12 de setembro de 2013

O iPhone contra-ataca (Miguel Esteves Cardoso in Público)


Confesso-me aturdido. Estava eu a desenvolver uma teoria Spengleriana sobre a decadência da Apple depois da morte de Steve Jobs quando aparecem os dois novos iPhones, o 5s e o 5c, já claramente o resultado dos trabalhos de Tim Cook.

O 5c (cê de cheap?) é melhor do que o meu iPhone 5 mas custa cinco vezes menos: o preço de 99 dólares é revolucionário. É feito de plástico e vem em muitas cores mas, segundo percebo da reportagem de Hugo Torres no PÚBLICO e duma volta pelos sites suspeitos do costume, a parte de dentro, que é a que interessa, é tão boa como o iPhone 5, que é muito boa.

Sabe-se que a Apple tinha uma margem de lucro gananciosa e fica-lhe bem sobreviver com uma margem bastante mais pequena, para fazer frente aos concorrentes mais atrevidos. Diz-se que falta pouco para Jeff Bezos oferecer um smartphone Amazon. Por zero dólares. É mais revolucionário do que os novos iPhones mas é quase certo que o futuro "Amaphone" será mais tosco do que o iPhone mais barato.

A verdadeira bomba é o 5S. É duas vezes melhor do que o meu 5 mas custa menos de metade: apenas 199 dólares. Para mais, vem com touch ID, permitindo apenas ao dono aceder ao telemóvel. Dizem que é contra os ladrões. Mentira: é contra os espreitadores, namorados ou não.

Como é que os filmes e as séries de televisão, tão dependentes de espiar o iPhone do próximo distraído (ou na casa de banho) vão lidar com este luto? Roubar impressões digitais é tão século XX...

Desta vez, parece que o Miguel Esteves Cardoso atirou ao lado.



Novos iPhone não impressionam e acções da Apple caem


Os dois novos iPhone da Apple, especialmente o chamado low cost, não impressionaram os analistas, que criticam o preço elevado e a falta de inovação dos dois modelos, o 5S e 5C.

Um dia depois do lançamento dos dois novos smartphones, as acções da Apple ressentiram-se e caíram 5,44% para os 467,71 dólares na bolsa de Nova Iorque.

O lançamento do 5C era visto como uma tentativa da Apple para recuperar quota de mercado, especialmente nos mercados emergentes. Só que as primeiras reacções não são nada positivas.

O iPhone low cost vai custar 99 dólares nos EUA, mas inclui um contrato de fidelização de dois anos. Desbloqueado e sem contrato, o valor do 5C de 16 GB sobe para 549 dólares. E na China, um dos principais mercados, o valor será de 730 dólares, o dobro do custo de um modelo da Samsung e de outros concorrentes.
(....)
in Público

4 comentários:

  1. Gostei das dissertações aqui apresentadas.

    Tenho a versão 4... decidi esperar p'la versão 6 (sai em fins de 2014), esse sim vai revolucionar o mercado, p'lo menos os rumores assim o apontam.

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  2. JOTA ENE,
    Eu tenho o iPhone 5, o mesmo que tem o MEC.
    Que me foi oferecido o ano passado.
    E que é um desperdício em mim porque eu sou um trambolho a usá-lo :))

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  3. Eu tenho o Iphone 4 que, digo eu, satisfaz-me plenamente e, claro, toda a família "I" (Ipad, Ipod Touch), enfim, com as actualizações do sistema operativo, esse sim, revolucionário a coisa irá ficar "supimpa", Pedro.

    Com efeito, o IOS 7 irá revolucionar a forma como hoje visualizamos e utilizamos os nossos "I" e aguardo pelo dia 18/09 para me pronunciar sobre esta matéria.

    Chamem-me "riquinho", "beto", "copo d´leite" que eu não me importo tenho um iphone porque me ofereceram, mas compraria o dito caso não o tivessem feito, Pedro, e sabe porquê? Porque, para mim, é mais uma ferramenta de trabalho e, também, descontracção.

    Amigo, aquele abraço!

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    1. Eu não chamo nada, Ricardo.
      Eu tenho o iPhone e o Ipad.
      Ambos oferecidos.
      Porque não sei se os compraria.
      Simplesmente porque, como o Ricardo já sabe, eu sou um iPorra :)))
      Aquele abraço!!

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