26 de abril de 2013

Qual é o homem e qual é a mulher?


Qual é homem, qual é mulher?


Pegue num lápis e num papel e diga quem é homem ou mulher (A, B, C, D,...)

Não faça batota e veja as respostas no fim.



A                                B
____________________________________________________________________________________________


C                                D
____________________________________________________________________________________________





E                                F
_________________________________________________________________________________________


G                                H
____________________________________________________________________________________________


I                               J
____________________________________________________________________________________________



K                               L
____________________________________________________________________________________________


Então?


É o concurso de Miss Transsexual na Tailândia!

São TODOS homens!!!
Começa a ser inquietante, não?

Tenham um bom fim-de-semana, uma boa semana, que eu vou de férias.....para a Tailândia (Pattaya).
-SE!!! :))))

Membro abençoado


O porco e as bolachas

Coimbra muito antiga (15)


25 de abril de 2013

Blogue Olhar Direito

Mais uma vez por aqui
Hoje para fazer referência às comemorações do 25 de Abril em Macau

Até no futebol Frau Merkel?!


Já se sabia que a Alemanha, por estes dias,  domina nas vertentes política e económica na Europa.
O que ainda não se sabia era que também dominava na vertente futebolística.
Os alemães não tiveram piedade de uma Espanha em profunda crise e humilharam os colossos Barcelona e Real Madrid.
Num caso e noutro, com quatro golos.
Os merengues ainda marcaram um golo (Cristiano Ronaldo) mas viram Lewandowski, presumivelmente já contratado pelo Bayern, fazer um poker e, como no caso do Barcelona, colocar um ponto final num ciclo.
Se no Barcelona se assistiu ao final do ciclo do dream team, do tiki/taka, no Real Madrid assistiu-se ao fim anunciado do ciclo Mourinho.
Ainda que o Real dê a volta à eliminatória, o que é muito improvável, Mourinho não tem ambiente para ficar em Madrid.
Porque não gosta do Real, onde nunca foi acarinhado como foi no Porto, em Londres e em Milão, ele que tanto necessita desse carinho e dessa idolatria; e porque os madrilistas nunca gostaram dele.
O ambiente dentro do clube é mau e vai-se deteriorando a cada dia que passa; a relação com os jogadores, sobretudo os históricos (Casillas, Sergio Ramos) é péssima; o objectivo da época, em nome do qual tudo foi sacrificado (a conquista da Champions) é agora uma miragem.
E, mesmo que aconteça, será sempre manchada pela humilhação ontem sofrida, e pela humilhação sofrida na La Liga, que o brilharete na Copa do Rei não atenua.
No final do jogo Mourinho foi enigmático.
Dizia o treinador português que queria perceber exactamente o que se passou.
Para bom entendedor....
Mourinho há muito que sente empurrado para fora do Real.
Ontem terá sentido o empurrão definitivo.
Mourinho que deixa pairar a ideia que esse empurrão terá tido uma intervenção preciosa (sabotagem??) dos figurões do Real Madrid que sempre o hostilizaram.
Não sei se terá sido assim.
O que sei é que o Real, avisado pela derrota que tinha sofrido em Dortmund na fase de grupos, foi ontem trucidado pelo Borussia.
E, com o Real, José Mourinho.
O resto é especulação.

Antevê-se uma final alemã em Londres.
E a pergunta/exclamação repete-se - até no futebol Frau Merkel?!

Relembrando Raul Rego neste 25 de Abril

Celebrou-se no passado dia 15 o centenário de Raul Rego, uma das vozes mais insubmissas durante o período da ditadura.
Aproveitando a homenagem que lhe foi feita pelo Casal das Letras, relembra-se hoje, 25 de Abril, a figura de Raul Rego.



