28 de junho de 2013

O Clube de Nudismo


Um homem já de idade, entra para um clube de nudismo muito exclusivo.
No primeiro dia, ele despe-se e vai dar uma volta pelo clube para conhecer as instalações.
Uma linda lourinha passa por ele, roçando-o levemente, o que deu origem a que o homem tivesse uma erecção.
A mulher percebe a erecção e pergunta-lhe baixinho:
- Chamou por mim?
- Como?
- O senhor deve ser novo no clube. Eu explico-lhe: há uma regra aqui no clube que se você tiver uma erecção ao ver uma mulher, é o mesmo que estar a convidá-la para fazer sexo!
Sorrindo, ela leva-o para um local discreto, deita-se numa toalha, puxa-o para si e fazem sexo com muito entusiasmo.
Depois de terminado o acto, o homem feliz da vida continua a explorar as dependências do clube.
Entra na sauna e, ao sentar-se, descuida-se e dá um peido bem sonoro.
Apareceu-lhe à frente um tipo forte, peludo, saindo da nuvem de vapor que pergunta:
- Você chamou por mim?
- Eu não, porquê?
- Você deve ser novo aqui. Há uma regra neste clube que se você peidar, fica implícito que você está a convidar um homem para fazer sexo.
E o tipo musculado sem mais conversas, vira-o de costas,curva-o para a frente e come-o.
O homem quando se consegue livrar do outro vai a cambalear até ao escritório do clube onde é recebido com um sorriso pela simpática recepcionista toda nua:
- Posso ajudá-lo, senhor?
O homem todo lixado(retado) da vida, responde:
- Aqui está a minha carteira do clube. Pode ficar com ela. E pode ficar com os 100 euros da matrícula.
- Mas o senhor esteve aqui tão pouco tempo. Ainda nem deu para conhecer todos os nossos atractivos!
- Olhe aqui, menina,você deve estar a brincar comigo, não?
Eu tenho 78 anos, tenho apenas uma ereção por mês,
mas peido-me umas 15 vezes por dia....

Bom fim-de-semana!!

O Último Cheque


A filha faz 21 anos e o pai está todo feliz por emitir o último cheque da pensão que é paga à ex-mulher, há 20 anos e 11 meses. 

Pede para a filha levar o cheque e retornar rapidinho, para contar-lhe como ficou a cara da BABACA da mãe dela, ao dizer-lhe que este é o último cheque que ela verá da parte dele. 

A filha entrega o cheque à mãe, ouve o que ela diz e volta para a casa do pai, para dar-lhe a tão esperada resposta. 

- Diga-me, filha, qual foi a reação da BABACA da sua mãe!

- Ela mandou dizer que você não é o meu pai!

Como as Avós não devem responder


Paulinho, de 9 anos, foi passar uns dias na casa da avó. Estava a brincar na rua com uns amigos quando, uma hora depois, entrou em casa perguntando:
- “ Avó, como se chama aquilo quando duas pessoas dormem no mesmo quarto e ficam uma em cima da outra?”
A avó assustou-se com a pergunta, pensou e achou que seria melhor dizer:
- “ Bem, Paulinho, a isso chama-se uma relação sexual...”
Satisfeito com a resposta o Paulinho voltou para a rua, para brincar.
Passados uns minutos entra em casa novamente, todo esbaforido, e diz:
- “ Avó, aquilo que eu lhe perguntei, chama-se BELICHE... e a mãe do Zezinho quer falar consigo!”

Heart Warming (última)


26 de junho de 2013

Amanhã não há blogue


Amanhã não há blogue.
Porque é o meu dia de aniversário.
Entre António José (avô materno) e José António (padrinho) o meu pai escolheu, porque "o garoto nasceu entre o São João e o São Pedro", o nome João Pedro.
Faz amanhã 49 anos.
Sexta-feira será publicada a última foto da rubrica Heart Warming e teremos as habituais anedotas.
Até lá, citando o Solnado, façam o favor se ser felizes!

Em tempo:

Passem por aqui para verem a prenda que o Carlos me deixou.
Cada vez gosto mais de andar aqui pela blogosfera!!

Manipulação de imagens – Boardwalk Empire

Para os meus amigos que me costumam perguntar se determinada cena de um filme é barrete ou não, se determinada acção é ou não um hoax, aqui lhes deixo, como resposta, este belíssimo apontamento de como se fazem os filmes. 
Depois peço-lhes que, quando forem ao cinema, não pensem no que vão ver neste vídeo porque estragam a sensação de “realidade” da história.


