27 de abril de 2012

Puta madre!!

Estão encontrados os (Atléticos - Bilbau e Madrid) finalistas da Liga Europa.


Em Bilbau, o Sporting não conseguiu resistir à fúria basca e ficou fora da sonhada final.
O 3-1 premeia o querer e a raça dos bascos, a classe de alguns dos seus jogadores (Llorente) e do seu treinador (Bielsa).
O Sporting deu a luta possível, chegou ao intervalo com a eliminatória empatada, tentou levá-la para prolongamento, mas permitiu o golo que coloca os bascos na final aos 88 minutos.
Demasiado tarde para tentar qualquer recuperação.
É mesmo caso para dizer puta madre!!
Fica a memória de uma boa carreira nesta edição da Liga Europa, os pontos e o prestígio conquistados.
Para o ano há mais.


O que se viu no final do jogo foi excepcional.
O convívio, o fair-play, das duas claques, dos adeptos do Sporting na despedida à equipa, .....só por isso já teria valido a presença nesta meia-final.
BRAVO!!


Em Bucareste, na final espanhola (a época passada foi portuguesa), vai estar o outro Atlético, o de Madrid.
E vai estar outra vez Radamel Falcao.
Depois do 4-2 em Madrid, o Atlético aguentou a fúria do Valência e acabou a ganhar também em casa do adversário (1-0).
Duas equipas espanholas, com dois fantásticos número 9 (Llorente e Falcao), dois excelentes treinadores argentinos (Bielsa e Simeone).
Gostava que o Falcao ganhasse outra vez a Liga Europa.

Pausa no blogue até à próxima quarta-feira (segunda-feira há tolerância de ponto).
Divirtam-se muito que eu vou tentar fazer o mesmo!!

A malta de Cacilhas é tramada!!



Uma loira boazona ia atirar-se da ponte 25 de Abril, quando aparece um marinheiro:
- Eh, pá, miúda, não faças isso!
- 'Sim! Vou atirar-me! A minha vida é uma desgraça!'
- 'Não faças isso! Olha, o meu navio está de partida para o Brasil. Porque é que não vens comigo e pensas melhor durante a travessia? Chegando lá, se ainda te quiseres matar, pelo menos ficaste a conhecer o Brasil.'
A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele para o porão do barco, onde viajaria clandestinamente.
Durante duas semanas o marinheiro visitava a loira à noite, levava-lhe comida e água e dava-lhe uma queca.
Todos os dias, comida, água e pimba.
Um dia, o comandante fez uma inspecção ao porão do navio e descobriu a loira.
Ela não teve outra alternativa senão contar-lhe a verdade:
-'Sabe, Sr. Comandante, eu estou aqui a viajar para o Brasil, porque um marinheiro salvou-me da morte. Todas as noites ele traz comida e água e, como agradecimento, eu deixo-lhe dar-me uma queca. Fizemos este acordo até chegarmos ao Brasil. Ainda falta muito para lá chegar?'
- Não sei, menina. Mas enquanto eu for Comandante, este barco só faz a travessia Cacilhas - Cais do Sodré e volta.'

A filha em conversa com o pai



A filha em conversa diz ao pai:
- Pai, eu saí com o meu namorado, e ele disse-me umas coisas que eu não percebi lá muito bem...
Disse que eu tinha um belo "chassis", dois lindos "airbags" e um "pára-choques" fenomenal!
Responde-lhe o pai:
- Diz ao teu namorado que se ele te abrir o "capô" e meter a vareta para medir  o óleo , dou-lhe uma tareia que lhe gripa o motor.!! 

Consulta médica


 
Depois de ser atendido, o médico chama a esposa reservadamente e diz:
 - O seu marido está com stress profundo. A situação é delicada, e se a senhora não seguir as instruções que lhe vou dar, o seu marido ... certamente vai morrer.
São apenas 10 instruções, que lhe salvarão a vida:

1) Todas as manhãs, prepare-lhe um café reforçado;
2) Ao almoço, sirva refeições nutritivas;
3) Para o jantar, prepare pratos especiais, tipo comida japonesa,  italiana e francesa;
4) Mantenha em casa uma boa reserva de cerveja gelada;


5) Não o atrapalhe quando ele estiver a ver futebol;
6) Deixe de assistir a novelas;
7) Não o aborreça com problemas do universo feminino;
8) Deixe-o chegar à hora que desejar;

9) Nunca pergunte onde ele esteve;

10) Faça sexo com ele como e quando ele quiser.



