3 de dezembro de 2014

PEDREIRO PORTUGUÊS (tenta não rir da desgraça alheia)


Após ler o relatório, a Seguradora pagou o seguro!
Abaixo está a explicação de um operário português, acidentado no trabalho, à Cia. Seguradora.
A Cia. de Seguros havia estranhado tantas fracturas em uma só pessoa, num mesmo acidente.
Curioso é o facto de se tratar de um caso verídico, cuja transcrição foi obtida por meio de cópia dos arquivos da Cia. Seguradora envolvida.
O caso foi julgado pelo Tribunal do Concelho de Cascais - Lisboa- Portugal.

À
Cia. Seguradora.
Exmos. Senhores,
Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço:
No quesito nº 3 da comunicação do sinistro mencionei:
'tentando fazer o trabalho sozinho' como causa do meu acidente.
Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada.
Espero sejam suficientes os seguintes detalhes:

Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de 6 (seis) andares. Ao terminar o meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de levá-los à mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um barril e com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-los até o térreo.
Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior.Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente. Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda ... Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade.
Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam, pois, explicadas as fracturas do crânio e das clavículas.Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda.
Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25 kg.
Como podem imaginar, comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora pois, o barril vinha a subir. Ficam explicadas as fracturas dos tornozelos e as lacerações das pernas. Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos em baixo, pois felizmente só fracturei três vértebras. No entanto, lamento informar que ainda houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos estava incapacitado de me levantar, porém pude finalmente soltar a corda.O problema é que o barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, fracturando-me as pernas. Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana.

Um abraço
(Omite-se o nome por razões mais do que óbvias!) 

8 comentários:

  1. ll: ((
    ~ ~ ~ ~ C O I T A D O ! ! ! ~ ~ ~ ~

    ~ ~ ~ Beijinho. ~ ~ ~

    Ps ~ Gabo a pachorra do autor.

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    Respostas
    1. Supostamente a missiva é verdadeira, Majo.
      Não tenho a certeza mas foi assim que a recebi.
      Com o nome do mártir.
      Que não divulgo porque já são demasiadas desgraças
      Beijinho

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  2. Esta já conhecia, só imaginar é terrível :)

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