O palhaço - em umjeitomanso.blogspot.com


O palhaço

The last feed, de Paula Rego
(Vamos ver se o palhaço (este) vem ou não a Portugal)

O 'porquê' do 'palhaço'  
Possivelmente, a razão do ápodo de M. Sousa Tavares pode ser bem mais culta que os jornais deram a entender.
Este é um quadro da Paula Rego que esteve exposto em Londres na sua última exposição (jan-março 2013) 'The Dame with the Goat's Foot' 
Uma figura de 'palhaço rico' (onde se reconhece perfeitamente o retrato de Aníbal Cavaco Silva) aparece com um pé no pedestal, a mamar nos seios de uma velha decrépita e aperaltada com um chapéu. O palhaço com a mão esquerda 'coça a micose'.  A Velha pode representar a política, ou a nação. O quadro chama-se 'A Última Mamada'  ('the last feed').
Apesar de ter tido algum eco nas redes sociais não recordo que tenha havido grandes referências à exposição (ou ao quadro) na imprensa escrita.

Ainda não se sabe se/quando a exposição virá a Portugal e se o quadro fará parte dela.

Heart Warming (28)


25 de junho de 2013

CTM - um abanão antes da liberalização?


A CITIC Telecom International Holdings Limited (CITIC) controla, a partir de ontem, 99% do capital social da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) com o remanescente 1% do capital social da empresa a ser detido pelos Correios de Macau.
A CITIC, empresa com sede em Hong Kong, reforça o seu investimento na CTM, substituindo-se à Portugal Telecom, definitivamente de abalada para outras paragens (países africanos de expressão portuguesa e Brasil).
CITIC que promete um investimento de 1.2 biliões de patacas na CTM nos próximos três anos, investimento esse direccionado para uma melhoria dos serviços prestados, das infra-estruturas existentes.
Ainda que acreditando nas boas intenções da CITIC, e na efectiva concretização das promessas da empresa, julgo que não é o suficiente para Macau se ver dotada definitivamente de um serviço de telecomunicações moderno, eficaz.
Não estou a pensar nos valores monetários em causa porque não faço ideia se esse valor é, ou não, suficiente para se conseguir o resultado que a CITIC se propõe conseguir.
O que julgo ser essencial, e não estou propriamente sozinho na defesa deste ponto de vista, é uma efectiva liberalização do sector, a entrada de outras empresas no mesmo, com novas ideias, novas propostas, serviços integrados de telecomunicações, vulgares noutras regiões do Mundo, inexistentes em Macau.
Macau, a cidade que se propõe ser um centro mundial de turismo e lazer, que quer apostar em força no sector MICE, não pode continuar presa a um monopólio, efectivo ou encapotado, no sector vital das telecomunicações, a serviços anquilosados,  em nada fiáveis, pobres na imaginação, na oferta de produtos que já são relativamente vulgares em países e regiões com um desafogo financeiro incomparavelmente inferior ao que Macau vive.
Serviços que, para além de anquilosados e pouco fiáveis, são relativamente caros, especialmente na comparação com os preços praticados noutros mercados e com a oferta disponível.
Esperemos que o passo dado ontem seja apenas um abanão no sector.
Um abanão antes da efectiva liberalização.
Para que Macau, também no sector das telecomunicações, deixe definitivamente de ser um pobre com muito dinheiro.

Papa Francisco: 100 Dias de Atuação
















Comunicado da Iniciativa dos Padres Austríacos em 19 de junho de 2013

Nós declaramos…

... que nestes primeiros três meses de atuação, o Papa Francisco deu vários passos claros que incitam a esperança e que vinham sendo aguardados, há muito tempo, por uma  grande maioria do povo da Igreja. O Papa Francisco restituiu a simplicidade, a modéstia e um estilo abordável em relação ao ofício que lhe foi confiado, com isto sinalizando sua vontade de conduzir a Igreja de um jeito novo. Altas são as expectativas de que ele vai estabelecer um exemplo pessoal e levará o Vaticano a servir a Igreja com novas maneiras.

Nós ganhamos esperança…

com a maneira distinta e cooperativa do Papa Francisco em relação aos seus colegas bispos, e esperamos que ele em breve dê passos para um novo companheirismo com eles na condução da Igreja, por todo o mundo: por meio de uma reavaliação do Sínodo dos Bispos como uma instituição de verdadeira co-gestão e de participação na condução, uma reavaliação das diferentes regiões da Igreja espalhada pelo mundo e uma valorizaação das Conferências dos Bispos, baseada na subsidiariedade como um princípio fundamental da da doutrina social cristã.