No caminho de casa, o marido pergunta:
 - O que foi que o médico disse?
 Ela respondeu:
- Que vais MORRER!

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Eartha Kitt e James Dean 


Recordando os anos 60 (76)

26 de abril de 2012

Apetece-me especular com a "dança" de treinadores


No final do jogo de anteontem, Guardiola afirmou que iria reunir com Sandro Rossell para discutir o futuro do Barcelona.
Seria mais correcto ter dito o seu futuro no Barcelona.


Ontem, no final do jogo, e pondo fim a especulações no que ao seu futuro concerne, Mourinho afirmou que, se os jogadores e dirigentes quiserem, ficará mais um ano no Real.
Os jogadores, e os dirigentes, querem.
Caso arrumado.

Agora vou eu especular.
E meto André Villas-Boas ao barulho.
Estou convencido que Guardiola vai sair do Barcelona.
Chegou ao fim o seu ciclo no clube.
O próprio Guardiola quererá provar, a si mesmo e a terceiros, que é capaz de ter sucesso noutra equipa que não o Barcelona.
Qual?
Aposto no Inter de Milão.
Moratti poderá assim cumprir o seu sonho e dizer que teve os dois melhores treinadores da actualidade a treinar o Inter.



E é aqui que entra André Villas-Boas.
Se este cenário se confirmar (o Chelsea também é forte candidato a receber Guardiola), André Villas-Boas, que estava à espera do Inter, fica sem mercado viável e apetecível.
E, o que era impensável há uma semana, pode tornar-se de repente real - o regresso de André Villas-Boas ao Porto.
Algo que seria bom para todas as partes envolvidas:
- Pinto da Costa e André Villas-Boas poderiam falar no regresso do filho pródigo, arrependido do passo precipitado que havia dado contrariando o conselho do seu mentor;
- Pinto da Costa teria encontrado substituto para o mal amado Vítor Pereira;
- Para mais, um substituto do agrado da bancada;
- Que até evitaria um despedimento, com a consequente indemnização e perda de face, de Vítor Pereira (seria integrado na equipa técnica, a mesma que tudo conquistou no Porto).
Obviamente, se Guardiola rumar a Londres, este cenário hipotético vai todo por água abaixo.
Mas, continuando no mesmo raciocínio (devaneio), ficam a faltar algumas peças no puzzle, acerca das quais não me atrevo sequer a especular:
- Quem vai treinar o Barcelona?
- Quem vai treinar o Chelsea (partindo do pincípio que não é Guardiola)?


- Quem vai treinar o Benfica na próxima época (Jorge Jesus vai sair no final desta época)?
Para qualquer uma destas perguntas, a mesma resposta - não faço a mais pequena ideia!!

Confirmada a final improvável

A UEFA sonhava com uma final da Champions entre os dois colossos espanhóis, as duas equipas mais mediáticas da actualidade.
Que, por via desse estatuto, mais receitas geram.
Primeiro o Chelsea, depois o Bayern, deram cabo do sonho aos senhores da UEFA.
Dizem-me que, no final do jogo, Platini ordenou que, na instalação sonora do Bernabéu, se tocasse "Against all Odds" de Phil Collins.
Não posso confirmar.


O que posso confirmar é que um outro colosso, este bávaro, vai jogar a final em casa - o Bayern vai defrontar o Chelsea no Allianz Arena.
Para o conseguir, os comandados de Jupp Heynkes tiveram que eliminar o Real Madrid de José Mourinho no desempate através da marcação de pontapés da marca de grande penalidade.
E nem parecia ser isso que ia acontecer.
Depois de perder em Munique (2-1), o Real, como se previa, entrou com tudo.
E, com 14 minutos jogados, já estava em vantagem na eliminatória com dois golos de Ronaldo.
Anunciava-se goleada.
Durou pouco a euforia.
Aos 27 minutos Robben marcava e deixava tudo empatado.
E este terá sido o momento essencial do jogo.
O Bayern subiu, o Real caiu.
Até final houve equilíbrio, emoção, disputa, incerteza.
Mas não houve golos.
E vieram os indesejados pontapés da marca de grande penalidade para desempatar o jogo.
Se, durante o jogo, já se tinha percebido que o Bayern estava mais fresco, em termos físicos e psíquicos (Mourinho dizia no final do jogo que o Bayern "esteve de fim de semana"), no desempate esse facto ainda mais se notou.
Cristiano Ronaldo (herói e vilão), Kaká e Sérgio Ramos falharam para os merengues (só Xabi Alonso marcou).
Do lado dos alemães, mais frieza, com Alaba, Gómez e Schweinsteiger a serem decisivos, contra o penalty falhado de Lahm.
 2-1 no final do jogo, 1-3 nas grandes penalidades.
E o Bayern vai jogar a final, contra o Chelsea, no seu Allianz Arena.
Against all Odds.

