11 de outubro de 2013

O fotógrafo




Num país socialista, que necessitava de mão-de-obra, foi decretada uma lei que obrigava todos os casais, num prazo de cinco anos de casados, a terem no mínimo cinco filhos. 

Se nesse espaço de tempo o casal não conseguisse ter algum filho, o governo destacava um "agente" para auxiliar o casal. 

Assim, presenciamos o seguinte diálogo entre o casal:

 M- Querido, hoje completamos cinco anos de casados... 

H- E infelizmente não tivemos nenhum filho. 

M- Será que vão mandar o tal agente?

 H- Eu não sei...

 M- E se ele vier? 

H- Bem, eu lavo as minha mãos...

 Em seguida saiu para o trabalho. 

Logo após a saída do marido, batem à porta. 

A mulher abre e dá de caras com um homem. 

Era um fotógrafo que se tinha enganado na morada. 

F- Bom dia, eu sou... 

M- Pode entrar, eu já sei... 

F- O seu marido está?

 M- Não, já foi trabalhar. 

F- Presumo que ele esteja a par. 

M- Está sim, e concorda.

F- Óptimo, então vamos começar. 

M- Já? Assim tão rápido?

 F- Sim, tenho que visitar seis casais ainda hoje. 

M- Epá, e o senhor aguenta? 

F- Claro que sim, estou preparado, e isto dá-me muito prazer. 

M- Então, como fazemos? 

F- Permita-me sugerir, uma no quarto, duas no tapete, três no sofá, uma no corredor e uma ultima na casa de banho. 

M- Porra!!! Não é muito? 

F- Minha senhora, nem o melhor artista da minha profissão se satisfaz na primeira tentativa.

M- O senhor já visitou alguma casa deste bairro? 

F- Não, mas trouxe umas amostras do meu trabalho. (mostra-lhe umas fotos de bebés) 

M- Foi mesmo o senhor que fez? 

F- Sim, veja este aqui, foi feito na porta de um supermercado. 

M- Ena! Não lhe parece um tanto público? 

F- Sim, mas a mãe era artista de cinema e queria publicidade... 

M- Eu não teria tanta coragem. 

F- Esta foi em cima de um comboio. 

M- Que horror! 

F- Foi um dos serviços mais duros que já fiz... 

M- Imagino! 

F- Veja esta, foi feita num parque de diversões em pleno Inverno. 

M- Credo! Como é que pode?

 F- Não foi fácil, não bastava a neve a cair que ainda havia uma multidão à nossa volta. Se não fosse a ajuda dos polícias para tirar a multidão de cima de nós, não teria conseguido acabar. Bem, vamos ao trabalho. A senhora por favor ajuda-me a montar o meu aparelho no tripé? 

M- Como? 

F- Sim, é preciso, pois é enorme, quando pronto mede um metro. 

A mulher desmaiou...

4 comentários:

  1. ahahahah. É como o meu amigo diz. Segundas e Sextas é só palhaçada. :)
    Abraço.

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    1. É essa a promessa - começar e acabar a semana na galhofa :))

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  2. Coitada! Mas terá desmaiado de susto, ou desiludida ao perceber que era fotógrafo?

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