... a partir de sua busca da bênção do povo, e nós esperamos que em breve ele dê passos em direção a incluir o povo com suas próprias experiências de fé e de vida e com seus dons e talentos pessoais, na tomada de decisões fundamentais em relação à Igreja: pelo reconhecimento dos respectivos direitos fundamentais  de todos os batizados e pelas estruturas sinodais de participação dos batizados nas decisões relativas à Igreja.

... a partir de seus esforços em busca de se aproximar do povo, e esperamos que em breve ele dê claros passos de apoio às congregações  como pilares da Igreja, compartilhando a vida cotidiana do seu povo, celebrando com ele sua fé, e mostrando solidariedade nas situações de dificuldade, assegurando o acesso à função de direção das congregações a todos os batizados que comprovarem a necessária aptidão, sejam eles casados ou não; mulheres ou homens; pela abolição da prática de excluir pessoas dos sacramentos da Igreja, por haverem fracassado no casamento e buscarem um novo começo numa nova relação.

... a partir de seu empenho de falar da fé desde um novo ângulo, e nós esperamos claros passos em direção ao desenvolvimento de uma linguagem moderna, atual, de oração e de idéias e conceitos que façam parte de nossa fé.

... a partir de sua visão de uma Igreja dos pobres e para os pobres, e nós esperamos que esta Igreja se desfaça de suas posses supérfluas e apoie as congregações e os padres em seu compromisso de promover estruturas globais humanas e justas.

... a partir da designação de um grupo de cardeais para reformar o Vaticano como elemento central da Igreja enquanto instituição de âmbito mundial, e nós esperamos novas medidas em direção a uma cultura da transparência bem como de responsabilidade na prestação de contas como uma nova forma de diálogo e de resolução de conflito ao interno da Igreja.

Aos bispos apelamos...

… que não esperem pelas decisões e ações do Papa, mas o incentivem a levar adiante as reformas em nossa Igreja, e para implementar medidas com esse objetivo.

... que parem com a fusão de paróquias e que busquem junto com o Papa novas formas de gestão paroquial.

... que insistam em seu direito de participar dos processos de tomada de decisão de nomeação de bispos, e de defender novas formas de participação dos batizados na nomeação de bispos.

Nós continuamos unindo nossas forças…
... para apoiar as paróquias na manutenção de sua independência e no acompanhamento, em palavra e ato, de sua lida em busca de um futuro vigoroso.

Nós criamos uma rede em escala mundial...

… com grupos com idéia semelhante de padres na Áustria, na Alemanha, na Inglaterra, na França, na Irlanda, na Suíça e nos Estados Unidos. Juntos vamos trabalhar por uma Igreja que seja credível, moderna e orientada para o bem-estar do povo.

Pfarrer-Initiative Marschallplatz 6 A-1120 Wien +43(0)720 983170 www.pfarrer-initiative.at



(Trad.: Alder J.F. Calado)

Francisco e os perigos de um papa que gosta de improvisar


Nos primeiros dias após o conclave, dizia-se brincando que as únicas pessoas que não se encantaram com o papa Francisco foram os seus próprios seguranças, que precisaram se virar para acompanhar um pontífice determinado a quebrar o protocolo e expor-se às multidões.
Provavelmente, os spin doctors do Vaticano começarão a integrar uma lista de assessores que correm risco de ataque cardíaco porque o papa gosta de improvisar.
A reportagem é de John L. Allen Jr. e publicada por National Catholic Reporter, 03-06-2013. A tradução é de Ana Carolina Azevedo.