Quatro décadas de uma luta homérica.
Escrevia todos os dias, todos os dias via os seus textos golpeados parcialmente ou na totalidade pelo lápis azul, a menos que estivesse num dos cárceres políticos por onde passou várias vezes porque nessas circunstâncias não havia estafeta que lhe levasse as palavras aos Serviços de Censura.
Se fosse possível reunir todos os seus textos censurados desde os anos trinta chegar-se-ia a um número impressionante da ordem dos milhares.
O nosso espaço de homenagem a Raul Rego
(que poderá começar  aqui )
inclui um conjunto de evocações e documentos inéditos
expressivos da coragem e integridade
de um dos maiores jornalistas que o País conheceu.

Coimbra muito antiga (14)


24 de abril de 2013

O fim de um mito?


A meia-final mais desequilibrada dos últimos 24 anos numa Taça dos Campeões/Liga dos Campeões pode ser o indicativo do estertor  do mito Barcelona, melhor equipa da história do futebol.
Os 4-0 de Munique são o reflexo de duas concepções de jogo opostas.
Ao rendilhado do futebol do Barcelona, o Bayern contrapõe um futebol rectílineo, em força (embora possua algumas unidades de grande craveira técnica) servido por jogadores fisicamente possantes e com uma forma de jogar muito prática.
Também é bonito, mas é uma beleza diferente, mais rude, mais musculada, menos burilada, menos filigranada, relativamente ao tiki/taka do Barcelona.
E, nesta altura, muito mais forte.
Num jogo que teve muitos erros de arbitragem (não, não é só em Portugal que acontecem) o Bayern destroçou o Barcelona.
Só um milagre permitirá aos espanhóis chegar à final da Champions.
Do outro lado, só uma hecatombe evitará mais uma final com a equipa bávara presente.

Deixando de lado o jogo de ontem, e olhando the big picture, este Barcelona, que muitos consideraram a melhor equipa da história do futebol (nunca foi o meu caso) terá já entrado na fase de declínio.
Um declínio que acompanha, e é um reflexo, do declínio das suas unidades mais importantes - Xavi e Iniesta, acima de todos.
Não, não estou a esquecer Messi.
Mas Messi, nesta altura fisicamente debilitado, não rende quando a dupla Xavi/Iniesta não faz a equipa funcionar.
Este duo foi sempre o pêndulo do futebol barcelonista.
Com muitos jogos nas pernas, sem a mesma frescura física e a mesma clarividência e disponibilidade mentais, a dupla funciona muito pior.
E, quando a dupla funciona pior, a equipa ressente-se e claudica.
O tiki/taka caminha para o fim?
O Barcelona vai ser campeão de Espanha.
Mas não ganhará mais nenhum troféu.
Estou curioso agora para ver o que acontecerá na próxima época.
Porque, também é bom não esquecer, esta época o Barcelona teve que enfrentar duas tragédias - as terríveis doenças do treinador e de Abidal.
Ainda assim, a sensação com que fico é que os tempos de esplendor na relva na cidade condal estão a chegar ao fim. 

Vencimentos e subsídios (cargos políticos)



Não estando completo,  este trabalho deve mesmo assim ser visto por todos.
O sítio onde se insere este extraordinário e vasto trabalho sobre os VENCIMENTOS DOS CARGOS POLÍTICOS é uma fonte inesgotável de informações úteis para qualquer académico, político, jornalista ou cidadão comum.
Parabéns aos autores pelo seu excelente, longo e permanente trabalho de sapa que a toda a hora disponibilizam ao grande público para consulta sobre diversos temas, se navegarem pela coluna da esquerda de cada página consultada. 

Puro exercício de Cidadania.
Excelente trabalho de pesquisa.
E 90% desta malta não é funcionário público, mas entram para as estatísticas do valor médio do ordenado dos FP!!
Leiam aqui                                                                                                          

A lei dos bandidos (Serge Hamili)



