3 de dezembro de 2013

O pecado mora em casa


Nesta Região Administrativa (cada vez menos) Especial, como se não bastasse a boçalidade de uma menina que está preocupada com  o espaço ocupado pelos residentes não - permanentes, e  a de outra, recentemente eleita deputada, ao fazer uso da palavra em pleno hemiciclo, chegamos ao clímax do mais puro racismo, da mais reles xenofobia, quando aparecem na sede da Associação do Novo Macau Democrático uma série de cobardes, supostamente patrões, preocupados com o comportamento animalesco das empregadas domésticas.
Que agridem as crianças, os velhinhos, assediam sexualmente os pobres e indefesos patrões.
Nunca nenhuma das empregadas domésticas que prestaram funções em minha casa teve comportamentos desta natureza.
Nem agrediram ninguém (talvez porque também nunca tenham sido agredidas) nem nunca me assediaram sexualmente (devo ser mesmo feio!).
É preciso não ter um pingo de vergonha na cara, mesmo que tapada por máscaras e escondida atrás de óculos escuros, para fazer afirmações destas.
Que só se compreendem como reacção a um relatório recentemente divulgado em Hong Kong que dava conta de todo o tipo de maus tratos, sevícias, semi - escravatura a que estão sujeitas as empregadas domésticas.
Afinal a culpa é delas, são elas as verdadeiras agressoras e as grandes provocadoras.
Se esta corja tivesse cabeça para pensar poderia aconselhá-los qual a cabeça que deve comandar o comportamento humano.
Como não têm, restam-me os sentimentos de revolta e de puro nojo.
Acentuados pelo facto de estas reacções terem partido precisamente das forças políticas mais representativas de Macau (Operários, lista de  Fujian, Associação do Novo Macau Democrático).  

23 comentários:

  1. Pedro, é nestes momentos que devemos agradecer não existir sufrágio universal. Não quero pensar como seria com esta gente reles no poder

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    1. Estas listas são as mais votadas, Hugo.
      Como é possível que exista gentalha desta?

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  2. Não dá mesmo para acreditar!
    Acho lamentável que não haja sequer uma voz na AL que diga à menina Song que as declarações dela são racistas e contrárias à LB?!
    Mor

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    1. Mor,
      Não só não há quem lhe diga isso, como há quem faça coro com ela.
      Estou a referir-me à menina que resolveu imitar o Dylan Moran - os residentes não - permanentes vêm para aqui, pisam o chão, respiram o ar, ocupam o espaço.
      Cambada!!

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  3. Força Pedro
    Que nunca te doam as mãos que escrevem estas verdades.
    É preciso dar-lhes mais forte e mais acentuadamente do que aquilo que eles são capazes de fazer..
    Certamente haverá mais para contar

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    1. Nunca, luis.
      Tenho verdadeiro asco a gente deste calibre.
      E não o escondo.
      Esta malta está convencida que pode ter em casa uma escrava com educação e fleuma de mordomo britânico.
      Cretinos!

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  4. Será que existe mesmo uma vaga de loucura e retrocesso a assolar o planeta?!

    Eu sei que a perturbação faz parte da mudança de ciclos, mas seria escusado ser tão acentuada e ter elementos completa e perigosamente estúpidos!

    Tudo de bom

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    1. E esta escumalha é a mais votada, São.
      Dão dó e nojo ao mesmo tempo :(

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  5. Triste, embora...verdadeiro!
    Abraço, Pedro!

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    1. Triste é muito pouco, Ricardo.
      Deprimente!
      Aquele abraço!!

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  6. Subscrevo o que disse o comentador transacto e estou totalmente solidária com a sua indignação.

    Que se ouça a voz dos justos, amigo!

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  7. Subscrevo o Luis Rodrigues Coelho.

    Embora fora do enquadramento, estou muito solidária com a sua indignação, porque é sempre esta a minha postura perante a injustiça.

    Que nunca lhe falte a palavra veemente, na altura oportuna!

    Força, Pedro!

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    1. Majo,
      Uma grande parte destas empregadas domésticas e vítima de tudo aquilo que estes tipos as acusam.
      Absolutamente nojento e cobarde.

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    2. Tem razão Amigo, é asqueroso!

      Bom seria elas poderem-se demitir todas ao mesmo tempo.
      Talvez passassem a ser mais respeitadas.

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    3. Isso seria muito bem feito, Majo
      Se fosse possível.
      Mas não é
      E é essa certeza de vulnerabilidade da outra parte que permite estes comportamentos asquerosos.
      Já imaginou o caos que seria se acontecesse o que diz?
      Quem tomaria conta da casa, das crianças, dos mais velhos?
      Como é que os agora patrões enraivecidos poderiam ir trabalhar?
      Era muito bem feito!

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  8. Parece-me um discurso que tenta manobrar a situação em favor de benefícios sociais preconceituosos. Falta de humanidade, de justiça e verdade. Uma verdade repugnante!

    Bjos

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    1. Repugnante é o adjectivo exacto, Carla Fernanda
      Como é possível que se mantenham situações destas em pleno século XXI e numa sociedade economicamente tão próspera como é a de Macau?
      Bjs

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  9. Uma revolta que partilho consigo, inteiramente.
    Obrigada por defender quem trabalha, não num trabalho menor como muitos julgam, mas numa actividade que permite, a quem dele usufrui, ter uma vida mais limpa e sossegada.
    Um abraço

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    1. Maria do Sol,
      Estes cretinos não percebem que, se não tivessem essas empregadas domésticas lá em casa, não tinham possibilidade de terem a vida que têm, que tudo se alterava, até se desmoronava em volta deles.
      Os estúpidos são assim.
      Um abraço

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  10. Não se deve meter tudo no mesmo saco...nem os patrões, nem as empregadas.

    Seja como for quem diz uma coisa dessas, fala por falar...o problema é que muitas vezes são levados a sério.

    Beijinho :)

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    1. maria,
      Não há anjinhos em nenhuma profissão.
      Porque ser anjinho não é profissão.
      Querer diabolizar as empregadas domésticas, e apresentar os patrões como vítimas, é pura falácia, é mentira descarada!
      Beijinho

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