Como bem se sabe, Francisco adotou o costume de celebrar a sua missa diária das 7h em outro local: não nos confins privados do Palácio Apostólico, onde os andamentos da missa podem ser mantidos em segredo, mas na capela da Casa Santa Marta, hotel situado no Vaticano, local em que ele reside. Todas as manhãs, Francisco conduz uma homilia bastante improvisada para cerca de 50 pessoas; trechos dessa homilia serão, mais tarde, fornecidos pela rádio e TV do Vaticano bem como pelo jornal L'Osservatore Romano.
Suas homilias são pastorais por natureza e, muitas vezes, o pontífice utiliza linguagem simples para enfatizar seus argumentos. No dia 10 de maio, por exemplo, Francisco comparou os cristãos exageradamente desagradáveis com “pimentas em conserva.” Em 18 de maio, ele disse que fofocar na Igreja é como comer mel – tem gosto bom no começo, mas dá dor de estômago se comer demais.
Não há nenhum escritor-fantasma por trás dessas homilias, que também não são projetadas em uma sala do Vaticano. São textos muito pessoais de reflexões do próprio papa, relacionadas às leituras da escritura do dia.
Por não serem tratados sistemáticos, as homilias estão abertas a interpretações muito diferentes. Às vezes, são como um teste eclesial de Rorschach, revelando os planos dos ansiosos para rotular o novo líder.
Os liberais, por exemplo, surpreenderam-se durante uma homilia, no dia 16 de abril, dedicada ao cinquentenário do Concílio Vaticano II. Nela, Francisco criticou “aqueles que desejam voltar no tempo”, referindo-se às reformas do Concílio. Os liberais comemoram toda vez que Francisco critica o carreirismo na Igreja, como fez recentemente, no dia 28 de maio, sinalizando o fato de que esse novo papa representa uma ruptura com o clericalismo e o triunfalismo.
Entretanto, os conservadores comemoram cada vez que o novo papa utiliza o jargão tradicional, como suas menções muito frequentes ao diabo. Aplaudiram também a homilia de 5 de abril, situação em que Francisco advertiu: “Quando começamos a cortar a fé, a negociar a fé, como se estivéssemos leiloando-a, estamos tomando o caminho da apostasia, de deslealdade ao Senhor.”
Os observadores do Vaticano assistem às homilias em busca de evidências de coisas que estão por vir.
Quando um grupo do Banco do Vaticano chegou para assistir à missa matinal do dia 24 de abril, por exemplo, Francisco disse-lhes que as estruturas burocráticas são necessárias “até certo ponto”, mas se suplantarem o imperativo principal do amor, então “não são o caminho.”
Em alguns lugares, as palavras do religioso foram tomadas como uma indicação de que uma repaginada da operação financeira do Vaticano está a caminho.
As homilias também podem desencadear comoções teológicas.
Em 22 de maio, por exemplo, Francisco disse que Deus “redimiu a todos nós com o sangue de Cristo: todos nós, não apenas os católicos. Todo mundo!” E acrescentou: “Até mesmo os ateus.”
A frase desencadeou uma enxurrada de notícias e postagens em blogs sobre Francisco estar ou não enfraquecendo a doutrina católica quanto aos limites da salvação. (A saber, o debate ignorou em grande parte uma homilia de 22 de abril, em que Francisco disse que Jesus é “a única porta” de entrada no Reino de Deus e que “todos os outros caminhos são enganosos, não são verdadeiros, são falsos.”)
No despertar dessa polêmica, o padre Basílio Thomas Rosica, que atuava como porta-voz do Vaticano durante a transição papal, emitiu um esclarecimento de 2.300 palavras em 23 de maio, insistindo que Francisco “não tinha a intenção de provocar um debate teológico sobre a natureza da salvação.”
Uma parte da dificuldade é que, até agora, o Vaticano não está fornecendo transmissões não editadas ou textos completos das homilias diárias. Em vez disso, a Rádio Vaticano fornece um breve podcast de algumas seleções, e o L'Osservatore Romano oferece trechos impressos.
Alguns observadores já estão se perguntando se há alguma intenção por trás do que estão transmitindo e o que está sendo deixado de fora. Depois da homilia de 24 de abril, por exemplo, o L'Osservatore decidiu omitir a mesma notícia sobre o Banco do Vaticano que a Rádio Vaticano incluiu em sua programação.
Antigamente, o Vaticano “editava” as falas do papa de vez em quando. Como todos sabem, o uso inovador da primeira pessoa do singular por parte do papa João Paulo I, por vezes, era alterado para “nós” em transcrições oficiais. Com as homilias de Francisco, alguns suspeitam que um esforço semelhante para controlar o papa pode estar sendo feito através do truncamento e da liberação seletiva; o contrário disso seria utilizar a redação direta.
Célebre comentarista católico, o padre John Zuhlsdorf, por exemplo, escreveu que “no que concerne a mensagem do papa, deveríamos poder ouvi-la na íntegra ou não ouvi-la de maneira alguma”.
Parcialmente em resposta a essa crítica, o padre jesuíta Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, emitiu um comunicado de 400 palavras na sexta-feira, explicando que Francisco quer que sua missa diária tenha um ambiente “familiar” e “solicitou que não haja transmissão ao vivo em vídeo e áudio, especificamente.”
Lombardi observou que Francisco prega em italiano, “que não é sua língua materna”, e seu discurso, na verdade, geralmente é bem diferente do texto escrito. Segundo Lombardi, fornecer uma transcrição exigiria que o papa editasse o texto, o que não é algo “que o Santo Padre pretenda fazer todas as manhãs.”
Lombardi insistiu na distinção entre as “atividades públicas e privadas” do pontífice. As públicas, sugeriu, vêm com textos completos, mas são modeladas posteriormente para promover a “espontaneidade e familiaridade”.
O Vaticano quer respeitar a vontade do papa, disse Lombardi, enquanto “permite a uma maior parcela do público o acesso às principais mensagens que o Santo Padre oferece aos fiéis nessas circunstâncias.”
Honestamente, os observadores da Igreja deveriam agradecer Lombardi e os métodos de comunicação do Vaticano, porque as verdadeiras alternativas não são partes do que o papa disse ou o texto todo. Levando em conta o nervosismo das instituições no que diz respeito ao controle de expressão, as alternativas reais provavelmente são trechos ou absolutamente nada, tirando o que os participantes possam revelar em segunda mão.
Francisco é uma criatura “plugada” e, portanto, lendária; o novo papa não é um líder isolado, sem consciência da vida real na Terra. Ele provavelmente sabe que suas homilias tornaram-se fontes diárias de análises e roletas matemáticas. Até agora, no entanto, ele parece determinado a não deixar que o risco de ser mal interpretado impeça comportar-se como um pastor, e não apenas um legislador, um teólogo líder.
Portanto, no momento, os vários porta-vozes e funcionários especiais do Vaticano parecem destinados a acordar toda manhã se perguntando se o dia trará uma nova sensação instantânea, provocada por esse papa notoriamente incomum.