É uma das cenas de culto do filme Casablanca (1942), de Michael Curtiz. Rodeado por alguns dos seus homens, o capitão Renaud, chefe da polícia local, acaba de fechar o café de Rick Blaine (Humphrey Bogart) atirando para o ar estas palavras: «Estou chocado, verdadeiramente chocado, por descobrir que se joga a dinheiro aqui!»… Passado um instante, um croupier entrega um maço de notas ao polícia: «O dinheiro que ganhou, senhor». O capitão agradece sussurrando, guarda o dinheiro no bolso e ordena: «Toda a gente lá para fora, e depressa!»
No escândalo financeiro relativo à fixação fraudulenta de uma taxa interbancária britânica – a London InterBank Offered Rate (Libor) –, hesita-se em identificar o polícia desonesto, porque há demasiados candidatos ao papel. Todos os dias, o nível da Libor é fixado por uns vinte grandes estabelecimentos financeiros (Barclays, Deutsche Bank, HSBC, Bank of America, etc.). Este nível serve de padrão a transacções de um montante total de 800 biliões de dólares (não, não há erro tipográfico), feitas nomeadamente no mercado dos produtos derivados. Os montantes em causa são de tal forma faraónicos que encorajam a imprensa não financeira a concentrar sua atenção em pecadilhos, mas de escala humana, dos pais que recebem abonos de família sem garantirem a presença dos filhos na escola aos assalariados gregos que completam os seus magros rendimentos arranjando trabalho não declarado. Para estes está reservada a ira dos governos e do Banco Central Europeu.
A manipulação da Libor pode parecer complicada, mas é tão esclarecedora como a cena do filme Casablanca. Preocupados com o embelezamento do seu estado de saúde para poderem atrair fundos ao melhor preço, os grandes bancos, cuja palavra merecia crédito, reduziram durante anos a taxa a que emprestavam. Esta taxa declarada determinava em seguida a da Libor, e portanto a de futuros empréstimos… O patrão do Barclays, que terá ficado «fisicamente doente» com a «descoberta» da fraude do seu banco, demitiu-se a 3 de Julho. O governador do Banco da Inglaterra afirma também que só há algumas semanas compreendeu a vigarice em questão.
«Chocado, verdadeiramente chocado, por descobrir» a marosca? O Barclays e o Banco de Inglaterra não devem ler a imprensa financeira. É que já em 16 de Abril de 2008 o Wall Street Journal publicou um artigo intitulado «Banqueiros põem em causa uma taxa-chave ». Eis o primeiro parágrafo: «Um dos barómetros mais importantes da saúde do mundo financeiro pode estar a enviar sinais falsos»…
O nosso mundo está infestado com dados arbitrários ou falsificados (Libor, «regra de ouro», nível da dívida ou dos défices públicos que não pode ser ultrapassado…) em nome dos quais são martirizados povos inteiros, como em Espanha (ler, na edição em banca, o artigo de Luis Sepúlveda). Os que infligem tais punições com mais crueldade mantêm uma aura de respeito, presidam eles a um banco central sem controlo ou a uma agência de notação. Quatro anos depois do desencadeamento de uma das maiores crises financeiras da história, está no entanto aberta a questão da utilidade social destas instituições.

2 de Agosto de 2012

Coimbra muito antiga (13)


23 de abril de 2013

Autocarros em Macau - prejuízos, subsídios e aumentos de tarifas


O serviço de transportes públicos (autocarros e táxis) em Macau é mau.
Deixando de lado os táxis, é dos autocarros que agora se fala.
Porque as tarifas vão ser revistas, aumentadas em 23%; porque esse aumento, ao contrário de outros, contempla retroactivos, não se sabendo apenas exactamente a partir de quando; porque as empresas que exploram o serviço público de autocarros se queixam de prejuízos, mas não os quantificam; porque o Governo vai subsidiar essas empresas porque hipoteticamente estão a perder dinheiro.
Tudo muito estranho, um processo muito opaco, muito confuso, com variantes incompreensíveis.
Em primeiro lugar, porque é que se aumentam as tarifas dos autocarros se o serviço que prestam é mau?
O aumento devia ser a contrapartida de uma clara melhoria dos serviços prestados, com provas dadas durante um período de tempo algo alargado,  e não uma mera formalidade.
E devia ser acompanhado de uma exigência de renovação da frota com a utilização de veículos mais confortáveis e menos poluentes.
Pior que esta pura operação matemática, é a que se lhe segue - o aumento de tarifas é acompanhado da atribuição de retroactivos.
Porquê se não há melhoria dos serviços prestados e porquê só para duas das três empresas?
É preciso explicar estas decisões muito bem para que não fique a ideia de favorecimento a determinados sectores em detrimento de outros.
E é preciso tomar, em definitivo, outras - se há retroactivos, estes começam a ser contados a partir de quando?
Já houve tantas versões....
Como é preciso explicar e quantificar com exactidão os prejuízos económicos hipoteticamente sofridos pelos prestadores do serviço.
Dizer publicamente que se perde dinheiro não pode ser argumento suficiente para se justificar um aumento de tarifas e uma concessão de subsídios por parte do Governo.
E, aqui também, há algo que me soa muito estranho.
Quando constantemente se agita a bandeira da economia de mercado em Macau, como é que se explica que empresas de grande dimensão, quando hipoteticamente sofrem prejuízos, sejam subsidiadas pelos bolsos largos e fundos da Administração?
Até apetece comentar que assim é muito fácil ser empresário de sucesso em Macau.