Macau - De entreposto Oriente-Ocidente a Las Vegas chinesa




Macau - De entreposto Oriente-Ocidente a Las Vegas chinesa
  
Por Eric Vanden Bussche, de Taipei (Taiwan)
21/04/12 


Pode soar estranho, mas a capital mundial do jogo hoje se encontra num país socialista. Esqueçam Las Vegas ou Monte Carlo! Os magnatas norte-americanos do ramo estão todos seguindo rumo a Macau, apostando suas fichas numa cidade chinesa que até pouco tempo atrás era uma colônia portuguesa mais conhecida por ser o vizinho pobre de Hong Kong.
Desde 1999, quando os portugueses entregaram a cidade de volta aos chineses após mais de quatro séculos, Macau começou aos poucos a ostentar uma opulência (e também um kitsch) que a deixou irreconhecível.

Quando eu estive em Macau em meados do ano passado, a mudança pela qual a cidade passou durante a última década saltou aos meus olhos assim que o meu voo aterrissou. Da janela do avião, já foi possível avistar as luzes coloridas das fachadas dos novos cassinos e hotéis cinco estrelas no centro da cidade. No táxi, os letreiros enormes do Sands e do Wynn, a Louis Vuitton e as gigantescas decorações kitsch que enfeitavam o centro me deram a sensação que estava em Las Vegas em vez de Macau.
A Macau que havia conhecido em 1997 era outra cidade. Na época, os portugueses se preparavam para transferir o poder aos chineses e se estavam preocupados em deixar um legado duradouro de sua presença no Extremo Oriente.

Os portugueses se encontravam em Macau desde 1557. Nos séculos 16 e 17, a cidade prosperou ao consolidar o seu papel de importante elo comercial e cultural entre a Europa e a Ásia. Navegadores portugueses aportavam em Macau para conseguir encher suas embarcações com produtos orientais. Os jesuítas entraram na China a partir de Macau, levando consigo os seus conhecimentos científicos para a corte Qing (1644-1912). Macau também foi responsável pelos primeiros contatos entre a China e o Brasil. Navios portugueses que partiam de Macau para Lisboa eram reabastecidos em Salvador ou Rio de Janeiro, trazendo sedas, porcelanas e outros produtos da China.
Mas a perda da hegemonia portuguesa nos mares teve profundos reflexos no desenvolvimento de Macau, que testemunhou um longo período de decadência, exacerbado com a ocupação de Hong Kong pelo Reino Unido em meados do século 19. Macau passou a ser um entreposto periférico, à sombra da colônia inglesa. Diante das dificuldades econômicas na sua colônia, Portugal decidiu legalizar o jogo em Macau em 1847. Mas isso não foi suficiente para reverter o seu processo de decadência.
Após a Segunda Guerra Mundial, enquanto Hong Kong prosperava como centro comercial, Macau encontrava-se estagnada. Não foi à toa que os portugueses adquiriram a fama de administradores incompetentes, responsáveis por tornar Macau num bolsão de pobreza dominado pelo crime organizado. Essa opinião era compartilhada até mesmo por moradores portugueses. “Esses governadores que Portugal manda para cá só servem para destruir a nossa reputação”, me disse um jovem rapaz de Lisboa que morava há anos na cidade. “Agora os chineses acham que todos nós portugueses somos tão idiotas quanto o governador português!”

Os portugueses também nunca se esforçaram em difundir a sua língua e cultura entre os habitantes locais. Achar alguém que fale o português e o chinês na cidade é uma missão quase impossível. Os chineses com os quais conversei preferiam aprender o inglês por achar que a língua seria mais útil. “Aprender português não serve para nada,” disse uma universitária chinesa que conheci na praça Luís de Camões. Quando perguntei a ela se sabia quem era Camões, ela respondeu: “Talvez um velho rei de Portugal, não tenho muita certeza”.