Heart Warming (27)


24 de junho de 2013

Amantes à distância


Ao contrário do que é habitual, hoje não haverá anedotas aqui no blogue.
Por causa desta notícia e porque hoje é o dia de aniversário da minha mãe.
Fica então a minha homenagem à cidade.
Uma homenagem que é, em simultâneo, uma prenda de aniversário para a minha mãe.

Deste-me a vida e o nome.
E jurámos amor eterno.
Como acontece com todos os amantes, vivemos momentos de intenso romance, passámos incólumes por pequenos arrufos, acaloradas discussões, enormes desavenças.
Porque a paixão, forte, funda, foi sempre vencendo.
Até ao dia da inevitável separação.
Abandonei-te, mas nunca te traí.
Somos agora amantes à distância.
E ainda que os reencontros sejam breves, fugazes, são sempre intensos, plenos de emoção.
Outros, agora, conhecem e reconhecem em ti os encantos que há muito eu te conhecia e reconhecia.
Confesso-te que me confronto com um sentimento algo estranho, bizarro até - um ciúme orgulhoso.
Por favor, permanece o que sempre foste - bela, orgulhosa, boémia.
Sem nunca cederes à tentação fácil da vulgaridade.
Mantenho a minha jura de amor eterno.
Ainda que seja a jura de um amante à distância.

BOA SEMANA!!

Heart Warming (26)


21 de junho de 2013

Nove meses depois....


Jack decidiu esquiar com o amigo Bob.
Então eles colocaram tudo na minivan e seguiram para o norte.
Após dirigir por algumas horas, foram pegos por uma terrível tempestade.
Pararam numa fazenda próxima e perguntaram a uma mulher atraente que atendeu a porta, se poderiam passar a noite lá.
- Eu compreendo que o tempo esteja pavoroso, eu vivo nessa enorme casa, sozinha, mas como fiquei viúva recentemente, tenho medo do que os vizinhos vão falar se os deixar ficarem aqui.
Jack disse:
- Não se preocupe, ficaremos bem se pudermos dormir no celeiro, e assim que o tempo amainar, iremos embora de manhã bem cedo.
A mulher concordou e os dois homens foram para o celeiro passar a noite.
Amanheceu, o tempo clareou, e eles seguiram caminho.
Aproveitaram um bom fim de semana, esquiando.
Mais ou menos nove meses depois, Jack recebeu uma inesperada carta de um advogado.
Demorou um tempo até que ele compreendesse que era o advogado da bela viúva que tinha conhecido no fim de semana em que foram esquiar.
Ele chegou para o amigo Bob e perguntou:
- Bob, você lembra daquela mulher bonita, viúva, da fazenda onde ficamos naquele fim de semana, nove meses atrás?
- Lembro sim,? disse Bob.
- Por acaso, você, hum? foi visitá-la naquela noite?
Bob respondeu envergonhado por ter sido descoberto:
- Bem, ham... fui!? Devo admitir que fui…
- E, por acaso, você deu meu nome ao invés de dizer o seu?
O rosto de Bob ficou vermelho que nem beterraba e ele falou:
- Olha, pera aí, desculpa amigão, acho que fiz isso mesmo. Por que você pergunta?
- Porque ela morreu e deixou tudo pra mim…


Pensou que o final seria diferente?