Requiem de Mozart na Sé Velha em Coimbra



Quem não se lembra do filme “Amadeus” e do misterioso personagem que surge perto do fim  para encomendar a Mozart um Requiem?
 No filme, o compositor Salieri, simultaneamente apresentado como rival despeitado e secreto admirador de Mozart, ajuda este, já no leito de morte, transcrevendo para uma pauta em ritmo frenético a incrível arquitectura de sons que Mozart tinha concebido e  estava em risco de perder-se com a sua morte.


A realidade não foi tão dramática. O pobre do Salieri não tão teve qualquer intervenção na morte de Mozart nem foi ele que secretamente encomendou o Requiem que viria a ser a última obra do Mestre.

Deixado incompleto por Mozart, o Requiem foi posteriormente completado por um seu discípulo e amigo – mas pouco: depois da morte Mozart ele quis apresentar a obra como sendo sua exclusivamente - , Franz Xaver Süssmayr, a pedido da viúva do compositor que, em grandes dificuldades financeiras, tinha necessidade de entregar a obra para poder receber o estipulado pagamento.

Sabe-se hoje que o verdadeiro autor da encomenda foi um pretensioso conde von Walsegg que pretendia comemorar a morte da esposa através de um Requiem, de que se queria apresentar como autor.

Mas para Mozart, já debilitado e doente, todo aquele mistério e a natureza do tema, foram de mau agoiro. Ao compor o Requiem ele julgou estar a compor seu próprio Requiem, obra em que condensou não só as concepções inovadoras que tinha desenvolvido ao longo da sua curta vida mas também, muito daquilo que tinha apreendido estudando os velhos mestres. Daí que, ainda que incompleto, o seu Requiem seja tido como uma obra-prima e um clássico da música universal que seguramente continuará a ser interpretado e a causar emoção pelos séculos fora. Como mais uma vez sucedeu na passada semana santa em Coimbra.



Numa organização do Coro Sinfónico Inês de Castro, o Requiem de Mozart foi apresentado na Sé Velha, com a colaboração da Orquestra do Norte, dirigida pelo Maestro José Ferreira Lobo, e tendo como solistas a soprano, Cristina Oliveira, a mezzo-soprano Ana Ferro, o tenor José Manuel Araújo e o baixo Luís Rodrigues


Foi um acontecimento memorável.  A velha catedral encheu e muita gente não conseguiu entrar. Felizmente, eu fui autorizado a gravar esse concerto, cuja gravação aqui coloco ao vosso dispor.

Espero que gostem. E que relevem os seus defeitos: é uma gravação ao vivo, feita no meio do público e com os mais limitados recursos. Não pode ser comparada ás gravações profissionais.

Mas é isso vou fazer. Apresentando, em anexo a este email, um dos andamentos que gravei – Hostias - e o mesmo andamento interpretado em gravações profissionais, por conceituados maestros. Para verem como a mesma obra permite variadas interpretações. E também como aperitivo e estímulo para que façam o download e ouçam a totalidade da gravação. Se no final tiverem algum comentário, terei todo o gosto em recebê-lo, ainda que seja desfavorável.