Parece que os portugueses só entenderam que sua presença de quatro séculos em Macau havia passado desapercebida pela população local às vésperas da entrega de Macau. Nos anos 90, Portugal despendeu grandes esforços em construir um legado e limpar a sua imagem perante os macaenses. Os portugueses decidiram consolidar a ideia de que sua administração de quatro séculos em Macau, ao contrário dos ingleses em Hong Kong, fora um colonialismo “politicamente correto”, ou seja, eles não tentaram apagar a cultura local e substituí-la a força pela língua e cultura portuguesa. Nesse sentido, Macau seria um ponto de convergência entre o Oriente e o Ocidente, um forte elo entre duas grandes civilizações.


Apesar desses esforços, a população local parecia extremamente contente ao ver os portugueses se prepararem para voltar para casa. Quando voltei a Macau, em dezembro de 1999, uma semana antes da cerimônia de devolução à China, os macaenses com os quais conversei pareciam eufóricos. “Agora Macau finalmente poderá se desenvolver,” disse uma empresária. “Os portugueses personificam tudo que há de ruim em Macau: a corrupção, a incompetência administrativa. Macau irá mudar, com certeza.”

Ela estava certa, mas o estopim da mudança não foi o retorno de Macau à China.


Em 2002, o governo local resolveu não renovar a concessão do monopólio que as empresas do magnata Stanley Ho detinham sobre o ramo de jogos de azar. Essa decisão ocasionou uma profunda transformação na economia da região, abrindo as portas para bilionários norte-americanos do setor.
Em 2004, Sheldon Adelson, o sétimo homem mais rico do planeta segundo a revista “Forbes”, decidiu tentar a sua sorte e inaugurou o cassino Sands Macau. A experiência foi tão bem sucedida que, em apenas um ano, Adelson conseguiu recuperar os US$ 265 milhões que havia investido na construção do cassino.

Em 2006, foi a vez de Steve Wynn, outro magnata de Las Vegas, erguer o seu cassino. Atualmente, seus negócios em Macau são responsáveis por 66% dos lucros de sua empresa. Wynn encontra-se tão satisfeito com a sua experiência em Macau que ele está aprendendo a língua e chegou até a brincar que sua empresa não era mais norte-americana, mas chinesa.
Enquanto Las Vegas continua a sentir os efeitos da crise econômica que assola os Estados Unidos desde 2008, Macau se tornou a Meca dos cassinos, com receitas atingindo US$ 33,5 bilhões no ano passado. Atualmente, Macau possui mais de 30 cassinos, a maioria espremidos no centro da cidade, numa área de apenas 28 quilômetros quadrados, mas que ostenta uma riqueza de dar inveja a Las Vegas e Monte Carlo.

Eric Vanden Bussche é especialista em China moderna e contemporânea da Universidade Stanford (EUA). Possui mais de uma década de experiência na China. Foi professor visitante de relações Brasil-China na Universidade de Pequim e pesquisador do Instituto de História Moderna da Academia Sinica, em Taiwan. Suas áreas de pesquisa incluem nacionalismo, questões étnicas e delimitação de fronteiras da China. Sua coluna é publicada às sextas-feiras.

Os elefantes que paguem a crise (Ricardo Araújo Pereira, Visão)


Os elefantes que paguem a crise

Espanha está mergulhada numa das mais graves crises da sua história. Perante uma situação tão difícil, o rei fez o que qualquer grande estadista faria e tomou a única decisão possível: foi caçar elefantes para África. Sim, todos os dias o desemprego aumenta e o nível de vida diminui, mas os espanhóis podem estar descansados porque há um paquiderme no Botswana que não se vai ficar a rir. É interessante constatar o modo como a análise económica muda de país para país. Em Portugal, culpamos Sócrates, o BPN, os mercados, as agências de rating. Em Espanha, descarregam nos elefantes da África austral. A crise tem responsáveis cada vez mais inesperados.

A caça ao elefante tem tudo para ser um desporto emocionante. A dúvida constante de saber se o praticante terá pontaria suficiente para conseguir acertar num bicho que, além de ter uma excepcional capacidade de se camuflar, ainda é extremamente irrequieto, deve ser de cortar a respiração. Mas o rei, habituado a não conseguir obter nada facilmente, aprecia desafios trabalhosos.
Dias antes da caçada, um neto do rei de Espanha disparou uma espingarda sobre o seu próprio pé. Trata-se de uma actividade que costuma ser levada a cabo apenas em sentido metafórico, mas o jovem infante resolveu ser literal e enfiou uma chumbada no metatarso. Ambos os casos fazem dos Bourbon guerreiros sui generis. O velho escolhe como alvo um animal que se move com lentidão e pesa toneladas; o miúdo dá um tiro e acerta no próprio pé. Não admira que tenhamos ganho tantas batalhas a esta gente. A família que teve a audácia e a valentia suficientes para subjugar o povo espanhol ao seu poder exibe a vocação genética para manusear armas que ficou descrita acima. Imaginem o talento do resto da população para a actividade bélica. É um país inteiro que deve ser dado como inapto para o serviço militar. Era óbvio que um povo assim só podia produzir soldados como os que, em Aljubarrota, no ano de 1385, claudicaram perante uma das nossas melhores profissionais da indústria da panificação. O que é incrível não é o facto de Portugal ter conseguido resistir às investidas espanholas. É Portugal não ter organizado um exército composto por meia dúzia de padeiras que alargasse as nossas fronteiras até França. Era trabalho para duas ou três semanas.