Bom fim-de-semana!!

Assalto à italiana


Estavam à espera de algo diferente??!!

Mulher estacionando o carro


Estavam à espera de algo diferente?? !!

Heart Warming (24)


19 de junho de 2013

Antecipando cenários para as próximas eleições para a Assembleia Legislativa em Macau


Não possuo dotes divinatórios, não sou oráculo, muito menos pitonisa.
Como tal, o que se segue é apenas um exercício lógico, o raciocínio possível, lendo e interpretando os sinais que vou recolhendo dia-a-dia tendo em vista as próximas eleições para a Assembleia Legislativa em Macau.
Quando o painel de candidatos parece estar já praticamente definido (qualquer candidatura que possa aparecer não deverá alterar muito o cenário) podem fazer-se já algumas projecções com relativa segurança.
Começando pelos candidatos que terão um eleitorado mais ou menos fidelizado e que terão, por via disso mesmo, a eleição garantida.
Estão nesta situação os Operários, os Moradores, Chan Meng Kam, Pereira Coutinho, Angela Leong, os denominados pró-democratas.
As dúvidas que se levantam relativamente aos Operários e Moradores, a Chan Meng Kam e aos pró-democratas são as mesmas - quantos deputados conseguirão fazer eleger?
Pereira Coutinho, assim como Angela Leong, muito dificilmente farão eleger o número dois da lista.
O universo do funcionalismo público, muito dividido, e o universo da SJM/STDM, respectivamente, não serão suficientes para fazer eleger mais do que um representante.
Já a lista de Chan Meng Kam  deverá manter os actuais dois; os Operários e os Moradores, três no total.
O eleitorado que os apoia estará consolidado, será suficiente para eleger estes cinco deputados, não acredito que sofra grandes alterações.
Aqui chegados, e se estas projecções não andarem muito longe da realidade, já estarão reservados 7 lugares no hemiciclo (metade).
Começam agora as grandes interrogações.
A dinâmica da Associação no Novo Macau,  a ascensão de Jason Chao, a separação em três listas, serão suficientes para chegar aos quatro deputados?
Os pró-democratas terão que fazer um grande trabalho, terão que ter uma grande capacidade de organização e uma grande capacidade de fazer passar a mensagem para conseguirem tal desiderato.
Complicado, mas perfeitamente possível.
Sobretudo atendendo ao aumento do número de deputados eleitos por sufrágio directo.
A ser assim, já são 11 lugares ocupados.
Ficam a faltar três.
Dois dos quais deverão ser ocupados pelas listas dos actuais deputados Mak Soi Kun e Melinda Chan, também estas com um eleitorado algo fidelizado.
E, para ficar o cenário completo, Agnes Lam, depois do excelente resultado conseguido há quatro anos, é provável que agora consiga a eleição.
Ligada a um eleitorado mais culto e mais jovem, a professora da Universidade de Macau apareceu tarde e tem como grande obstáculo à sua eleição a grande dinâmica junto do eleitorado mais jovem que a dupla Jason Chao/Scott Chiang está a ter.
Ainda assim, atentas as particularidades do sistema leitoral em Macau, onde o método do Hondt dá lugar a um sistema em que a conversão dos votos em mandatos se faz de acordo com regras muito peculiares - o número de votos obtidos por cada candidatura é dividido sucessivamente por 1, 2, 4, 8 e demais potências de 2 até se registar o número de mandatos a distribuir, sendo os quocientes alinhados pela ordem decrescente da sua grandeza numa série de tantos termos quantos os mandatos, prosseguindo o processo de divisão até se esgotarem todos os mandatos - das listas mais votadas só os pró-democratas terão sérias possibilidades de ver o número de deputados eleitos crescer.
E é assim bem provável que Agnes Lam consiga a eleição.
Isto apesar do timing da sua candidatura e da dinâmica de outras já há muito no terreno.
Atendendo a que Pun Chi Meng também tem o seu eleitorado muito restrito, muito contado, muito fidelizado, mas nunca se aproximará sequer dos números suficientes para a eleição, podendo sim ser a chave para a eleição de um quarto deputado dos pró-democratas, estará completo o hemiciclo que sairá das eleições para a quinta assembleia.
Que apresentará como novidades um quarto deputado dos pró-democratas (Jason Chao), a académica Agnes Lam e o abandono de alguns deputados mais velhos, incluindo o actual Presidente da Assembleia Legislativa.
Caras novas, uma Assembleia rejuvenescida?
No sufrágio directo é essa a ideia que fica.
Nas nomeações e no sufrágio indirecto, who knows?!
E assim, com as restantes listas já apresentadas a representarem apenas um valor residual, sem qualquer peso  ou impacto nas contas finais, fica a previsão para a constituição do próximo hemiciclo por via do sufrágio directo.