As instruções para poderem descarregar a gravação seguem-se à tradução do texto latino do Requiem. Se repararem, na foto ao lado, em baixo à direita, a mancha branca é a minha careca e por cima os dois microfones que usei.

Manuel Lameira



1. Requiem
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis. Te decet  hymnus, Deus in Sion, et tibi reddetur votum in Jerusalem;
Exaudi orationem meam, ad te omnis caro veniet.
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis.
Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

1 - Repouso
Repouso eterno lhes dá, Senhor, e luz perpétua os ilumine.
Tu és digno de hinos, ó Deus, em Sião, e a ti rendemos homenagens em Jerusalém:
Ouve a minha oração, diante de Ti toda carne comparecerá.
Repouso eterno lhes dá, Senhor, e luz perpétua os ilumine.
Senhor, tem piedade, Cristo, tem piedade. Senhor, tem piedade.

2. Dies irae
Dies irae, dies illa solvet saeclum in favilla, teste David cum Sybilla.
Quantus tremor est futurus, quando judex est venturus, cuncta Stricte discussurus.

2. Dia de ira
Dia de ira, aquele dia no qual os séculos se desfarão em cinzas assim testificam Davi e Sibila.
Quanto temor haverá então, quando o Juiz vier, para julgar com rigor todas as coisas.


3. Tuba mirum
Tuba mirum spargens sonum per sepulchra regionum, coget omnes ante thronum.
Mors stupebit et natura, cum resurget creatura, judicante responsura.
Liber scriptus proferetur, in quo totum continetur, unde mundus judicetur.
Judex ergo cum sedebit, quidquid latet apparebit, nil inultum remanebit.
Quid sum miser tunc dicturus? quem patronum rogaturus, cum vix justus sit securus?


3 - Trombeta poderosa
A trombeta poderosa espalha o seu som pela região dos sepulcros, para juntar a todos diante do trono.
A morte e a natureza se espantarão com as criaturas que ressurgem, para responderem ao juízo.
Um livro será trazido, onde tudo está contido,
pelo qual o mundo será julgado.
Logo que o juiz se assente, tudo o que está oculto, aparecerá: nada ficará impune.
O que é que eu, miserável, poderei dizer? A que advogado poderei recorrer, quando apenas o justo estiver seguro?


4. Rex tremendae
Rex tremandae maiestatis, qui salvandos salvas gratis, salva me, fons pietatis.


4 - Rei tremendo
Ó Rei, de tremenda majestade, que ao salvar, salvas gratuitamente, salva-me, fonte de piedade.


5. Recordare
Recordare Jesu pie, quod sum causa tuae viae, ne me perdas illa die.
Quaerens me sedisti lassus, redemisti crucem passus; tantus labor non sit cassus.
Juste judex ultionis, donum fac remissionis ante diem rationis.
Ingemisco tanquam reus, culpa rubet vultus meus; supplicanti parce Deus.
Qui Mariam absolvisti, et latronem exaudisti, mihi quoque spem dedisti.
Preces meae non sum dignae, sed tu, bonus, fac benigne, ne perenni cremer igne.
Inter oves locum praesta, et ab hoedis me sequestra, statuens in parte dextra.


5 – Lembra-te
Lembra-te, Jesus piedoso, que fui a causa da tua peregrinação, não me perca eu naquele dia.
Procurando-me, ficaste exausto a procurar-me e redimiste-me morrendo na cruz; que tanto trabalho não tenha sido em vão.
Juiz de justo castigo, dá-me a remissão no dia do juízo.
Choro e gemo como um réu, a culpa enrubesce o meu semblante. A este suplicante poupa, ó Deus.
Tu, que absolveste a Maria, e ao ladrão ouviste, a mim também deste esperança.
As minhas preces não são dignas, mas tu, bondoso tem misericórdia, para que eu não queime no fogo eterno.
Dá-me lugar entre as ovelhas e afasta-me dos bodes; que eu me assente à Tua direita.