Ricardo Araújo Pereira
Revista Visão

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Woody Allen e Michael Jackson  


Recordando os anos 60 (75)

25 de abril de 2012

Subsistem (muitas) razões para celebrar


Celebra-se hoje mais um aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974.
Com o país a atravessar um período particularmente difícil, a viver momentos de grande tensão, já me deparei com as mais variadas opiniões que apontam no sentido de este não ser um momento de celebração.
Até opiniões daqueles que pensam que o 25 de Abril não deve ser celebrado, que é uma data triste para Portugal.
Tinha nove anos, quase dez, naquele dia que mudou o destino de Portugal.
E, pouco tempo depois da Revolução, eu e a família fomos vítimas de alguns excessos então cometidos.
Não os esqueci, não os esquecerei, mas não guardo ressentimento ou rancor acerca dos mesmos.
Porque continuo a pensar que, neste dia, sejam quais forem as opiniões acerca do que aconteceu em 1974, o simples facto de as podermos manifestar livremente, é motivo mais do que suficiente para celebrar.


Celebração que fica ensombrada pelo falecimento de Miguel Portas.
Não partilho o seu ideário político.
Mas admirava a sua cidadania, a sua inteligência e cultura, o seu espírito livre, a força das suas convicções, a rectidão e verticalidade do seu comportamento, a sua educação.
Que repouse em paz.

O Barcelona também se abate


O Chelsea, carrasco do Benfica, é o primeiro finalista da Champions este ano.

Os londrinos, num ano particularmente conturbado, acabam por vingar 2009 e terminar a época a disputar a final da Champions League.
Terrivelmente eficaz (já tinha sido assim com o Benfica), esta equipa do Chelsea estudou bem a lição e bloqueou o futebol do Barcelona.
Depois, juntando competência, experiência, eficácia e sorte, consegue-se bater o monstro Barcelona.
Barcelona que, no espaço de menos de uma semana, disse adeus ao título em Espanha e à Champions.
Quer o Real, quer o Chelsea, descodificando o chip que faz funcionar o Barcelona, conseguiram ultrapassar os catalães manietando o trio que faz funcionar a equipa - Iniesta, Xavi e Messi (falhou um penálti que podia ter resolvido a eliminatória).
Pará-los é terrivelmente complicado.
Quando se consegue, o Barcelona claudica.
Porque não é capaz de mudar o chip.
Se aquele não funciona, não há outro.
Assim se explica que, a ganhar por 2-0, com mais um jogador desde os 37 minutos (que infantilidade de Terry!!), os espanhóis tenham acabado eliminados, tenham permitido a Torres, o "patinho feio", empatar no jogo já perto dos 90 minutos e colocar o Chelsea na final da Champions.
Estes desaires do Barcelona podem ser vistos como o prenúncio do fim de uma era?
Não iria tão longe.
São a confirmação de que não há equipas imbatíveis, que os "segredos" deste Barcelona já foram devidamente estudados, que é possível parar o famoso tiki-taka.
Os "blues", com esta final, vêem premiada a experiência e a eficácia no ano que marcará profundas mudanças em Stamford Bridge.
Com, ou sem, título europeu, esta geração de jogadores (Cech, Paulo Ferreira, Bosingwa, Terry, Ashley Cole, Lampard, Drogba, Malouda,...) vai sofrer um profunda razia.
Que André Villas-Boas queria fazer mas que não lhe deixaram fazer.

Drogba, no final do jogo de ontem, saudou Mourinho e afirmou que estaria à espera dele na final.
Será?

Escritos Milenares




“A mulher deve adorar o homem como a um deus. Toda manhã, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: Senhor, que desejais que eu faça?”

