24 de setembro de 2013

O “De” e o “Da” - CARLOS MATOS GOMES (Coronel)



A má disposição nacional trouxe para o discurso público palavras que viviam sem abrigo. Sigo o tomar no cu do Francisco José Viegas para expressar a minha admiração pelos que conseguem distinguir um corrupto de merda, de um corrupto da merda.
O decisivo, para esses puristas da merda, é o “De” e não o corrupto. Tudo está na preposição de e não no artigo, no caso, dois artigos: o A, da contração da, e o corrupto – ele próprio. É evidente que, bem vistas as coisas, um corrupto dE merda é diferente de um corrupto dA merda. O De Merda, quer dizer que ele é Um Merdas. O Da Merda, quer dizer que ele trafica, vende, trata de Merda, que está, simplesmente, sujo de Merda.
Enfim e resumindo: com de, ou com da, vai tudo dar à mesma Merda, excepto se se tratar de um presidente de câmara, ou da câmara. Onde não há merdas, nem meias merdas, pode fazer sentado ou de cócoras!

4 comentários:

  1. Bom dia Pedro.
    Desculpe qualquer coisinha, mas vou roubar para o facebook.
    Abraço

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    1. Rodrigo,
      Como tão bem diz o nosso povo, "ladrão que rouba a ladrão...." :))
      Grande abraço!!

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  2. Respostas
    1. Não é o País, Carlos.
      São (algumas) pessoas.
      Que o País não merecia e que, sobretudo, não merecem o País.

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