6. Confutatis
Confutatis maledictis, flammis acribus addictis, voca me cum benedictis.
Oro supplex et acclinis, cor contritum quasi cinis, gere curam mei finis.


6 – Condenados
Condenados os malditos e lançados às chamas devoradoras chama-me para junto dos benditos.
REzo, suplicante e prostrado, com o coração contrito, quase em cinzas, tomaiconta do meu fim.

7. Lacrymosa
Lacrymosa dies illa, qua resurget ex favilla judicandus homo reus.
Huic ergo parce Deus, pie Jesu Domine, dona eis requiem! Amen!


7 - Dia de lágrimas
Dia de lágrimas será aquele em que os ressurgidos das cinzas serão julgados como réus.
A este poupa, ó Deus, piedoso Senhor Jesus
Dá-lhes repouso. Amém.

8. Domine Jesu
Domine Jesu Christe! Rex gloriae! Libera animas omnium fidelium defunctorum de poenis inferni et de profundo lacu!
Libera eas de ore leonis, ne absorbeat eas Tartarus, ne cadant in obscurum:
Sed signifer sanctus Michael repraesentet eas in lucem sanctam, quam olim Abrahae promisisti, et semini ejus.


8 - Senhor Jesus Cristo
Senhor Jesus Cristo, Rei da Glória, liberta as almas de todos os que morreram fiéis das penas do inferno e do lago profundo:
Libertai-as da boca do leão. Não sejam absorvidas no inferno, nem caiam na escuridão:
Mas que o santo arcanjo Miguel as introduza na luz santa:
Conforme prometeste a Abraão e à sua descendência.

.
9 - Hostias
Hostias et preces tibi, Domine, laudis offerimus.
Tu suscipe pro animabus illis, quarum hodie memoriam facimus: fac eas,
Domine, de morte transire ad vitam, quam olim Abrahae
promisisti, et semini ejus.


9 - Sacrifício
Sacrifícios e preces a Ti, Senhor, oferecemos com louvores:
Recebe-os em favor daquelas almas, de que hoje nos lembramos:
Fazei-as, Senhor, da morte passarem para a vida,
conforme prometeste a Abraão e à sua descendência.


10. Sanctus
Sanctus, sanctus, sanctus Dominus Deus Sabaoth!
Pleni sunt coeli et terra gloria tua.
Osanna in excelsis.

10 - Santo
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos.
Cheios estão os céus e a terra da Tua glória.
Hosana nas alturas.
11. Benedictis
Benedictis, qui venit in nomine Domini.
Osanna in excelsis.

11 - Bendito
Bendito o que vem em nome do Senhor
Hosana nas alturas.

12. Agnus Dei
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem
sempiternam.
Lux aeterna luceat eis, Domine, cum sanctis in aeternum, quia pius es.
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis.

12 - Cordeiro de Deus
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo: dai-lhes o repouso.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo: dai-lhes o repouso eterno.
Que a luz eterna os ilumine, Senhor, com os teus santos pela eternidade: pois és piedoso.
Dai-lhes o repouso eterno e que luz perpetua os ilumine.



Como fazer o “download” da gravação do “Requiem de Mozart”

O conjunto das partes do Requiem em formato mp3, e o Programa do concerto, em formato pdf, foram incluídos num ficheiro WinRar que pode ser facilmente aberto com qualquer programa de descompressão de ficheiros. Nomeadamente com o programa gratuito 7zip que pode ser obtido facilmente na net ou com os clássicos Winzip ou WinRar.

Para obter as gravações basta aceder ao site: (bastará clicar nos endereços abaixo e estar ligado à Internet)





e clicar no botão azul (Download) rodeado abaixo por um circulo vermelho.
  

Strauss - Versão Chinesa

Fenomenal!!!

Coimbra muito antiga (12)


19 de abril de 2013

Palavra-passe



A mulher estava a ajudar o marido a instalar o computador novo.

Uma vez completada a instalação, o computador pede-lhe uma palavra-passe ...

