custear inteiramente as obras de conservação agora realizadas, no valor de dois milhões de patacas.
Fica, para memória futura, uma pequena placa na residência consular a marcar esse acto de boa vontade.
E ficam as obras realizadas, a residência consular de cara lavada, Ng Fok feliz por ver o seu nome associado às mesmas.
E fica ainda a iniciativa do Cônsul de Portugal em Macau que já deixou bem claro que não esgotou por aqui as suas ideias de procurar parcerias para poder gerir mais eficazmente o orçamento, apertado, do Consulado.
Conseguem explicar-me onde é que está o problema?

Fungagá da bicharada