Zaratustra (filósofo persa, século VII a.C)


“Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súbditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado.”
Constituição Nacional Inglesa (lei do século XVIII)

“Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar, de seu marido, se este morrer, de seus filhos e se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca se deve governar a si própria.”
Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)

“Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face. E é bem merecido, por dirigir-se ao homem com maldade de linguajar ousado.”
Le Ménagier de Paris (Tratado de conduta moral e costumes da França, século XIV)

“As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efectuar negócios.“
Henrique VIII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI)

“Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusive, ser exercida na casa de um credor de seu marido e, durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimônio”
Código de Hamurabi (Constituição Nacional da Babilónia, outorgada pelo rei Hamurábi, que a concebeu sob inspiração divina, século XVII A.C.)

“Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto, dai aos varões o dobro do que dai às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher.”
Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos, recitado por Alá a Maomé no século VI)

“Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se quiserem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos.“
São Paulo (apóstolo cristão, ano 67 D.C.)

“A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior.”
Aristóteles (filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre, o Grande, século IV A.C.)

“O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia.“
Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, século XVI)




Por esses escritos, vê-se quão árduo foi o caminho para as mulheres chegarem aos dias de hoje em igualdade de condições com os homens.
Infelizmente, em muitos paises islâmicos, as mulheres continuam na mesma situação desses escritos milenares.

No Cais do Sodré há mais do que uma praia escondida debaixo do asfalto


No Cais do Sodré há mais do que uma praia escondida debaixo do asfalto

Enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI foi descoberta
debaixo da Praça D. Luís, juntamente com vestígios de estruturas de
séculos posteriores.

A descoberta tem menos de um mês. Os arqueólogos encontraram uma
enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI junto ao mercado da
Ribeira, em Lisboa. Feita com troncos de madeira sobrepostos, a
estrutura ocupa 300 metros quadrados e data de uma época em que a
cidade sofria os efeitos de sucessivos surtos de peste e epidemias,
graças aos contactos com outras gentes proporcionados pelos
Descobrimentos.

Para continuar a trazer de além-mar o ouro, a pimenta e o marfim que
lhe permitiam pagar as contas, o reino investia na construção naval, e
a zona ribeirinha da cidade foi designada como espaço privilegiado de
estaleiros. Os relatos da altura dão conta de uma cidade cheia de
escravos vindos de além-mar, mas também de mendigos fugidos do resto
do país para escapar à fome.

Os arqueólogos nem queriam acreditar na sua sorte quando depararam com
a rampa enterrada no lodo debaixo da Praça D. Luís, a seis metros de
profundidade, e muito provavelmente associada a um estaleiro naval que
ali deverá ter existido. "É impressionante: é muito difícil encontrar
estruturas de madeira em tão bom estado", explica uma das responsáveis
da escavação, Marta Macedo, da empresa de arqueologia Era.

No Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico o
achado também tem sido motivo de conversa, até porque os técnicos
desta entidade foram chamados a acompanhar os trabalhos, que estão a
ser feitos no âmbito da construção de um parque de estacionamento
subterrâneo. A subdirectora do instituto, Catarina de Sousa, diz que
esta e outras estruturas encontradas são, apesar de muito
interessantes, perecíveis, pelo que a sua conservação e musealização
na Praça D. Luís é "praticamente inviável". Como a escavação ainda não
terminou, os arqueólogos acalentam a esperança de ainda serem
brindados, em níveis mais profundos, com algum barco submerso no lodo,
como já sucedeu ali perto, tanto no Cais do Sodré como no Largo do
Corpo Santo e na Praça do Município. "É possível isso acontecer",
admite Catarina de Sousa.

Musealização em estudo

No séc. XVI toda a zona entre o mercado da Ribeira e Santos era de
praias fluviais. Mas não era para lazer que serviam os areais banhados
pelo Tejo. Na História de Portugal coordenada por José Mattoso, Romero
Magalhães conta como, poucos anos após a primeira viagem de Vasco da
Gama à India, "a zona ribeirinha da cidade é devassada pelos
empreendimentos do monarca [D. Manuel I] e dos grandes armadores".

Depressa surgem conflitos com a Câmara de Lisboa, ao ponto de o rei
ter, em 1515, retirado ao município a liberdade de dispor das áreas
ribeirinhas para outros fins que não os relacionados com o apetrecho e
reparação das naus, descreve o mesmo autor. São as chamadas tercenas,
locais dedicados à função naval e representados em vários mapas da
época. Mais tarde a mesma designação passa a abranger também o lugar
onde se produziam e acondicionavam materiais de artilharia.