Então, ela sugere que procure uma palavra que recorde facilmente.

Ele, com ar de "macho" e piscando um olho à mulher, escreve a palavra: "pénis"

Assim que entra na seleção para validar a palavra-passe, a mulher começa a rir-se e a rebolar-se no sofá.


O computador tinha respondido:

"MUITO CURTO - ACESSO NEGADO!"


BOM FIM-DE-SEMANA!!

Conselho sábio

BOLA OFICIAL DA COPA DE 2014


OLHA P'RÁ BOLA, PORRA!


Coimbra muito antiga (10)

18 de abril de 2013

Papa Francisco - o Obama da Igreja?


Publico hoje um artigo e uma entrevista que têm como protagonista Leonardo Boff, o teólogo que foi um dos fundadores da Teologia da Libertação, o mesmo que Joseph Ratzinger, ao tempo liderando a Congregação da Doutrina da Fé, perseguiu e condenou publicamente.
Ambas são um pretexto para reflectir um pouco acerca do que tenho visto e ouvido acerca do Papa Francisco.
O seu carisma, a sua simpatia, a sua simplicidade, inegáveis, estão a ter nas pessoas o efeito que teve a eleição de Obama como presidente dos Estados Unidos.
Como Obama, um negro com um nome estranho eleito presidente dos Estados Unidos, Francisco, um Papa vindo da América do Sul, a romper com  a tradição dos Papas europeus, representa em simultâneo um choque e uma nova esperança.
Um choque, nos dois casos, pela novidade, pela diferença.
Uma nova esperança, porque o Mundo necessita de esperança, necessita de um novo paradigma nas suas lideranças.
Olho para ambos e as reacções que provocam soam imenso a wishful thinking.
No caso de Obama, a justificar até a atribuição do Nobel da Paz.
No caso de Francisco, a levar muitas pessoas a pensar, injustificadamente, que o seu papado representará uma revolução no interior da Igreja.
Francisco, quando escolhe o seu nome, quando recusa os símbolos de uma "igreja dos imperadores" para procurar a prática de uma "igreja dos pobres", está a ser sincero.
Mas só poderá impor essa "igreja dos pobres" a si próprio, não à Igreja, à instituição.
Poderá representar uma Igreja mais modesta, menos opulenta, mas não a poderá impôr doravante.
E essa é só uma das dimensões da profunda crise que a Igreja vive na actualidade.
Nas restantes - crise de vocações, posições da Igreja em temas como o aborto, a posição da mulher na sociedade e na Igreja, abertura da Igreja à sociedade, ao Mundo, reforma do Vaticano e do edifício de poder que o rodeia - Francisco é profundamente conservador.
Francisco e Obama, cada um na sua área, cada um da sua forma, são símbolos da ânsia que o Mundo sente, daquilo que há muito necessitava - simplicidade, discurso e práticas diferentes do habitual, um sorriso honesto, franco, humano.
Apenas isso.
E já é muito.
Pedir-lhes mais é apenas, repito, wishful thinking.

Entrevista a Leonardo Boff






Um Papa que paga as próprias contas (Leonardo Boff)



O que convence as pessoas não são as prédicas mas as práticas. As ideias podem iluminar. Mas são os exemplos que atraem e nos põem em marcha. Eles  são logo entendidos por todos. As muitas explicações mais confundem que esclarecem. As práticas falam por si.
O que tem marcado o novo Papa Francisco, aquele “que vem do fim do mundo” quer dizer de fora dos quadros europeus tão carregados de tradições, palácios, espetáculos principescos e de disputas internas de poder, são gestos simples, populares, óbvios para quem dá valor ao bom senso comum da vida. Ele está quebrando os protocolos e mostrando que o poder é sempre uma máscara e um teatro bem puntualizado pelo sociólogo Peter Berger, mesmo em se tratando de um poder pretensamente de origem divina.

