8 de agosto de 2013

Macau é uma cidade insegura?


Na resposta à pergunta formulada em título não tenho dúvidas em afirmar que a esmagadora maioria dos residentes dirá que não, que Macau não é uma cidade insegura.
Bem pelo contrário.
Macau é, no geral, uma cidade bastante segura, sobretudo em comparação com outros países e regiões.
Partindo desta premissa, nova pergunta se terá que colocar - se Macau é efectivamente uma cidade segura, porque é que, constantemente, na saída de qualquer alto dirigente à rua, a circulação de pessoas e veículos sofre restrições, é interrompida até?
O último exemplo, simultaneamente patético e irritante, vivi-o na manhã de ontem.
À saída da Ponte Sai Van, em hora de ponta, pouco antes das nove horas, a hora a que as pessoas se dirigem para o seu local de trabalho, o trânsito estava interrompido.
E podiam avistar-se algumas motas da PSP cá em baixo.
Pensei que se tratava de  (mais um) acidente rodoviário.
Puro engano.
O trânsito fora interrompido para dar passagem a, vou falar no milagre e no santo, Edmund Ho.
Será necessário tanto espectáculo, tanto espavento, tanto transtorno à vida do cidadão comum?
Haverá razões ligadas à segurança a explicar este procedimento?
Ou trata-se apenas de puro exibicionismo?
Inclino-me mais para a última hipótese.
Se estiver enganado, desmintam-me.
E expliquem-me porquê, por favor.

Em Tempo:
Um amigo, bem formado e bem informado, enviou-me o seguinte esclarecimento:

  • Caro Pedro com todo o respeito que tenho por ti e pelas tuas posições com as quais tenho concordado plenamente não posso deixar de dizer-te que em relação à situação do Edmundo Ho estás errado. Porquê?
  • Porque a pessoa em causa tem a segurança, que tu viste e eu também vi e que me atrasou, não por que queira, mas porque lhe é imposta a ele e atribuída às FSM pelas autoridades do Governo Central; ele nem pode dizer não quero ou não preciso; em termos de segurança "é assim e não há modalidades para optar". Esta é a pura verdade. Aliás o que nos vimos nesse dia é resultado de ele ir sair de Macau em missão oficial com VMin. da RPC; quando assim não é podes vê-lo aos domingos de manhã a conduzir o seu carro particular ainda que acompanhado de uma carrinha preta com dois guardas de segurança; mesmo esta ele não pode recusar e as FSM estão obrigadas a garantir e a seguir as medidas impostas por Pequim. Caso, eventualmente, alguma coisa acontecesse estás a ver quem pagaria.
    Porque pedia que me apresentassem alguma razão que eventualmente existisse, e eu desconhecia; porque me foi apresentada; porque errei e induzi outros em erro; tenho obrigação de publicar este esclarecimento e pedir desculpas a quem involuntariamente induzi em erro.

10 comentários:

  1. Admito a minha ignorância. Não sabia quem era Edmund Ho. Consultei o google. O Mr. Ho estudou no Canadá, na Universidade de York em Toronto.
    Tanto espalhafato só pode ser devido a duas coisas: ou exibicionismo ou achar que a sua segurança pode correr perigo.
    Agora atrapalhar o cidadão comum é que não deve. Mas que importa isso para os “mais poderosos”?!

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    1. Catarina,
      Edmund Ho foi o primeiro Chefe do Executivo de Macau, pós-transição, da RAEM.
      E, com os cargos que ocupa, é o mais alto magistrado em Macau na estrutura do poder chinês.
      Ainda assim, esta postura é, julgo eu, perfeitamente desnecessária.
      Se não for, que me esclareçam, por favor, repito.

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  2. É sem dúvida um problema de segurança. De segurança íntima, psicológica do próprio. Vaidoso, guiado pelo TER e sem ver se tem SER, sucumbe à necessidade de ostentação e de exibicionismo. Compare tais tipos que se julgam insubstituíveis com o simples Papa Francisco que andou no Brasil na qualidade de pessoa vulgar, sem exigir seguranças especiais.
    Neste momento em Manta Rota, praia do Algarve estão governantes em férias, talvez meia dúzia de pessoas mas têm à sua volta dezenas de agentes de segurança, que, como diz o post prejudicam a vida normal dos cidadãos que ali estejam para repouso.
    Isto até pode ser interpretado de outra forma: os governantes têm consciência de que são detestados pelo povo que sacrificam e receiam vingança do mal que os cidadãos recebem de quem os explora em vez de os defender.

    Abraço
    João

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    1. Caro João Soares,
      No caso de Macau nem é o facto de as pessoas não gostarem do indivíduo.
      este, ou outros,
      A malta, em Macau, é pacífica.
      Isto é pura ostentação, pura cagança.
      Aquele abraço!!

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  3. É um cidade perfeitamente segura, sim senhora. Se não for, eu recorro às minhas técnicas de auto-defesa. :)

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    1. Não é preciso, FireHead.
      Se há qualidade que Macau tem é ser uma cidade segura.
      Desde que gente não se meta em determinadas aventuras, que têm sempre a ver com dinheiro, ninguém nos chateia.
      Mais uma razão para não ser necessário este espalhafato.

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  4. Tratando-se de quem é, exibicionismo assenta bem.

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  5. Bem, pelos vistos, isso agora é pior do que no meu tempo!

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    1. Mas eu meti argolada.
      Que já esclareci.
      Porque me explicaram que meti argolada, como, em quê.

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