O espólio encontrado pelos arqueólogos inclui uma bala de canhão, um
pequeno cachimbo, um pião, sapatos ainda com salto - na altura os
homens também os usavam -, restos de cerâmica e uma âncora com cerca
de quatro metros de comprimento, além de cordame de barco. Também há
uma casca de coco perfeitamente conservada, vinda certamente de
paragens exóticas para as quais os portugueses navegavam.

Um relatório preliminar dos trabalhos arqueológicos em curso explica
como a zona da freguesia de S. Paulo se transformou de um aglomerado
de pescadores, fora dos limites da cidade de Lisboa, num espaço
importante para a diáspora: "A expansão ultramarina contribuiu para
uma reestruturação do espaço urbano de Lisboa, que se organiza desde
então a partir de um novo centro: a Ribeira". Em redor do Paço Real
reúnem-se os edifícios administrativos. "É na zona ocidental da
Ribeira que a partir das doações de D. Manuel se irão instalar os
grandes mercadores e a nobreza ligada aos altos funcionários de
Estado, que irão auxiliar o rei (...) na expansão ultramarina e na
centralização do poder", pode ler-se no mesmo relatório. A escavação
detectou ainda restos de outras estruturas mais recentes. É o caso de
uma escadaria e de um paredão do Forte de S. Paulo, um baluarte da
artilharia costeira construído no âmbito das lutas da Restauração, no
séc. XVII. E também do vestígios do cais da Casa da Moeda, local onde
se cunhava o metal usado nas transacções. Por fim, foram descobertas
fornalhas da Fundição do Arsenal Real, uma unidade industrial da
segunda metade do séc. XIX.

"Esta escavação vai permitir conhecer três séculos de história
portuária", sublinha outro responsável pela escavação, Alexandre
Sarrazola. Embora esteja ciente de que a maioria dos vestígios terá
ser destruída depois de devidamente registada em fotografia e desenho,
o arqueólogo diz que algumas das peças encontradas poderão vir a ser
salvaguardadas e mesmo integradas no projecto do estacionamento, como
já sucedeu com os vestígios do parque de estacionamento subterrâneo do
Largo do Camões - ou então transportadas para um museu.

"Face ao desconhecimento do que ainda pode vir a ser encontrado por
baixo da estrutura de madeira do séc. XVI está tudo em aberto",
salienta, acrescentando que a decisão final caberá ao Instituto do
Património Arquitectónico e Arqueológico.



Very Rare photos (3)

Mick Jagger, Madonna e Tony Curtis by Dafydd Jones, 1997 



Recordando os anos 60 (74)

24 de abril de 2012

Ainda a ausência de retroactivos


Ouviu-se dizer (fala-se no milagre, não se fala no santo) ontem na Assembleia Legislativa, para justificar(?) a ausência de retroactivos salariais no funcionalismo público, que não se deve pensar "só nuns quantos"(sic) quando se trata de distribuir a (imensa!!) riqueza existente em Macau.
Inteiramente de acordo.
E quando é que se vai deixar de pensar "só nuns quantos", pergunto eu?!

ALGARVE - Filmes legendados em monchiquês. MÁGICO, completamente!!

E TUDO O VENTO LEVOU + TITANIC     

Para quem não viu, vai rir-se a valer. É a verdadeira língua de Monchique. Este filme está uma obra prima!

Como será na versão do chamado Acordo Ortográfico?

Monchique é uma vila do interior algarvio próximo de Portimão,conhecida pela água, enchidos, presunto,aguardente de medronho, etc...
E tem uma linguagem bastante diferente da do litoral!
Um bom trabalho da Turma B, do curso EFA, da Escola E.B.2,3 de Monchique.


A cegonha suicidou-se após a publicação do livro !!!!!


Não há nada como um livro infantil alemão para explicar o 'inexplicável' às crianças!
Afinal os bebés não vêm de França?!










Very Rare photos (2)


John Lennon, Yoko Ono e Pierre Elliott Trudeau 


Recordando os anos 60 (73)

23 de abril de 2012

Luta pelo título restringida aos dois do costume; Sporting foge ao Marítimo e aproxima-se do Braga; Real Madrid assegura o título em Camp Nou

Fim-de-semana futebolístico intenso na Península Ibérica.
Em Portugal, enquanto o Braga se despedia de um título que chegou a parecer possível, o Sporting fugia ao Marítimo e aproximava-se dos arsenalistas.
Em Espanha, em pleno Camp Nou, o Real deu a estocada final nas aspirações do Barcelona.