O Papa Francisco simplesmente obedece ao mandato de Jesus que explicitamente disse que os grandes deste mundo mandam e dominam: ”convosco não deve ser assim; se alguém quiser ser grande, seja servidor; quem quiser ser o primeiro, seja servo de todos; pois o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir”(Mc 10-43-45). Bem, se Jesus disse isso, como pode  o garante de sua mensagem, o Papa, agir diferentemente?
Na verdade, com a constituição da monarquia absolutista dos Papas, especialmente, a partir do segundo milênio, a instituição eclesiástica herdou os símbolos do poder imperial romano e da nobreza feudal: roupas vistosas (como as dos cardeais), ouropéis, cruzes e anéis de ouro e prata e hábitos palacianos. Nos grandes conventos religiosos que vem da Idade Média se vivia em espaços palacianos.


Como estudante, no quarto em que me hospedava no convento franciscano de Munique que remonta ao tempo de Guilherme Ockham (século XIV) só um quadro renascentista da parede valia alguns milhares de euros. Como combinar a pobreza do Nazareno que não tinha onde repousar a cabeça com as mitras, os báculos dourados e as estolas e vestes principescas dos atuais prelados? Honestamente  não dá. E o povo que não é ignorante mas fino observador nota esta contradição. Tal aparato nada tem a ver com a Tradição de Jesus e dos Apóstolos.
Segundo alguns jornais, quando o secretário do Conclave quis colocar sobre os ombros do Papa Francisco a “mozzetta”, aquela capinha, ricamente adornada, símbolo do poder papal, simplesmente disse: ”O carnaval acabou; guarde esta roupa”. E apareceu com sua veste branca, como costumava vestir também Dom Helder Câmara que deixou o palácio colonial de Olinda e foi morar numa meia-água na igreja das Candeias, na periferia; como o fez também Card. Dom Paulo Evaristo Arns, sem falar de Dom Pedro Casaldáliga que vive numa casinha pobre, compartindo o quarto com algum hóspede.


Para mim o gesto mais simples, honesto e popular do Papa Francisco foi o de ir ao hotelzinho onde se hospedara (nunca se hospedava na grande casa central dos jesuítas em Roma) e foi pagar suas contas: 90 Euros por dia. Entrou e pegou ele mesmo suas roupas, arrumou a malinha, cumprimentou os funcionários e foi embora. Que potentado civil, que opulento milionário, que famoso artista faria tal coisa? Seria maliciar a intenção do bispo de Roma querer ver neste gesto, normal para todos nós mortais, uma intenção populista.
Não fazia a mesma coisa quando era cardeal de Buenos Aires, buscando seu jornal, comprando o que ia preparar para comer, indo de ônibus ou de metrô e preferindo se apresentar  como  “padre Bergoglio”?


Frei Betto cunhou uma expressão de grande verdade: ”a cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”. Efetivamente, se alguém sempre pisa em palácios e em suntuosas catedrais, acaba pensando na lógica dos palácios e das catedrais. Por esta razão, no domingo, celebrou missa na capelinha de Santa Ana, dentro do Vaticano que é considerada a paróquia romana do Papa. E depois foi conversar com os fiéis à porta.


Coisa notável e carregada de conteúdo teológico: não se apresentou como Papa, mas como “bispo de Roma”. Pediu orações não para o Papa emérito Bento XVI, mas para o bispo emérito de Roma, Joseph Ratzinger. Com isso ele retomou a mais primordial tradição da Igreja, a de considerar o bispo de Roma “o primeiro entre os pares”. Pelo fato de na cidade estarem sepultados Pedro e Paulo, ganhava especial proeminência. Mas esse poder simbólico e espiritual era exercido no estilo da caridade e não na forma do poder jurídico sobre as demais igrejas como  predominou no segundo milênio. Não me admiraria absolutamente se, como queria João Paulo I, resolvesse abandonar o  Vaticano  e fosse morar num lugar simples, com amplo espaço exterior para receber a visita dos fiéis. Os tempos estão maduros para este tipo de revolução nos costumes papais. E que desafio está representando para alguns movimentos leigos que buscam a riqueza e são sedentos de poder e para os demais prelados da Igreja:  viver  a simplicidade voluntária e a sobriedade condividida.