Acordo ortográfico - mais uma acha


Magistrado alega que as "actas não são uma forma do verbo atar" e que "os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso".
"O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo 'Casa Pia' e que agora está colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico", revela o Correio da Manhã na edição de hoje.
O magistrado enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) em Abril onde se podia ler, que esta "'fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (...) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais'".

Ainda segundo o Correio da Manhã, a DGRS pediu um esclarecimento ao juiz, tendo este respondido que a "'Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços', diz o juiz, acrescentando que 'nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário'", escreve o Correio da Manhã.

O ALEIJÃO


O ALEIJÃO


Volto ao assunto, porque o assunto continua. Deu-se até o caso de os defensores da coisa andarem por aí mais mudos do que as consoantes a que chamam, toscamente, mudas. E depois de o Brasil ter suspendido o “acordo’ ortográfico para avaliação, muita gente começou a perceber que não há inevitabilidades, nem combates perdidos à partida, apesar das traições dos académicos e da cobardia de certos políticos deste Governo, que se diziam antiacordistas quando estavam na oposição.
Pessoas que achavam que “tanto faz” ou que era muito barulho por nada, começam a dar ouvidos a Eduardo Lourenço e a António Lobo Antunes; a Vasco Graça Moura e a José Gil; a Pacheco Pereira e a Miguel Esteves Cardoso; até a Ricardo Araújo Pereira e João Pereira Coutinho, que devem estar de acordo em poucos assuntos. E talvez essas pessoas tenham lido as seguintes notícias: a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa não aplicou o “acordo”; a Associação Portuguesa de Linguística criticou-o; o PEN Clube recusou-o; a Associação Portuguesa da Editores distanciou-se dele; a Sociedade Portuguesa de Autores e a Associação Portuguesa de Escritores não o aceitam.
Foi-se tornando claro como água que o “acordo” ortográfico não é um acto cultural. É um acto político como reconheceu aliás o autor moral da iniquidade, Malaca Casteleiro, em declarações a este jornal: “Isto não é uma questão linguística, é uma questão política, uma questão muito importante do ponto de vista da política de língua no âmbito da lusofonia. Esquece-se muitas vezes que, para haver lusofonia, tem de haver medidas concretas e alcance prático e esta é uma “delas”. E que tal “medidas concretas e de alcance prático” como uma CPLP relevante, um Instituto Camões activo, apoios às traduções e aos leitorados, bibliotecas bem equipadas? Era mais útil, menos megalómano, menos nocivo.
Também caiu a tese, assacada em bloco aos antiacordistas, de que o “acordo” é uma “cedência ao Brasil”. Porque entretanto multiplicaram-se as reacções hostis além-Atlântico. O dramaturgo Ariano Suassuna, por exemplo, preferiu sair dos manuais escolares a ver os seus textos republicados em “acordês”. E o grande Millôr Fernandes, antes de morrer, teve ainda tempo para declarar em bom português: “O acordo ortográfico é uma merda”. Um reputado especialista em Camilo Pessanha, Paulo Franchetti, da Universidade Estadual de Campinas, declarou: “O acordo ortográfico é um aleijão. Linguisticamente malfeito, politicamente mal pensado, socialmente mal justificado e finalmente mal implementado. Foi conduzido, aqui no Brasil, de modo palaciano; a universidade não foi consultada, nem teve participação nos debates (se é que houve debates além dos que talvez ocorram durante o chá da tarde na Academia Brasileira de Letras), e o Governo apressadamente impôs como lei (…). O resultado foi uma norma cheia de buracos e defeitos de eficácia duvidosa”. Não vale a pena tentar apresentar os antiacordistas como “antibrasileiros”, porque há bem mais brasileiros antiacordistas.
Infelizmente, muitos Portuguesas pregam o aleijão como se fosse um unguento. O actual Presidente da República disse um dia que o português de Portugal se arriscava a tornar-se uma espécie de latim, como se uma variante falada por milhões de indivíduos equivalesse a uma língua morta. Já a grotesca “Nota Explicativa” ao “acordo” explica que os portugueses estão “teimosamente” apegados à sua grafia, dando-nos reguadas de mestre-escola pela nossa impertinência cultural. Para acabar com tal desfaçatez, uns quantos sábios da Academia das Ciências de Lisboa impuseram aos luso-falantes a sua aberrante legislação, quando nos países onde existem Academias realmente prestigiadas vigoram recomendações não vinculativas, dicionários excelentes, consensos transcontinentais. Mas os políticos e os académicos não se contentam com uma língua que muda espontânea, inevitável e constantemente; querem mudanças por decreto, como déspotas iluminados que são.
Fizeram o “acordo” ignorando os pareceres técnicos divergentes e a opinião de agentes qualificados da língua. E agora assustam-se com o levantamento cívico. Perceberam que fracassaram, que nem todos nos calamos, que estivemos atentos às consequências. O “acordo” quis unificar a língua e multiplicou duplas grafias, facultatividades, cláusulas de excepção, ‘opting outs’. Quis simplificar o ensino e cortou as palavras da sua raiz etimológica, da sua família, dificultando uma compreensão de conjunto. Quis ser um acordo “lusófono” e pouco mais é do que um contrato luso-brasileiro, do qual os brasileiros duvidam. E agora ainda passámos pela humilhação de ter o oficioso “Jornal de Angola” a lembrar-nos que o “étimo latino” ajuda a compreender o percurso de uma palavra.
Este acordo não serve, não presta, é preciso denunciá-lo ou, no mínimo, revê-lo em profundidade. É preciso acabar com aberrações como a recessiva “receção” e o tauromáquico “espetador” e a lasciva “arquiteta”. E com a fantasia de que as consoantes que abrem as vogais são “mudas”. E com a ideia de que a escrita é uma transcrição da fonética. Introduzam o xis, o ípsilon e o zê, escrevam Janeiro e Inverno com minúscula, mas deixem em paz a língua portuguesa.