Para começar, na sexta-feira, o Braga disse adeus a um título com que chegou a sonhar.
O empate em Paços de Ferreira (1-1), depois das derrotas com o Benfica e o Porto, punha um ponto final em quaisquer aspirações que os bracarenses ainda pudessem alimentar de serem, pela primeira vez na sua história, campeões nacionais.
Num campo complicado (é difícil, para qualquer equipa, jogar na Mata Real), num jogo intenso, marcado por três expulsões, os bracarenses mostraram, como já haviam feito perante Benfica e Porto, que ainda não têm estrutura para lutarem, em igualdade de circunstâncias, com portistas e benfiquistas.
Falta estaleca, faltam alternativas, falta mentalidade de campeão a este Braga.
Que agora vai ter que se concentrar em segurar o terceiro lugar que ocupa e que dá acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.


Já no sábado, o Benfica goleou o Marítimo no Estádio da Luz (4-1) e deixou o Porto sob pressão para ganhar o jogo que tinha que realizar com o Beira-Mar horas mais tarde.
Apesar do ambiente algo tenso à volta do jogo (alguns sectores insistem em contestar Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira), a equipa do Benfica exibiu-se a bom nível, especialmente Nolito, goleou, manteve acesa a chama do título, colocou pressão no Porto.
E é isto que o Benfica pode, e deve, fazer doravante.
Ganhar os seus jogos.
Porque pode haver escorregadela(s) do Porto e o Benfica tem que a(s) aproveitar.
Ainda há muito para jogar.


Porto que, horas mais tarde, também goleou (3-0) o Beira-Mar.
Com Hulk a mostrar-se, mais uma vez!!, decisivo (deverá sair no final da época e merece-o), o Porto ganhou bem, manteve a distância para o Benfica (4 pontos de vantagem), mas apanhou alguns sustos que se tornam incompreensíveis.
Sobretudo no Dragão, este é um Porto nervoso, ansioso, algo inseguro até.
E, por isso mesmo, com quatro pontos de vantagem, à berinha do final da Liga, obriga a que se mantenham dúvidas acerca da revalidação  do título.
Até porque se aproximam dois jogos terríveis - deslocação à Madeira e recepção ao Sporting.
Nada de foguetes.


Dúvidas já não há para afirmar que este Sporting de Sá Pinto tem mesmo coração de leão.
A jogar na Madeira, num campo complicado (Choupana), com uma equipa complicada (Nacional), Ricardo Sá Pinto mexeu em todos os sectores da equipa, correu riscos, deu prioridade à Liga Europa, e ganhou a aposta.
A vitória (2-3), mais uma feita de coração, nervo, crença, faz o Sporting fugir ao Marítimo na luta pelo 4º lugar (mais cinco pontos) e aproximar-se do Braga na luta pelo 3º (menos seis).
Ricardo Sá Pinto foi inteligente e percebeu os erros que Domingos cometeu.
Ao percebê-los, adoptou uma postura oposta - a glória é dos jogadores, nas derrotas aparece ele.
Com essa postura, ganhou a equipa, o balneário, as bancadas.

RESULTADOS:

P. Ferreira 1-1 SC Braga

Benfica 4-1 Marítimo

V. Guimarães 3-2 UD Leiria

FC Porto 3-0 Beira-Mar

Gil Vicente 0-0 Rio Ave
 
Feirense 1-0 V. Setúbal

Nacional 2-3 Sporting

Académica - Olhanense (hoje)



Ganhar é um verbo que é frequentemente conjugado por José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
Neste sábado, o treinador português secou o futebol do Barcelona, deu uma lição de bem defender, de contra-ataque letal.
Nesta última parte, foi fundamental esse fenómeno que é Cristiano Ronaldo.
E sou obrigado a repetir o que já aqui havia escrito - o português é o jogador mais completo que alguma vez vi jogar.
Joga, e remata, bem com os dois pés, de cabeça, é rápido, forte fisicamente, tem uma capacidade de trabalho e sacríficio quase anormais, uma mentalidade constantemente ganhadora, uma média de golos marcados também ela impressionante.
Se dúvidas houvesse, teriam ficado desfeitas no último sábado - o Real vai ser campeão de Espanha.
Muitíssimo graças à acção da dupla Mourinho/Ronaldo.
E, a partir de sábado, os merengues podem concentrar definitivamente atenções na Champions.