PEDRO MEXIA

in EXPRESSO, 25.05.13

Heart Warming (22)


18 de junho de 2013

Morreu o Padre Lancelote Rodrigues, o padre dos refugiados


Não conheci pessoalmente o Padre Lancelote Rodrigues.
Conhecia-o apenas dos muitos relatos lidos e ouvidos ao longo dos anos desde que cheguei a Macau.
Gravemente doente há já bastante tempo, a  sua luta com a doença acabou ontem.
Foi o final da batalha que o Padre Lancelote não venceu.
Aos 89 anos, filho de pai português, desde os 12 anos a viver em Macau, o Padre Lancelote foi uma daquelas raras pessoas que sentiram o que é ter uma missão na vida.
Uma vida cheia, intensamente vivida, que o Padre Lancelote não era nada o típico beato, o "rato de sacristia".
Bem pelo contrário.
Gostava muito de uma boa comizaina, de um bom malte, de uma boa tertúlia.
Tertúlias onde era frequente ouvir-se o seu vozeirão, não só em animada cavaqueira, como também na sua conhecida paixão pelas cantorias.
Muito humano, algo mundano até, o Padre Lancelote auxiliou  milhares de pessoas, especialmente em duas ocasiões da sua vida, coincidentes com duas vagas de refugiados em Macau.
A primeira, nos anos 1950, em plena Revolução Cultural, et pour cause, de portugueses vindos de Xangai.
O auxílio do Padre Lancelote, que tinha sido ordenado no ano anterior, a esta vaga de refugiados, foi inestimável.
Como o seria anos mais tarde, em 1977, agora com os milhares de refugiados provenientes do Vietname.
Acolhidos e realojados, muito graças aos muitos contactos do Padre Lancelote, conseguidos precisamente pela sua bonomia aliada a esse lado mundano e profundamente humano que marcava quem com ele convivia.
Características da sua personalidade que levaram a que fosse representante em Macau do Alto Comissariado dos Refugiados,  a uma nomeação por Hong Kong para o prémio Nansen 2012, bem como a uma condecoração da Rainha de Inglaterra.
O Padre Lancelote partiu.
Fica a sua obra, testemunhada por quem com ele conviveu, pelos milhares de pessoas que auxilou quando procuraram refúgio e abrigo em Macau, quando foi necessário o seu realojamento nos mais variados locais por esse Mundo fora.
Repouse em paz Padre Lancelote Rodrigues.

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